Notícias da Saúde em Portugal 844

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Manhãs Informativas - Encerramento do ciclo de webinars Tecnologias digitais na saúde em Portugal | Creditação pela OF | É já amanhã

INFARMED I.P.

O INFARMED, I.P. irá realizar, no próximo dia 26 de maio de 2026, entre as 9h00 e as 13h00, a sessão de encerramento do ciclo de webinars subordinado ao tema “Contexto Regulamentar das Tecnologias Digitais na Saúde”. A sessão decorrerá em formato presencial, no auditório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa.

A inovação no setor dos dispositivos médicos, em particular potenciada pelas tecnologias digitais, têm-se traduzido em oportunidades para a saúde. Contudo, tem vindo a colocar desafios à regulação do setor.

O INFARMED, I.P., enquanto autoridade competente, consciente da rápida evolução tecnológica e científica, e considerando estratégico reforçar a comunicação e apoiar o desenvolvimento de iniciativas nacionais na área das Tecnologias Digitais na Saúde, realizou um ciclo de 12 webinars, entre 19 de novembro 2025 e 19 de março de 2026, com duração de 1h, subordinado ao tema Contexto Regulamentar das Tecnologias Digitais na Saúde.

Este ciclo abordou aspetos regulamentares e normativos ao longo do ciclo de vida deste tipo de dispositivos médicos, desde a sua qualificação regulamentar ao pós-mercado, assim como avaliação de tecnologias de saúde e caminhos regulamentares específicos para dispositivos órfãos e inovadores. Foi ainda realçado o impacto de outros atos legislativos europeus no setor, nomeadamente o Regulamento da Inteligência Artificial.

Nesta sessão de encerramento pretende-se envolver, em torno desta temática, outras autoridades e entidades nacionais, instituições de saúde e indústria do setor e, assim, permitir a discussão de oportunidades e desafios, mas também a identificação de potenciais sinergias de colaboração.

Mais de 100 mil utentes do SNS foram vítimas de acesso ilegal a dados clínicos

JN

A Polícia Judiciária (PJ) revelou na passada segunda-feira que mais de 100 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), incluindo adultos e crianças de todo o país e das ilhas, foram vítimas de acessos indevidos aos seus dados através das credenciais comprometidas de um médico da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T), José Ribeiro, admitiu, em conferência de imprensa na sede da PJ, em Lisboa, a possibilidade de ter sido usada inteligência artificial (IA) para o ataque, tendo em conta o "grande volume" de informação recolhido num "curto espaço de tempo".

Segundo o responsável, foi extraída uma quantidade de dados que "há poucos meses levaria três meses" a obter, o que poderá tornar a investigação "muito mais complexa".

A PJ garantiu que os acessos indevidos já foram bloqueados, as credenciais utilizadas foram desativadas e a exfiltração de dados foi "estancada". Também estão em curso medidas adicionais de reforço de segurança.

As autoridades continuam, porém, sem conseguir confirmar se os autores tiveram acesso apenas a dados administrativos ou também a informação clínica dos utentes.

Inicialmente, suspeitava-se que os acessos incidissem sobretudo sobre processos de menores, mas a PJ considerou essas indicações "precipitadas".

José Ribeiro afirmou ainda que até ao momento não existem suspeitos identificados e considerou improvável que o médico titular das credenciais utilizadas tenha sido o autor do ataque.

O caso começou a ganhar dimensão depois de vários utentes relatarem nas redes sociais e em grupos de WhatsApp terem recebido notificações do SNS24 a indicar acessos às suas fichas por um médico com quem não tinham qualquer ligação clínica.

Onda de calor em Portugal continental com as temperaturas a chegarem perto dos 40 graus

DN

Espera-se para esta terça-feira (26 de maio) uma subida da temperatura, "que pode chegar aos 38/39 graus em zonas do Alentejo, Vale do Tejo e interior”, explica meteorologista do IPMA.

O tempo quente vai manter-se em Portugal continental com as temperaturas máximas a poderem chegar esta terça-feira, 26 de maio, aos 38/39 graus Celsius, estando praticamente todo o território em onda de calor, disse à Lusa a meteorologista Alexandra Fonseca.

“Para hoje, estamos à espera de uma subida da temperatura, em especial da máxima, que pode chegar aos 38/39 graus em zonas do Alentejo, Vale do Tejo e interior”, disse, adiantando que no litoral oeste as subidas serão de 6 a 7 graus e no restante território 1 a 2 graus face às registadas na passada segunda-feira.

Quanto às temperaturas mínimas, são esperadas noites tropicais, acima de 20 graus sobretudo no interior do país, Alentejo e Algarve.

De acordo com a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a passada segunda-feira foi o sexto dia com temperaturas acima da média a contar para onda de calor.

“Já estamos em onda de calor em praticamente todo o território. Não é uma situação muito normal [para esta altura do ano], mas não é inédito”.

Alexandra Fonseca - Meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA)

Alexandra Fonseca adiantou também que a partir de hoje estão previstas poeiras em suspensão na atmosfera, mas não tão intensas como o episódio da semana passada.

“Devido a esta subida da temperatura e tempo quente, foram emitidos avisos amarelos que irão iniciar hoje, às 09:00, nos distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal Portalegre Évora e Beja. O restante território também irá ficar sob aviso de tempo quente a começar amanhã dia 27 [quarta-feira] à exceção de Faro. Este aviso prolonga-se até dia 28 [quinta-feira] com estas temperaturas elevadas”, indicou.

No entanto, está previsto para a próxima quarta-feira nova situação de aguaceiros acompanhados de trovoada e granizo durante a tarde no interior norte e centro.

“Para já os modelos mostram uma tendência de descida para quinta e sexta-feira. Não sabemos muito bem de quantos graus, mas vamos continuar a ter temperaturas elevadas de 30 a 35 graus”, referiu.

Associação de Fertilidade alerta para omissão de gestação de substituição em projeto de lei

OBSERVADOR

A gestação de substituição, apesar de prevista na lei em situações muito específicas, continua sem aplicação prática consistente devido à instabilidade normativa, segundo a Associação de Fertilidade.

A Associação Portuguesa de Fertilidade (APF) expressou na passada segunda-feira a sua preocupação pelo projeto de lei que redefine o funcionamento do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) “não incluir referências explícitas” à gestação de substituição nas suas competências.

O diploma em causa é da autoria do grupo parlamentar do PSD e deu entrada na Assembleia da República na sexta-feira. Em comunicado, a APF “alerta para o risco de esta omissão poder gerar incerteza jurídica sobre o futuro enquadramento da gestação de substituição e sobre o papel do CNPMA nesta área específica”.

A associação realça que, de acordo com a legislação em vigor, a gestação de substituição, popularmente conhecida como barriga de aluguer, depende de autorização prévia do CNPMA, “entidade responsável por supervisionar todo o processo”. “É fundamental perceber se se pretende alterar esse modelo ou se apenas se trata de uma omissão”, afirmou, citada no comunicado, a presidente da APF, Cláudia Vieira.

A APF salienta que a gestação de substituição, apesar de prevista na lei em situações muito específicas, como ausência ou doença do útero que impeça a gravidez, “continua sem aplicação prática consistente, em grande parte devido à instabilidade normativa e à ausência de um quadro regulamentar plenamente operacional”.

“A clarificação do papel institucional do CNPMA torna-se determinante, não só do ponto de vista jurídico, mas também ético e clínico”, defende a associação, que considera igualmente importante perceber se a ausência de referência à barriga de aluguer no projeto do PSD “pode traduzir uma alteração no modelo de governação da Procriação Medicamente Assistida ou uma eventual redistribuição de competências por outras entidades”.

A APF pede aos autores do projeto de lei “esclarecimentos públicos sobre o enquadramento futuro da gestação de substituição, o papel e competências do CNPMA nesta matéria e o modelo de supervisão ética, científica e jurídica que se pretende assegurar”.

Deixar de fumar associado a um menor risco de demência

Notícias Saúde

Deixar de fumar pode estar associado a um menor risco de demência, sobretudo para as pessoas que evitam o aumento significativo de peso após parar, revela um estudo publicado na Neurology®, a revista médica da Academia Americana de Neurologia.

“As pessoas preocupam-se frequentemente com o que acontece depois de deixar de fumar, incluindo o aumento de peso e as alterações metabólicas associadas”, refere Hui Chen, especialista da Faculdade de Medicina da Universidade de Zhejiang, na China. “O que descobrimos é que deixar de fumar ainda está associado a melhores resultados cerebrais, mas manter o peso pode ajudar a preservar esses benefícios.”

O estudo analisou 32.802 pessoas de meia-idade e idosas sem demência, com uma idade média de 61 anos, seguidas durante uma média de 10 anos. Um total de 20% eram fumadores atuais, 36% eram ex-fumadores e 43% nunca fumaram.

Os participantes foram entrevistados de dois em dois anos sobre o hábito tabágico, o peso corporal e a saúde. E os investigadores determinaram quem desenvolveu demência utilizando testes de memória e raciocínio para avaliar a capacidade cognitiva das pessoas e perguntando a pessoas próximas sobre a sua memória e comportamento.

Durante o período do estudo, 5.868 pessoas desenvolveram demência. Os fumadores atuais desenvolveram demência a uma taxa de 1,5 casos por 100.000 pessoas-ano, em comparação com 1,6 casos por 100.000 pessoas-ano para aqueles que deixaram de fumar durante o estudo. As pessoas que deixaram este vício eram, em média, quatro anos mais velhas do que as que não deixaram de o fazer.

Após ajuste para fatores como a idade, atividade física e saúde cardiovascular, as pessoas que deixaram de fumar apresentaram um risco 16% menor de desenvolver demência em comparação com as pessoas que continuaram a fumar.

Os investigadores descobriram ainda que, em comparação com as pessoas que continuaram a fumar, as que deixaram de o fazer apresentaram um risco sustentadamente menor de demência, com níveis de risco semelhantes aos das pessoas que nunca o fizeram. O benefício aumentou com o tempo desde que abandonaram este hábito, com o risco de demência a aproximar-se daquele dos não fumadores após cerca de sete anos.

No entanto, descobriram que as alterações de peso após deixar de fumar influenciaram estes benefícios. As pessoas que não ganharam peso ou ganharam peso moderado, ou até cinco quilos na sequência da cessação tabágica, continuaram a apresentar um menor risco de demência e um declínio cognitivo mais lento. Em contraste, aquelas que ganharam um peso substancial, ou 10 quilos ou mais, não obtiveram benefício cognitivo.

“Os nossos resultados sugerem que deixar de fumar pode contribuir para a saúde cerebral a longo prazo, mas também realçam que o que acontece depois de deixar de o fazer é importante”, explica Chen. “São necessárias mais pesquisas para compreender melhor como o controlo do peso e outros fatores de estilo de vida podem ajudar as pessoas a maximizar os benefícios cognitivos de deixar de fumar à medida que envelhecem.”

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