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Notícias da Saúde em Portugal
Terça-feira, 20 de junho de 2023

Enfermeiros distinguidos com Medalhas de Mérito em Cascais
OE
Mérito à solidariedade dos Enfermeiros!
Os Enfermeiros Pedro Caldeira e Sónia Sousa foram distinguidos com Medalhas de Mérito Municipal Cascais 2023, na categoria Solidariedade, enquanto integrantes da Equipa de Resgate Ucrânia.
Esta comitiva teve como missão resgatar 229 pessoas da zona de guerra, sobretudo mulheres e crianças, que chegaram a Portugal num voo humanitário em março de 2022.
Promoção da Saúde Mental
SNS
“O país está a recuperar de décadas de atraso na promoção da saúde mental”, disse Ricardo Mestre, no 1.º Congresso sobre Saúde Mental, que se realizou no dia 16 de junho, em Ourique, onde defendeu que o objetivo “é aumentar a cooperação e as parcerias”, fomentado os “projetos de proximidade”.
O Secretário de Estado da Saúde garantiu que a saúde mental é uma das prioridades na área da Saúde, fazendo referência ao Plano de Recuperação e Resiliência, que dotou esta área de cuidados “do maior financiamento de sempre”. O investimento de 88 milhões de euros permitirá, até 2026, criar 40 novas equipas de saúde comunitárias, sendo que já foram criadas 20 e 10 vão nascer ainda em 2023.
Ricardo Mestre considera que “este é um movimento que tem de ser promovido, porque é na comunidade que se fortalece a saúde mental, através da promoção de ambientes mais inclusivos e mais saudáveis”. Neste contexto, o governante referiu e agradeceu o trabalho desenvolvido no âmbito do Fórum Ocupacional de Expressão e Comunicação, projeto da CERCICOA – Cooperativa para a Educação, Reabilitação e Capacitação para a Inclusão.
Inteligência artificial vai gerir sobrecarga de chamadas no 112
Jornal de Notícias
Os centros operacionais do 112 vão passar a ter um assistente virtual que, através de inteligência artificial, vai fazer a triagem de chamadas. “O robô de voz”, explica fonte do Ministério da Administração Interna (MAI), atuará apenas em “momentos de sobrecarga” do serviço telefónico. A iniciativa é apresentada, esta terça-feira, na conferência MAI TECH. O “novo 112” entra em funcionamento em janeiro de 2025.
O “voicebot 112” é uma das inovações que decorrem da modernização dos centros operacionais do 112, que arrancou em janeiro deste ano e que prevê um investimento global de cerca de 11,5 milhões de euros durante cinco anos, entre 2023 e 2027. Trata-se de um assistente virtual, “com inteligência artificial que utiliza a voz como meio de interação” entre o utente e o serviço. Fonte do MAI esclarece que o “bot de voz” apenas realizará o atendimento “em momentos de sobrecarga de chamadas, aliviando, assim, a pressão sobre os centros operacionais do serviço 112”. Terá, sobretudo, a função de triar as chamadas e fazer o respetivo encaminhamento da emergência, seja para uma força policial, os bombeiros ou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), quando os operadores estão ocupados.
Em 2025, surgirá o “novo 112”, que incluirá também a georreferenciação exata de quem telefona para o serviço de emergência, a partir de um telemóvel com Internet. A modernização está a cargo do consórcio Intergraph, o único aceite no concurso público lançado em julho do ano passado.
Portugal com maior prevalência de insuficiência cardíaca em adultos entre 11 países
Observador
Portugal regista, no conjunto de 11 países, a maior prevalência de insuficiência cardíaca em adultos, indica um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), esta segunda-feira divulgado, que alerta para a importância do diagnóstico precoce destas doenças.
De acordo com dados remetidos à agência Lusa, Portugal regista uma taxa superior de prevalência de insuficiência cardíaca face à registada em países como Alemanha, Bélgica, Espanha, Itália, Noruega, Reino Unido, Suécia, Suíça, Canadá e Israel.
O estudo foi realizado com o objetivo de conhecer a prevalência, as principais doenças e os custos associados à insuficiência cardíaca em 11 países e foram analisados dados clínicos eletrónicos de mais de 600 mil pessoas com diagnóstico de insuficiência cardíaca, numa população superior a 32 milhões de adultos.
Estima-se que a insuficiência cardíaca afete 64 milhões de pessoas em todo o mundo.
A idade dos doentes era, em média, de 75 anos, acima da idade média dos doentes incluídos em estudos anteriores e quase metade dos doentes também tinha doença cardíaca isquémica e um terço tinha diabetes. Cerca de 50% tinha doença renal crónica em fases mais avançadas. Outra das conclusões aponta para taxas elevadas de descompensação da insuficiência cardíaca e também para um elevado risco de complicações cardiorrenais (19,3 complicações em cada 100 doentes) e de morte.
Atlas revela que saúde dos portugueses varia consoante os distritos onde vivem
Observador
A saúde dos portugueses varia consoante os distritos onde vivem, o que pode dever-se às suas doenças, mas também ao acesso aos cuidados e aos recursos alocados, revela o primeiro Atlas de Variação em Saúde no Sistema Nacional de Saúde (SNS) português.
O documento, que será apresentado esta terça-feira em Lisboa, destaca as variações nas práticas de cuidados de saúde e nos resultados para os doentes, com o objetivo de ajudar os profissionais de saúde, decisores políticos e cidadãos a tomar decisões mais informadas, referem os autores.
“O que este Atlas mostra é que conforme o distrito onde vivemos obtemos resultados da saúde diferentes que não resultam só das doenças e não resultam só da preferência dos cidadãos, podem resultar de questões de acesso à saúde, de questões de literacia e podem resultar de questões muito importantes de utilização ou de alocação de recursos”, disse à agência Lusa o cirurgião cardiotorácico José Fragata.
Glaciares podem perder até 80% do volume nos Himalaias de Hindu Kush
RTP Notícias
Os glaciares estão a derreter a um ritmo sem precedentes nas cadeias montanhosas de Hindu Kush, nos Himalaias, e podem perder até 80% do atual volume este século, de acordo com um estudo divulgado esta terça-feira.
No relatório, publicado pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas, com sede em Katmandu, capital do Nepal, alerta-se que este é o cenário caso as emissões de gases com efeito de estufa não sejam fortemente reduzidas.
No mesmo documento, prevê-se um aumento da probabilidade de inundações e avalanchas nos próximos anos e alerta-se para o facto de a disponibilidade de água doce poder vir a ser afetada para cerca de dois mil milhões de pessoas que vivem a jusante de 12 rios que nascem nas montanhas.
Entre as principais conclusões do relatório hoje divulgado contam-se o facto de os glaciares dos Himalaias terem desaparecido 65% mais rapidamente desde 2010 do que na década anterior e de a redução do manto de neve devido ao aquecimento global ter como consequência a diminuição da água doce para as pessoas que vivem a jusante.

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