Notícias da Saúde em Portugal

Sexta-feira, 7 de julho de 2023

Reforço da Vigilância em Saúde Pública através da Inteligência Artificial para detetar novas doenças

DGS

As competências dos especialistas em saúde pública e os novos métodos para captar informação sobre novas doenças, como a inteligência artificial, estão em análise numa sessão de formação internacional organizada pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Esta sessão, integrada na Joint Action SHARP (Strengthened Internacional Health Regulations and Preparedness in the EU), decorre nos próximos dois dias (6 e 7 de julho) em Lisboa, e é organizada com a colaboração da Finlândia, da Noruega e da Sérvia. Este é um projeto colaborativo, que envolve institutos de saúde pública em 30 países, e que é cofinanciado pelo Programa de Saúde da União Europeia.

Durante as sessões, ficou evidente que o futuro vai obrigar a automatizar o que antes era feito de forma manual, utilizando de forma mais eficaz a inteligência artificial, por exemplo para identificar associações e tendências em diferentes bases. Associações entre dados clínicos, laboratoriais, epidemiológicos, comportamentais e ambientais poderão ser feitas de forma autónoma e a uma velocidade de tempo impossível de atingir com sistemas manuais.

O uso de outros métodos, como o chatGPT ou a existência de melhores algoritmos, não dispensa o desenvolvimento de competências dos peritos humanos. “Mesmo com a digitalização e a automatização de alguns sistemas, temos de ter recursos humanos que guiem a análise de dados e gestão de informação. Estas funções exigem um número adequado de peritos de diferentes áreas complementares e com as competências necessárias para cumprir as funções essenciais de saúde pública determinadas pela legislação europeia”, referiu Paula Vasconcelos, especialista sénior em saúde pública que apoia a coordenação do Centro de Emergências em Saúde Pública, da DGS.

Ao longo do workshop estiveram presentes cerca de 70 profissionais da área da saúde pública de 16 países, que estão a participar numa sessão de formação, organizada pela DGS, que visa construir novos conhecimentos e reforçar competências de preparação e resposta a emergências de saúde pública.

Médicos António Gandra e Inês Simões condecorados pelo Presidente da República

OM

Os médicos António Gandra e Inês Simões foram condecorados pelo Presidente da República numa cerimónia que decorreu no Picadeiro Real.

Marcelo Rebelo de Sousa classificou esta condecoração como um “testemunho simbólico de reconhecimento nacional” e da “gratidão” dos portugueses. A distinção foi igualmente atribuída ao enfermeiro Rui Rocha, ao técnico de emergência pré-hospitalar Roberto Santos, à psicóloga Joana Anjos e ao operacional de logística Marco Monteiro.

A distinção surge como forma de reconhecimento pelos serviços prestados nas operações de busca e salvamento realizadas pelos 52 elementos da Força Operacional Conjunta que estiveram em missão na Turquia e que, nas palavras do Chefe de Estado português foram “excecionais na prontidão, no espírito de grupo, na devoção, na competência e na humanidade”.

Testemunho da semana

"Uma empresa verdadeiramente eficaz no serviço que presta."

Dr. Jorge André Cardoso | Ora - Estética e Reabilitação Oral – Espinho | 2014.10.27

SPMS contribui para os “Princípios Éticos Europeus para a Saúde Digital”

SPMS

A SPMS contribuiu para o desenvolvimento dos “Princípios Éticos Europeus para a Saúde Digital”, cuja publicação foi anunciada pela eHealth Network. A rede de colaboração europeia para a saúde digital, da qual a SPMS é membro, comunicou a adoção de 16 princípios que visam promover a proteção dos direitos dos cidadãos e a ética na utilização dos dados de saúde.

São princípios orientadores do desenvolvimento e implementação de soluções de saúde digital focados em quatro domínios:

  • Basear a saúde digital em valores humanistas;

  • Permitir às pessoas a gestão da sua saúde digital e dos seus dados eletrónicos;

  • Tornar a saúde digital inclusiva;

  • Aplicar a saúde digital de forma ecologicamente responsável.

A colaboração da SPMS foi relevante para a adoção destes princípios éticos para a União Europeia, que marcam um passo significativo para um ecossistema de saúde digital mais ético, inclusivo e centrado no cidadão. A versão portuguesa já está disponível para consulta: Princípios Éticos Europeus para a Saúde Digital.

Medicamento que retarda evolução do Alzheimer recebe aprovação total nos EUA

Observador

A Food and Drug Administration (FDA), a agência que autoriza a utilização de medicamentos nos EUA, concedeu esta quinta-feira a aprovação total ao medicamento para Alzheimer Leqembi, o primeiro fármaco que provou ser eficaz a retardar a evolução da doença, avança a CNN.

A aprovação total é “a primeira verificação de que um medicamento direcionado ao processo subjacente à doença de Alzheimer e que mostrou benefício clínico”, disse Teresa Buracchio, diretora interina do Departamento de Neurociência do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA.

Organização Meteorológica Mundial alerta para continuação de aumento das temperaturas

Observador

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) advertiu esta quinta-feira que as temperaturas vão continuar a subir, após o passado mês de junho ter batido o recorde de mais quente da história.

“O aquecimento excecional em junho e no início de julho ocorreu quando começava a desenvolver-se o fenómeno de El Niño, que se prevê que aumente o calor tanto na Terra como nos oceanos e leve a temperaturas mais extremas e ondas de calor marítimas”, afirmou Chris Hewitt, diretor dos Serviços do Clima da OMM, o organismo científico das Nações Unidas

Em junho passado registaram-se temperaturas 0,5 graus acima da média entre 1991 e 2020, superando o recorde de temperatura média mensal do mesmo mês em 2019, segundo dados do sistema europeu “Copernicus”.

Por outro lado, e de acordo com dados preliminares, na passada segunda-feira, 3 de julho, a temperatura média diária global alcançou os 16,88 graus Celsius, batendo o recorde anterior de 16,80 graus de agosto de 2016.

O cientista responsável pela OMM explicou que as temperaturas à superfície dos mares também bateram recordes em maio e junho e que este fenómeno terá consequências na distribuição dos peixes e na circulação oceânica em geral.

Nascem mais bebés de fertilização in vitro após a recolha de óvulos no verão do que no outono

Notícias Saúde

A altura do ano em que os óvulos são recolhidos dos ovários das mulheres durante os tratamentos de fertilidade faz diferença nas taxas de nascimentos, mostra um novo estudo publicado na Human Reproduction, uma das principais revistas de medicina reprodutiva do mundo.

Investigadores australianos descobriram que a transferência de embriões congelados e depois descongelados para o útero das mulheres a partir de óvulos colhidos no verão resulta numa probabilidade 30% maior de os bebés nascerem vivos do que se os óvulos tivessem sido colhidos no outono.

Os investigadores também confirmaram um aumento de 28% nas hipóteses de um nascimento vivo entre as mulheres cujos óvulos foram recolhidos durante os dias com mais sol, em comparação com os dias com mais sombrios.

Os fatores que podem desempenhar um papel no aumento das taxas de nascimentos após a recolha de óvulos no verão e durante mais horas de sol incluem a melatonina. Os níveis desta hormona são normalmente mais elevados no inverno e na primavera, e os óvulos demoram três a seis meses a desenvolver-se antes de serem libertados dos ovários.

As diferenças nos estilos de vida entre os meses de inverno e de verão também podem ter um papel importante. A constatação de que as taxas de aborto espontâneo eram mais elevadas quando a transferência de embriões ocorria nos dias mais quentes é consistente com estudos epidemiológicos que mostram taxas mais elevadas de aborto espontâneo nos meses de verão.

“Isto sugere que os efeitos negativos da temperatura elevada estão mais provavelmente relacionados com o início da gravidez do que com o desenvolvimento do óvulo”, afirma Leathersich.

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