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Notícias da Saúde em Portugal
quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Covid-19. OMS adverte que estirpe EG.5 pode aumentar infeções e tornar-se dominante
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu esta quarta-feira que a estirpe EG.5 do SARS-CoV-2, classificada de interesse, pode provocar "um aumento na incidência" de infeções e "tornar-se dominante em alguns países ou mesmo no mundo".
Em comunicado, a OMS justifica o alerta com o facto de esta linhagem, resultante da sublinhagem recombinante XBB.1.9.2 da variante Ómicron, apresentar "características que escapam aos anticorpos" e estar em "vantagem de crescimento".
A OMS ressalva que, apesar destes fatores e da "prevalência aumentada" da EG.5, não foram reportadas até à data alterações na gravidade da doença covid-19 (causada pelo SARS-CoV-2) e o risco para a saúde global que a variante representa é baixo.
Segundo a OMS, houve um "aumento considerável" de casos na semana de 17 a 23 de julho, período em que a taxa de prevalência global da EG.5 subiu para 17,4% (quatro semanas antes, a prevalência situava-se em 7,6%).
A estirpe EG.5 foi comunicada pela primeira vez à OMS em fevereiro e em 19 de julho foi designada como variante sob monitorização.
Agora, face à "avaliação de risco" feita, a OMS decidiu classificar a EG.5 (e as suas sublinhagens) como variante de interesse.
A linhagem EG.5 tem uma mutação adicional no aminoácido F456L na proteína da espícula do SARS-CoV-2 (proteína da superfície do coronavírus que se liga às células humanas) quando comparada com a sublinhagem recombinante XBB.1.9.2 que lhe deu origem e com a sublinhagem recombinante XBB.1.5, ambas da variante Ómicron.
A sublinhagem EG.5.1 tem, ainda, mais uma mutação na proteína da espícula e representa 88% das sequências genéticas disponíveis para a estirpe EG.5 e as suas sublinhagens.
A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo SARS-CoV-2, um tipo de vírus detetado em finais de 2019 na China e que se disseminou rapidamente pelo mundo, assumindo várias variantes e subvariantes, umas mais contagiosas do que outras.
Desde 11 de março de 2020 que a covid-19 é uma pandemia. Em maio passado deixou de ser uma emergência de saúde pública internacional.
Ordem dos Médicos preocupada com sequelas do ataque informático na Madeira
SAUDEMAIS.TV
A Ordem dos Médicos da Madeira manifestou hoje preocupação com o impacto do ataque informático ao Serviço Regional de Saúde (Sesaram), no domingo, na atividade clínica prestada aos utentes, indicando que tem recebido declarações de escusa de responsabilidade.
Em comunicado, o Conselho Médico da Ordem dos Médicos da Madeira especificou que “tem recebido declarações de escusa de responsabilidade por parte de médicos do Sesaram, pelos acidentes ou incidentes que possam verificar-se em resultado de falha de meios informáticos de registo médico”.
Esta atitude manifesta a preocupação que decorre da impossibilidade de consultar os registos médicos anteriores e em registar os dados da consulta, tais como exames complementares de diagnóstico e ajustes terapêuticos, o que poderá condicionar negativamente os cuidados de saúde prestados e afetar o cumprimento das ‘leges artis’
Os profissionais do Sesaram não conseguem aceder à plataforma informática ATRIUM, na qual são efetuados os registos administrativos e clínicos dos utentes nas diferentes áreas de atuação - consulta, internamento, bloco, serviço de urgência, entre outros -, recorda aquela entidade na nota.
O Conselho Médico reforça, assim, “a necessidade de os utentes, quando recorrerem aos centros de saúde e/ou hospitais do Sesaram, terem na sua posse a informação clínica pertinente, tal como o registo de alergias medicamentosas, de medicação habitual, de boletim clínico (o de saúde infantojuvenil, o de saúde da grávida e o do doente hipocoagulado), relatórios médicos, análises clínicas, exames de imagem e de nota de alta recente, se for o caso”.
A Ordem dos Médicos assegura ainda que, apesar das preocupações com as limitações impostas pelo ataque informático, os profissionais estarão “atentos permanentemente à evolução da situação” e “os utentes estão e estarão sempre no primeiro plano de atuação dos médicos”.
“Sendo que as decisões individualizadas, para cada utente, serão tomadas a cada momento de acordo com as melhores práticas clínicas e de forma a minimizar esta situação vivida”, acrescenta.
Na terça-feira, o Sesaram informou que o serviço estava a funcionar, embora mantendo ainda “limitações na realização de algumas consultas, na realização de exames e análises clínicas não urgentes”.
A nossa saúde pode mudar com a inteligência artificial
SIC Notícias
A saúde dos seres humanos pode mudar com a Inteligência Artificial (IA) e já não se fala apenas nos exemplos clássicos da deteção precoce de cancros.
Máquinas devidamente "ensinadas" podem detetar algumas doenças com mais eficiência e muito melhor produtividade do que os humanos, e contribuir para a descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas, terapias e dispositivos médicos.
IA pode servir para estudar comportamento dos pacientes
A inteligência artificial pode servir mesmo para conhecer melhor as motivações e os problemas comportamentais de um paciente. Poderá ser possível otimizar terapias não apenas ao nível dos medicamentos receitados, mas mesmo entendendo e melhorando comportamentos.
Lourenço Medeiros, jornalista da SIC, falou com Joe Paton, investigador da Fundação Champalimaud que já sonha com as futuras instalações dedicadas a terapias que passam pelo nosso comportamento, e com Maria João Cardoso que coordena a área de cancro da mama sobre o impacto destas tecnologias.
Covid-19: OMS queixa-se que países estão a subnotificar óbitos e hospitalizações
OBSERVADOR
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu esta quarta-feira aos países para não baixarem o alerta sobre a Covid-19, pese embora as melhorias, queixando-se que estão a ser subnotificados óbitos e hospitalizações.
Segundo a OMS, apenas 25% dos países no mundo reportaram em julho mortes por covid-19 e 11% comunicaram hospitalizações e entradas nas unidades de cuidados intensivos.

Tedros Adhanom Ghebreyesus.
“Não significa que os restantes países tenham deixado de ter mortes e hospitalizações, apenas não as notificaram”
Para Ghebreyesus, apesar de “o risco de morte e casos graves” ser “menor do que há um ano”, devido à crescente imunização da população, a OMS “continua a considerar alto o risco da covid-19 na saúde pública”.
“O vírus continua a circular em todos os países, continua a matar e a mutar”, alertou, assinalando, cauteloso, que “persiste o risco de surgir uma variante perigosa que possa causar um aumento repentino dos contágios e dos casos mortais”.
Seguindo as recomendações deste comité, Tedros Adhanom Ghebreyesus apelou esta quarta-feira aos Estados-membros da OMS para que mantenham determinadas medidas de prevenção, como a imunização de grupos de risco, e informem a organização sobre os óbitos e hospitalizações.

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