Notícias da Saúde em Portugal

Quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Vacinação gratuita contra a gripe para pessoas com 60 ou mais anos

SNS

A vacinação contra a gripe sazonal passa a ser gratuita para pessoas com 60 ou mais anos na época 2023/24, bem como para outros grupos prioritários que serão definidos pela Direção-Geral da Saúde.

A vacina já era recomendada a todos os cidadãos com 60 ou mais anos, mas só era gratuita acima dos 65 anos. Este alargamento, que permitirá proteger mais pessoas, consta de um despacho assinado pela Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares.

A campanha de vacinação terá início na segunda quinzena de setembro, como já foi anunciado, e os utentes com 60 ou mais anos, assim como os elegíveis das outras faixas etárias, poderão ser vacinados simultaneamente contra a COVID-19 e contra a gripe.

As farmácias vão poder administrar as duas vacinas em simultâneo durante a Campanha de Vacinação Sazonal de outono-inverno 2023. "Um esforço para tornar a vacinação mais próxima do cidadão, mantendo aquilo que é uma vacinação segura e eficaz, como já se fazia anteriormente para a gripe”, referiu André Peralta-Santos, Subdiretor-Geral da Saúde, à TSF.

Mais informação sobre a forma de aderir à vacinação e sobre as farmácias aderentes será divulgada em breve. No entanto, o processo será o mais simples possível. Os cidadãos elegíveis não vão precisar de receita médica.

Recorde-se que, no último inverno, Portugal voltou a ultrapassar a meta de 75% de cobertura vacinal contra a gripe sazonal proposta pela Organização Mundial de Saúde. O sucesso da vacinação em Portugal deve-se ao empenho das profissionais de saúde e à adesão voluntária dos cidadãos. O objetivo é que o máximo de pessoas adiram ao processo.

A gripe é uma doença viral aguda das vias respiratórias, que pode ter particular gravidade nas pessoas idosas ou com doenças crónicas. A vacinação é uma forma fundamental de prevenir ou de atenuar a doença. Deve proceder-se à vacinação anual, para manter uma proteção eficaz e adaptada às variações que o vírus da gripe apresenta de um inverno para outro, o que implica alterações na composição da vacina em cada época.

Eurostat contabiliza cerca de 611 mil fisioterapeutas na União Europeia

OF

O Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) publicou este mês o relatório estatístico referente ao número de fisioterapeutas, de dentistas e de farmacêuticos a exercer na União Europeia (UE).

Dados relativos ao ano de 2021

Os dados sobre estas profissões de saúde, que prestam serviços diretamente aos utentes, revelam que, em 2021, trabalhavam na UE cerca de 611 mil fisioterapeutas, o que equivale a uma média de 136,7 fisioterapeutas por 100 mil habitantes.

Na informação desagregada por Estado-membro, as estatísticas relativas a Portugal têm em conta apenas dados do setor público. Mas, considerando o número de profissionais inscritos na Ordem dos Fisioterapeutas – cerca de 11 mil, Portugal conta com um rácio de 110 fisioterapeutas por 100 mil habitantes.

Clique aqui para aceder ao relatório do Eurostat.

Clique aqui para consultar os dados dos fisioterapeutas inscritos na Ordem.

Poluição atmosférica é primeira ameaça mundial para saúde humana

Observador

Publicado esta terça-feira, um novo estudo indica que a poluição atmosférica representa um risco maior para a saúde global do que o tabagismo ou o consumo de álcool, perigo exacerbado em regiões como Ásia e África.

De acordo com este relatório do Instituto de Política Energética da Universidade de Chicago (EPIC) sobre a qualidade do ar a nível mundial, a poluição por partículas finas, emitidas pelos veículos a motor, pela indústria e pelos incêndios, representa “a maior ameaça externa à saúde pública” a nível mundial.

A poluição por partículas finas aumenta o risco de doenças pulmonares e cardíacas, de acidentes vasculares cerebrais e de cancro.

O EPIC estimou que, se o limiar da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a exposição a partículas finas fosse respeitado em todas as circunstâncias, a esperança de vida global aumentaria 2,3 anos, com base nos dados recolhidos em 2021.

Nunca houve tantos alunos colocados em Medicina. Mas a falta de médicos no SNS coloca "em risco" a sua formação

TVI Notícias

O Governo decidiu aproveitar as vagas sobrantes dos concursos especiais de ingresso em Medicina, o que resulta num recorde de novos colocados. Sindicatos criticam a medida, dizem que o país não precisa de aumentar o número de médicos formados enquanto não for capaz de reter os atuais médicos no SNS.

Mais 56 alunos colocados em Medicina do que no ano passado

Nunca houve tantos alunos colocados em Medicina como este ano: são, pela primeira vez, 1.595 os novos alunos, mais 56 do que no ano passado. O governo decidiu canalizar as 51 vagas sobrantes dos concursos especiais de ingresso em Medicina para licenciados no concurso nacional - uma decisão inédita por parte da tutela. Mas o que parece ser uma boa notícia contrasta com o alerta dos sindicatos: se o Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuar “incapaz” de reter médicos, há o “risco” de não haver profissionais suficientes para formar os que agora estão a iniciar os estudos de Medicina.

Reply

or to participate.