Notícias da Saúde em Portugal

Quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Editorial

“Produtos químicos utilizados na desinfeção do espaço estarão na origem do incidente"

Hoje, mais uma vez, a escolha de um desinfetante adequado volta ao ciclo noticioso!

Não é só a questão de que muitos dos desinfetantes que são selecionados pelos profissionais para determinada função não cumprem o seu papel - como muitas vezes também não atuam nos patogénicos como deviam. Deviam ter instruções de utilização em português e claras, mas mais grave é o que alegadamente aconteceu nesta situação em que também são nocivos para a saúde.

Este caso não é único no país, apesar de que neste caso concreto não se sabe ainda se o incidente se deveu à utilização indevida dos desinfetantes, à desadequação do seu uso ou a algum outro tipo de incidente, recordemos o caso de 2019 em que o desinfetante usado em hospitais estava ele próprio contaminado.

Existe uma ideia generalizada de que um produto que esteja rotulado de "desinfetante", automaticamente lhe confere propriedades capazes de cumprir o seu papel, quando a realidade não é essa!

Mas as informações têm que existir, caso contrário o produto seria ilegal, menções como "produto bactericida" se não acompanhadas de mais nenhuma explicação já nos dizem que não são eficazes contra vírus ou fungos uma vez que foram desenvolvidos para inativar bactérias. Menções como "parcialmente virucida" também nos devem fazer pensar bem na adequação da utilização destes produtos. A leitura dos rótulos, fichas técnicas e de segurança deve ser uma rotina imperiosa. Mesmo quando acontecem incidentes como o noticiado hoje, é importante conseguir apoiar os profissionais de saúde que atenderam as vítimas com as informações relativas aos produtos.

Está ainda presente na nossa memoria quando na pandemia foi necessária a intervenção das autoridades para impor regras ao(s) tipo(s) de álcool(is) usados nos produtos de desinfeção de mãos porque subitamente generalizou-se a ideia de que "se tem álcool funciona" o que se provou absolutamente errado (e perigoso).

É por vezes incompreendida a imposição de comprar produtos legalmente importados, com marcação CE, com rótulos e instruções em Português e com acesso a fichas técnicas e de segurança, mas estes incidentes quando acontecem lembram-nos que quando as regras são criadas normalmente têm como intenção a proteção e salvaguarda da população.

Desejamos rápidas melhoras aos utentes deste lar.

Oito idosos hospitalizados após intoxicação por produtos químicos em lar do Porto

TSF

Oito idosos do lar da Associação Social e Cultural de São Nicolau, no Porto, foram hospitalizados esta terça-feira à noite por suspeita de intoxicação por produtos químicos.

Fonte do INEM adiantou à TSF que os idosos, considerados feridos ligeiros, estavam com falta de ar devido à exposição aos químicos. Cinco foram transferidos para o Hospital de Santo António e três para o Hospital de São João.

Os factos foram participados para investigação sobre o que aconteceu. A Polícia de Segurança Pública diz que tudo indica que os idosos foram hospitalizados supostamente por reação a produtos utilizados na limpeza do espaço.

Alzheimer Portugal lança campanha para promover inclusão e combater o estigma

Diário de Notícias

Combater ideias erradas associadas à demência, promovendo a inclusão das pessoas com demência, é o objetivo da campanha que a Alzheimer Portugal apresenta esta terça-feira, com o mote "Cada nota traz uma história".

"Muitas vezes pensamos numa pessoa com demência, com doença de alzheimer ou outra forma de demência, como alguém completamente alheado da realidade, acamado, sem conseguir comunicar. Mas a demência é um processo, não começa assim."

Rosário Zincke - Presidente da Direção Nacional da Alzheimer Portugal

Em declarações à Lusa na véspera do lançamento da campanha, a responsável sublinhou a necessidade de "apostar forte na prevenção": "Por muito estranho que possa parecer a algumas pessoas, é possível viver bem apesar da demência".

Rosário Zincke insistiu na importância do diagnóstico precoce, para que a pessoa saiba que tem determinada situação, mas que isso não a impede de continuar envolvida na sociedade e de tomar as suas próprias decisões.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo existam 47,5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75,6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135,5 milhões.

Vou ser chamado ou tenho de agendar? Respostas sobre vacinação Covid-19 e gripe

Rádio Renascença

A campanha de vacinação para a gripe sazonal e para a Covid-19 arranca a 29 de setembro. Este ano os utentes vão ser, maioritariamente, vacinados nas farmácias e terão de realizar agendamento.

Só serão convocadas pelos centros de saúde as pessoas com comorbilidades de risco até aos 60 anos de idade.

Pela primeira vez, a vacina da gripe é gratuita também para pessoas entre os 60 e os 64 anos - uma medida que abrange cerca de 700 mil pessoas.

A Renascença colocou várias questões à Direção-Geral da Saúde (DGS) para explicar o essencial da nova campanha.

 Já estão definidos os grupos prioritários?

De acordo com a estratégia de vacinação contra a Covid-19 e contra a gripe do próximo outono-inverno 2023-2024, entre os critérios de elegibilidades incluem-se a idade, pessoas com 60 ou mais anos de idade, ou comorbilidades de risco, de acordo com as patologias já identificadas em épocas anteriores e que apresentavam maior risco de doença grave quando associadas a estas infeções.

Adicionalmente, e tal como em anos transatos, existirá a vacinação dos profissionais de saúde e de contextos como lares.

 Como é que se garante que ninguém recebe a vacina duas vezes?

Tanto as vacinas administradas no SNS como as vacinas administradas nas farmácias comunitárias são registadas na Plataforma Vacinas, onde está disponível o histórico vacinal contra a gripe e contra a Covid-19 do utente e que deve ser consultado pelo profissional de saúde previamente à vacinação.

Quem teve Covid-19 há menos de três meses não é vacinado?

Nas situações em que foi confirmada a infeção por SARS-CoV-2, o intervalo recomendado entre a dose de reforço sazonal e infeção continua a ser um intervalo mínimo de três meses. Portanto, não deve ser vacinado.

Cancro da mama. “O diagnóstico precoce é um desafio muito importante”

Saúde Online

As Jornadas de Senologia deste ano são dedicadas ao cancro da mama hereditário e têm como objetivo abordar este tema e toda a problemática em torno do mesmo.

O cancro da mama hereditário é uma área na qual se levantam questões e dúvidas aos profissionais de saúde, fazendo com que seja importante discutir estes temas e promover a partilha de experiências, juntando múltiplos profissionais de diferentes áreas, da genética à oncologia médica.

De acordo com dados disponíveis, em Portugal, são diagnosticados cerca de 7 mil novos casos por ano.

Sabemos que um pouco mais de metade dos casos são diagnosticados na faixa etária entre os 50 e os 70 anos, no rastreio de base populacional.

Por outro lado, é também sabido que a outra metade, se reparte de modo sobreponível entre as mulheres com mais de 70 anos e as com menos de 50 anos, por conseguinte, em faixas etárias fora dos programas de rastreio de base populacional. Cerca de 18% dos cancros são diagnosticados entre os 30 e os 50 anos. São estes cancros, em mulheres mais jovens, que, muitas vezes, estão associados a mutação genética e ao cancro hereditário.

O primeiro desafio é conseguir fazer a deteção de precoce, que é determinante. A evolução do tratamento tem sido impressionante, as terapêuticas disponíveis hoje em dia são múltiplas, com terapêuticas-alvo e uma decisão personalizada em função da pessoa e do seu tumor. Contudo, o momento do diagnóstico continua a ser muito importante para o sucesso do tratamento. O diagnóstico precoce é um desafio muito importante.

Por outro lado, esse desafio é tanto maior quanto mais jovens são as mulheres, porque a dificuldade está precisamente nesses grupos etários. É preciso que os profissionais estejam atentos e que disponham de ferramentas para poder avaliar o risco e determinar a partir de que idade se deve, individualmente, começar a fazer exames de rastreio, de modo a não atrasar um diagnóstico de cancro.

Transplante de células pulmonares dos próprios doentes oferece esperança de “cura” para a DPOC

Notícias Saúde

Pela primeira vez, os investigadores demonstraram que é possível reparar o tecido pulmonar danificado em doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) utilizando as suas próprias células pulmonares.

No Congresso Internacional da Sociedade Europeia de Pneumologia, realizado em Milão, Itália, foi possível constatar que 17 doentes que participaram num ensaio clínico passaram a respirar melhor, a andar mais e a ter melhor qualidade de vida depois de receberem este tratamento experimental.

A DPOC mata todos os anos cerca de três milhões de pessoas em todo o mundo. É uma doença respiratória grave, que envolve danos progressivos no tecido pulmonar. E o tecido afetado não pode ser reparado com os tratamentos atuais, apenas aliviado com medicamentos que alargam as vias respiratórias para melhorar o fluxo de ar, conhecidos como broncodilatadores.

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