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Notícias da Saúde em Portugal 201
Sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Exposição à Canábis
SNS
A Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, participou esta terça-feira, dia 19 de setembro, na conferência “Exposição à Canábis na Adolescência e Saúde”, que decorreu na Assembleia da República.
“Este é um assunto complexo e com crescente relevância em termos globais, devido às experiências de regulação existentes ou em desenvolvimento, e o impacto que a regulação poderá ter em termos de maior aceitabilidade ou de maior acesso”, começou por reconhecer a governante, referindo os impactos no desenvolvimento cognitivo nesta faixa etária, mas também a porta de entrada para diferentes consumos. “São questões que inquietam os decisores e a opinião pública há anos e nos vários países, sem resultados suficientemente conclusivos”, frisou.
Margarida Tavares defendeu que este é um tema que merece ter várias linhas de discussão, mesmo sem existir uma resposta para todas as questões, defendendo que a reflexão sobre a canábis é também útil para outras substâncias ilícitas e lícitas, como o álcool e tabaco, englobando também os consumos por adultos.

– Existe nos consumos uma dimensão de condicionamento do grupo, pressão social ou do próprio mercado? Até que ponto há verdadeira escolha individual nos diferentes consumos?
– Conseguimos interferir, nomeadamente adiando o início dos consumos? Como fazê-lo?
– Um discurso negativo sobre uma substância é útil? Em que momento esse discurso negativo se torna estigmatizante e afasta as pessoas que a usam, tornando a intervenção contraproducente?
Estas foram algumas das questões elencadas pela Secretária de Estado, para demonstrar a complexidade da análise do tema em debate. “Não temos respostas para todas as perguntas, mas não partimos do zero e isso não nos deve impedir de agir”, defendeu.
A governante lembrou alguns dados existentes e o trabalho que o país tem desenvolvido, “há largos anos, com programas de prevenção centrados na promoção da tomada de decisões refletidas, informadas e responsáveis, assim como respostas de apoio específicas para jovens, mas com abrangência e efetividade que têm de ser reforçadas”. “Reconhecemos a vantagem de abordagens humanistas e não estigmatizadoras para facilitar a procura de apoio e de cuidados”, acrescentou.
A Secretária de Estado apresentou depois algumas mudanças estruturais que o Ministério da Saúde está a fazer, em particular a aprovação recente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), que irá substituir em 2024 o SICAD-Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências e as DICADs.
“O novo modelo de governação permitirá juntar na mesma entidade a definição de orientações estratégicas e a intervenção, reforçando a integração com os serviços prestadores de cuidados do SNS na vertente do tratamento”, disse. E acrescentou: “Um dos desafios do ICAD será justamente atualizar e reforçar uma estrutura que se construiu em torno do consumidor de heroína, para agora ser capaz de trabalhar também com esse consumidor, agora em alguns casos mais envelhecido, e, em simultâneo, dar também uma boa resposta a um novo perfil de consumidores e substâncias”.
O caminho que Portugal tem feito na área das dependências deve orgulhar-nos. Somos exemplo a nível nacional e internacional em muitas matérias. As dúvidas que temos são acompanhadas por muitos outros países, mas temos um trabalho no terreno, de abertura e diálogo, que nos impele a agir com segurança. Agir não é apenas uma opção, é uma obrigação política que começa no reforço das instituições a quem devemos muitos dos resultados alcançados
Elevada taxa de vacinação pode evitar 21% a 32% de hospitalizações
DIÁRIO DE NOTÍCIAS
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) estimou esta quinta-feira que uma elevada taxa de adesão à vacina da covid-19 das pessoas com mais de 60 anos pode prevenir entre 21% e 32% de hospitalizações.
Numa conferência de imprensa conjunta com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), a diretora do ECDC, Andrea Ammon, disse que os modelos do centro europeu mostram que "uma campanha de vacinação contra a covid-19 no outono, com uma elevada taxa de adesão à vacina e dirigida a indivíduos com 60 anos ou mais, poderia evitar cerca de 21% a 32% de todas as hospitalizações relacionadas com a doença até fevereiro de 2024", nos países da União Europeia e do Espaço Económico Europeu (UE/EEE).
![]() | "Em breve teremos a chegada do outono e do inverno, durante os quais prevemos um ressurgimento da gripe e do vírus sincicial respiratório (RSV)", disse, salientando ainda que tem havido aumentos da transmissão da covid-19 na UE/EEE, antecipando "que irão circular conjuntamente nos próximos meses". |
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Vítimas de ataque cardíaco que reconhecem sintomas têm menos probabilidades de morrer no hospital
Notícias Saúde
Reconhecer e atuar sobre os sintomas de ataque cardíaco está associado a um tratamento mais rápido que salva vidas, revela uma investigação apresentada no último congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia.
“Os doentes que já tinham tido um ataque cardíaco apresentaram uma probabilidade maior de conhecer os sintomas do que os que sofriam pela primeira vez, mas o reconhecimento era baixo em ambos os grupos”, afirma o autor do estudo, Kyehwan Kim, especialista do Hospital da Universidade Nacional de Gyeongsang, na República da Coreia.
“A maioria dos doentes conseguia identificar a dor no peito, mas menos de um terço conhecia os outros sintomas.”
Os sintomas de ataque cardíaco podem incluir dor no peito, mas também dor que irradia para os braços, mandíbula e pescoço, tonturas, suores frios, falta de ar, sensação de enjoo e perda de consciência, sendo essencial chamar imediatamente uma ambulância e receber tratamento rápido para sobreviver e recuperar totalmente.

Este estudo quis perceber qual a associação entre o reconhecimento dos sintomas, o tempo de tratamento e os resultados clínicos e, para isso, foi perguntado a um grupo de sobreviventes de um ataque cardíaco se reconheciam os seguintes sintomas de enfarte do miocárdio:
1) dor no peito,
2) falta de ar,
3) suores frios,
4) dor irradiada para a mandíbula, ombro ou braço,
5) tonturas/vertigens/enxaquecas/perda de consciência
6) dores de estômago.
Estes foram depois organizados em grupos de pessoas que “reconheciam os sintomas”, no caso de conseguirem identificar pelo menos um sintoma, ou “não reconheciam os sintomas” e foi comparado o tempo de tratamento para salvar a vida e a sobrevivência entre os dois grupos
Globalmente, pouco mais de metade (52,3%) dos cerca de 11 mil doentes envolvidos neste estudo reconheceram os sintomas de um ataque cardíaco. A maioria (92,9%) conseguiu identificar a dor no peito como um sintoma, enquanto aproximadamente um terço reconheceu a falta de ar (32,1%) e os suores frios (31,4%). Pouco mais de um em cada quatro reconheceu a dor irradiada (27,4%), enquanto apenas 7,5% identificou vertigens/enxaquecas/perda de consciência e 1,3% reconheceu a dor de estômago.
Relativamente às características dos doentes, os homens tinham maior probabilidade de reconhecer os sintomas do que as mulheres (79,3% dos homens vs. 69,0% das mulheres), assim os mais jovens, aqueles com nível de escolaridade mais elevado e quem vivia com um cônjuge.
Os investigadores compararam também o tempo de tratamento e os resultados entre os dois grupos. Cerca de 57,4% dos que identificaram corretamente os sintomas de enfarte do miocárdio receberam tratamento para desobstruir as artérias e restabelecer o fluxo sanguíneo no prazo de duas horas, em comparação com apenas 47,2% dos que não reconheceram os sintomas.
Os doentes que sabia identificar os sinais do ataque cardíaco apresentaram também uma taxa de mortalidade intra-hospitalar mais baixa (1,5%) em comparação com os que não o conseguiram fazer (6,7%).
“Os resultados indicam que é necessário educar o público em geral e os sobreviventes de enfarte do miocárdio sobre os sintomas que devem desencadear a chamada de uma ambulância”, refere o autor do estudo. “No nosso trabalho, os doentes que conheciam os sintomas de um enfarte do miocárdio tinham mais probabilidades de receber tratamento rapidamente e, subsequentemente, de sobreviver. As mulheres, os doentes mais velhos, os que têm um baixo nível de educação e as pessoas que vivem sozinhas podem beneficiar particularmente com a aprendizagem dos sintomas a ter em conta”.
Já se inscreveu? É amanhã!

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