Notícias da Saúde em Portugal 205

Quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Mosquito Aedes albopictus identificado no Município de Lisboa

SNS

A espécie de mosquitos Aedes albopictus foi identificada pela primeira vez no Município de Lisboa. A presença desta espécie não é inédita em Portugal. O mosquito foi detetado pela primeira vez no país em 2017, na região Norte e, posteriormente, na Região do Algarve (2018) e Alentejo (2022). É conhecida a sua expansão pelo sul da Europa onde se tem vindo a instalar, nos últimos anos, em países como Itália, França e Espanha.

Este mosquito pode transmitir às pessoas doenças como chikungunya, dengue e zika. No entanto, em Portugal, não foram identificados nestes mosquitos quaisquer agentes de doenças que possam ser transmitidas às pessoas, nem se registaram casos de doença humana até ao momento. No entanto, a Direção-Geral da Saúde (DGS) reforçou a vigilância entomológica e epidemiológica, estando em curso a implementação de medidas para controlar a população de mosquitos.

Os mosquitos foram identificados no âmbito da vigilância entomológica, demonstrando a capacidade operacional da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE), implementada em todo o território nacional. À data, não existe risco acrescido para a saúde da população, pelo que não se justifica a definição de recomendações à população.

A monitorização, avaliação da situação e respetiva intervenção são da competência dos Serviços de Saúde Pública de nível regional e local, em articulação com a DGS e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, conforme previsto na Estratégia Nacional de Prevenção e Controlo de Doenças Transmitidas por Vetores.

Saiba mais sobre o mosquito Aedes albopictus aqui

Distribuição de Aedes albopictus na Europa em agosto 2023

Fonte: Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar. Mapas de mosquitos [Internet]. Estocolmo: ECDC; 2023. Disponível em: https://www.ecdc.europa.eu/en/publications-data/aedes-albopictus-current-known-distribution-august-2023

Programa de Intercâmbio HOPE: candidaturas até 31 de outubro

OMD

O período de inscrições para participar no 41º Programa de Intercâmbio HOPE 2024 está a decorrer até 31 de outubro. Esta iniciativa é promovida pela Associação Portuguesa de Desenvolvimento Hospitalar (APDH), em colaboração com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), e irá realizar-se entre 13 de maio e 9 de junho de 2024. “Desafios na retenção dos Profissionais de Saúde” é o tema desta edição.

O programa de intercâmbio tem a duração de quatro semanas e permite aos participantes conhecer os processos de gestão das instituições onde realizam os estágios, assim como a realidade do sistema de saúde do país, em conjunto com profissionais de saúde de outros países intervenientes. O Programa de Intercâmbio HOPE termina com a realização de uma Reunião Europeia de Avaliação e Conferência Final, prevista de 7 a 9 de junho de 2024, em Bruxelas (Bélgica).

Podem candidatar-se profissionais de áreas clínicas, ou outras que, não tendo especificamente funções/cargos de direção ou chefia, estejam envolvidos em projetos significativos ligados à gestão da instituição de saúde em que trabalham ou em que esta se insere. O processo de candidatura poderá incluir uma entrevista de seleção.

O programa incentiva a troca de conhecimentos e experiências dentro da Europa e, neste contexto, promove a formação e a aplicação prática de conhecimentos.

Toda a informação sobre o 41.º Programa de Intercâmbio HOPE e a candidatura, bem como os respetivos formulários, estão disponíveis na página do “Programme 2024 - Hope” link abaixo.

Vale Cirurgia passa a ser digital

SNS

O Ministério da Saúde vai implementar uma nova medida de simplificação de processos e de celeridade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em matéria de cuidados cirúrgicos programados, através do envio mais simples da Nota de Transferência e do Vale Cirurgia (NT/VC). O processo passa a ser totalmente digital e o Vale Cirurgia segue, por email, para o utente.

Quando o utente faculta e valida o seu contacto por e-mail, no momento da inscrição para cirurgia, esse e-mail fica disponível no Sistema Integrado de Gestão das Listas Cirúrgicas (SIGLIC) e, nos casos em que a instituição hospitalar não pode responder em tempo útil para realizar a cirurgia, a NT/VC e toda a documentação associada (a “Carta” que acompanha a NT/VC e o “Formulário de Recusa”), será enviada para esse contacto do utente.

A instituição hospitalar que inscreve o doente para cirurgia, deve manter a atualização dos contactos, incluindo o e-mail. Se não tiver e-mail registado no respetivo campo ou o seu diretório tiver erros, o SIGLIC coloca a NT/VC para expedição postal, com os respetivos anexos.

Maior rapidez e mais sustentável, a desmaterialização do Vale Cirurgia e envio por e-mail traz mais-valias para o utente. Além de ser uma solução mais ecológica, que promove poupanças e reduz substancialmente os custos associados à impressão em suporte papel e expedição via CTT, facilita e agiliza a resposta do utente e, simultaneamente, contribui para melhorar a gestão das listas de espera e os tempos globais do SNS no domínio da atividade cirúrgica programada transferida.

Numa segunda fase de implementação da medida, a NT/VC também ficará acessível através da Área Pessoal do Portal SNS 24 ou na APP SNS2. A desmaterialização da emissão e envio do NT/VC é uma medida SIMPLEX no âmbito da Transição Digital - “Melhorar o acesso ao SNS e a resposta institucional”.

A desmaterialização do vale cirurgia é mais um passo na aproximação tecnológica que estamos a construir no SNS, e uma forma de agilizarmos o sistema, que se quer simples e que resolva a situação dos utentes. Esta abordagem vai permitir aumentar a celeridade dos processos, reduzindo o tempo de espera e melhorando o acesso às cirurgias

Rita Moreira, membro da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde

OMD alerta para pacotes turísticos com promessas de tratamentos milagrosos

Jornal Dentistry

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) aconselha os cidadãos a recusar pacotes turísticos que garantem tratamentos milagrosos em tempo recorde. — Portugal preocupado com os casos graves registados no Reino Unido e Espanha.

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) aconselha os cidadãos a recusarem a oferta de pacotes turísticos que prometem procedimentos milagrosos em tempo recorde. Um dos países mais procurados é a Turquia, num fenómeno que surgiu no ano passado e que, inclusive, deu origem à criação do hashtag turkishteeth nas redes sociais. Reino Unido, Espanha, mas também Portugal, são exemplos de países onde os aliciadores atuam, prometendo dentes brancos, perfeitamente alinhados, em tempo recorde e a preços muito mais baratos do que nos países de origem.

Um dos casos mais recentes em Portugal ocorreu em abril, quando a OMD e a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) identificaram em flagrante um profissional não habilitado a aliciar doentes num hotel no Porto para realizarem tratamentos médicos dentários na Turquia.

Face aos casos crescentes de abcessos, infeções, tratamentos desnecessários e de qualidade duvidosa e outros problemas dentários registados em diferentes países europeus, em pessoas a quem lhes é prometido um determinado tratamento e acabam por sofrer intervenções inadequadas, como a colocação de coroas dentárias, a OMD considera fundamental que os cidadãos adotem comportamentos preventivos e devidamente esclarecidos que ajudem a evitar riscos desnecessários.

“Os jovens adultos portugueses, mas não só, são os principais alvos desta tendência perigosa. São utilizadores ávidos das redes sociais e são expostos aos diferentes influencers, como foi o caso do Reino Unido, em que ‘estes agentes’ tiveram um papel desastroso na disseminação destes tratamentos milagrosos e acabaram por causar sérios riscos à saúde”, afirma Miguel Pavão, bastonário da OMD, reforçando: “Como nestes casos não existe o devido acompanhamento pós-tratamento, nem garantias a longo prazo dos tratamentos efetuados, a probabilidade de correr mal é enorme, acabando os doentes por recorrer ao médico dentista do país de origem e despender ainda mais para tratar os problemas dentários resultantes destas intervenções.

A OMD sublinha que todo e qualquer tratamento dentário passa por uma avaliação rigorosa por parte do médico dentista que define um plano personalizado ao doente, tendo a obrigação de explicar detalhadamente todas as etapas do pré, durante e pós intervenção, identificando o profissional de saúde responsável pelo tratamento.

OMS preocupada com evolução da Covid-19 à medida que inverno se aproxima

Observador

A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu esta quarta-feira preocupação com a evolução da Covid-19, à medida que se aproxima o inverno no hemisfério norte, numa altura em que tem aumentado o número de casos graves e hospitalizações.

“Entre os relativamente poucos países que estão a reportar, tanto as hospitalizações como as entradas em cuidados intensivos têm aumentado nos últimos 28 dias, sobretudo na Europa e na América”, afirmou esta quarta-feira em conferência de imprensa o diretor-geral da OMS.

Tedros Adhanom Ghebreyesus considerou que passados menos de dois anos desde que o mundo se encontrava no pico da pandemia, os níveis de vacinação entre os grupos mais vulneráveis continuam muito baixos.

Dois terços da população mundial têm a vacinação completa e apenas um terço recebeu, pelo menos, uma dose de reforço.

A Covid-19 pode já não ser a crise aguda que era há dois anos, mas isso não significa que possamos ignorá-la”, afirmou Tedros Ghebreyesus.

De acordo com a responsável do departamento técnico anti-covid da OMS, Maria Von Kerkhove, os dados que os cientistas têm disponíveis para vigiar a circulação do vírus são cada vez mais escassos porque os países estão a reduzir a monitorização.

Sabe-se, no entanto, que as subvariantes atualmente em circulação estão relacionadas com a variante Ómicron, sem que nenhuma seja claramente dominante.

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