Notícias da Saúde em Portugal 209

Quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Ordem dos Fisioterapeutas assinalou quatro anos com evento comemorativo

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No dia 30 de setembro, a Ordem dos Fisioterapeutas organizou um evento comemorativo, com o tema “Desafios na Profissão”.

A Sessão de Abertura contou com o Secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, que agradeceu o trabalho dos fisioterapeutas na promoção da saúde dos cidadãos, salientando que são fundamentais para ajudar o país a conseguir uma melhor qualidade de vida. «Hoje temos uma maior esperança média de vida. E isso leva-nos a definir políticas que possam intervir ao longo de todo o contínuo da prestação de cuidados: na promoção da saúde, na prevenção da doença, no diagnóstico precoce, no tratamento atempado, na reabilitação continuada ao longo da vida, isto é, ao longo de todo o processo nós temos de conseguir ir introduzindo, como temos estado a promover, melhorias ao longo de toda a cadeia de prestação de cuidados. E aqui, os fisioterapeutas são importantes, em todas estas fases. […] É uma profissão com a qual, obviamente, contamos, uma profissão em relação à qual mantemos a expetativa de poder conseguir integrar cada vez mais neste contínuo da prestação de cuidados.», declarou.

O evento decorreu no passado dia 30 de setembro

Antes, também na Sessão de Abertura, o Bastonário da Ordem dos Fisioterapeutas, António Lopes, afirmou querer que «os nossos cuidados [de fisioterapia] sejam acessíveis a todos os cidadãos, nas diferentes regiões onde estão, nos diferentes subsistemas de saúde que os representam e nas janelas temporais em que o contributo se demonstra mais relevante» e que, para isso, «teremos de aumentar o número de fisioterapeutas nas instituições do Serviço Nacional de Saúde (dos atuais mais de 11 mil fisioterapeutas inscritos, só cerca de 10% trabalham no SNS), ultrapassar os modelos obsoletos de referenciação e de prescrição de atos padronizados (a própria legislação já evoluiu mas permanece uma cultura organizacional assente em premissas que perderam sentido e razoabilidade, nomeadamente o estigma de que a Fisioterapia é parte exclusiva do silo da Medicina Física e Reabilitação) e criar condições para um registo próprio da nossa intervenção e monitorização dos resultados».

A sessão de abertura contou ainda com intervenções do Presidente da Mesa do Conselho Geral, Rui Costa, e da Presidente do Conselho Jurisdicional, Isabel de Souza Guerra.

Medicamento para a diabetes esgotado em Portugal por estar a ser prescrito para emagrecer

Sapo.pt

O Ozempic, um fármaco indicado para diabéticos tipo 2, está esgotado há vários meses em alguns países europeus, incluindo Portugal, alegadamente por estar a ser prescrito para combater o excesso de peso. Medicamentos já custou 26 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde.

O Ozempic, um fármaco comercializado pela Novo Nordisk, indicado para diabéticos tipo 2, está esgotado há vários meses alegadamente por estar a ser prescrito para combater o excesso de peso.

Segundo declarações de Jorge Dores, médico endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, há médicos que estão a prescrever este fármaco "a pessoas com obesidade, mas também com alguns quilos a mais", ou seja, "é utilizado do ponto de vista estético".

"Este problema andará à volta de 30 a 40% de prescrições off-label, isto é para pessoas em que não está formalmente indicado o tratamento com Ozempic", disse à RTP.

O valor do medicamento é de 120 euros, mas com a comparticipação do Estado o custo do fármaco ronda os 12 euros.

Segundo o laboratório, com sede na Dinamarca, o problema da falta de disponibilidade do fármaco manter-se-á pelo menos até 2023.

Estudo nacional confirma relevância da ecografia na deteção de cancro da mama

Notícias Saúde

A ultrassonografia, vulgarmente conhecida como ecografia, pode ser uma importante ferramenta de diagnóstico do cancro da mama, sobretudo em jovens e mulheres com maior densidade mamária, confirma um estudo da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC). Os resultados apontam para um aumento da precisão do diagnóstico quando a ecografia é utilizada como exame complementar à mamografia.

Apesar de ser a ferramenta de diagnóstico mais utilizada no rastreio do cancro da mama, a mamografia apresenta algumas limitações. “A densidade da mama – que é maior na população jovem – pode mascarar algumas patologias que, no entanto, podem ser detetadas através de ecografia”, explica Rute Santos, docente da unidade científico-pedagógica de Imagem Médica e Radioterapia na ESTeSC-IPC e responsável pelo estudo “Ultrasound as a Method for Early Diagnosis of Breast Pathology”, publicado no Journal of Personalized Medicine.

No estudo, 105 mulheres (com idades entre os 18 e os 79 anos) foram submetidas a exames de ultrassonografia mamária. Em 31 casos, a ecografia revelou alterações do tecido mamário, sendo que apenas sete mulheres revelaram ter conhecimento prévio dessas alterações. “A ecografia permite detetar quistos e fibromas que nem sempre são identificados através do exame físico e da mamografia e que podem, ou não, evoluir para quadros mais adversos”, justifica a investigadora.

Na amostra estudada, pelo menos nove mulheres mantinham sinais de alteração num segundo exame de ultrassonografia, realizado três meses depois.

Apesar dos resultados, a ecografia não deve substituir-se à mamografia. “São exames distintos e complementares”, frisa Rute Santos, explicando que a ecografia pode ser utilizada como meio de diagnóstico precoce, sendo uma alternativa à mamografia em populações jovens, que genericamente apresentam maior densidade mamária. Mas deverá ser utilizada apenas de forma complementar a partir dos 50 anos, idade a partir da qual a Direção-Geral da Saúde recomenda o rastreio bianual através de mamografia.

“É uma questão de prevenção”, sublinha a docente, lembrando ainda importância do autoexame. “Não pretendemos alarmar a população, mas sim mostrar que, com a evolução que a ultrassonografia tem registado ao longo dos últimos anos, esta pode ser um aliado importante no rastreio do cancro de mama e também de outras patologias”, nota. Até porque, “sendo uma técnica não invasiva, que não utiliza radiação ionizante e é mais bem tolerada pelo doente, podendo ser portátil também, pode chegar facilmente a toda a população”, acrescenta.

Em Portugal, o cancro da mama é a neoplasia maligna mais frequentemente diagnosticada na população feminina, sendo considerada a segunda principal causa de morte nas mulheres (ainda que a doença possa também afetar a população masculina). Em 2020 foram detetados 7.000 novos casos, que resultaram na morte de 1.800 pessoas.

"Estão em causa cuidados aos doentes". Ordem dos Médicos e Governo discutem estado do SNS

RTP

Governo e Ordem dos Médicos estão esta quarta-feira reunidos com a situação do Serviço Nacional de Saúde no topo da agenda. O encontro, que tem caráter de urgência, foi pedido no domingo pelo bastonário Carlos Cortes, para quem o sistema público está à beira do colapso.

Antes de falarmos dessas grandes reformas na saúde, de que nós ouvimos falar nestes últimos meses, as pretensas novas unidades locais de saúde, as ULS, ou de outros aspetos que têm sido referidos, se calhar era importante concentrarmo-nos no verdadeiro problema do Serviço Nacional de Saúde e esse é consensual: são os recursos humanos

Carlos Cortes - bastonário da OM

Por sua vez, o ministro da Saúde escusou-se a avançar com detalhes sobre o teor da reunião com o bastonário da Ordem dos Médicos. Manuel Pizarro aponta a pandemia como uma das causas para o clima de tensão que se vive no sector.

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de uma revolução organizada pelo Partido Republicano Português, iniciada no dia 2 de outubro e vitoriosa na madrugada do dia 5 de outubro de 1910, que destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.

O ultimato britânico de 1890, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (o Partido Progressista e o Partido Regenerador), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.

Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da República, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional, a bandeira e a moeda.

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