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Notícias da Saúde em Portugal 212
Terça-feira, 10 de outubro de 2023

Poder Local e Saúde
SNS
“Uma abordagem comunitária e de proximidade permite valorizar as respostas e os resultados em Saúde das populações”, defendeu Manuel Pizarro, no dia 30 de setembro, na cerimónia de assinatura do Auto de Transferência de Competências entre o Ministério da Saúde e o Município de Soure.
O Ministro salientou que “as desigualdades sociais são um dos principais determinantes em Saúde”, pelo que é necessário “apostar não só no tratamento, mas também na promoção da saúde e prevenção da doença”, acrescentando que “este trabalho só pode ser feito com um grande envolvimento da comunidade e numa lógica de proximidade”.
Neste contexto, Manuel Pizarro defendeu que “os municípios e o poder local podem e devem assumir um papel decisivo” na Saúde, sendo o processo de descentralização de competências “uma oportunidade de modernizar o sistema”.
Não há Saúde sem Saúde Mental: reconhecer isto tem que ser o primeiro passo
SIC Notícias
A doença mental é comum (atinge cerca de 20% dos portugueses). A doença mental não é uma doença do outro nem é falta de vontade. A doença mental impede a pessoa de realizar o seu potencial, estudar ou trabalhar de forma produtiva, relacionar-se com amigos e família, fazer escolhas saudáveis. A doença mental tem diagnóstico. A doença mental tem tratamento. O tratamento é eficaz. Não podemos falar de Saúde Mental em Portugal sem vermos e revermos estas ideias.
A nova Lei de Saúde Mental vem sublinhar a necessidade de promover a Saúde Mental como um direito fundamental e um objetivo de saúde pública. Uma lei que pretende garantir o acesso a cuidados de Saúde Mental de qualidade. Uma lei que exige uma mudança de foco - da doença para a pessoa – e que defende os cuidados de proximidade dando ênfase ao tratamento comunitário.
A Saúde Mental não pode ser um “luxo” ou uma “opção”. Reconhecer isto tem que ser o primeiro passo.
Dengue pode tornar-se endémica com o aumento da temperatura na Europa
Euronews
A dengue poderá tornar-se numa ameaça importante no sul da Europa durante esta década, devido às alterações do clima, alerta um cientista da OMS.

As temperaturas elevadas estão a criar condições que favorecem a propagação dos mosquitos portadores da infeção. A doença deverá aumentar no sul dos Estados Unidos e em novas regiões de África e, atualmente, já representa um flagelo em grande parte da Ásia e da América Latina, causando cerca de 20 mil mortes por ano.
As taxas de prevalência da doença aumentaram oito vezes a nível mundial desde 2000, em grande parte devido às alterações climáticas, bem como ao aumento da deslocação de pessoas e da urbanização.
Precisamos de falar muito mais proativamente sobre a dengue.
"Precisamos de preparar os países para lidarem com esta pressão adicional, que vai ocorrer no futuro, em muitas grandes cidades", acrescentou o responsável.
OE2024: Academia do Porto exorta governo a criar rubrica para contratar psicólogos
Canal S+
A Federação Académica do Porto (FAP) exortou hoje o governo a abrir uma rubrica específica no Orçamento de Estado para 2024 (OE 2024), que permita reforçar a contratação de psicólogos pelas Instituições de ensino superior.
Em entrevista à agência Lusa a propósito do Dia Internacional da Saúde Mental, que se assinala hoje 10 de outubro, a presidente da FAP, Ana Gabriela Cabihas, apelou ao governo de António Costa para que se crie uma rubrica específica no OE 2024, que permita reforçar a contratação de psicólogos por parte das instituições de ensino superior (IES), "criando uma resposta mais adequada ao crescente número de pedidos de apoio".
Antecipando a discussão do OE 2024, Ana Gabriela Cabilhas alerta ainda que “os problemas de saúde mental dos estudantes do ensino superior não serão resolvidos somente com uma aposta específica nos serviços de psicologia das Universidades e Politécnicos.
Doenças relacionadas com saúde mental aumentam em mais de 30% risco de doença física
Saúde Online
Com o estudo “Contributo Científico OPP – O Impacto da Saúde Mental na Saúde Física”, hoje divulgado a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, a OPP quer apelar à reflexão sobre os problemas de saúde mental que originam doenças físicas.

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da OPP, Sofia Ramalho, referiu que “muito pouco se tem falado sobre os impactos da doença física na saúde mental” e vice-versa. “Temos em Portugal um conjunto de doenças físicas [como a diabetes ou os AVC- Acidentes Vasculares Cerebrais] que são uma preocupação. E temos, ao mesmo tempo, uma prevalência superior das situações de depressão e de ansiedade superior àquilo que acontece na União Europeia. Ainda pouco se fala do físico e do mental enquanto níveis de saúde integrados”, apontou.
A relação entre doença mental e doença física é influenciada por múltiplos fatores comportamentais como atividade física, obesidade, consumo de álcool, bem como psicológicos como afetividade negativa e desmotivação. Somam-se os sociais, como por exemplo por viver em situação de pobreza.
Para a OPP são necessárias “respostas integradas em saúde, respostas que considerem a interdependência de fatores genéticos, biológicos, comportamentais, psicológicos e sociais e dos seus impactos na saúde física e mental”.
Diagnóstico de diabetes tipo 2 aos 30 anos pode encurtar vida em até 14 anos
Notícias Saúde
Uma pessoa a quem seja diagnosticada diabetes de tipo 2 aos 30 anos de idade poder ver a sua esperança de vida reduzida em 14 anos, alerta uma equipa internacional de investigadores.
Mesmo as pessoas que só desenvolvem a doença numa fase mais tardia da vida, com um diagnóstico aos 50 anos, podem ver a sua esperança de vida diminuir até seis anos, segundo uma análise de dados de 19 países com rendimentos elevados.
Os investigadores afirmam que os resultados, publicados na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology, sublinham a necessidade urgente de desenvolver e implementar intervenções que previnam ou atrasem o aparecimento da diabetes, sobretudo porque a prevalência da doença entre os adultos mais jovens está a aumentar a nível mundial.

O aumento dos níveis de obesidade, a má alimentação e o aumento do comportamento sedentário estão a provocar um rápido crescimento do número de casos de diabetes tipo 2 em todo o mundo. Em 2021, estimava-se que 537 milhões de adultos sofressem de diabetes em todo o mundo, com um número crescente de casos diagnosticados em idades mais jovens.
A diabetes tipo 2 aumenta o risco de uma série de complicações, incluindo ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, problemas renais e cancro. Estimativas anteriores sugeriram que os adultos com diabetes tipo 2 morrem, em média, seis anos mais cedo do que os adultos sem diabetes. No entanto, há incertezas quanto à forma como esta redução média da esperança de vida varia consoante a idade do diagnóstico.

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