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Notícias da Saúde em Portugal 213
Quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Vacinação Sazonal: Mais de 240 mil pessoas vacinadas contra a gripe e contra a COVID-19
DGS
Entre 29 de setembro e 8 de outubro de 2023 foram vacinadas 186.083 pessoas com o reforço sazonal contra a COVID-19 e 220.081 pessoas contra a gripe.
Os dados constam do primeiro Relatório de Vacinação Sazonal 2023/2024, que passa a ser publicado semanalmente, às terças-feiras, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), em articulação com a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS).
Das vacinas administradas contra a COVID-19, 148.840 foram em farmácias comunitárias e 37.243 em unidades de saúde do SNS. No mesmo período, foram administradas 180.023 vacinas contra a gripe em farmácias comunitárias e 40.058 em unidades de saúde do SNS.
A DGS reforça o apelo aos grupos elegíveis para se vacinarem contra a gripe e contra a COVID-19 - as vacinas são seguras e salvam vidas.
O Relatório de Vacinação Sazonal 2023/2024 de 10 de outubro de 2023 está disponível aqui.
ACSS, I.P. marca presença no ENSA 2023
ACSS, I.P.
A Administração Central do Sistema de Saúde participou no Encontro Nacional de Saúde Ambiental – ENSA 2023, que se realizou no passado dia 29 de setembro, em Seide, Vila Nova de Famalicão. A iniciativa foi promovida pela Associação Portuguesa de Saúde Ambiental.

Tiago Gonçalves, vogal do Conselho Diretivo da ACSS, I.P., participou na última mesa de debate, dedicada ao tema “Competências, Autonomia e Desenvolvimento Profissional”, onde teve a oportunidade de explicar alguns dos contributos da ACSS, I.P. para a saúde ambiental, nomeadamente, o projeto em curso de digitalização dos pedidos de emissão de cédula profissional nas profissões da área de diagnóstico e terapêutica, incluindo a introdução de uma cédula digital.
Utentes sem médico de família com plano integrado para acesso à saúde
Jornal de Notícias
A medida consta da proposta orçamental do Governo para o próximo ano, entregue esta terça-feira no parlamento e que é debatida na generalidade nos próximos dias 30 e 31, com a votação final global marcada para 29 de novembro.
"Em 2024, o Governo intensifica as medidas adequadas para alargar o número de utentes com equipa de saúde familiar atribuída e desenvolver um plano integrado para facilitar o acesso aos cuidados de saúde dos utentes que não têm médico de família atribuído", refere o documento.

Segundo os últimos dados do portal da transparência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em setembro 1.653.424 utentes não tinham médico de família atribuído, mais 53.084 do que no mês anterior.
Depois de salientar que a atividade assistencial do SNS já recuperou dos "efeitos emergenciais do período da pandemia da Covi-19 e que atinge, nos dias de hoje, uma dimensão inédita", a proposta orçamental do Governo avança com várias medidas para melhorar a cobertura dos cuidados de saúde primários.
Investigadores portugueses e espanhóis unidos na descoberta de medicamentos para inativar vírus
Notícias Saúde
Um grupo de cientistas liderado por Miguel Castanho, docente e investigador do Instituto de Medicina Molecular (IMM), em parceria com investigadores da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, está a trabalhar no desenvolvimento de medicamentos antivirais inovadores capazes de chegar ao cérebro e inativar vírus, como dengue, Zika, VIH ou SARS-CoV-2, evitando os seus possíveis efeitos neurológicos e ajudando a promover a saúde mental. Com financiamento da Comissão Europeia, o consórcio espera também incluir vírus que possam, entretanto, surgir e causar novas pandemias.
“Estamos a falar de vários vírus, alguns dos quais subvalorizados pela população, o que é um erro”, reforça Miguel Castanho. “É o caso da SIDA, que persiste como um problema sério; do sarampo, que levanta preocupações a nível mundial desde que alguns grupos começaram a optar por não se vacinar ou do SARS-CoV-2, que se sabe pode também provocar danos neurológicos.”

David Andreu, investigador da Universidade Pompeu Fabra, reforça a importância desta parceria e do alerta da Organização Mundial de Saúde sobre o chamado Longo Covid. “É certo que o fim da pandemia de Covid-19 já foi decretado, mas há uma chamada de atenção, que se traduziu num plano de abordagem de emergência para a doença, isto devido aos milhões de casos de Longo Covid que vão continuar a necessitar de cuidados médicos.”
Esta continua a ser, de resto, uma preocupação, com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a estimar uma sobrecarga enorme para os serviços de saúde, que precisam de dar resposta aos doentes que continuam a viver com o impacto da Covid, procurando tratamentos que lhes devolvam a qualidade de vida, não só ao nível físico, mas também psicológico, o que justifica também a aposta deste grupo de investigadores.
Ozempic. Medicamentos populares para perda de peso aumentam risco de paralisia gástrica
Sapo
O trabalho, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), uma das principais revistas médicas do mundo, analisou uma classe de medicamentos chamados agonistas do GLP-1, que inclui as marcas Wegovy, Ozempic, Rybelsus e Saxenda.
A taxa de efeitos colaterais graves foi comparada com outra classe de medicamentos para perda de peso, a bupropiona-naltrexona. Os agonistas do GLP-1 foram associados a um risco quatro vezes maior de paralisia gástrica, nove vezes maior de pancreatite e quatro vezes maior de obstrução intestinal. Essas condições podem levar à hospitalização e à necessidade de cirurgia, dependendo da gravidade.
Dado o amplo uso desses medicamentos, esses efeitos adversos, embora raros, devem ser considerados pelos pacientes que estão a pensar usá-los para perder peso.
SNS pagou tratamento a mais de três mil doentes no estrangeiro em dez anos
Público
O Sistema Nacional de Saúde (SNS) pagou tratamento a mais de três mil doentes no estrangeiro em dez anos. No período de uma década – de 2013 a 2022 –, o SNS garantiu o tratamento de mais de três mil doentes fora de Portugal. SNS pagou tratamento a mais de três mil doentes no estrangeiro em dez anos. Em 2022 foram autorizados tratamentos no estrangeiro a 389 doentes, o que representa um aumento de 10,8% em relação ao ano anterior.
O mecanismo de Assistência Médica no Estrangeiro, previsto na lei, permite assegurar determinados tratamentos especializados, quando, em Portugal, essa possibilidade não existe por falta de meios técnicos ou humanos. Nos últimos três anos, a grande maioria dos tratamentos foram na área da genética médica e de cirurgia.
Mutações do vírus da Covid-19 associadas a medicamentos antivirais, diz estudo
Euronews
De acordo com os investigadores, um medicamento antiviral usado para tratar as infeções por Covid-19 está associado a mutações do coronavírus que se suspeita serem depois transmitidas a outras pessoas.
Os cientistas mapearam as mutações da Covid-19 ao longo do tempo para ver como e quando é que o vírus evoluiu, e detetaram "eventos mutacionais" invulgares que estavam associados a doentes que tinham tomado o medicamento molnupiravir.

O molnupiravir foi um dos primeiros antivirais a ser disponibilizado para o tratamento da Covid-19 durante a pandemia e funciona induzindo mutações no genoma do vírus, o que essencialmente o impede de se multiplicar, reduzindo a carga viral. Isto ajuda o sistema imunitário do organismo a controlar a infeção.
Os investigadores, que publicaram as suas conclusões na revista “Nature”, afirmaram que as mutações aumentaram em 2022, numa altura que coincidiu com a introdução do molnupiravir. Também descobriram que as mutações tendiam ser mais encontradas em pacientes mais velhos, que eram mais propensos a receber a prescrição do medicamento, pois eram considerados em maior risco de hospitalização.
Os resultados são úteis para a avaliação em curso do molnupiravir e o desenvolvimento de novos medicamentos deve ter em conta a possibilidade de as mutações serem causadas pelos antivirais.
“O nosso trabalho mostra que a dimensão sem precedentes dos conjuntos de dados de sequências pós-pandémicas, construídos em colaboração por milhares de investigadores e profissionais de saúde em todo o mundo, cria um enorme poder para revelar conhecimentos sobre a evolução do vírus que não seriam possíveis a partir da análise de dados de qualquer país individual”

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