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Notícias da Saúde em Portugal 216
Segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Realizadas 15870 interrupções da gravidez a pedido da mulher em 2022
DGS
Em 2022, foram realizadas 15870 interrupções da gravidez (IG) a pedido da mulher em Portugal, números que traduzem um aumento de 15% face a 2021 e que estão em linha com a tendência verificada noutros países da União Europeia.
De acordo com os dados do Relatório de Análise dos Registos da Interrupção da Gravidez de 2022, que a Direção-Geral da Saúde (DGS) publica hoje, dia 16 de outubro, foram registadas 16471 interrupções, mas a IG por opção da mulher nas primeiras 10 semanas de gravidez manteve-se como principal motivo em todas as idades, representando 96,4% do total. A doença grave ou malformação congénita do nascituro motivou 543 IG (3,3% do total de IG por todos os motivos).
A maioria das IG por opção continua a realizar-se nos estabelecimentos de saúde públicos (68,6% do total). O procedimento mais utilizado nestas unidades foi o medicamentoso (98,9%) e, no privado, continuou a ser o cirúrgico (95,3%).
A maioria das mulheres continua a recorrer por iniciativa própria à unidade em que realizou a IG, o que pode revelar maior autonomia e facilidade no acesso.
Consulte o relatório aqui.
Estudo PaRIS: Envio de cartas no âmbito do inquérito principal a utentes
DGS
A Direção-Geral da Saúde (DGS) apela à participação dos utentes e dos prestadores de cuidados de saúde primários, informando que serão enviadas cartas aos utentes no âmbito do Projeto PaRIS - Estudo Internacional sobre os Resultados e Experiências dos Utentes com os Serviços de Saúde.
Coordenado pela DGS e desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o PaRIS é um estudo realizado a nível internacional e irá permitir a comparação de diferentes sistemas de saúde. Para tal, uma amostra de profissionais de saúde e de utentes foi convidada a participar através de uma seleção aleatória de todos os utentes com mais de 45 anos que tiveram contacto com o centro de saúde/a unidade de saúde nos últimos seis meses.
O inquérito, disponibilizado aos utentes através de sms e/ou carta, é constituído por perguntas relativas à experiência vivenciada no contacto com o centro de saúde e os resultados mais valorizados pelos utentes, sendo confidencial e anónimo.
A DGS vem reforçar que, no caso de receber o convite através de carta, basta digitar o endereço do site que consta na carta, na barra de endereços, na parte superior do seu navegador de internet.
O prazo para preenchimento do inquérito termina a 31 de outubro de 2023. Os resultados deste estudo serão publicados no site da DGS no segundo semestre de 2024. Participe! Ajude-nos a melhorar o atendimento nos cuidados de saúde, em Portugal.
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Banco de Córneas no Santo António
SNS
“Este investimento do Serviço Nacional de Saúde é uma iniciativa que cria valor para as pessoas, que permite fazer mais transplantes de córnea e reduzir o tempo de espera para a intervenção”, disse Manuel Pizarro, no Porto, no Santo António, 13 de outubro, dia em que este Centro Hospitalar inaugurou o primeiro Banco de Córneas de Cultura em Portugal.
A criação do Banco de Córneas abre caminho à duplicação o número de doentes transplantados, robustecendo o programa e permitindo a oferta de córneas a outros hospitais. O processamento laboratorial da córnea em meio de cultura, ultrapassando a tradicional conservação a frio, permite alargar os critérios de colheita, o prazo de validade e a qualidade dos tecidos colhidos.
A escassez de tecidos é o passo limitante do processo de transplantação de córneas. Até agora, o Santo António obtinha 150 a 200 córneas por ano, aquém das potencialidades do programa de transplantação.
Precisamos de cooperar em rede, partilhar os recursos que temos (…) os cidadãos pedem serviços de qualidade, mas também exigem rentabilização dos serviços e dos recursos públicos existentes.
Fundação Champalimaud cria infraestrutura em nuvem para dados de saúde destinada à investigação
O Jornal Económico
Os cientistas da Fundação Champalimaud criam, pela primeira vez em Portugal, infraestrutura em nuvem para dados de saúde destinada à investigação. O objetivo é criar um sistema estandardizado de armazenamento na nuvem de dados de doentes, devidamente anonimizados, de forma a que fiquem acessíveis, em total segurança, aos investigadores que os desejam estudar, explica a Fundação em comunicado. O facto de os dados poderem ser armazenados na nuvem “torna a sua acessibilidade muito mais simples e imediata às pessoas acreditadas”.

Mas estes investigadores vão mais longe: “se o formato desses dados estiver devidamente normalizado, explicam ainda, é possível vislumbrar um futuro em que os hospitais e centros de investigação possam transferir dados médicos entre si de forma totalmente transparente para o utilizador final”, defendem.
“Por ocasião do Open Day da Unidade de Mama da Fundação Champalimaud (FC), que se realiza hoje, 16 de outubro, vai ser apresentada uma infraestrutura inédita de armazenamento, consulta e análise de dados médicos por investigadores”, refere a Fundação.
O cirurgião Pedro Gouveia diz que “hoje, em Portugal e na maioria dos centros na Europa, quando é preciso aceder a dados de imagem médica – para fazer investigação, nomeadamente –, tem de se ir aos hospitais consultar os arquivos de imagens de doentes e gravar a informação em CD”.
“Em pleno século XXI, estamos ainda a usar discos físicos para transferir informação. Agora, pela primeira vez, nós conseguimos demonstrar que é possível transferir e armazenar ficheiros digitais em segurança, de forma virtual, via internet, utilizando ferramentas que já existem nos hospitais.”
Dia Mundial da Alimentação alerta para um planeta minguante de água e pede: “Não deixar ninguém para trás”
Sapo
A 16 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Alimentação, iniciativa este ano subordinada ao tema “Água é vida, água é alimento. Não deixar ninguém para trás”. Oportunidade para (re)pensarmos a forma como gerimos um recurso finito, em degradação e sobre-explorado por setores como a agricultura e a indústria. À escala individual, também há um caminho a empreender na forma como fazemos as nossas escolhas alimentares. O que levamos à mesa pode influenciar positivamente uma gestão mais sustentável da preciosa água.


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