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Notícias da Saúde em Portugal 248
Quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Editorial
MedSUPPORT participa hoje no programa “Corpo Clínico”
Apresentado por Marco António este programa do Canal S+ é dedicado à análise dos temas que fazem eco no setor da saúde. O tema do programa desta semana é DISPOSITIVOS MÉDICOS FEITOS POR MEDIDA - PRÓTESE DENTÁRIA.
A MedSUPPORT participa através da presença de Luís Guereiro (Eng.º) que fará uma análise do setor e das tendências.
Quem se esforça por manter um funcionamento legal e com sistema de qualidade está a apostar na sustentabilidade do negócio
Veja também a reportagem sobre a entrega do certificado ISO9001:2015 à Dentalcastro - Próteses Dentárias.

Na segunda parte do programa, Joana Almeida Nunes (Dr.ª) partilhará a sua experiência na relação da sua clínica com os laboratórios de prótese dentária e dicas sobre como melhorar esta ligação.
Não perca hoje às 23h00
no Canal S+ na posição 129 da sua box.
E-book Cuidado Humano na Enfermagem do Século XXI
OE
Já está disponível o e-book “Cuidado Humano na Enfermagem do Século XXI: Formação, Investigação e Prática Clínica”.
O livro, da autoria da Rede Portuguesa da Ciência de Enfermagem para o Cuidado Humano, conta com a colaboração de 17 Enfermeiros de 6 países diferentes e ainda 43 resumos científicos relativos à aplicação da Teoria do Cuidado Humano na Enfermagem.
Conheça o livro através deste LINK
Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde pede mais esforços para salvar "um planeta doente"
Jornal de Notícias
Um planeta doente significa pessoas pouco saudáveis", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, na conferência de imprensa semanal da OMS, sublinhando que irá pedir na COP28, que se realiza no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, medidas mais contundentes dos governos e indústria para acabar com o uso dos combustíveis fósseis e acelerar a transição para energias mais limpas.
Ghebreyesus realçou que o carvão, o petróleo e o gás "são de longe os maiores contribuintes para as alterações climáticas", sendo "responsáveis por mais de 75% das emissões de gases com efeito de estufa".
O diretor-geral da OMS adiantou que outra mensagem que levará à COP28 é a da redução das emissões poluentes no setor da saúde, que representam cerca de 5% do total.
"Devemos focar-nos em descarbonizar os sistemas sanitários e, ao mesmo tempo, torná-los mais resilientes ao clima, o que significa fortalecer os seus funcionários e os sistemas de vigilância das doenças que se construíram durante a pandemia da covid-19".
A COP28 dedicará este ano, pela primeira vez, um dia à saúde, no caso o próximo domingo, que terá mais de 50 ministros da Saúde para analisar as consequências da crise climática na saúde humana e as possíveis medidas para contrariá-las.
A COP28, na qual Portugal participará, decorre no Dubai até 12 de dezembro. O país que acolhe a cimeira - Emirados Árabes Unidos - é um dos maiores produtores mundiais de petróleo.
Respirar o ar da estrada enquanto conduzimos aumenta a pressão arterial
Notícias Saúde
As estradas e autoestradas são uma das imagens mais características da maioria das áreas metropolitanas e com elas um fluxo constante de carros a lançar poluição para os bairros próximos. Só agora os investigadores começaram a compreender os riscos que toda esta poluição representa para a saúde, mas a exposição a longo prazo à poluição atmosférica relacionada com o tráfego, uma mistura complexa de gases de escape, desgaste dos travões e pneus e poeiras da estrada, tem sido associada a um aumento das taxas de doenças cardiovasculares, asma, cancro do pulmão e morte. Agora, um novo estudo confirma que há riscos também para quem circula nestas estradas, associado ao aumento da pressão arterial.
Uma nova investigação da Universidade de Washington, nos EUA, sugere que o ar não filtrado do trânsito da hora de ponta aumenta significativamente a pressão sanguínea dos passageiros do automóvel no momento em que circulam nestas estradas, mantendo-se elevada até 24 horas depois.
“O corpo tem um conjunto complexo de sistemas para tentar manter a pressão sanguínea no cérebro sempre igual. É um sistema muito complexo e fortemente regulado, e parece que algures, num desses mecanismos, a poluição do ar relacionada com o tráfego interfere com a pressão arterial”, explica Joel Kaufman, médico e professor de ciências do ambiente e da saúde ocupacional que liderou o estudo.
Partículas ultrafinas e a pressão arterial
“Sabemos que aumentos modestos da pressão arterial como este, a nível populacional, estão associados a um aumento significativo das doenças cardiovasculares”
Há um entendimento crescente de que a poluição do ar contribui para os problemas cardíacos. A ideia de que a poluição atmosférica rodoviária em níveis relativamente baixos pode afetar tanto a pressão arterial é uma peça importante do puzzle que estamos a tentar resolver”.
Os resultados também levantam questões sobre as partículas ultrafinas, um poluente pouco compreendido, que se tornou uma fonte de preocupação crescente entre os especialistas em saúde pública. As partículas ultrafinas têm menos de 100 nanómetros de diâmetro, ou seja, são demasiado pequenas para serem vistas. A poluição atmosférica associada ao tráfego contém elevadas concentrações de partículas ultrafinas e, no estudo, o ar não filtrado continha níveis elevados destas partículas, embora o nível global de poluição, medido pela concentração de partículas finas (PM 2,5), fosse relativamente baixo.
“As partículas ultrafinas são o poluente mais eficazmente filtrado na nossa experiência, ou seja, os níveis são dramaticamente elevados na estrada e baixos no ambiente filtrado”, afirma Kaufman. “Portanto, parece que os ultrafinos podem ser especialmente importantes [para a pressão arterial]. Para o provar, é necessária mais investigação, mas este estudo fornece uma pista muito forte sobre o que se está a passar.”

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