Notícias da Saúde em Portugal 557

As notícias diárias à distância de um clique - sempre às 12:00h

Vídeos do TikTok sobre TDAH não refletem corretamente os sintomas, diz estudo

Euronews

Os vídeos populares no TikTok sobre o transtorno de défice de atenção e hiperatividade (TDAH) são vistos de forma diferente pelos médicos especialistas e pelos jovens adultos, de acordo com um novo estudo que realça o papel que as redes sociais desempenham na formação da nossa perceção da saúde.

Os investigadores pediram a dois psicólogos clínicos especializados em TDAH que analisassem 100 vídeos populares no I sobre a doença, que afeta o comportamento das pessoas e se caracteriza por dificuldade de concentração e hiperatividade ou impulsividade.

Os dois psicólogos descobriram que menos de metade (48,7%) das afirmações nos vídeos refletiam com precisão os sintomas de TDAH, de acordo com um manual de diagnóstico.

Em seguida, os investigadores pediram a mais de 800 estudantes universitários para verem 10 dos vídeos do TikTok - aqueles que os peritos classificaram como os mais e menos fiáveis.

"De um modo geral, este estudo tem algumas implicações importantes e oferece uma visão equilibrada do impacto das redes sociais", afirma num comunicado Blandine French, investigadora principal da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, que não participou no estudo.

"Mas também suscita preocupações quanto ao facto de os espetadores confiarem nestes conteúdos como fontes educativas e de apoio. A falta de nuances, base de provas e fiabilidade destes vídeos é muito elevada. Isto não significa que sejam sempre maus, mas devem ser vistos com extrema cautela", acrescenta.

Blandine French, Investigadora Principal

MedSUPPORT | Testemunho da semana

“Estou muito satisfeito.”

Dr. Filipe Duarte | Filipe Duarte - Medicina Dentária, Lda. - São João da Madeira

Pessoas com VIH vítimas de discriminação em clínicas dentárias

Jornal de Notícias

O Centro Anti-Discriminação VIH e Sida (CAD) alertou ontem para a existência de práticas discriminatórias persistentes em clínicas dentárias, como o atendimento em último lugar e a recolha de dados confidenciais de forma indevida.

Num comunicado divulgado a propósito do Dia Mundial da Saúde Oral, que ontem se assinala, o CAD lembra que estas práticas violam os princípios de equidade no aceso à saúde e contrariam a informação científica, sublinhando que as pessoas com VIH em tratamento eficaz têm uma “carga viral indetetável” e, por isso, “não transmissível”.

Citando a última edição do Índice do Estigma das Pessoas que Vivem com VIH (Stigma Index), que teve o apoio da Direção-Geral da Saúde, o CAD, um projeto promovido pelo GAT (Grupo Ativistas em Tratamento) e pela associação Ser+, recorda que neste trabalho foram identificados “casos de atendimento diferenciado” que representam práticas discriminatórias nos serviços de saúde.

Os dados do estudo indicam que mais de uma em cada cinco pessoas (22%) relataram situações de discriminação por profissionais de saúde nos últimos 12 meses, 11% detetaram a adoção de “precauções extremas”, 5% ouviram comentários negativos dos profissionais de saúde e 4% tiveram o seu estatuto serológico revelado sem consentimento.

É com regularidade que recebemos situações em que as pessoas com VIH são frequentemente sinalizadas para serem atendidas em último lugar, sendo alegadas questões de segurança e a necessidade de esterilização do material de forma mais aprofundada”, lamenta o CAD, considerando esta prática “totalmente discriminatória”.

Como melhorar a saúde dos rins e evitar doenças renais

Notícias Saúde

Os rins, dois órgãos em forma de feijão localizados abaixo da caixa torácica, trabalham incansavelmente, filtrando os resíduos e o excesso de líquidos do sangue, regulando a pressão arterial e até produzindo hormonas essenciais para a produção de glóbulos vermelhos. No entanto, a doença renal costuma progredir silenciosamente, com muitos a desconhecerem a sua presença até que ocorram danos significativos. Isto faz com que seja fundamental compreender a saúde dos rins, separar factos da ficção e tomar medidas proativas para proteger estes órgãos vitais. É o que a Hackensack Meridian Health faz aqui.

São ainda muitos os equívocos que rodeiam as causas da doença renal:

Mito: Apenas as pessoas com diabetes ou hipertensão arterial correm risco de doença renal.

Facto: Embora a diabetes e a hipertensão sejam as principais causas, outros fatores como doenças autoimunes (por exemplo, lúpus), certos medicamentos (incluindo alguns analgésicos de venda livre quando utilizados em excesso), condições genéticas (doença renal policística), infeções e até mesmo a desidratação prolongada podem contribuir para danos renais.

Há, depois, outros factos a ter em conta:

  • Segurar a urina durante muito tempo pode causar danos nos rins. Quando urina, filtra os resíduos do seu sangue. Se não urinar, os resíduos podem acumular-se e danificar os seus rins.

  • O uso prolongado ou excessivo de medicamentos de venda livre pode afetar a saúde dos rins, sobretudo com o uso prolongado ou excessivo, porque podem causar inflamação no tecido renal, interromper o fluxo sanguíneo para os rins ou danificar diretamente as células responsáveis ​​pela filtragem de resíduos.

  • (…)

Nesta notícia poderá ainda ler sobre:

  • Proteger os rins com medidas proativas

Cirurgia Robótica chega à ULS do Alto Ave

SNS

A Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULSAAVE) deu um passo inovador na prestação de cuidados de saúde ao realizar as primeiras cirurgias assistidas por robot cirúrgico. A nova tecnologia, aplicada inicialmente nas especialidades de Urologia, Ginecologia e Cirurgia Geral, representa um avanço significativo para a região e promete beneficiar os utentes com técnicas mais precisas e menos invasivas.

No dia 14 de março de 2025, o Serviço de Urologia da ULSAAVE realizou as duas primeiras cirurgias robóticas para o tratamento do cancro da próstata, através de uma prostatectomia radical.

Obrigado por ler a medsupport.news.

A equipa da MedSUPPORT.

p.s. Se gostou desta newsletter, partilhe-a com os seus amigos e colegas! Todos podem subscrever aqui a medsupport.news.

Reply

or to participate.