Notícias da Saúde em Portugal 564

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Dispositivo de inteligência artificial permite que mulher paralisada "fale" quase em tempo real

Observador

Investigadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos da América (EUA), recorreram à inteligência artificial (IA) para criar um dispositivo que permitiu que uma mulher tetraplégica “falasse” ao fim de 18 anos.

Esta investigação resolveu o “velho problema” da latência neuroprotética da fala, ou seja, o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa tenta falar e o momento em que o som é produzido.

Utilizando os últimos avanços em IA, a equipa de cientistas desenvolveu um método de transmissão que sintetiza sinais cerebrais em discurso audível quase em simultâneo.

“É entusiasmante que os últimos avanços na IA estejam a acelerar muito as interfaces cérebro-computador para utilização prática no mundo real num futuro próximo.”

Edward Chang, Investigador

Os autores treinaram uma rede neural de aprendizagem profunda, utilizando a atividade cerebral da participante, registada por elétrodos implantados no seu córtex motor da fala, enquanto esta pronunciava internamente frases completas contendo 1.024 palavras únicas. Este modelo foi então utilizado para descodificar o discurso online, simultaneamente com a intenção vocal da participante, e depois para produzir áudio imitando a sua voz – que tinha sido treinada usando um clip dela a falar antes da lesão.

Uma hora de ecrã depois de deitar aumenta o risco de insónia em 59%

Jornal de Notícias

O sono é essencial para a saúde mental e física, mas muitos adultos e muitos adolescentes não dormem o suficiente, e cada vez mais pessoas usam ecrãs na cama, um hábito associado à falta de sono.

Acredita-se que o uso de ecrãs afeta o sono de quatro formas: as notificações interrompem o sono, o tempo de ecrã substitui o sono, as atividades de ecrã mantêm-no acordado, fazendo com que demore mais tempo a adormecer, e a exposição à luz atrasa os ritmos circadianos.

"Os problemas de sono são muito comuns entre os estudantes e têm implicações significativas para a saúde mental, o desempenho académico e o bem-estar geral, mas os estudos anteriores concentraram-se principalmente nos adolescentes", explicou Hjetland.

Gunnhild Johnsen Hjetland, Instituto Norueguês de Saúde Pública

Descobriram que aumentar o tempo de ecrã em uma hora após a hora de deitar aumentou as hipóteses de sintomas de insónia em 59% e reduziu a duração do sono em 24 minutos, mas o uso das redes sociais não foi mais prejudicial do que outras atividades baseadas em ecrãs.

Dia Nacional do Doente com AVC: Fisioterapia essencial na prevenção e recuperação das doenças cérebro-cardiovasculares

OF

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua a ser a principal causa de morte e de incapacidade em Portugal, com três ocorrências por hora. Destes casos, pelo menos uma pessoa morre e outra fica com sequelas, muitas vezes em idade ativa. O Dia Nacional do Doente com AVC, que se assinalou ontem, 31 de março, visa sensibilizar para o impacto destas doenças e para a necessidade de respostas de saúde estruturadas, eficazes e acessíveis.

As doenças cérebro-cardiovasculares exigem uma abordagem integrada, que deve começar com a prevenção primária. A Fisioterapia tem um papel fundamental neste domínio, contribuindo para a promoção da atividade física, a gestão de fatores de risco, a avaliação da aptidão física e a educação para a saúde, desde as idades mais jovens.

Na fase pós-aguda, a intervenção dos Fisioterapeutas é igualmente determinante para recuperar mobilidade, funcionalidade e autonomia, reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas. A intervenção deve ser atempada, intensiva e adaptada às necessidades individuais de cada utente.

INSA lança estudo-piloto para rastreio da Imunodeficiência Combinada Grave

SNS

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) inicia, no dia 1 de abril, um estudo-piloto para o rastreio neonatal da Imunodeficiência Combinada Grave (SCID – severe combined immunodeficiency) a nível nacional. Este trabalho, conduzido pela Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética do Departamento de Genética Humana do INSA, tem como objetivo avaliar a viabilidade técnica e organizacional deste rastreio em Portugal e o seu impacto em termos de saúde pública.

Durante um período de até dois anos, serão rastreados 100 mil recém-nascidos, garantindo o tratamento precoce dos doentes identificados através da colaboração dos Centros de Tratamento Especializados e do Instituto Português de Oncologia do Porto.

Este estudo permitirá avaliar a integração da SCID no conjunto de doenças atualmente rastreadas pelo PNRN, conhecido como “teste do pezinho”, que já abrange 28 patologias, incluindo hipotiroidismo congénito, fibrose quística, drepanocitose, atrofia muscular espinal e 24 doenças hereditárias do metabolismo.

A SCID é uma doença genética rara e potencialmente fatal, caracterizada por um grave défice imunitário devido à ausência de linfócitos T. O transplante de células progenitoras hematopoiéticas é, potencialmente, curativo em todos os doentes, sendo o atraso no diagnóstico diretamente proporcional à diminuição da sobrevida dos doentes.

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