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Notícias da Saúde em Portugal 565
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Identificados oito casos de sarampo em Portugal desde o início do ano
SIC Notícias
Já foram identificados oito casos de sarampo em Portugal, desde o início do ano. São seis adultos e duas crianças. Os dados foram avançados à SIC Notícias pela Direção-Geral da Saúde (DGS), que garante que os doentes estão bem.
Trata-se de casos importados ou relacionados com casos importados. Dos oito casos, metade ocorreu em pessoas não vacinadas. Sete concentram-se em Lisboa e Vale do Tejo e um foi diagnosticado na região Centro.

Desde 1997 que não havia tantos casos de sarampo na Europa.
"Portugal tem uma cobertura vacinal para o sarampo elevada, o que diminui a probabilidade de surtos de grande dimensão. No entanto, a introdução de novos casos pode acontecer, e promover a disseminação em comunidades cuja cobertura vacinal não seja tão elevada", referiu a DGS, salientando, no entanto, que "não são esperados surtos de grande dimensão".
Medicamento para fibrose quística alargado a crianças entre os 2 e os 5 anos
SIC Notícias
O INFARMED, I.P. alargou a crianças entre os dois e os cinco anos o uso do medicamento Kaftrio para tratamento da fibrose quística no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Após análise da evidência [informação científica] conclui-se que existe sugestão de que o valor terapêutico acrescentado de elexacaftor-tezacaftor-ivacaftor [Katfrio] em crianças entre os 2 e os 5 anos, é semelhante ao observado em crianças com idades entre os 6 e os 12 anos e que já foi avaliado."
A fibrose quística é uma doença genética rara, que afeta cerca de 400 pessoas em Portugal. Provoca deterioração da função pulmonar, infeções broncopulmonares e desnutrição.
Obstetras que façam episiotomia no parto sem justificação, podem ser alvo de processo disciplinar
CNN
Os obstetras que façam corte de tecidos vaginais no parto, por rotina e sem justificação, podem ser alvo de processo disciplinar, avança a nova lei que define e combate a violência obstétrica publicada em Diário da República.
Pela primeira vez, a legislação portuguesa reconhece esta forma de violência, caracterizada por atos médicos desnecessários, tratamentos desumanizados e falta de consentimento informado.

A episiotomia por rotina é um dos exemplos mais flagrantes. O corte dos tecidos vaginais, recomendado apenas em situações de risco, continua a ser realizado indiscriminadamente. Um estudo publicado na revista The Lancet em 2022 revelou que 40,7% das mulheres portuguesas foram sujeitas ao procedimento, enquanto a média europeia é de 20,1%. Em 2019, estimava-se que a taxa em Portugal ultrapassava os 70%, muito acima dos 10% recomendados pela OMS.
A nova lei prevê sanções para hospitais e inquéritos disciplinares a profissionais que realizem práticas não justificadas, como a manobra de Kristeller, que consiste em pressionar a barriga da mulher para acelerar o parto. Além disso, cria a Comissão Multidisciplinar para os Direitos na Gravidez e no Parto, responsável por campanhas de sensibilização e relatórios anuais sobre a qualidade dos cuidados maternos no país.
Estudo confirma que a hipertensão causa alterações nos rins, mesmo nas fases iniciais
Notícias Saúde
Uma equipa de investigação da Universidade Médica de Viena, que investigou alterações estruturais nos rins de doentes com hipertensão e diabetes tipo 2, confirma que a hipertensão arterial pode levar a anomalias nas células especializadas no filtro renal, mesmo sem outras doenças preexistentes, como a diabetes. Dados que alertam para a importância da deteção precoce e do tratamento da hipertensão arterial para prevenir problemas renais.
Utilizando métodos modernos de imagem e assistidos por computador, avaliaram as células especializadas no filtro renal, que desempenham um papel essencial na função de filtragem do rim, cujo tamanho e densidade são indicadores importantes da saúde do tecido renal.

“Os resultados mostram que os doentes com hipertensão têm uma densidade reduzida destas células em comparação com os controlos saudáveis e que os seus núcleos celulares estão aumentados em comparação com os dos controlos saudáveis.”
A hipertensão arterial e a diabetes tipo 2 estão entre as causas mais comuns de doença renal crónica. Embora os efeitos da diabetes na função renal tenham sido bem investigados, até então não estava claro até que ponto a hipertensão arterial causa alterações estruturais diretas, mesmo sem a presença de diabetes. O estudo atual fornece novos dados, o que pode ser importante para a deteção precoce e o planeamento do tratamento.

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