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Notícias da Saúde em Portugal 694
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Estudo revela que a esperança de vida mundial regressou aos níveis anteriores à pandemia
Euronews
A esperança de vida a nível mundial regressou aos níveis anteriores à pandemia, mas subsistem grandes disparidades por região, de acordo com um novo estudo importante.
A covid-19 tornou-se rapidamente a principal causa de morte a nível mundial quando a pandemia varreu o globo em 2020, arrastando consigo a esperança de vida. As pessoas nascidas em 2021 podiam esperar viver até aos 71,7 anos, em média. Mas em 2023, a covid-19 tinha caído para a 20ª principal causa de morte, atrás de um punhado de doenças crónicas, da doença de Alzheimer e de doenças neonatais. A esperança de vida global recuperou para 73,8 anos.
De acordo com a investigação publicada na revista médica The Lancet, as doenças crónicas são atualmente responsáveis por quase dois terços das mortes e doenças a nível mundial, lideradas por doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e diabetes.

Os fatores de risco, como a obesidade, o tabagismo e a poluição atmosférica, desempenham um papel importante na causa das doenças crónicas e, se fossem tratados, seria possível evitar quase metade de todas as mortes e incapacidades a nível mundial, segundo as estimativas dos investigadores.
A equipa separou os dados relativos a cinco grandes países europeus: França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido. As doenças cardiovasculares eram a principal causa de morte em cada um desses países em 2023 - exceto em França, onde o cancro do pulmão liderava a lista.
Os investigadores também manifestaram preocupação com o aumento das taxas de mortalidade entre adolescentes e jovens adultos na América do Norte e na América Latina devido ao suicídio e ao consumo de drogas e álcool, bem como na África subsariana devido a doenças infeciosas e acidentes.
Suspensão da comercialização de brocas, fresas e chaves odontológicas do fabricante “Resdevmed, Lda.” e do kit cirúrgico Implantize Compact
INFARMED, I.P.
Foi identificada a disponibilização no mercado dos seguintes dispositivos médicos do fabricante “RESDEVMED, LDA.”:
brocas odontológicas da marca BoneEasy;
fresas odontológicas da marca BoneEasy;
chaves odontológicas da marca BoneEasy;

Indevidamente classificados como dispositivos médicos de classe I ao abrigo do Regulamento (UE) 2017/745, de 5 de abril de 2017 (RDM).
Segundo informação do fabricante tratam-se de dispositivos médicos invasivos de tipo cirúrgico de uso único. Assim, deveriam ter sido classificados na classe de risco IIa e sujeitos ao respetivo procedimento de avaliação de conformidade por parte de um organismo notificado.
O conjunto kit cirúrgico Implantize Compact, disponibilizado pela mesma empresa, também se encontrava em situação não conforme, por se tratar de um conjunto que inclui na sua constituição os dispositivos acima referidos.
Uma vez notificada quanto à situação acima exposta, a empresa procedeu de imediato à suspensão voluntária da comercialização de todos os produtos supracitados.
Neste sentido, por razões de precaução e zelo pela saúde pública, e confirmando a decisão da empresa visada, o INFARMED, I.P. ordenou a suspensão da comercialização dos referidos dispositivos médicos e conjunto.
OMS defende políticas rigorosas sobre álcool para reduzir risco de cancro na Europa
CNN
A Organização Mundial de Saúde (OMS) Europa e a Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC) defenderam políticas rigorosas sobre o álcool, como impostos elevados e restrições de venda, para reduzir o consumo e prevenir o cancro.
De acordo com a OMS Europa e a IARC, as novas análises científicas reforçam a ligação entre o consumo de álcool e vários tipos de cancro, sublinhando que políticas públicas fortes são um dos investimentos mais eficazes para proteger a saúde e poupar dinheiro aos países.
O Volume 20 dos Manuais de Prevenção do Cancro da IARC demonstra que medidas como o aumento da tributação, restrições de disponibilidade e proibições de publicidade reduzem o consumo de álcool e, consequentemente, a incidência de cancro na população.
Elaborados por peritos internacionais independentes, os Manuais da IARC seguem um processo rigoroso e transparente, sem conflitos de interesses, oferecendo análises abrangentes e consensuais sobre ações preventivas contra o cancro.

Segundo dados da OMS, o álcool foi responsável por 111.300 novos casos de cancro na União Europeia (UE) em 2020, em plena pandemia da covid-19, tendo sido o colorretal (36.900), o da mama (24.200) e o da cavidade oral (12.400) os mais frequentes.
“Alguns chamam ao álcool ‘património cultural’, mas as doenças, as mortes e as incapacidades não devem ser normalizadas como parte da cultura europeia. Com este volume dos Manuais, temos as provas mais claras possíveis sobre como reverter a situação”
O grupo de trabalho concluiu que várias intervenções políticas são eficazes na redução do consumo de álcool a nível populacional. Entre elas, destacam-se o aumento de impostos ou preços mínimos, o reforço da idade mínima legal, a limitação da densidade e dos horários de venda, proibições rigorosas à comercialização e políticas públicas coordenadas.
A adoção destas medidas pode salvar vidas, reduzir os danos associados ao álcool, aumentar as receitas fiscais e gerar resultados visíveis em cinco anos, com base em evidência científica sólida validada por peritos independentes do IARC. Os Manuais do IARC servirão de base para governos implementarem políticas baseadas em evidência científica.
Cientistas criam modelo tridimensional de embrião que produz células sanguíneas
Observador
Uma equipa de cientistas do Reino Unido criou um modelo tridimensional de embrião capaz de replicar algumas características do desenvolvimento inicial humano, como a produção de células sanguíneas, noticiou a EFE na segunda-feira.
“O nosso novo modelo imita o desenvolvimento do sangue fetal humano (sangue que circula no bebé durante a gravidez) em laboratório”, indicou um dos cientistas e biólogo de células no Instituto Gurdon da Universidade de Cambridge.
Os hematoides (modelo tridimensional) têm um “grande potencial” que permite compreender melhor a formação do sangue durante as fases iniciais do desenvolvimento humano.
As novas estruturas tridimensionais conseguem também simular doenças como a leucemia (grupo de cancros) e produzir células estaminais sanguíneas duradouras para transplantes, de acordo com investigadores da Universidade de Cambridge. As células estaminais têm a capacidade de se dividir indefinidamente.

O novo modelo, semelhante a um embrião humano, publicado na revista científica Cell Reports, simula as alterações celulares que ocorrem durante as fases iniciais do desenvolvimento humano, quando os órgãos e o sistema sanguíneo começam a formar-se.
Os investigadores desenvolveram também um método que demonstrou que as células estaminais sanguíneas nos hematoides podem diferenciar-se em vários tipos de células sanguíneas, incluindo células imunitárias especializadas, como as células T, que combatem infeções e anomalias no corpo.
A universidade indicou ainda que os hematoides, que ainda estão numa fase inicial do estudo, são diferentes dos embriões humanos reais em muitos aspetos, sublinhando que não têm vários tecidos embrionários, o saco vitelínico (que fornece nutrientes ao embrião) e a placenta.

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