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Portuguesa Sword Health assume modernização da linha SNS da Grécia com recurso a IA

SIC Notícias

A Grécia vai estrear, já no próximo ano, um serviço de inteligência artificial desenvolvido pela empresa portuguesa Sword Health, para apoiar os cuidados de saúde urgentes.

Trata-se de uma parceria inovadora que, segundo a empresa, poderia ter sido implementada primeiro em Portugal, mas as condições do INEM travaram o avanço do projeto.

Os constrangimentos no acesso à saúde ultrapassam fronteiras. Na Grécia também existem atrasos no atendimento, falta de profissionais e longos tempos de espera. Foi por isso que, este verão, foi criada a linha 1556, equivalente ao SNS 24 em Portugal, como ponto de contacto de milhões de cidadãos para aceder ao sistema de saúde grego, um serviço onde o acesso nem sempre é fácil, e por isso, o governo grego decidiu recorrer à Sword Health.

É com o objetivo de melhorar os cuidados de saúde, mas também de aliviar a pressão nos hospitais, que o Governo grego decide integrar a inteligência artificial no seu sistema de saúde. Uma medida inovadora no país, mas também na Europa, que promete melhorar a qualidade de vida e o tempo de resposta de mais de 10 milhões de cidadãos no país.

O serviço vai operar através do chamado agente de inteligência artificial.

"Parece um humano, no tom e na forma como fala, segue um protocolo de triagem médica e, a partir daí, se for um problema complexo, escala para um clínico humano. Se for um caso não complexo, pode referenciar para médico de família ou para as urgências", explicou Virgílio Bento, fundador e diretor executivo da Sword Health.

"Queremos tirar partido dos seus conhecimentos para reduzir o tempo de tratamento dos casos simples, de modo a economizar tempo e dinheiro, e facilitar o trabalho dos nossos médicos no tratamento de casos graves", afirmou Adonis Georgiadis, ministro da Saúde da Grécia.

"Em todas as nossas soluções queremos ter o clínico no loop, para escalar casos complexos, onde o raciocínio humano é realmente importante, mas também para garantir que este é um sistema verdadeiramente robusto e de confiança para todos os que dele recorrerem", acrescentou Virgílio Bento.

Há um ano, este sistema poderia ter sido implementado em Portugal, a custo zero. Estava tudo planeado para avançar, mas o estado em que a Sword Health encontrou o INEM fez a empresa recuar. Virgílio Bento afirmou na altura que o sistema do INEM era obsoleto e frágil.

Um ano depois, Virgílio Bento mantém a opinião de que o SNS continua sem estar pronto e a precisar de mudanças profundas:

Por agora, o sistema chega à Grécia, onde o governo pretende avançar rapidamente com esta inovação.

"A nossa principal visão é que a Grécia seja um dos primeiros países a entrar nesta nova era de IA. Quem for mais rápido e conseguir utilizar as novas tecnologias terá uma grande vantagem", sublinhou Adonis Georgiadis.

O diretor executivo da Sword Health acredita ainda ser possível levar parcerias como esta a outros pontos do mundo.

Como lidar com a Black Friday de forma saudável ?

Euronews 

É um dos maiores eventos de consumo em Portugal e no mundo. Todos os anos, em novembro, a Black Friday transforma as lojas e as redes sociais num turbilhão de descontos, urgências e oportunidades supostamente irrepetíveis.

Um cenário que ativa as reações psicológicas que nos levam a comprar: a ansiedade, o sentimento de escassez ou o medo de ficar de fora. E os que mais sentem isso são os jovens.

Segundo a psicóloga Laura Lobo, eles são "mais suscetíveis" a estas dinâmicas porque "estão muito mais envolvidos no consumo", algo que também se reflete nos dados.

De acordo com os números do Observatório Cetelem, 80% dos jovens entre os 18 e os 24 anos planeiam comprar na Black Friday em 2025, bem acima da média de 68%, que até cai dois pontos em relação a 2024.

Mas porque é que nos é tão difícil resistir às ofertas e como podemos abordar esta data chave de uma forma mais consciente?

A psicóloga lembra que a mente humana tende a concentrar-se no que "falta": um objeto, um objetivo ou um desejo. As compras surgem então como uma forma momentânea de preencher esse vazio: "Estamos todos a pensar a toda a hora nas coisas que nos faltam (...) e quando as conseguimos, isso dura momentaneamente", diz.

Lobo reconhece que há uma componente viciante em certos padrões de consumo: "Há cada vez mais disso (...) porque estamos numa sociedade tão acelerada e efémera que qualquer coisa produz valor num espaço de tempo muito curto. O mercado oferece constantemente produtos novos e melhorados, reforçando a ideia de que o que é novo é sempre melhor", explica a psicóloga.

Mas há outro elemento fundamental para compreender a cultura de consumo: a pressão social e o medo de ficar de fora.

Lobo aponta que o FOMO ('Fear of missing out'), aquele medo de ficar de fora de alguma coisa, é intensificado em datas como a Black Friday, quando tudo parece uma oportunidade única. "Focamo-nos muito no facto de que não podemos perder nada, e que se não comprarmos vamos ficar de fora", resume.

Este sentimento é especialmente reforçado nas redes sociais, onde ver os outros a comprar, recomendar ou exibir as suas compras gera uma dinâmica contagiante. A comparação constante e o desejo de pertencer fazem com que muitos acabem por fazer compras que não tinham planeado fazer.

E é neste mesmo campo, o da influência social e da procura de pertença, que os influenciadores têm um papel decisivo. Para Lobo, a sua eficácia não se deve apenas à visibilidade que têm, mas também a uma crescente falta de capacidade reflexiva da sociedade: "Hoje temos menos capacidade simbólica ou reflexiva. Estamos muito no modo de agir, mas não no de pensar sobre eles".

Muitos transferem esta capacidade de reflexão (o que comprar, porquê e para quê) para figuras externas: líderes políticos, sociais ou digitais. "É como se alguém pensasse por nós", diz. Além disso, a influência do grupo é poderosa: pertencer ao "clube" que veste ou consome determinadas coisas gera identidade.

Como lidar com a Black Friday de forma saudável ?

A psicóloga faz uma recomendação clara: dar tempo para a reflexão. Ela sugere que se faça perguntas antes de comprar:

  • Preciso mesmo disto?

  • Queria-o há muito tempo ou só porque outra pessoa o tem?

  • A compra faz sentido ou responde a um impulso momentâneo?

  • Quanto tempo é que a satisfação vai durar?

"É importante parar e pensar se é realmente mais do que uma necessidade (...) e se vou dar sentido ao que vou comprar", afirma. O segredo é diferenciar o desejado, algo pensado, meditado, até fantasiado durante algum tempo, do impulsivo e ansioso.

Curiosamente, o especialista lembra que a mesma sociedade que incentiva o hiperconsumo também procura, em paralelo, formas de "desintoxicação": retiros, bem-estar, ligação à natureza. Um sinal de que há um cansaço generalizado perante a roda constante de estímulos.

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Infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo

Jornal de Notícias

A infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo em algum momento da sua vida reprodutiva e 36% das mulheres afetadas também são vítimas de violência por parte de seus parceiros, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O alerta da OMS surge no mesmo dia em que a organização lança um guia com 40 recomendações para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da infertilidade.

O guia, direcionado a profissionais de saúde, responsáveis pela definição de políticas públicas, organizações de apoio a pacientes e instituições, aborda um problema no qual, segundo a OMS, "as mulheres são frequentemente culpadas enquanto os homens são ignorados".

"É um dos problemas de saúde mais negligenciados da nossa época e um desafio global para a igualdade"

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS

A OMS sublinha que milhões de pessoas são obrigadas a pagar por tratamentos caros ou ineficazes, "sendo forçadas a escolher entre o desejo de ter filhos e a necessidade de segurança financeira".

A agência de saúde das Nações Unidas destaca que, nalguns países, uma única tentativa de fertilização "in vitro" pode custar a uma família o equivalente a dois anos de rendimentos.

A organização avisa que a infertilidade leva com frequência à ansiedade, depressão, problemas de relacionamento e estigma social - questões que afetam desproporcionalmente as mulheres.

O guia inclui 40 recomendações sobre quais tratamentos preferíveis em determinadas condições médicas, embora, no geral, incentive aqueles que, embora não sejam dispendiosos, são comprovadamente eficazes.

Também sugere que se avalie se os casais precisam de apoio social ou psicológico e fornece informações sobre fatores que podem afetar a fertilidade, como o uso de tabaco ou as infeções sexualmente transmissíveis.

Poluição atmosférica pode comprometer benefícios para a saúde do exercício físico, indica estudo

Euronews

Benefícios de saúde do exercício regular reduzem-se de forma acentuada em zonas com ar poluído, sugere uma nova análise.

Quem faz exercício com frequência tem, em geral, menor risco de morte. Mas a exposição a níveis elevados de poluição do ar pode reduzir essa proteção ao longo do tempo, sobretudo no caso do cancro e das doenças cardíacas, segundo o estudo, publicado na revista BMC Medicine.

“Os resultados são mais uma prova dos danos que a poluição por partículas finas pode causar na nossa saúde”, disse Andrew Steptoe, um dos autores do estudo e professor de psicologia e epidemiologia na University College London (UCL).

A equipa de Steptoe analisou dados de mais de 1,5 milhões de adultos acompanhados durante mais de 10 anos no Reino Unido, Dinamarca, Estados Unidos, Taiwan e China.

Os investigadores centraram-se num tipo de poluição do ar conhecido como partículas finas, ou PM2,5. Estas partículas, provenientes da queima de carvão e outros combustíveis fósseis, emissões de veículos, incineração de resíduos, entre outras fontes, são tão pequenas que conseguem atravessar a barreira hematoencefálica e afetar o coração e os pulmões.

Quem praticava pelo menos 2,5 horas de exercício moderado ou vigoroso por semana tinha menos 30% de probabilidade de morrer durante o período do estudo, face a quem fazia exercício com menor frequência.

Mas, se viviam numa área com níveis de poluição do ar acima de 25 microgramas por metro cúbico de ar (μg/m³), a redução do risco para as pessoas mais ativas baixava para 12% a 15%, segundo o estudo.

“Não queremos desencorajar a prática de exercício ao ar livre”, disse Paola Zaninotto, uma das autoras do estudo e professora de estatística médica e social na UCL.

“Consultar a qualidade do ar, escolher percursos mais limpos ou reduzir a intensidade em dias poluídos pode ajudar a tirar o máximo de benefícios para a saúde do exercício”, acrescentou.

O estudo tem algumas limitações, nomeadamente por a maior parte da análise ter sido realizada em países ricos. Isso significa que os resultados podem não se aplicar a regiões de baixos rendimentos, onde a poluição do ar é ainda mais elevada.

Os investigadores também não dispunham de dados sobre a qualidade do ar interior ou sobre a alimentação das pessoas, o que poderia enviesar os resultados. Ainda assim, as conclusões mantiveram-se mesmo após considerarem fatores como rendimento, escolaridade, consumo de tabaco e estado de saúde.

No geral, os investigadores afirmaram que os resultados apoiam os esforços para limpar o ar poluído em todo o mundo.

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