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Notícias da Saúde em Portugal 744
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Angariados quase 20 mil euros em campanha para ajudar pessoas carenciadas a comprar medicamentos
CNN
Os cerca de 20.000 euros angariados durante a campanha "Dê Troco a Quem Precisa", que ajuda pessoas carenciadas a comprar medicamentos, vai permitir ajudar no próximo ano mais 114 cidadãos, revelou hoje a associação responsável pela iniciativa.
"A 14.ª campanha solidária ‘Dê Troco a Quem Precisa’, promovida pela Associação Dignitude entre os dias 15 e 26 de dezembro, angariou 18.937,38 euros para o Programa abem: Rede Solidária do Medicamento, valor que permitirá ajudar 114 pessoas carenciadas a acederem aos medicamentos de que precisam durante um ano", segundo um comunicado da Associação Dignitude, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que desenvolve programas solidários que promovem a qualidade de vida e o bem-estar dos portugueses.
Durante a campanha, que se realiza duas vezes por ano, os cidadãos foram convidados a doar o troco das suas compras em mais de 600 farmácias aderentes em todo o país.
A diretora executiva da Associação Dignitude, Maria João Toscano, disse à Lusa que a iniciativa “correu lindamente”, apesar do dinheiro angariado ter diminuído, em comparação com o valor atingindo na campanha realizada em dezembro do ano passado (24.101 euros).

Maria João Toscano indicou que a diminuição dos donativos resulta dos problemas financeiros que os portugueses enfrentam, destacando que os cidadãos não estão menos solidários.
“Estamos a viver num país que é pobre e, portanto, eu olho com uma sensação de dever cumprido e de agradecimento e de gratidão para este valor que recolhemos nesta campanha, porque, de facto, foi um esforço que a sociedade como um todo fez para apoiar aqueles que ainda estão em situação pior”, acrescentou a diretora.
Segundo a responsável, para as doações aumentarem é necessário melhorar a qualidade de vida da população, indicando que muitos dos doadores da campanha também estão no limiar da pobreza e não conseguem doar dinheiro porque não têm essa facilidade em termos financeiros.
Novo método para deteção precoce de cancro pode estar à vista
SIC Notícias
A Fundação Champalimaud desenvolveu um teste não invasivo, que permite, através da respiração, detetar cancro. Para já, está em fase de testes aplicados ao cancro do pulmão, pâncreas e ovários.
Inspirar e expirar durante três minutos. É o suficiente para que o novo aparelho hospitalar recolha as partículas expelidas pela respiração, que, após análise, podem servir como método de deteção de cancro.

A análise dos resultados demora, para já, em fase de ensaio clínico cinco horas e meia, mas pode ser feita em meia hora.
A Inteligência Artificial é parte fundamental do processo.
Classifica e agrega os dados de cada pessoa consoante a composição química do perfil respiratório de cada paciente.
O modelo está a ser estudado para a deteção do cancro do pulmão, ovário e pâncreas, tumores que preocupam os profissionais porque dão sinais de alerta, na maioria das vezes, em estado já avançado.
Além de pouco invasivo, este teste pode ter inúmeros benefícios para os doentes e, a longo prazo, traduzir-se em poupança no SNS.
O dispositivo está, para já, em fase de ensaios clínicos. A previsão é de que possa estar implementado em cinco anos e o futuro pode passar pela aplicação a outros tipos de cancro.
Saúde em 2025: cinco avanços médicos deram esperança este ano
Euronews
Este ano trouxe avanços científicos significativos que poderão, a prazo, transformar os cuidados de saúde de milhões de pessoas em todo o mundo.
Eis cinco avanços médicos que deram esperança em 2025.
1. ADN de bebé editado para tratar doença rara e letal
Em fevereiro, um bebé com uma doença genética rara e frequentemente mortal foi submetido à primeira terapia personalizada de edição genética CRISPR no mundo, com os cientistas a introduzirem alterações diretamente nos genes defeituosos do fígado.
Embora tenha de ser monitorizado para o resto da vida, o tratamento reduziu a dependência do bebé de medicamentos para a sua doença e melhorou muito a qualidade de vida. Em novembro, a mãe do bebé disse que ele estava a começar a andar e a atingir outras etapas.
2. Avanços na tecnologia de vacinas com RNA mensageiro
As vacinas que recorrem à tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) ganharam notoriedade durante a pandemia de covid-19, e centenas de ensaios clínicos estão agora a testá-las contra a gripe, o VIH, doenças genéticas e até o cancro.
Vários destes ensaios já produziram resultados preliminares promissores. No verão, dois estudos mostraram que vacinas contra o VIH baseadas em mRNA conseguem induzir anticorpos neutralizantes, uma componente essencial da resposta imunitária que ajuda a proteger as células contra infeções virais.
Estes desenvolvimentos indicam que a tecnologia de mRNA poderá ser uma ferramenta eficaz contra muitas doenças, embora sejam necessários estudos maiores, com mais participantes, para compreender plenamente o seu potencial e limitações.

3. Transplantes de órgãos de porco mais perto da realidade
A área do xenotransplante, ou transferência de órgãos entre espécies, registou vários marcos este ano, incluindo o primeiro fígado de porco geneticamente modificado transplantado para um doente humano vivo.
O doente era um homem de 71 anos com doença hepática causada por hepatite B e cancro do fígado, que não podia receber um fígado humano nem ser submetido a cirurgia tradicional. Sobreviveu 171 dias com o fígado de porco, demonstrando que o órgão consegue desempenhar funções essenciais em pessoas.
4. Cientistas usam tecido cerebral humano vivo para modelar demência
Numa estreia mundial, cientistas no Reino Unido usaram tecido cerebral humano vivo para acompanhar as fases iniciais da demência.
A equipa expôs as células saudáveis, recolhidas durante cirurgias não relacionadas, a uma proteína tóxica associada à doença de Alzheimer, conhecida como amiloide beta, para mostrar em tempo real como pode destruir ligações entre células cerebrais.
A possibilidade de estudar diretamente como a demência progride no cérebro humano poderá facilitar a descoberta de tratamentos eficazes, numa altura em que não existe cura.
5. Fármacos para perda de peso mostram potencial noutras doenças
Estudos concluíram que fármacos de grande sucesso usados no tratamento da obesidade e da diabetes podem também ajudar numa vasta gama de outras condições, incluindo dependência e perturbações psicóticas como a esquizofrenia.
Os benefícios continuam em avaliação, mas os cientistas consideram que são duplos: os fármacos reduzem a obesidade, que é um fator de risco para muitos outros problemas de saúde, e melhoram o fluxo sanguíneo e diminuem a inflamação, o que pode influenciar os sinais de recompensa do cérebro e o controlo dos impulsos.
Cientistas implantam com sucesso um embrião num endométrio artificial
Canal S+
Investigadores desenvolveram, através de bioengenharia, um modelo endometrial para estudar processos tão importantes quanto desconhecidos pela ciência, como a implantação do embrião, que determina se uma gravidez vai prosseguir ou não, e a primeira comunicação com a mãe.
A revista Cell descreveu, num artigo científico publicado no dia 23 de dezembro, como foi concebido o primeiro revestimento uterino artificial capaz de responder à implantação do embrião da mesma forma que o endométrio da mulher durante a gravidez, produzindo os mecanismos essenciais para o nutrir.
O trabalho é o resultado de uma colaboração entre cientistas do Instituto Babraham em Cambridge (Reino Unido) e da Universidade de Stanford nos Estados Unidos, noticiou a agência EFE.
O embrião em desenvolvimento implanta-se no revestimento do útero (endométrio) uma semana após a fertilização, e isto marca o início de uma das fases menos compreendidas pela ciência devido à dificuldade de observar o embrião durante e após a implantação.
"Compreender a implantação do embrião e o seu subsequente desenvolvimento imediato tem grande relevância clínica, dado que estas fases são particularmente propensas a falhas, especialmente em procedimentos de fertilização in vitro", explicou um dos autores, Peter Rugg-Gunn, investigador do Instituto Babraham.
Para alcançar este entendimento, Rugg-Gunn e a sua equipa conseguiram replicar em três dimensões (3D) as complexas propriedades fisiológicas e a composição celular do revestimento uterino.
O endométrio artificial apresentou a mesma arquitetura celular do tecido doado e respondeu da mesma forma à estimulação hormonal, indicando que poderia ser recetivo à implantação do embrião, explicam os autores.

A equipa testou o seu modelo utilizando embriões humanos em fase inicial, doados por pessoas submetidas a fertilização in vitro, e descobriu que o embrião passou pelas fases esperadas de adesão e implantação no endométrio artificial.
Após a implantação, os embriões aumentaram a secreção de certas proteínas relacionadas com a gravidez e da hormona gonadotrofina coriónica humana (hCG), utilizada nos testes de gravidez.
"Os modelos anteriores não tinham conseguido isso, pelo que este foi um avanço tremendo", sublinhou Rugg-Gunn em comunicado.
Os investigadores observaram que os embriões implantados no endométrio artificial atingiram vários marcos de desenvolvimento, como o aparecimento de tipos celulares especializados e o estabelecimento de outros que são precursores do desenvolvimento da placenta.
A análise de células individuais nos locais de implantação permitiu descobrir a primeira "comunicação celular" entre o embrião e o endométrio, possibilitando a criação das estruturas através das quais a mãe e o filho trocam oxigénio e nutrientes durante a gravidez.
Compreender melhor esta fase é fundamental para encontrar respostas sobre a infertilidade, os abortos espontâneos e condições como a pré-eclâmpsia, apontou Rugg-Gunn.

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