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Notícias da Saúde em Portugal 747
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Quatro aspetos a que as crianças prestam especial atenção e que os adultos nem notam
Jornal de Notícias
A atenção e o foco das crianças não fica em sentido apenas quando os crescidos fazem a chamada. Os mais pequenos estão sempre a recolher informação e fazem-na nos mais pequenos gestos que os adultos cumprem no seu dia-a-dia.
Seja à mesa ou numa simples conversa na sala, os miúdos aprendem - e muito - sobre a vida, podendo daí extrair bons e maus exemplos para as vidas deles e para o futuro. Conheça os aspectos a que eles estão particularmente atentos e que escapam muitas vezes ao radar dos progenitores ou cuidadores, mas não deviam.
O site norte-americamo HuffPost destaca quatro deles e vão desde as relações interpessoais até ao relacionamento com o corpo e a comida.
A forma como trata o cônjuge:
A psicóloga clínica Jazmine McCoy sublinha ao site que os mais pequenos conseguem, inclusivamente, captar detalhes não verbais. Para lá das palavras críticas ou negativas, eles prestam atenção a gestos e reações como um revirar de olhos ou um silêncio inconveniente.
"As crianças percebem estas dinâmicas, por isso procure dar o seu melhor para falar bem dos outros pais e cuidadores", avisa a especialista, considerando que tal ajuda os mais pequenos a sentirem-se seguros e cuidados.
Relação com o corpo e a comida:
A inseguranças e a forma como fala da sua própria fisionomia e a dos outros deixa marcas nos mais novos.
"Eles aprendem o que é considerado bom e mau, desejável e indesejável", refere a nutricionista Alyssa Miller ao HuffPost.
O mesmo acontece com a comida. Rotular os alimentos como bons e maus, "saltar refeições ou mostrar culpa por comer são comportamentos observados e internalizados pelas crianças", acrescenta.

O que valoriza:
Um estudo recente extrapolou, a partir de testes de laboratório, que pais fisicamente treinados apresentavam uma adaptabilidade intrínseca ao exercício e parâmetros metabólicos aprimorados em comparação com aqueles com pais sedentários e que tal se verificava na genética.
"As crianças valorizam o que os pais valorizam com base no que fazem e no que dizem", refere a psicóloga Laura Markham. Mas lembra que a inocente pergunta sobre "quem ganhou", ignorando os valores do trabalho em equipa também pode deixar marcas, não tão boas quanto deviam.
A forma como lida com o próprio erro:
A severidade e a permissividade que usa para resolver um problema que tenha criado vai deixar marcas nos filhos. Perfecionismo ou relativização vão focar impressas na memória. "Muitas pessoas que não têm autocompaixão ou são duras consigo mesmas de forma inadvertida ensinam as crianças a serem críticas e duras com elas próprias", alerta a psicóloga.
Por outro lado, "os que admitem e superam os erros deixam marcas de resiliência e de oportunidade de aprendizagem".
Cientistas de Coimbra desenvolvem molécula inovadora para tratamento do cancro
Canal S+
Um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveu uma molécula inovadora que poderá representar um avanço significativo no tratamento de tumores sólidos através de Terapia Fotodinâmica, divulgou ontem a instituição.
A molécula foi desenvolvida por uma equipa do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em colaboração com a empresa Luzitin SA.
Segundo a instituição, o desenvolvimento de medicamentos eficazes contra tumores sólidos enfrenta dois grandes desafios: a acumulação seletiva do fármaco no tumor e a sua capacidade de infiltração para alcançar todas as células tumorais.
A abordagem dominante tem sido o desenvolvimento de moléculas cada vez maiores e de nanopartículas mais complexas, que, apesar de aumentar a seletividade, compromete a penetração em tumores densos e rígidos.
A equipa de Coimbra, contrariando a tendência, optou pela estratégia inovadora de identificar a menor estrutura molecular com propriedades farmacológicas ideais para Terapia Fotodinâmica.
Daqui resultou a síntese da molécula LUZ51, o mais pequeno fotossensibilizador conhecido que absorve luz infravermelha.
Segundo Luís Arnaut, professor da FCTUC, a Terapia Fotodinâmica “baseia-se na ativação de um fotossensibilizador através de luz vermelha ou infravermelha” e, na presença de oxigénio, “esta ativação desencadeia uma cascata de reações químicas que levam à morte das células tumorais”.

Os estudos realizados demonstraram que a LUZ51 se acumula 13 vezes mais nos tumores do que nos tecidos adjacentes, é rapidamente internalizada pelas células tumorais e induz a sua morte quando ativada por luz infravermelha.
Em modelos animais, a Terapia Fotodinâmica com LUZ51 permitiu curar ratinhos com tumores agressivos e relativamente grandes, preservando os tecidos saudáveis circundantes e minimizando efeitos adversos.
“Um dos resultados mais notáveis foi observado no tratamento do análogo humano do cancro da mama triplo negativo. Mesmo quando o tumor primário já apresentava sinais de metastização para os pulmões, o tratamento local com LUZ51 levou à redução significativa e, em alguns casos, à eliminação, das metástases pulmonares”, revelou o cientista.
“Estes dados sugerem que a Terapia Fotodinâmica com LUZ51 poderá ativar o sistema imunitário do hospedeiro, promovendo uma resposta antitumoral para além da área diretamente tratada”, acrescentou.
Apesar do enorme potencial demonstrado, os investigadores sublinharam que a LUZ51 terá ainda de ser avaliada em ensaios clínicos antes de poder ser utilizada em doentes oncológicos, um processo que poderá demorar cerca de cinco anos.
Ainda assim, a descoberta abre novas perspectivas para tratamentos mais seletivos, eficazes e com menor impacto nos tecidos saudáveis.
Bactéria presente na boca associada a incapacidade mais grave na esclerose múltipla
Notícias Saúde
São cada vez maiores as evidências que sugerem que a periodontite, uma doença das gengivas, pode contribuir para distúrbios do sistema nervoso central através da inflamação crónica.
Agora, uma equipa de investigação realizou um estudo com resultados que sugerem uma possível associação entre a abundância de uma bactéria encontrada na boca, e a gravidade da doença em pessoas com esclerose múltipla.
Os cientistas têm estudado as alterações no microbioma intestinal relacionadas com a doença e, recentemente, a atenção mudou e passou a incluir o possível papel da microbiota oral, juntamente com a microbiota intestinal, nas doenças do sistema nervoso central.
No seu estudo, publicado na revista Scientific Reports, a equipa de investigação da universidade japonesa de Hiroshima quantificou a carga bacteriana periodontal em amostras de revestimento da língua recolhidas de pessoas com doenças inflamatórias desmielinizantes do sistema nervoso central, como esclerose múltipla.
A elevada abundância relativa foi determinada com base na proporção de um tipo de espécie bacteriana nas suas amostras orais, que se encontrava nos 25% superiores (alta) ou nos 75% inferiores (baixa) em comparação com todos os doentes estudados.
A equipa procurou determinar se os agentes patogénicos periodontais específicos da boca estão associados à gravidade clínica da esclerose múltipla.

“Embora o microbioma intestinal tenha sido amplamente investigado na esclerose múltipla, o possível envolvimento do microbioma oral permanece em grande parte inexplorado. Uma vez que a cavidade oral é uma importante fonte de inflamação crónica e representa um fator potencialmente modificável, o esclarecimento da sua relação com a gravidade da esclerose múltipla é fundamental para a compreensão dos mecanismos da doença e para o desenvolvimento de novas estratégias preventivas.”
Os resultados mostram que os doentes com esclerose múltipla que apresentavam uma maior abundância relativa de um determinado tipo (Fusobacterium nucleatum) de bactérias periodontais demonstraram uma incapacidade significativamente maior.
A equipa observou que quase dois terços (61,5%) dos doentes com esclerose múltipla com elevada abundância relativa de Fusobacterium nucleatum apresentavam incapacidade moderada a grave, em comparação com aproximadamente um quinto (18,6%) dos que tinham doença mais ligeira.
“O Fusobacterium nucleatum pode atuar como uma ‘bactéria-ponte’ oculta, não só ligando comunidades bacterianas em biofilmes dentários, mas também potencialmente ligando a inflamação oral à incapacidade neurológica”, refere Nakamori.
Olhando para o futuro, a equipa espera realizar estudos de maior dimensão para validar a associação entre as bactérias orais e a gravidade da esclerose múltipla.
Exercício curto e intenso ajuda a combater o cancro do intestino
Notícias Saúde
Investigadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, descobriram que o exercício aumenta a concentração de várias pequenas moléculas no sangue, muitas das quais associadas à redução da inflamação, à melhoria da função dos vasos sanguíneos e ao metabolismo.
Quando estas moléculas induzidas pelo exercício foram aplicadas em células de cancro do intestino em laboratório, a atividade de mais de 1.300 genes foi alterada, incluindo os envolvidos na reparação do ADN, na produção de energia e no crescimento das células cancerígenas.
As descobertas, publicadas no International Journal of Cancer, ajudam a explicar uma das formas como o exercício pode proteger contra o cancro do intestino: enviando sinais moleculares na corrente sanguínea que influenciam a atividade de genes que governam o crescimento tumoral e a instabilidade genómica.
O estudo representa mais um passo importante na luta contra o cancro do intestino e reforça ainda mais a importância de se manter ativo.
“O que é notável é que o exercício não beneficia apenas os tecidos saudáveis; envia sinais poderosos através da corrente sanguínea que podem influenciar diretamente milhares de genes nas células cancerígenas”, refere Sam Orange, professor de Fisiologia Clínica do Exercício na Universidade de Newcastle, que liderou o estudo.
Os investigadores de Newcastle descobriram que o exercício aumentou a atividade dos genes que suportam o metabolismo energético mitocondrial, permitindo que as células utilizem o oxigénio de forma mais eficiente.
Ao mesmo tempo, os genes associados ao rápido crescimento celular foram desativados, o que poderia reduzir a agressividade das células cancerígenas, e o sangue condicionado pelo exercício promoveu a reparação do ADN, ativando um gene de reparação fundamental.

“É uma descoberta entusiasmante porque abre portas para encontrar formas de imitar ou aumentar os efeitos biológicos do exercício, melhorando potencialmente o tratamento do cancro e, principalmente, os resultados para os doentes”, refere o especialista.
O estudo envolveu 30 voluntários, homens e mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 78 anos, todos com excesso de peso ou obesos (um fator de risco para o cancro do intestino), mas saudáveis noutros aspetos.
Após completarem um teste de ciclismo curto e intenso com uma duração aproximada de 10 minutos, os investigadores recolheram amostras de sangue e analisaram 249 proteínas. Pelo menos 13 apresentaram um aumento após o exercício, incluindo a interleucina-6 (IL-6), que auxilia na reparação do ADN das células danificadas.
De acordo com o médico, “estes resultados sugerem que o exercício não beneficia apenas os tecidos saudáveis, mas também pode criar um ambiente mais hostil para o crescimento de células cancerígenas”, como se verificou com o cancro do intestino.
A boa notícia, acrescenta, é que “mesmo um único treino pode fazer a diferença. Uma sessão de exercício, com uma duração de apenas 10 minutos, envia sinais poderosos para o corpo. É um lembrete de que cada passo, cada sessão, conta quando se trata de fazer o possível para proteger a sua saúde”.

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