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Notícias da Saúde em Portugal 749
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Recuperação de peso após uso de injeções para emagrecer é quatro vezes mais rápida
Jornal de Notícias
Utilizadores de injeções para emagrecer e que apresentem sobrepeso correm maior risco de recuperarem os quilos perdidos até quatro vezes mais rápido do que os que param após terem cumprido planos nutricionais mais comuns e que os combinam com exercício físico.
A análise feita com base em ensaios médicos revela que quem perdeu até cerca de um quinto do peso corporal pode recuperar até 800 gramas por mês após interrupção do tratamento, refere o estudo publicado na quarta-feira, no British Medical Journal.

Contas feitas, a recuperação do peso inicial após a paragem das injeções pode chegar em ano e meio.
Comparando com quem opta por restrições alimentares mais comuns, estes perdem peso mais lentamente, mas também recuperam o mesmo de forma mais estendida no tempo, cerca de 100 gramas por mês. Valores bastante variáveis, alertam os pesquisadores do estudo.
"As pessoas que compram estes produtos precisam estar cientes do risco de recuperação rápida do peso quando o tratamento termina", alerta a investigadora e cientista de nutrição em Saúde Pública da Universidade de Oxford, citada pelo serviço público de media britânico BBC.
Estima-se, segundo a Universidade de Oxford, que o uso de injetáveis para emagrecer é mais prevalente nas mulheres, o dobro face aos homens, e que seja mais comum nas pessoas com idades entre os 40 e 50 anos.
Estas conclusões chegam na sequência de uma meta-análise que somou conclusões de mais de nove mil pacientes, distribuídos por 37 estudos sobre a matéria, e que colocaram frente a frente os resultados obtidos com injeções, com dietas convencionais e as que recorrem a outras soluções como comprimidos.
Ultrapassada a meta de 2,5 milhões de pessoas vacinadas contra a gripe
Jornal de Notícias
Portugal ultrapassou a meta de 2,5 milhões de pessoas vacinadas contra a gripe, após a administração de mais 13.903 doses na última semana, segundo o último relatório de vacinação sazonal da Direção-Geral da Saúde (DGS).
De acordo com o documento, 2.507.573 pessoas foram vacinadas contra a gripe desde o início da campanha de vacinação sazonal, em 23 de setembro, das quais 1.341.224 em unidades do Serviço Nacional de saúde e 1.163.852 em farmácias.
Contra a covid-19, foram vacinadas mais 3418 pessoas nos últimos sete dias, elevando para 1.327.218 o total de vacinados, refere o relatório, indicando que 698.859 receberam a vacina no SNS e 627.155 nas farmácias,

Os dados indicam que a cobertura vacinal contra a gripe nas pessoas com mais de 85 anos está nos 86,98%, no grupo etário entre os 80 e os 84 anos está nos 78,11%, no grupo entre os 70 e os 79 anos situa-se nos 74,47% e nos maiores de 65 anos nos 72,69%.
A cobertura vacinal da covid-19 é mais baixa do que a da gripe, atingindo os 59,15% nos maiores de 85 anos, os 47,82% entre os 80 e os 84 anos, os 42,90% entre os 70 e os 79 anos, e 42,94% nos maiores de 65 anos.
As autoridades de saúde têm reforçado o apelo à vacinação devido ao aumento das infeções respiratórias agudas e dos casos de gripe que têm causado um aumento da procura das urgências, do INEM e da Linha SNS 24.
A DGS recomenda a vacinação contra a gripe e a covid-19 a todos os maiores de 60 anos, aos doentes crónicos de todas as idades e aos profissionais de saúde, recordando a importância da imunização contra estes vírus.
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Coração e visão: risco cardiovascular elevado antecipa doenças oculares graves
Notícias Saúde
Um novo estudo da UCLA Health, nos EUA, mostra que uma pontuação de risco cardiovascular já utilizada rotineiramente nos cuidados primários de saúde pode prever o desenvolvimento de doenças oculares graves anos mais tarde.
Os investigadores descobriram que as pessoas com pontuações de risco cardiovascular mais elevadas têm uma probabilidade significativamente maior de desenvolver doenças como a degeneração macular relacionada com a idade, retinopatia diabética, glaucoma, oclusões da veia da retina e retinopatia hipertensiva.
São muitos os que perdem a visão devido a doenças oculares que muitas vezes passam despercebidas até que ocorram danos significativos. A identificação precoce dos indivíduos em risco poderá permitir o rastreio e intervenções preventivas atempadas antes que ocorra uma perda irreversível da visão.
Este estudo demonstra que a informação já recolhida durante as consultas médicas de rotina pode ajudar a identificar os doentes que beneficiariam de exames oftalmológicos mais precoces, com o potencial de prevenir a cegueira em pessoas de alto risco.
Os investigadores analisaram os registos de saúde eletrônicos de 35.909 adultos com idades entre os 40 e os 79 anos e calcularam o grau de risco cardiovascular de cada pessoa, com base em informações de saúde padrão, incluindo níveis de colesterol, pressão arterial, tabagismo e diabetes.

Os participantes foram categorizados em quatro grupos de risco: Baixo (menos de 5%), Limítrofe (5-7,4%), Intermédio (7,5-19,9%) e Alto (20% ou mais).
A equipa de investigação acompanhou depois quem desenvolveu doenças oculares nos anos seguintes. E descobriram que um risco cardiovascular mais elevado foi fortemente associado a uma maior probabilidade de desenvolvimento de doenças oculares.
Os resultados sugerem que os médicos de cuidados primários podem utilizar as pontuações de risco cardiovascular para identificar os doentes que beneficiariam da referenciação a especialistas em oftalmologia para um rastreio abrangente.
São necessárias mais pesquisas para determinar o momento e a frequência ideais dos exames oftalmológicos para os diferentes grupos de risco e se a deteção e as intervenções precoces baseadas no risco cardiovascular podem realmente ajudar a prevenir a perda de visão, mas Dra. Anne L. Coleman, autora sénior do estudo e chefe do Departamento de Oftalmologia da UCLA Health, considera que “uma pontuação simples, já calculada em milhões de consultas médicas a cada ano, pode prever com precisão quem irá desenvolver doenças oculares graves. Isto dá-nos a oportunidade de identificar precocemente os doentes de alto risco, quando as medidas preventivas ainda podem proteger a sua visão. A vantagem desta abordagem é que não requer exames adicionais; a informação já está presente no registo médico”.
Exercício pode ser tão eficaz como terapia, revela nova revisão científica
Notícias Saúde
O exercício físico pode reduzir os sintomas da depressão numa extensão semelhante à da medicação, mostra uma revisão atualizada, que confirma que, quando comparado com os medicamentos antidepressivos, a relação entre exercício e depressão pode ser muito positiva.
A depressão é uma das principais causas de problemas de saúde e incapacidade, afetando mais de 280 milhões de pessoas em todo o mundo.
O exercício é de baixo custo, amplamente disponível e oferece benefícios adicionais para a saúde, sendo uma opção atrativa para os doentes e profissionais de saúde.
Este trabalho de revisão, conduzida por investigadores da Universidade de Lancashire, no Reino Unido, examinou 73 ensaios clínicos randomizados, incluindo quase 5.000 adultos com depressão, que compararam o exercício com a ausência de tratamento ou intervenções de controlo, bem como com terapias psicológicas e medicamentos antidepressivos.
Os resultados mostram que o exercício pode ter um benefício moderado na redução dos sintomas depressivos, em comparação com a ausência de tratamento ou de uma intervenção de controlo.
Quando comparado com a terapia psicológica, o exercício teve um efeito semelhante nos sintomas depressivos.

As comparações com medicamentos antidepressivos também sugeriram um efeito semelhante, mas as evidências são limitadas e de baixa certeza. Os efeitos a longo prazo não são claros, uma vez que poucos estudos acompanharam os participantes após o tratamento.
“Os nossos resultados sugerem que o exercício parece ser uma opção segura e acessível para ajudar a controlar os sintomas da depressão. Isto sugere que o exercício funciona bem para algumas pessoas, mas não para todas, e encontrar abordagens que os indivíduos estejam dispostos e sejam capazes de manter é importante.”
A revisão constatou que o exercício de intensidade ligeira a moderada pode ser mais benéfico do que o exercício vigoroso e que completar entre 13 a 36 sessões de exercício esteve associado a maiores melhorias nos sintomas depressivos.
“Embora tenhamos adicionado mais ensaios clínicos nesta atualização, as conclusões são semelhantes”, refere Andrew Clegg.

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