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Notícias da Saúde em Portugal 754
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Mais de 100 medicamentos tiveram `luz verde´ na Europa em 2025
Canal S+
Um total de 104 medicamentos obtiveram aprovação para ser comercializados em 2025 na União Europeia, 38 dos quais com uma nova substância ativa, anunciou ontem o regulador europeu.
“Este é o segundo maior número dos últimos 15 anos”, apenas superado nesse período pelas recomendações de introdução no mercado aprovadas em 2024, adiantou o diretor médico da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Steven Thirstrup, em conferência de imprensa.
Num balanço da atividade no último ano, o especialista salientou que cerca de 36% dos medicamentos que tiveram `luz verde´ da EMA no último ano contêm uma nova substância ativa que nunca tinha sido autorizada na União Europeia (UE).
Segundo a EMA, em causa estão novos medicamentos que representam uma inovação importante ou um contributo para a saúde pública, como o primeiro fármaco para tratar a bronquiectasia não associada à fibrose quística, um tratamento pioneiro para atrasar o aparecimento da diabetes tipo 1 em estádio 3 em crianças e adultos e o primeiro medicamento oral para tratar a depressão pós-parto.

Steven Thirstrup salientou, na área da oncologia, a autorização concedida para a comercialização do medicamento Anktiva para o tratamento de adultos com um tipo de cancro da bexiga que apresenta um elevado risco de disseminação, considerado um dos mais comuns na União Europeia e que afeta cerca de 200 mil pessoas por ano.
Steven Thirstrup sublinhou também que em 2025 foram aprovadas recomendações para 41 novos medicamentos biossimilares (versões semelhantes a medicamentos biológicos de referência que já foram aprovados), o “maior número de sempre aprovado apenas num ano”, 23 dos quais contendo um anticorpo monoclonal para tratar doenças como a osteoporose e a perda óssea.
Os medicamentos recomendados no último ano pelo regulador europeu destinam-se a várias áreas terapêuticas, entre as quais a oncologia, cardiovascular, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, infeções, metabolismo e vacinas, entre outras.
Daltonismo dificulta deteção de importante sinal de alerta para o cancro da bexiga
SIC Notícias
Ter uma deficiência sensorial pode influenciar o diagnóstico precoce do cancro e um estudo descobriu que as pessoas daltónicas são diagnosticadas mais tarde com tumores da bexiga, porque têm dificuldade em perceber os sinais de alerta.
Geralmente, este tipo de cancro começa com a presença de sangue na urina ou nas fezes, um sintoma que pode passar despercebido às pessoas com deficiência na visão das cores, como o daltonismo, uma condição que torna difícil ou impossível ver determinadas cores, especialmente o vermelho.
E, se a hemorragia não for detetada, o diagnóstico e o tratamento podem ser atrasados, de acordo com as conclusões de um estudo realizado por vários centros dos EUA e publicado na quinta-feira na revista Nature Health.
Os investigadores compararam os resultados de doentes com cancro da bexiga e colorretal, alguns com daltonismo e outros sem, utilizando dados de uma grande base de dados de registos de saúde eletrónicos (TriNetX, que inclui os históricos médicos de 275 milhões de doentes anónimos).
Entre 135 doentes com cancro da bexiga e deficiência na visão das cores e 135 participantes do grupo de controlo com este tipo de tumor, mas sem daltonismo, os cientistas verificaram que o primeiro grupo apresentou uma menor taxa de sobrevivência.
Especificamente, as pessoas com cancro da bexiga e daltonismo tiveram 52% mais de probabilidade de morrer até 20 anos após o diagnóstico.
Por outro lado, não se verificaram diferenças significativas na sobrevivência entre 187 doentes com cancro colorretal e deficiência na visão das cores e 187 doentes do grupo de controlo com este tumor, mas sem daltonismo.

Os autores acreditam que esta diferença pode ser atribuída ao facto de o cancro da bexiga geralmente não apresentar sintomas para além de sangue na urina, enquanto o cancro do cólon pode causar outros sinais, como dor ou alterações nos hábitos intestinais.
Embora os investigadores reconheçam as limitações do estudo, como o facto de muitas pessoas com daltonismo não serem oficialmente diagnosticadas com esta condição, acreditam que é importante que os programas de prevenção do cancro da bexiga prestem mais atenção a este grupo de doentes e considerem exames de rastreio adicionais para os mesmos.
"Na prática clínica, estes dados não implicam que as recomendações para o rastreio do cancro da bexiga devam ser alteradas de imediato. No entanto, exigem uma maior consciencialização", destacou Félix Guerrero-Ramos.
"Em pessoas com fatores de risco, como ter mais de 70 anos, ser ou ter sido fumador e trabalhar com tintas industriais, o conhecimento sobre o daltonismo pode ajudar a fornecer recomendações sobre como interpretar melhor os sintomas ou incentivar um familiar a verificar periodicamente a urina", acrescentou Guerrero-Ramos.
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Cancro do colo de útero mata 1 mulher a cada 2 minutos, mas prevenção pode evitar milhões de mortes
SIC Notícias
A cada dois minutos, uma mulher morre no mundo, com cancro no colo do útero. A maioria dos casos estão ligados a infeções provocadas pelo HPV, o papiloma vírus humano.
As Nações Unidas dizem que a maior parte das mortes poderia ser evitada com a vacinação e controlos regulares.
O cancro do colo do útero é o quarto mais comum a afetar as mulheres em todo o mundo. Segundo as Nações Unidas, a cada dois minutos morre uma mulher com este tipo de cancro.
Os dados mais recentes mostram que mais de 660 mil mulheres foram diagnosticadas com cancro no colo do útero em todo o planeta.

Metade delas acabou por morrer com a doença.
A situação é pior nos países mais pobres, sobretudo porque é nessas regiões que há mais falta de cuidados médicos, vacinação e tratamentos, essenciais para evitar a doença.
Quase todos os cancros no colo do útero são provocados por infeções causadas pelo Papiloma Vírus Humano, conhecido como HPV, um vírus muito comum, transmitido sexualmente e que pode ser tratado ou evitado.
As Nações Unidas recomendam que todas as meninas com idades entre os 9 e os 14 anos sejam vacinadas e que todas as mulheres façam testes regulares no ginecologista.
Se o mundo conseguir implementar esta estratégia, a ONU diz que se podem evitar mais de 60 milhões de mortes nas próximas décadas. Se for detectado numa fase inicial, o cancro no colo do útero é um dos cancros com maior taxa de sucesso de cura.
Projeto liderado por Portugal permite deteção precoce de riscos para a saúde pública
Canal S+
Um projeto liderado por Portugal, e financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA), permite a deteção precoce de riscos para a saúde pública associados a condições ambientais, combinando imagens de satélite, inteligência artificial e modelação de dados.
O projeto EO4Health Resilience, financiado em 600 mil euros pela ESA, foi realizado por um consórcio europeu liderado pela empresa tecnológica GMV Portugal.
Itália, que participou no consórcio juntamente com Portugal, Alemanha e Reino Unido, já dispõe de um serviço dedicado às doenças transmitidas por mosquitos financiado com dinheiro público.
Em Portugal, durante o curso do projeto, a Direção-Geral da Saúde (DGS) "confirmou a disponibilidade de ajudar no acesso a dados 'in situ' para a validação do modelo desenvolvido", adiantou Filipe Brandão, salientando que "foram estabelecidos contatos com a DGS com vista à criação de sinergias, tendo sido manifestado um claro interesse neste tipo de tecnologia e na sua potencial aplicação prática".
Filipe Brandão explicou que os resultados do projeto foram materializados em serviços de dados geoespaciais de previsão de risco de transmissão de doenças disponibilizados através de uma plataforma na internet de acesso aberto.
"Naturalmente, não é possível detetar diretamente mosquitos ou bactérias através de imagens de satélite. No entanto, foi possível estabelecer relações robustas entre a sua presença, confirmada através de dados 'in situ', e as condições ambientais existentes no momento da sua deteção", ressalvou.
No campo das doenças transmitidas por mosquitos, o "EO4Health Resilience" escalou um modelo de circulação do vírus do Nilo Ocidental, originalmente concebido para Itália, alargando-o a toda a bacia do Mediterrâneo e grande parte da Europa.

Com base em indicadores derivados de imagens de satélite, como a temperatura da superfície terrestre, índices de vegetação e chuva, o serviço "fornece previsões de curto prazo sobre a adequação ambiental à circulação do vírus, apoiando atividades de alerta precoce e preparação", segundo a GMV.
O projeto desenvolveu ainda serviços para infeções por 'Vibrio' não colérico no Mar Báltico, risco ambiental de cólera no lago Vembanad, na Índia, contaminação pela bactéria 'Escherichia coli' associada à chuva e "dinâmicas de cheias com impacto na exposição a doenças".
De acordo com a GMV, "estes serviços combinam observações de satélite da temperatura da superfície do mar, concentração de clorofila, precipitação e extensão da água com conhecimento epidemiológico, permitindo gerar mapas espaciais de risco e análises de tendências a longo prazo".
O "EO4Health Resilience" incluiu também dados "relevantes para doenças não transmissíveis e saúde urbana", incluindo poluição atmosférica, temperatura da superfície terrestre e espaços naturais nas cidades, como parques, jardins e rios.

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