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Notícias da Saúde em Portugal 760
As notícias diárias à distância de um clique - sempre às 12:00h



Encontra-se disponível para trespasse uma Clínica Dentária, localizada em São João da Madeira, em zona consolidada.
A clínica dispõe de 1 gabinete de medicina dentária.
⚠️ Nota importante:
O imóvel não está incluído no trespasse.
Esta é uma boa oportunidade para médicos dentistas que pretendam iniciar ou expandir atividade para a zona de São João da Madeira.
📞 Contacto para mais informações:
Os interessados deverão contactar a MedSUPPORT
📱 962 888 561
Veneno de vespa abre caminho contra o Alzheimer
Jornal de Notícias
Os cientistas têm investigado uma terapia a partir do uso de duas moléculas de veneno do marimbondo-estrela, um tipo de vespa brasileira.
Investigadores brasileiros da Universidade de Brasília estão a desenvolver moléculas inspiradas no veneno do marimbondo-estrela (Polybia occidentalis) que demonstraram capacidade de interferir na formação das placas beta-amiloides associadas à doença de Alzheimer, abrindo uma nova frente na investigação de terapias antiamiloides.
Estudos laboratoriais e simulações computacionais indicam que compostos como a octovespina e a fraternina-10 conseguem desagregar estas placas e, em testes com animais, reduzir sintomas como o esquecimento, embora os resultados ainda sejam preliminares.

Apesar do potencial, serão necessários mais anos de investigação para ultrapassar limitações técnicas, avaliar a segurança e definir formas viáveis de administração antes de avançar para ensaios clínicos em humanos, num contexto em que o envelhecimento da população torna o Alzheimer um desafio crescente de saúde pública.
Os investigadores sublinham que estas terapias não representam uma cura, mas podem atrasar significativamente a progressão da doença se aplicadas numa fase precoce.
Mais de 70% dos atletas profissionais sofrem de doença periodontal que afeta desempenho
Canal S+
Uma investigação indica que entre 15% a 89% dos atletas avaliados em alguns estudos científicos apresentam cáries, enquanto mais de 70% sofrem de doença periodontal, o que afeta o seu desempenho.
"Estes problemas não só comprometem a saúde geral, como também aumentam o risco de lesões musculares e articulares, afetando diretamente o desempenho atlético", afirma Cristina López de la Torre, coautora do artigo e diretora do departamento de Medicina Dentária e Biomedicina da Universidade Europeia.
Por exemplo, a inflamação crónica resultante de condições como a periodontite pode ter um impacto sistémico, gerando um maior risco de infeções e prolongando os períodos de recuperação após treinos ou competições.
López de la Torre sublinhou ainda que "as infeções orais atuam como um foco constante de bactérias e mediadores inflamatórios, o que pode aumentar a suscetibilidade a infeções sistémicas, especialmente durante períodos de elevada carga de treino ou competição".
Entre os principais fatores que explicam este problema estão o consumo frequente de produtos açucarados, como bebidas desportivas e géis energéticos, bem como a diminuição do fluxo salivar devido ao exercício intenso.
Além disso, a desidratação e os hábitos de higiene oral inadequados agravam ainda mais a situação para os atletas.

A coautora do artigo sublinhou que "os atletas devem estar cientes de que o cuidado oral é tão importante como qualquer outra parte da sua preparação física".
O artigo publicado por docentes da Universidade Europeia na revista 'Sport Training' propõe estratégias para mitigar estes problemas e proteger a saúde oral dos atletas.
Entre as recomendações estão bochechar imediatamente após o consumo de hidratos de carbono, evitar escovar os dentes logo após a ingestão de bebidas ácidas para proteger o esmalte e manter uma alimentação equilibrada, rica em proteínas e gorduras saudáveis.
O uso de probióticos pode também promover uma microbiota oral equilibrada e reduzir a inflamação, proporcionando uma abordagem abrangente aos cuidados aos atletas.
Assim, integrar a saúde oral na medicina desportiva não só tem implicações na prevenção de doenças, como também na melhoria do desempenho físico.
Investigadores da Universidade Europeia realçaram também que "considerar a saúde oral como mais um pilar dos cuidados ao atleta permitirá que este atinja o seu potencial máximo, reduzindo o risco de doenças e otimizando o seu desempenho".
Estudo de cientista português usa IA para detetar de forma precoce declínio cognitivo
SIC Notícias
Com a ajuda da Inteligência Artificial, já é possível acompanhar a saúde do cérebro de forma contínua e personalizada, com base em dados recolhidos por telemóveis e relógios inteligentes.
As conclusões de um estudo liderado por um investigador português, a fazer doutoramento na Suíça, foram agora publicadas numa revista científica de referência.
Apresenta-se como o primeiro, ou um dos primeiros, projetos a nível mundial que segue a população a nível mental e cognitivo a toda a hora e a todo o segundo.
São recolhidos milhões de dados a partir de telemóveis e dos chamados relógios inteligentes e conseguir assim estimar com elevado grau de certeza o estado cognitivo e o estado mental de cada pessoa a cada momento da vida.
Os telemóveis estão equipados com aplicações de forma a recolher dados cognitivos ou o estado afetivo para medir o pulso à memória e sinais de depressão e a acompanhar o estado tempo e a qualidade do ar.
Quanto ao relógio regista tudo o que são informações do comportamento do utilizador.
Igor Matias, cientista português a estudar doutoramento em Genebra, está há quase dois anos a recolher dados. Estudou uma amostra de mais de 80 participantes entre os 46 e os 78 anos, maioritariamente europeus.
A cada três meses foram recebendo indicações para realizar diferentes tipos de tarefas, incluindo testes cognitivos e de memória.

Os primeiros resultados, a partir de uma análise feita a um período de 10 meses, foram agora publicados na Digital Medicine, conceituada revista científica ligada ao universo da Nature.
Foram analisados parâmetros como a memória a longo e curto prazo, a memória funcional, a capacidade para alternar entre tarefas, a fluência verbal e o declínio cognitivo.
Os milhões de dados recolhidos a cada instante permitem criar modelos que vão assinalar possíveis variações, ou desvios, de certos parâmetros.
A Inteligência Artificial é, assim, determinante. Sem ela seria impossível encontrar de forma rápida e tão eficaz esses padrões de mudanças e as alterações que podem assinalar que algo está errado.
No futuro este estudo poderá ajudar a abrir a porta da ciência para um diagnóstico precoce da doença de Alzheimer.
Para já, este estudo ainda não permite criar uma ferramenta que consiga determinar uma pré-disposição para uma doença, mas é um passo rumo a esse objetivo.
É preciso recolher mais dados e, acima de tudo, dados de populações diferentes
Cansaço, frio e palpitações: os sinais da tiroide que não deve ignorar
CNN
Cansaço persistente, sensação de frio fora do habitual, alterações do humor ou palpitações podem ser sinais de doenças da tiroide, uma patologia comum, silenciosa e frequentemente subdiagnosticada.
“Muitas vezes os sintomas são extremamente subtis e por isso é que há subdiagnóstico”, alerta a endocrinologista Joana Menezes Nunes, em entrevista à TVI.
Quando a tiroide funciona de menos, os sinais tendem a ser lentos e pouco específicos.“Quando falamos que a tiroide está lenta, portanto o carro está lento, um cansaço, frio, uma apatia, a pessoa sente-se cansada, tem mais sono, obstipação, pele seca, unhas fracas, cabelo quebradiço, mas quem não no dia-a-dia?”, enumera a especialista.
No extremo oposto, quando a glândula funciona de mais, os sintomas aceleram.
Quando temos hipertiroidismo, portanto ela está a funcionar, vai o carro a descer pela ladeira abaixo, a velocidade, irritabilidade, insónia, taquicardia, palpitação, energia, às vezes os doentes passam o dedo na pele e fica vermelho, chama-se dermografismo”, resume a médica, explicando ainda que "hipo é lento, o hiper é rápido".
Segundo a endocrinologista, estes quadros são frequentemente confundidos com stress, depressão ou outras doenças, levando muitos doentes a percorrer várias especialidades sem resposta. Para evitar esse circuito, defende um critério simples. "É obrigatório pedir um exame TSH [para avaliar a função da tireoide]", afirma, acrescentando que uma única análise ao sangue permite, muitas vezes, identificar o problema.

A médica destaca ainda que "as mulheres são três a quatro vezes mais afetadas do que os homens", apontando a história familiar e a presença de doenças autoimunes como fatores de risco.
Também o endocrinologista João Jacobo de Castro alerta para a dimensão do problema, lembrando que centenas de milhares de portugueses poderão ter doença da tiroide sem diagnóstico. O especialista explica que estas patologias se dividem entre alterações da função e alterações da forma, como os nódulos.
O especialista lembra ainda que a ansiedade “é um dos inimigos da tiroide”, sublinhando a relação bidirecional entre stress e doença tiroideia: níveis elevados de stress podem contribuir para o aparecimento da doença, e alterações da tiroide podem, por sua vez, agravar a ansiedade.
"Tiroide a mais, ou seja, hormónios da tiroide a mais, provocam ansiedade, irritabilidade, alterações, depois, de comportamentais e problemas, conflitos no trabalho e na família e tudo mais. E a ansiedade vai gerar, também, um aumento da autoimunidade e vai gerar doença tiroideia. Portanto, as pessoas com mais stress, chamemos-lhe assim, têm mais probabilidade de vir a desenvolver doenças autoimunes da tiroide, nomeadamente hipertiroidismo. Por isso, há ali uma relação nos dois sentidos. Stress a mais pode provocar doença de tiroideia e doença de tiroideia pode provocar stress a mais".

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