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Notícias da Saúde em Portugal 761
As notícias diárias à distância de um clique - sempre às 12:00h



Encontra-se disponível para trespasse uma Clínica Dentária, localizada em São João da Madeira, em zona consolidada.
A clínica dispõe de 1 gabinete de medicina dentária.
⚠️ Nota importante:
O imóvel não está incluído no trespasse.
Esta é uma boa oportunidade para médicos dentistas que pretendam iniciar ou expandir atividade para a zona de São João da Madeira.
📞 Contacto para mais informações:
Os interessados deverão contactar a MedSUPPORT
📱 962 888 561
INFARMED, I.P. suspende venda de vários lotes de Sertralina toLife 50 mg e 100 mg
SIC Notícias
A autoridade nacional do medicamento suspendeu a comercialização de nove lotes do fármaco antidepressivo Sertralina toLife, por terem sido detetados valores elevados de uma impureza, segundo uma circular da autoridade nacional do medicamento.
O INFARMED, I.P. refere que a Towa Pharmaceutical irá proceder à recolha voluntária de nove lotes referentes aos medicamentos Sertralina toLife 50 e 100 miligramas, comprimidos revestidos por película, "por ter sido detetada uma impureza acima do limite aceitável"

Noutra circular informativa, também publicada no site, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde determina a suspensão imediata da comercialização de dez lotes dos medicamentos Tenormin, Atenolol 50 mg e 100 mg comprimidos revestidos por película, usados no trabalho da hipertensão.
Segundo o INFARMED, I.P., a empresa Pharmanovia vai proceder à recolha voluntária destes lotes devido a ter sido detetada "a omissão" no Resumo das Características do Medicamento e no Folheto Informativo, a referência à reação adversa "depressão".
A autoridade do medicamento apela às entidades que possuam estes lotes de medicamento em stock para que não os vendam, dispensem ou administrem, devendo proceder à sua devolução.
"Os doentes que estejam a utilizar medicamentos pertencentes a estes lotes não devem interromper o tratamento" e, logo que possível, devem consultar o médico para que possa analisar a necessidade ou não da substituição por um medicamento alternativo.
Monitorização do sono com relógios e anéis inteligentes tem limitações: funcionam mesmo?
Euronews
O seu relógio indica que teve três horas de sono profundo. Deve acreditar?
Milhões de pessoas usam aplicações de telemóvel e dispositivos como anéis, relógios inteligentes e sensores para monitorizar a qualidade do sono, mas estes aparelhos nem sempre medem o sono de forma direta.
Em vez disso, inferem estados de sono a partir de sinais como a frequência cardíaca e o movimento, o que levanta dúvidas sobre a fiabilidade da informação e sobre até que ponto deve ser levada a sério.
O mercado norte-americano de dispositivos de monitorização do sono gerou cerca de 5 mil milhões de dólares (aproximadamente 4,25 mil milhões de euros) em 2023 e deverá duplicar a faturação até 2030, segundo a empresa de estudos de mercado Grand View Research.
À medida que os dispositivos ganham popularidade, especialistas sublinham ser importante perceber o que podem ou não indicar e como os dados devem ser utilizados.
Seja um Apple Watch, um Fitbit, um Oura Ring ou qualquer um dos inúmeros concorrentes, os monitores de saúde e fitness seguem, em grande medida, a mesma abordagem: registam os movimentos e a frequência cardíaca do utilizador em repouso, explica Daniel Forger, professor de Matemática na Universidade de Michigan que investiga a ciência por detrás dos "wearables" do sono.
Os algoritmos usados pelas principais marcas tornaram-se muito precisos a determinar quando alguém está a dormir, diz Forger. Os dispositivos são também razoavelmente úteis a estimar as fases do sono, embora um estudo em laboratório seja mais rigoroso, acrescenta.
“Se quiser saber de forma definitiva quanto sono não REM tem face ao REM, é aí que os estudos em laboratório realmente se destacam”, afirmou Forger.

Chantale Branson, neurologista e professora na Morehouse School of Medicine, diz que frequentemente recebe doentes com pontuações de sono dos monitores na mão, por vezes fixados em detalhes como a quantidade de sono REM numa determinada noite.
Branson considera que é uma abordagem errada: os dispositivos ajudam a realçar tendências ao longo do tempo, mas não devem ser encarados como uma medida definitiva da saúde do sono.
Branson considera que quem verifica as estatísticas de sono todas as manhãs beneficiaria mais se canalizasse esse esforço para a “higiene do sono”, como criar uma rotina relaxante ao deitar, evitar ecrãs antes de dormir e garantir um ambiente confortável.
Aconselha quem está preocupado com o sono a falar com um clínico antes de gastar dinheiro num wearable.
Nesta notícia poderá ainda ler sobre:
Como os dados do sono podem promover melhores hábitos
Quando monitorizar o sono se torna um problema
Futuro dos wearables
O Selo MedSUPPORT Controlo de Segurança: da resposta à pandemia à consolidação de um referencial de segurança nas clínicas dentárias portuguesas
Jornal Dentistry
A pandemia de COVID-19 marcou um ponto de viragem na forma como a segurança, a higiene e a conformidade passaram a ser percecionadas nas clínicas dentárias. Subitamente, práticas que até então eram muitas vezes invisíveis para o utente tornaram-se centrais na decisão de recorrer — ou não — a cuidados de saúde.
Foi neste contexto de incerteza, exigência e escrutínio acrescido que surgiu, em 2020, o Selo MedSUPPORT Controlo de Segurança.
Criado pela MedSUPPORT, empresa portuguesa especializada em engenharia clínica e licenciamento de unidades de saúde, o selo nasceu com um propósito claro: reforçar a confiança dos utentes e apoiar as clínicas dentárias no cumprimento rigoroso dos requisitos de segurança exigidos pelas autoridades de saúde, sem avaliar ou interferir com a prática clínica propriamente dita.
Um selo focado nos sistemas, não no ato clínico

Dra. Ângela Marques - Clínica Ângela Marques - Lisboa
Desde a sua génese, o Selo MedSUPPORT Controlo de Segurança foi concebido como um instrumento de verificação de sistemas e processos, e não como um julgamento da qualidade técnica dos tratamentos realizados.
O seu foco incide exclusivamente sobre aspetos como:
cumprimento dos requisitos de licenciamento;
existência e aplicação de protocolos de controlo de infeção;
gestão da esterilização e desinfeção;
organização documental e registos obrigatórios;
implementação de planos de contingência e segurança;
controlo operacional contínuo.
Esta distinção é particularmente relevante num setor onde, frequentemente, se confundem conceitos de qualidade clínica, inovação tecnológica e conformidade legal. O selo veio clarificar que segurança e licenciamento são uma base obrigatória, transversal a qualquer modelo clínico ou abordagem terapêutica.
Três níveis, três patamares de maturidade organizacional

Dra. Cláudia Ferreira e Dr. José Camelo Ferreira - Clínica de Pêra - Algarve
Com a evolução do setor e das próprias clínicas, o selo estruturou-se em três níveis distintos, que refletem diferentes estádios de maturidade organizacional:
Ouro – reconhecimento de que a clínica assegura os requisitos obrigatórios de licenciamento e funcionamento seguro.
Diamante – além do cumprimento legal, evidencia práticas de melhoria contínua, maior eficiência organizacional e capacidade de se destacar pela estrutura e processos.
Platina – nível máximo, que acresce a certificação por entidade externa de acordo com a ISO 9001, validando o sistema de gestão da qualidade segundo um referencial internacional.
Esta diferenciação permitiu que o selo deixasse de ser apenas uma resposta à pandemia para se tornar um instrumento de progressão, incentivando as clínicas a evoluírem de forma sustentada.
Integração digital e acompanhamento contínuo
Um dos fatores determinantes para a consolidação do selo foi a sua integração com a plataforma medsupport.clinic. Através desta ferramenta digital, as clínicas passam a ter toda a documentação organizada, os registos atualizados e os processos monitorizados em tempo real.
Mais do que uma auditoria pontual, o modelo adotado assenta num acompanhamento contínuo, com verificações regulares, atualização permanente dos requisitos e alinhamento com as orientações da Direção-Geral da Saúde e demais entidades reguladoras.
Este modelo tem contribuído para uma maior disciplina organizacional e para uma redução significativa de não conformidades.
Impacto real nas clínicas dentárias
Cinco anos após a sua criação, o impacto do Selo MedSUPPORT é visível sobretudo no setor da medicina dentária, onde dezenas de clínicas em todo o país aderiram ao programa. Para muitos diretores clínicos e gestores, o selo representa:
maior tranquilidade no cumprimento das obrigações legais;
equipas mais conscientes e alinhadas com os protocolos;
melhor organização interna;
reforço da confiança junto dos utentes.
Importa sublinhar que a adesão ao selo é voluntária, mas o seu grau de exigência tem funcionado como um fator diferenciador num mercado cada vez mais atento à segurança e à transparência.

Dr. Jorge André Cardoso - Clínica da Ora - Espinho
De resposta urgente a referencial setorial
O Selo MedSUPPORT Controlo de Segurança é hoje mais do que uma memória do período pandémico. Tornou-se um referencial prático de segurança operacional, adaptado à realidade das clínicas dentárias portuguesas e alinhado com a legislação em vigor.
Num setor onde o foco está — e deve continuar a estar — no ato clínico, iniciativas como esta permitem que os profissionais se concentrem nos utentes, com a confiança de que os sistemas de suporte, segurança e conformidade estão devidamente assegurados.
Em última análise, o percurso do selo reflete uma mudança cultural: a segurança deixou de ser apenas uma obrigação invisível e passou a ser um compromisso assumido, verificado e comunicado. E esse compromisso, hoje, é um valor cada vez mais reconhecido pelos profissionais e pelos utentes da medicina dentária em Portugal.
Como é que o consumo de álcool ao longo da vida afeta o risco de cancro colorretal?
Notícias Saúde
Os resultados de um estudo de rastreio do cancro indicam que o consumo excessivo e consistente de álcool e uma média de consumo mais elevada ao longo da vida estão associados a um risco acrescido de cancro colorretal.
Uma nova investigação revela agora que um maior consumo de álcool ao longo da vida está também associado a um maior risco, sobretudo para o cancro do reto, e que deixar de beber pode reduzir esse risco.
As conclusões foram publicadas pela Wiley na revista CANCER, uma revista com revisão por pares da Sociedade Americana do Cancro.
Quando os investigadores analisaram dados de 88.092 participantes do Estudo de Rastreio do Cancro da Próstata, Células Estaminais, Colorretal e Ovário (PLCO) do Instituto Nacional do Cancro (NCI), acompanhados ao longo de 20 anos, observaram que ocorreram 1.679 casos de cancro colorretal neste grupo.
E os consumidores atuais com uma ingestão média de álcool ao longo da vida de 14 ou mais doses por semana (bebedores pesados) apresentaram um risco 25% maior de desenvolver cancro colorretal e um risco 95% maior de desenvolver cancro do reto em comparação com aqueles com uma ingestão média de álcool ao longo da vida de menos de uma dose por semana (bebedores ligeiros).

Quando se considera a consistência do consumo de álcool, o consumo excessivo ao longo da vida adulta foi associado a um risco 91% mais elevado de cancro colorretal em comparação com o consumo ligeiro e consistente.
Em contrapartida, não foram observadas evidências sobre um aumento do risco de cancro colorretal entre os ex-bebedores, e estes apresentaram menor probabilidade de desenvolver tumores colorretais não cancerígenos ou adenomas (que podem tornar-se cancro) do que os consumidores atuais com uma média de menos de uma dose por semana, sugerindo que a cessação do consumo de álcool pode reduzir os riscos individuais.
A associação entre o consumo de álcool e o aumento dos riscos observado neste e noutros estudos pode ser explicado por carcinógenos produzidos pelo metabolismo do álcool ou pelos efeitos do álcool sobre a microbiota intestinal.
No entanto, são necessários estudos adicionais para verificar se estes mecanismos estão envolvidos.
“O nosso estudo é um dos primeiros a explorar a forma como o consumo de álcool ao longo da vida se relaciona com o risco de adenoma colorretal e cancro colorretal. Embora os dados sobre os ex-bebedores fossem escassos, ficámos encorajados por ver que o seu risco pode voltar ao nível de quem bebe de forma ligeira”, refere a coautora sénior Erikka Loftfield.

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