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Notícias da Saúde em Portugal 767
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A MedSUPPORT marca presença na Feira de Emprego das XXI Jornadas de Engenharia Biomédica da Universidade do Minho
MedSUPPORT
A MedSUPPORT estará presente na Job Fair das XXI Jornadas de Engenharia Biomédica da Universidade do Minho, reforçando a sua ligação ao meio académico e o compromisso com o desenvolvimento da Engenharia Biomédica aplicada à prática clínica.
A participação decorrerá no Hall do Complexo Pedagógico II (CP2), entre as 15:30 e as 17:30, onde a equipa da MedSUPPORT estará disponível para falar sobre o trabalho que desenvolve em Engenharia Clínica junto de unidades de saúde em todo o país.
Este momento pretende aproximar os estudantes da realidade profissional da Engenharia Clínica, dando a conhecer o trabalho desenvolvido pela MedSUPPORT e o papel que a engenharia desempenha no funcionamento seguro, regulamentado e eficiente das unidades de saúde.
Durante a Feira de Emprego, a MedSUPPORT irá também promover um passatempo no seu stand, incentivando os participantes a conhecer melhor as suas redes sociais e a acompanhar conteúdos relacionados com qualidade e Licenciamento para Funcionamento de Unidades de Saúde.
Com esta presença, a MedSUPPORT reforça o seu interesse em apoiar o crescimento científico e profissional dos futuros engenheiros biomédicos, mantendo uma relação próxima com as instituições de ensino superior e com a comunidade académica.

Número de doentes oncológicos operados aumentou 67% em cinco anos
Observador
DGS refere que o número de doentes tratados com quimioterapia e imunoterapia tem vindo a aumentar gradual e lentamente nos últimos anos, sendo quase na totalidade em regime de ambulatório.
O número de doentes operados por doença oncológica aumentou 67% em cinco anos, mas um em cada quatro ainda foram operados acima do tempo máximo de resposta em 2024, indicam dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).
Segundo os dados divulgados esta quarta-feira, entre 2020 e 2024 o aumento de doentes oncológicos operados equivale a mais 31.178 cirurgias, sendo que, entre 2023 e 2024 — ano do programa de redução de listas de espera para cirurgia oncológica OncoStop —, o aumento foi de quase 10.000 doentes operados (9.441).
Em 2024 foram tratados mais de 400.000 doentes, um número que reflete um aumento de 10% dos doentes que receberam radioterapia e quimioterapia/imunoterapia.
Houve também um aumento do número de doentes com acesso a tratamentos inovadores, nomeadamente com terapias com células CAR-T.
Os dados da DGS indicam uma redução — entre 2019 e 2023 — do risco de morte por tumores malignos abaixo dos 75 anos, uma variação que as autoridades veem como consequência de uma melhoria na prevenção, associada a melhorias nos programas de rastreio do cancro, com diagnósticos mais precoces e progressos na efetividade dos tratamentos.
Em declarações à Lusa, a diretora do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Isabel Fernandes, sublinhou como positiva a sobrevivência de cancro de mama e de próstata aos cinco anos, com valores superiores a 90% a 96%, respetivamente.
“Temos uma taxa de mortalidade padronizada para tumores malignos que continua a descer. Eu percebo que há um aumento do número de óbitos, mas a taxa padronizada continua a descer, o que é bom”
Par além disso, sublinha igualmente a redução da taxa de mortalidade do cancro do cólon e reto e do estômago.
“Aqui, na minha perspetiva, deve-se ao acesso à medicação, porque nós tivemos mais de 10% de acesso à rádio e a tratamento de quimio e imunoterapia. E o estômago, com a imunoterapia, teve aqui provavelmente um aumento uma diminuição da taxa de mortalidade”
Relativamente à sobrevivência a 5 anos após o diagnóstico de doença oncológica, Portugal apresenta resultados acima da média europeia, com cerca de 240 óbitos por 100.000 habitantes, face a aproximadamente 250 óbitos por 100.000 habitantes na União Europeia.
Em Portugal, as doenças oncológicas são uma das principais causas de anos potenciais de vida perdidos, sobretudo as neoplasias malignas da traqueia, brônquios e pulmão e digestivas.
Segundo os dados da DGS, as principais doenças oncológicas são responsáveis por 47.381 anos potenciais de vida perdidos, o que equivale a quase o dobro do total do conjunto das doenças cerebrovasculares e doenças isquémicas do coração (28.357).

Quatro em cada 10 cancros estão associados a fatores de risco
SIC Notícias
A Organização Mundial da Saúde divulgou um estudo que revela que aproximadamente 40% dos cancros diagnosticados globalmente podem ser prevenidos. Em 2022, dos 18,7 milhões de novos casos de cancro, cerca de 7,1 milhões foram atribuíveis a 30 causas preveníveis.
Quase quatro em cada dez cancros a nível global podem ser prevenidos, uma vez que estão associados a fatores de risco evitáveis, como o consumo de tabaco e de álcool, alertou, esta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Em 2022, "aproximadamente 7,1 milhões dos 18,7 milhões de novos cancros diagnosticados em adultos foram atribuíveis a fatores de risco”
A investigação da OMS analisou 30 causas preveníveis, incluindo tabaco, álcool, elevado índice de massa corporal, inatividade física, poluição do ar, radiação ultravioleta e, pela primeira vez, nove infeções causadoras de cancro.
Segundo Isabelle Soerjomataram, os casos ligados a estas 30 causas evitáveis representaram cerca de 37,8% do total de novos cancros, o que constitui uma "proporção muito substancial" a nível mundial.
Mais de três milhões de cancros associados ao tabaco
A especialista da agência de investigação sobre o cancro da OMS adiantou ainda que, dos 7,1 milhões de cancros ligados a fatores de risco evitáveis, 3,3 milhões foram associados ao tabaco, 2,2 milhões a várias infeções e 700 mil ao consumo de álcool.
O estudo da OMS, que analisou 36 tipos de cancro em vários países, concluiu que os cancros do pulmão, do estômago e do colo do útero representaram quase metade de todos os casos evitáveis em homens e mulheres.
O cancro do pulmão foi associado principalmente ao tabagismo e à poluição do ar, o do estômago foi amplamente atribuído à infeção pela bactéria Helicobacter pylori e o do colo do útero foi causado predominantemente pelo papilomavírus humano (HPV), refere o estudo.
A necessidade de prevenir
Para a OMS, as conclusões realçam a necessidade de estratégias de prevenção específicas para cada contexto, que incluam "medidas rigorosas" de controlo do tabaco, regulamentação do álcool, vacinação contra infeções cancerígenas, como o papilomavírus humano (HPV) e a hepatite B, melhoria da qualidade do ar, locais de trabalho mais seguros e ambientes mais saudáveis para a alimentação e atividade física.
A ação coordenada entre setores, desde a saúde e a educação à energia, aos transportes e ao trabalho, "pode evitar que milhões de famílias sofram o fardo de um diagnóstico de cancro", alertou a organização das Nações Unidas para a área da saúde global.

SPMS destaca importância da qualidade dos dados na utilização de IA
SPMS
Isabel Meneses representou a SPMS no Congresso Internacional de Gestão da Saúde, tendo centrado a sua apresentação numa tecnologia emergente na área da saúde e no seu impacto na qualidade da decisão em saúde.
A SPMS participou no Congresso Internacional de Gestão da Saúde, sob o tema ‘Inspirar Lideranças. Transformar a Saúde’, realizado nos dias 30 e 31 de janeiro, no Instituto Superior de Saúde, em Braga. Fez-se representar por Isabel Meneses, coordenadora da Unidade de Sistemas de Gestão e Coordenação Clínica.
Focando-se na aplicação de IA na codificação clínica e na relevância da informação clínica como base para a decisão em saúde, Isabel Meneses abordou os desafios da gestão baseada em dados, destacando a variabilidade de registos clínicos e respetivos processos de codificação e o impacto direto destes fatores na qualidade da decisão em saúde.
Empoderamento dos profissionais de saúde
A intervenção evidenciou ainda o contributo de ferramentas de codificação automatizada capazes de analisar texto clínico, aprender com dados reais e sugerir códigos prováveis. Esta abordagem permite ganhos de eficiência e precisão, promove a uniformização dos dados e assegura a disponibilização atempada de informação relevante para a gestão.
Isabel Meneses apresentou um projeto em curso na SPMS que assenta no processamento, por um modelo de IA, da informação clínica dos registos clínicos (notas de alta, diários clínicos, relatos operatórios e notas de enfermagem) do SClínico Hospitalar e que vai sugerir códigos que ficam disponíveis para validação final pelo médico codificador no SIMH – Sistema de Informação de Monitorização Hospitalar.
“A IA é uma ferramenta que endereça as necessidades atempadas de dados para a gestão, permitindo que os profissionais de saúde se foquem na tão necessária humanização de cuidados.”
Enquanto entidade estratégica na modernização dos sistemas de informação em saúde, a SPMS reforça o papel da IA como instrumento de apoio à decisão, à governação clínica e à sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).


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