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Notícias da Saúde em Portugal 769
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Quase 3500 médicos e enfermeiros reformaram-se do SNS desde 2023
JN
Nos últimos três anos, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) despediu-se de 7205 profissionais, 3402 dos quais médicos e enfermeiros. Em 2025, contabilizaram-se 1111 aposentações nestes dois grupos profissionais, que apresentam tendências contrárias: há cada vez mais enfermeiros a saírem do setor público, ao passo que as reformas entre os médicos estão a diminuir.
No ano passado, 570 médicos e 541 enfermeiros aposentaram-se do SNS, num total de 2419 profissionais nas 12 carreiras. Segundo os dados da Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS) noticiados pelo "Diário de Notícias" nesta quinta-feira, as aposentações no SNS estão a crescer, ainda que com diferentes realidades dentro do universo de profissionais. Uma das classes cujo pendor é mais preocupante é a dos enfermeiros. Entre 2023 e 2025, 1382 abandonaram o SNS, numa trajetória ascendente: 323 reformaram-se no primeiro ano de análise, 518 em 2024 e 541 no ano passado, o que se traduz num crescimento de 67%.
Na classe médica, a tendência é inversa. Os números adiantados pela ACSS dão conta de 2020 aposentações - mais do que nos enfermeiros -, embora numa curva descendente: 817 em 2023, 633 em 2024 e 570 em 2025. Contas feitas, o número de médicos reformados no setor público caiu 30%. Desde 2010 que foi criado um regime para aliviar a escassez de médicos no SNS, que acabou por ser prolongado pelos sucessivos governos.
Para este ano, os ministérios da Saúde e das Finanças autorizaram o SNS a contratar até 1111 médicos aposentados, mais 41 do que em 2025, incluindo novos contratos e renovações, segundo um despacho publicado em Diário da República, de modo a colmatar as faltas.
A carência de médicos de família tem sido apontada, ao longo dos últimos anos, como uma das principais preocupações. O portal da transparência do SNS indica que, no final de dezembro, o número de utentes sem médico de família voltou a crescer em dezembro de 2025 para 1 563 710. Também se registou, porém, um aumento de inscritos nos cuidados de saúde primários e de utentes com médico de família atribuído.

De acordo com a ACSS, no final do ano passado o SNS contabilizava 154 977 profissionais nas 12 carreiras - o maior número da última década -, 22 161 dos quais médicos especialistas, mais 2% do que em 2024.
“O crescimento global do número de profissionais confirma uma tendência positiva de aumento de recursos humanos no SNS, com impacto direto na prestação de cuidados de saúde prestados à população”
Mau tempo. Falta de energia pode comprometer eficácia de medicamentos
Observador
O INEM e a Proteção Civil explicam que alguns medicamentos habitualmente guardados nos frigoríficos podem perder eficácia se a temperatura não for mantida entre 2 e 8 graus celsius.
O INEM e a Proteção Civil alertam que a falha de energia pode comprometer a eficácia de medicamentos essenciais, como a insulina, medicamentos biológicos injetáveis, algumas hormonas injetáveis, antibióticos líquidos reconstituídos e alguns colírios que precisam de refrigeração e apela à população para vigiar sinais de perda de controlo da doença.
O alerta do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), publicados nas respetivas redes socais, surge na sequência das falhas de eletricidade em várias zonas do país devido ao mau tempo que deixou 86 mil pessoas sem energia elétrica.
Segundo as organizações, a perda do frio adequado pode levar à redução do efeito terapêutico com impacto na segurança dos doentes.
Os riscos associados à alteração dos medicamentos são “a diminuição ou ausência do efeito do medicamento, descompensação de doenças crónicas e agravamento súbito do estado clínica”.
Aconselham ainda que, no caso de falha de frio, os medicamentos devem ser conservados em local fresco, seco e protegidos da luz, nunca devem ser congelados, e os doentes devem vigiar sinais de perda de controlo da doença.
O mau tempo da madrugada desta terça-feira fez aumentar para 86 mil o número de clientes sem energia elétrica, segundo a informação divulgada pela E-REDES.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos.

MedSUPPORT | Testemunho da semana
"Sem dúvida que são um grande apoio para as empresas."
Hospitais começam o ano quase sem verbas para medicamentos
CNN Portugal
Há hospitais do Serviço Nacional de Saúde que estão a iniciar o ano sem fundos disponíveis para a compra de medicamentos e material de consumo clínico, uma situação que está a forçar conselhos de administração a assumir compromissos financeiros em violação da lei para garantir a resposta aos doentes.
Segundo o jornal, os administradores hospitalares admitem surpresa com este “aperto” logo em janeiro, algo que dizem não ter precedentes nesta fase do ano.
O problema estará a afetar várias unidades locais de saúde e é atribuído à escassez de verbas na rubrica de aquisição de bens e serviços, num contexto de contenção de custos no SNS. Isto inclui não só medicamentos e dispositivos médicos, mas também despesas com profissionais prestadores de serviços, exames, transporte de doentes e outros encargos essenciais ao funcionamento dos hospitais.
A Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso impede a assunção de despesas sem fundos disponíveis, prevendo responsabilidades pessoais para os gestores e até a nulidade dos contratos. Ainda assim, administradores admitem que, se a legislação fosse cumprida à risca, alguns hospitais ficariam paralisados.
O Ministério da Saúde reconhece eventuais constrangimentos, mas garante que são pontuais e transitórios, associados ao encerramento do ano económico, assegurando que a prestação de cuidados de saúde e a aquisição de medicamentos estão salvaguardadas.

Universidade de Aveiro desenvolve substitutos ósseos a partir de impressão 3D
Observador
Investigadores pretendem produzir peças, com uma estrutura muito semelhante à prótese óssea, à medida de cada paciente. Próximos passos focam-se na análise da segurança antes da aplicação clínica.
Uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro desenvolveu um projeto de medicina regenerativa focado na criação de substitutos ósseos personalizados, através de tecnologia de impressão tridimensional (3D), revelou esta quinta-feira fonte académica.
Segundo uma nota de imprensa da Universidade, os investigadores recorreram à técnica de fotopolimerização em cuba, para produzir peças à medida de cada paciente, utilizando uma resina líquida que solidifica com a ação da luz.
O objetivo é criar “peças à medida de cada paciente, tendo em conta as características específicas do osso a substituir, com uma estrutura sólida que tenha uma forma muito próxima da prótese óssea necessária para cada caso clínico”.
O projeto utilizou hidroxiapatite suspensa numa resina de base aquosa, para mimetizar o mineral do osso humano e permitir a produção de estruturas complexas, adaptadas a cada caso clínico.
A utilização da base aquosa reduziu em cerca de 80% o uso de compostos orgânicos e diminuiu o tempo da fase final de produção em cerca de 60%.
O trabalho contou com a participação de Simão Santos e Manuel Alves, estudantes de doutoramento, e das professoras Susana Olhero e Georgina Miranda do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica.


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