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Notícias da Saúde em Portugal
Quarta-feira, 8 de março de 2023

Editorial
Hoje comemoramos o Dia Internacional da Mulher!
8 de março, é o Dia Internacional da Mulher, uma data que representa a luta e a conquista dos direitos das mulheres ao longo da história.
A sua origem remonta a eventos ocorridos no início do século XX. Em 1908, mulheres trabalhadoras em Nova York organizaram uma manifestação em que reivindicavam melhores condições de trabalho, igualdade de direitos e o direito ao voto.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 19 de março de 1911, com manifestações em diversos países da Europa, incluindo Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. A data foi posteriormente alterada para 8 de março, em homenagem às mulheres que morreram na fábrica têxtil em Nova York em 8 de março de 1908.
Desde então, o Dia Internacional da Mulher tem sido celebrado em todo o mundo como uma oportunidade para destacar as lutas das mulheres por igualdade, justiça e direitos humanos, e para refletir sobre as conquistas e os desafios enfrentados pelas mulheres em todo o mundo.
É um momento para refletirmos sobre o que já foi alcançado e o que ainda precisa ser feito para promover a igualdade de género.
Embora tenhamos avançado muito nas últimas décadas, ainda há muito para ser feito. É fundamental que todos nós, homens e mulheres, unamos esforços para acabar com a discriminação de género e promover a igualdade em todas as esferas da vida.
Aqui ficam alguns dados estatísticos que ilustram a extensão da desigualdade de género em todo o mundo e destacam a importância do Dia Internacional da Mulher como uma oportunidade para refletir sobre estes desafios e promover ações para alcançar a igualdade de género.
De acordo com o Relatório Global de Desigualdade de Género 2021 do Fórum Económico Mundial, levará 135,6 anos para alcançar a igualdade de género em todo o mundo, com base nos atuais ritmos de progresso.
Segundo o Banco Mundial, as mulheres ainda ganham menos do que os homens em todo o mundo. Em média, as mulheres ganham 16% menos do que os homens por hora trabalhada.
Ainda de acordo com o Relatório Global de Desigualdade de Género 2021 do Fórum Económico Mundial, as mulheres têm menos oportunidades de emprego e de ascensão na carreira do que os homens. Apenas 22,8% dos cargos de liderança no mundo são ocupados por mulheres.
Segundo a UN Women, as mulheres são mais propensas a sofrer violência doméstica e sexual. A violência contra as mulheres é um problema global, com 1 em cada 3 mulheres em todo o mundo a sofrer de violência física ou sexual em algum momento da sua vida.
De acordo com a UNESCO, as mulheres têm menos acesso à educação do que os homens em muitos países. Em todo o mundo, há 132 milhões de meninas fora da escola, o que limita as suas oportunidades de aprendizado e de desenvolvimento.
Segundo a UNICEF, as mulheres têm menos acesso à saúde do que os homens em muitos países. Mundialmente, cerca de 295.000 mulheres morrem a cada ano devido a complicações relacionadas com a gravidez e o parto.
Neste Dia Internacional da Mulher, queremos reconhecer e homenagear todas as mulheres que lutam diariamente pelos seus direitos e por um mundo mais justo e igualitário. Também é importante lembrar que a igualdade de género não é apenas um problema das mulheres, mas de toda a sociedade. Precisamos envolver homens e meninos nesta luta, para que possamos criar uma cultura mais respeitosa e igualitária para todos.
DGS
Participação portuguesa na Cimeira Global de Segurança do Doente com presença da DGS
No âmbito da 5th Global Ministerial Summit on Patient Safety “Less Harm, Better Care – from Resolution to Implementation”, que decorreu a 23 e 24 de fevereiro de 2023, em Montreux, Suíça, a Direção-Geral da Saúde (DGS) integrou a delegação portuguesa constituída pela Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, pela Chefe de Divisão de Planeamento e Melhoria da Qualidade da DGS, Carla Pereira e pela representante da Equipa Nacional de Segurança do Doente da DGS, Natália Pereira. A representação de Portugal nesta Cimeira foi complementada com a participação da Presidente de uma das Comissões da Qualidade e Segurança (CQS), Lina Toro.
Com objetivo de abordar medidas que visam reforçar a segurança do doente, a Cimeira organizada pela Confederação Suíça contou com a presença de 80 países e 600 participantes.
A Cimeira culminou com as intervenções dos ministros e representantes das delegações internacionais, da qual se destaca a intervenção de Portugal, através da Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares. Vem a mesma realçar o facto de Portugal ter enquadramento legal e documento técnico subjacente ao Plano Nacional para a Segurança dos Doentes, a inclusão de novos contextos nomeadamente, o domicílio e a telessaúde, a existência de um sistema nacional de notificação e gestão de incidentes – NOTIFICA – Segurança do Doente. Portugal reafirmou a sua cooperação no reforço da segurança global do doente, subscrevendo a Montreux Charter on Patient Safety – “Less Harm, Better Care – from Resolution to Implementation”.
Diário de Notícias
Marcelo celebra força das mulheres e considera insuficientes passos para igualdade
O Presidente da República celebra esta quarta-feira a "força inquebrantável das mulheres", no dia internacional que lhes é dedicado, e considera que os passos dados para a igualdade em Portugal são ainda insuficientes.
Numa mensagem escrita publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa acrescenta: "Trabalhadoras, cuidadoras, protagonistas da grande e da pequena história - mães, avós, companheiras, amigas - exemplo contínuo, através de gerações, de sabedoria, coragem, cuidado, apesar dos obstáculos com que se deparam, da violência, assédio e discriminação que tantas vezes são vítima até no seio das suas famílias".
"A nossa democracia deu passos decisivos para salvaguardar a igualdade na lei e mitigar a discriminação contra as mulheres na Constituição, na legislação, na família, na revisão do Código Civil, na paridade no emprego, nos salários, nos cargos de direção, na política, nas responsabilidades familiares e domésticas, na proteção contra a violência - grandes passos, mas, ainda, insuficientes na promoção da igualdade de oportunidades", considera.
Observador
ADSE deixa de pagar ambulância a doentes que precisam de transporte para tratamentos. Responsabilidade passa para o SNS
A ADSE (Instituto de Proteção e Assistência na Doença) vai deixar de financiar o transporte de ambulância dos casos não urgentes para realização de hemodiálises, tratamentos ou consultas. A alteração entrará em vigor a 1 de abril, confirmou ao Observador, fonte oficial do organismo tutelado pelo Ministério da Presidência e da Modernização Administrativa e pelo Ministério das Finanças, após “a devida interação com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), a quem cabe, por lei, o financiamento do transporte não urgente de doentes hemodialisados”.
A entrada em vigor da medida, que prevê a passagem do serviço de transporte não urgente de doentes (por exemplo, os hemodialisados) para o SNS, quando a prescrição do transporte tem origem no sistema público, estava inicialmente prevista para dia 1 de março.
CNN Portugal
Um terço dos médicos tem mais de 60 anos. Problema não é novo e vai piorar. Sindicatos acusam Governo de nada fazer. “Falta planeamento”
O corpo clínico do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a ficar envelhecido. Estima-se que, no próximo ano, se reformem mil médicos, que dificilmente poderão ser substituídos pelos novos profissionais que entram para o SNS.
O corpo clínico do Serviço Nacional de Saúde (SNS) está envelhecido e tem uma grande percentagem de médicos à beira da reforma, alerta Roque da Cunha, presidente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM). Uma situação que mesmo não sendo nova, o Governo não tem feito nada para resolver, assegura o líder do SIM, acusando ainda o Ministério da Saúde de “falta de planeamento” para atrair médicos para o serviço público de saúde e para lá os fixar.
Canal S+
Programa da Universidade de Coimbra com impacto positivo na depressão pós-parto
“O programa de intervenção psicológica online ‘Be a Mom’, destinado à prevenção da depressão pós-parto e à promoção da saúde mental materna, demonstrou ter impactos positivos na vida das cerca de 1.500 mulheres que participaram no estudo randomizado de avaliação da eficácia”.
Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a Universidade de Coimbra destacou que o programa, liderado por Ana Fonseca e Maria Cristina Canavarro, tem “impactos positivos na regulação emocional e na autocompaixão em mulheres que apresentavam maior risco para desenvolver depressão pós-parto, reduzindo a sintomatologia depressiva e ansiosa”.
Na avaliação feita pelas participantes que utilizaram o programa, foi possível constatar que “85% das participantes recomendariam o programa a outras mulheres e que 76,5% das mulheres voltaria a utilizar o ‘Be a Mom’, se necessário”.
Ana Fonseca vincou a importância de existirem intervenções efetivas ‘online’ e acessíveis a todas as mulheres, que respondam a um “problema de saúde pública” que, segundo dados internacionais, “afeta uma em cada sete mulheres”.

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