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Notícias da Saúde em Portugal 775
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Roupa inteligente supera wearables na monitorização da saúde, mostra estudo
EuroNews
Sensores embutidos em roupa larga superam dispositivos justos na monitorização de dados corporais, indica novo estudo
A maioria dos dispositivos de monitorização de saúde e condição física assume a forma de uma tira em torno do pulso ou do corpo. Mas uma nova investigação concluiu que roupa mais larga consegue registar o movimento com maior precisão.
Segundo resultados publicados na revista Nature Communications, tecidos soltos conseguem prever e registar os movimentos do corpo com mais 40 por cento de precisão, utilizando menos 80 por cento de dados.
Os dispositivos vestíveis atuais são usados junto à pele, medem o movimento bruto e os sinais vitais e convertem-nos em métricas mais concretas, como passos, calorias ou fases do sono.
Os investigadores contrariaram a ideia generalizada de que, se o sensor estiver solto, os dados serão “ruidosos” ou pouco fiáveis. Na realidade, roupa larga e fluida torna o seguimento do movimento significativamente mais preciso.
“Ou seja, podemos afastar-nos da ‘tecnologia vestível’ que se assemelha a equipamento médico e aproximar-nos de ‘roupa inteligente’, por exemplo um simples botão ou alfinete num vestido, que monitoriza a saúde enquanto a pessoa se sente totalmente natural no seu dia a dia”
A equipa do King’s College London testou sensores em diferentes tecidos, recorrendo a participantes humanos e a robôs a executar vários tipos de movimento.
Compararam os resultados obtidos com tecidos soltos com os de sensores de movimento padrão, fixados em tiras e roupa justa, e verificaram que a abordagem baseada no tecido detetava os movimentos mais depressa, com maior precisão e com menos dados.
Os investigadores concluíram que a precisão do sensor não era afetada pela sua localização na roupa nem pela distância ao ponto em que o tecido toca o corpo.
Precisão em movimentos subtis
Sensores em peças de roupa mais largas podem também ajudar a detetar pequenos movimentos que os dispositivos atuais muitas vezes não registam, como os tremores associados à doença de Parkinson.
“Com esta abordagem, podemos ‘amplificar’ o movimento das pessoas, o que ajudará a captá-lo mesmo quando é menor do que o movimento típico de uma pessoa sem limitações físicas”
Acrescentou que isto pode permitir acompanhar as pessoas nas suas próprias casas ou em lares, com a roupa do dia a dia, bastando acrescentar o sensor a botões de camisas.
“Pode tornar-se mais fácil para os médicos monitorizarem os seus doentes, assim como para os investigadores recolherem dados vitais para melhorar o conhecimento destas doenças e desenvolver novas terapias, incluindo tecnologias vestíveis adaptadas a estas formas de incapacidade”, disse Di Giulio.
Limitações dos dispositivos de monitorização atuais
Os dispositivos vestíveis atuais têm-se revelado úteis para medir passos e movimento durante o exercício; no entanto, apresentam limitações em métricas clínicas como a variabilidade da frequência cardíaca, a tensão arterial e os níveis de oxigénio.

Atualização da lista de medicamentos cuja exportação é temporariamente suspensa - fevereiro 2026
INFARMED I.P.
A Deliberação n.º 008/CD/2026, atualiza a lista de medicamentos cuja exportação é temporariamente suspensa.
Esta suspensão visa assegurar a normalização do abastecimento dos medicamentos críticos que estiveram em rutura no mês de janeiro, os medicamentos que estejam a ser abastecidos ao abrigo de autorização de utilização excecional e todos os medicamentos contendo quetiapina.
A lista em formato eletrónico encontra-se em Gestão da disponibilidade do medicamento.

Que destino têm os óvulos e embriões congelados quando deixam de ser necessários?
EuroNews
Com o aumento dos tratamentos de fertilidade, a legislação desigual na Europa deixa milhares de óvulos e embriões num impasse jurídico.
As mulheres nascem com todos os óvulos que terão ao longo da vida. A partir da primeira menstruação, essa reserva começa a diminuir, caindo mais depressa depois dos 35 anos e atingindo níveis criticamente baixos por volta dos 40.
Ao mesmo tempo, na Europa, as pessoas têm filhos cada vez mais tarde. A idade média da mãe à nascença é agora de 30,9 anos, com a taxa de fecundidade em mínimos históricos de 1,46 filhos por mulher, numa altura de aumento do custo de vida e de instabilidade laboral.
Face a isto, cada vez mais pessoas recorrem a tratamentos de fertilidade, como a fertilização in vitro (FIV) e a congelação de óvulos e embriões, na esperança de preservar óvulos no auge da sua qualidade para uso futuro.
A congelação social de óvulos segue muitas vezes regras diferentes da congelação por motivos médicos, destinada a mulheres com doenças que ameaçam a fertilidade, como cancro ou endometriose.
"É preciso encarar a congelação de óvulos como uma apólice de seguro. A congelação social de óvulos é quase como esse seguro: guarda-se alguns óvulos e espera-se encontrar o parceiro certo ou chegar a uma fase em que seja possível engravidar de forma natural. Se isso não acontecer, existe uma alternativa"
Este processo traz também novos desafios: o que acontece quando as mulheres já não querem esses óvulos ou embriões?
Ter filhos mais tarde de forma natural, adoecer, mudanças na relação, reorientações de carreira ou simplesmente mudar de ideias fazem com que mulheres que congelaram óvulos para um determinado período já não os queiram.
O mesmo se aplica aos embriões congelados. Num ciclo médio de FIV para uma mulher com menos de 35 anos, produzem-se entre seis e dez embriões; normalmente transfere-se um e os restantes são congelados.
Do ponto de vista médico, com a vitrificação moderna – congelação ultrarrápida em azoto líquido a -196 ºC –, embriões congelados podem manter-se viáveis indefinidamente.
Sangue, plasma e outros tecidos são destruídos em condições sanitárias muito estritas se não forem utilizados. Já embriões e óvulos despertam frequentemente um apego emocional e dilemas morais.
Os embriões situam-se numa zona cinzenta da regulamentação e numa zona ainda mais cinzenta da recolha de dados. Não existe um número preciso de óvulos ou embriões "abandonados", nem dados agregados sobre destruição ou doações.

ACT alerta para emails fraudulentos com utilização indevida do seu nome
ACT
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) informa que estão a circular mensagens de correio eletrónico fraudulentas em nome desta Autoridade.
As referidas mensagens estão a ser enviadas através do endereço eletrónico [email protected], o qual não pertence nem é gerido pela ACT, tratando-se de uma utilização abusiva e fraudulenta da sua identidade institucional.
A ACT esclarece que este endereço não corresponde a qualquer canal oficial de comunicação da instituição, pelo que estas mensagens devem ser consideradas fraudulentas. Assim, recomenda-se a todos os destinatários destas mensagens que não respondam às mensagens recebidas, não cliquem em ligações (links) incluídas no seu conteúdo e não forneçam quaisquer dados pessoais, bancários ou empresariais.
A ACT recorda que todas as comunicações oficiais são efetuadas exclusivamente através de canais institucionais devidamente identificados, nomeadamente dos contactos telefónicos divulgados publicamente e de endereços de correio eletrónico com domínio institucional próprio ([email protected]). Em caso de dúvida quanto à autenticidade de qualquer mensagem recebida, deverá ser consultada a informação disponível no portal oficial, em www.act.gov.pt, ou estabelecido contacto direto através dos meios aí indicados.


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