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Notícias da Saúde em Portugal 777
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Dentes de Ozempic: Dentista alerta para efeito secundário preocupante
SAPO
É um dos medicamentos mais falados dos últimos anos e por vezes não pelos melhores motivos. Além dos benefícios que traz, são também vários os possíveis efeitos secundários já relatados. Dentista deixa alerta sobre um que pode ser visto nos dentes.
Há mais um efeito secundário associado à toma de medicamentos como o Ozempic. Neste caso está associado aos dentes. Quem o diz é um dentista que afirma ter aumentado o número de pacientes que o consultam com este tipo de problema e que poderá estar associado ao conhecido medicamento.
No podcast Him&Her, o dentista Gerry Curatola, aqui citado pelo agregador de blogues HuffPost, revelou que tem observado um aumento de problemas dentários associados ao uso de medicamentos como o Ozempic, algo que o leva a querer que poderá ser um efeito secundário, os Dentes de Ozempic.
Efeito de Ozempic nos dentes
“Estes medicamentos deixam a boca seca e os dentes mais frágeis porque reduzem os níveis de vitamina D. Estamos a ver o aumento na incidência de cáries e mais retração gengival"
Apesar dos problemas que tem vindo a assistir, o dentista revela que são questões que podem ser controladas com o objetivo de evitar outro tipo de questões graves. "Deve hidratar-se mais do que antes, aumentar a ingestão de proteínas e verificar os níveis de vitamina D".

Informação de Monitorização sobre o Setor convencionado de Medicina Física e de Reabilitação | fev 2026
ERS
Na prossecução dos seus objetivos em matéria de acesso e concorrência, em conformidade com os seus Estatutos, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) tem vindo a acompanhar o funcionamento dos mercados do setor da saúde em diversos contextos.
A área da Medicina Física e de Reabilitação (MFR) tem sido, sistematicamente, uma das áreas com maior volume de encargos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em termos de cuidados convencionados, pelo que, desde 2006, tem sido objeto de análises regulares pela ERS, quer no âmbito de trabalhos mais abrangentes sobre convenções, quer mais especificamente no que se refere a questões de acesso a estes cuidados, de concorrência nos mercados do setor e de qualidade dos serviços prestados.
O documento integral com as informações da monitorização está disponível no site.

Rastreio deteta diabetes tipo 1 em crianças mesmo antes de existir doença
EuroNews
Estima-se que a diabetes tipo 1 afete cerca de 30 mil pessoas em Portugal, 1 500 das quais crianças e jovens. Em Portugal é possível realizar o rastreio precoce, que pode identificar crianças com risco aumentado de vir a desenvolver a doença, mesmo que ela nunca chegue a manifestar-se clinicamente.
Os sintomas são muitas vezes confundidos com outra coisa qualquer. Urina e sede constantes durante uma noite de verão foram suficientes para Sónia Gonçalves perceber que alguma coisa estava errada com o filho, na altura com três anos.
“Nós chamamos de poliúria, que é fazer muito chichi, e polidipsia, que é pedir muita água. No caso dele, como foi durante a noite que houve a manifestação mais evidente, ele pediu leite, que não é uma coisa normal... Um miúdo que já dormia a noite toda, não era uma coisa habitual”
O facto de ser médica deixou-a alerta e por isso foi mais fácil reconhecer os sintomas que não eram apenas banalidades mais sim indicadores da presença de diabetes tipo 1, uma doença crónica autoimune na qual o sistema imunitário ataca o pâncreas, resultando numa produção nula ou muito baixa de insulina.
O estado de alerta permitiu a esta mãe um diagnóstico sem a presença de um cenário mais complicado mas muito comum nas crianças que são diagnosticadas com a presença aguda dos sintomas. “Nós queremos evitar um quadro que se chama de cetoacidose”, indica Sónia. Um cenário no qual o corpo esgota as suas reservas, com a falta de insulina a provocar desidratação, dor abdominal e vómitos. “Geralmente a manifestação da diabetes é assim, telefonam da escola e dizem que o filho caiu para o lado, que desmaiou, ou vomitou, e isso geralmente são manifestações de cetoacidose”, explica. Apesar de ter detetado a doença com os primeiros sintomas e ter impedido o filho de ir ao limite, não foi impossível travar uma semana de internamento da criança e a reviravolta que a vida levou com o diagnóstico.
“Nós temos todos que aprender a lidar com a diabetes, fazer contas de comida, que é uma coisa que não nos ocorre. Saber o que é que a criança vai comer, quantos hidratos de carbono tem o arroz, a massa, o doce que ela vai comer, o pão, tudo tem que ser pesado. Isto tem um impacto brutal na família e até na criança”, confessa. “E a criança só tem alta do hospital quando os pais sabem lidar com isto, quando sabem fazer as contas e sabem fazer os cálculos e injetar e se sentem à vontade a lidar com uma hipoglicémia ou uma hiperglicémia, que são as urgências”, explica Sónia.
A doença com “mais monitorização de todas”
“A diabetes tipo 1 é a doença que mais monitorização exige de todas as doenças"
"Na maior parte das doenças, grande parte do trabalho compete aos médicos, aos enfermeiros ou a rotinas muito bem definidas de tomar um comprimido de oito em oito horas ou alguma coisa desse género. Aqui não. Aqui é preciso estar permanentemente atentos à variação dos valores, às situações, aos alimentos que se ingerem, à atividade física, às infeções que aparecem ou ao stresse que se cria…Todas estas situações influenciam os valores do açúcar no sangue e é preciso reagir em conformidade".
“A vida dos pais e da criança muda, não há volta a dar”, explica Sónia. “Há cinco anos ou há dez anos isto era muito pior. As crianças tinham que picar o dedo de duas em duas horas”, refere. Os avanços tenológicos têm acompanhado os científicos para que a monitorização constante de uma doença que assim o exige não seja tão impactante ou dolorosa para as crianças e respetivas famílias.
“Há bombas de insulina que já administram a insulina de forma automática. Simula um pâncreas externo, digamos assim, e portanto dá uma insulina basal e nós introduzimos os hidratos da refeição e ela faz o cálculo sozinha”, indica Sónia ao explicar como funciona o dispositivo que o filho carrega à cintura e que ajuda a substituir as picagens.
Ainda assim, a vida de uma criança com diabetes tipo 1 pode ser normal, mas é certamente mais condicionada pelo sistema de monitorização constante, dispositivos e consumíveis médicos que fazem parte de uma rotina rigorosa e desconhecida por muitos.
Um dedo que adivinha
Para uma monitorização correta é necessário um diagnóstico. E aqui, a dinâmica é simples: quanto mais cedo, melhor.
"Por um lado, evitaremos os internamentos, começar-se-á a insulina calmamente, sem pressa e o stress de uma situação nova para a qual os pais não estavam preparados", explica José Manuel Boavida. "E, por outro lado, abrimos a porta para o futuro, onde existe, neste momento, uma investigação grande para tentar encontrar medicamentos que possam diminuir a reação do organismo contra as células portadoras de insulina, que é isso, no fundo, o problema principal da diabetes tipo 1".
Encontrar a diabetes cedo é também vantajoso para a situação familiar que esta provoca. Uma aprendizagem que pode ser feita de forma suave e faseada, ao invés de um choque de informação.

No caso do diagnóstico precoce é possível detetar a diabetes mesmo antes de saber se ela será mesmo real ou não. Por outras palavras, é possível detetar se a criança poderá vir a desenvolver a doença, mesmo que no futuro a diabetes não se desenvolva. É tudo uma questão de acompanhamento.
A APDP iniciou em 2024 uma campanha nacional de rastreio em crianças entre os 3 e os 17 anos. Nos primeiros 14 messes, a associação tinha realizado rastreios em mais de dez mil crianças. Os dados divulgados sobre a campanha "O seu filho tem um dedo que adivinha" no 7º. Congresso Nacional da APDP, em outubro passado, indicavam que uma em cada 300 crianças rastreadas já estava a desenvolver a doença de forma silenciosa, antes do aparecimento de qualquer sintoma.
De acordo coma a APDP, "ao identificar as crianças em risco antes desta fase, é possível iniciar um acompanhamento médico e educacional que previne as complicações agudas, melhora a gestão da doença e reduz o enorme impacto clínico e psicossocial da doença na criança e na sua família”.
Em Portugal, estima-se que mais de 30.000 pessoas vivam com diabetes tipo 1, 5.000 das quais serão crianças e jovens.
Conselho de Administração da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) presente em reunião extraordinária do Conselho Consultivo do INFARMED
ERS
O Conselho de Administração da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) esteve presente na reunião extraordinária do Conselho Consultivo do INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P., realizada a 15 de janeiro, que assinalou o 33.º aniversário da instituição.
A sessão ficou marcada pela apresentação do novo Conselho Diretivo, liderado por Rui Santos Ivo, e pela definição das linhas estratégicas para 2026, com destaque para a modernização regulatória, a transformação digital, o reforço da cooperação europeia e a implementação de uma visão integrada das atividades de avaliação, inspeção, supervisão e monitorização.


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