Notícias da Saúde em Portugal 778

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Intelligent Dentistry — II Congresso de Inteligência Artificial na Medicina Dentária

Jornal Dentistry

Os dias 1 e 2 de maio de 2026, vão reunir especialistas, profissionais e estudantes no Centro Cultural de Paredes, para debater as mais recentes tendências e tecnologias que estão a transformar a prática clínica e científica da Medicina Dentária.

Organizado pela CESPU através da sua Pós-Graduação em Medicina Dentária Digital, o congresso visa explorar a integração entre a Inteligência Artificial e a Medicina Dentária. Tendo como mote Mudança: “dispor ou apresentar-se de outra forma”, será dado ênfase ao modo como as ferramentas digitais avançadas estão a redefinir os diagnósticos, o planeamento de tratamentos, a gestão clínica e as aplicações clínicas especializadas.

As inscrições para o Intelligent Dentistry 2026 estão abertas e podem ser feitas diretamente no site oficial do congresso, onde também se encontra o programa: https://intelligentdentistry.pt.

Lançamento da página online do Observatório da Publicidade em Saúde

ERS

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) informa que, no âmbito do desenvolvimento do Observatório da Publicidade em Saúde (OPS), já se encontra disponível a respetiva página online.

Este espaço digital, que, de momento, reúne conteúdos já produzidos pela ERS na temática da publicidade em saúde, constituirá um recurso importante do OPS, pretendendo-se que funcione como o principal ponto de acesso à atividade do Observatório.

O Observatório da publicidade em saúde pode ser observado aqui.

Portugal na área de maior risco na Europa de transmissão do vírus Chikungunya

Diário Notícias

O vírus, responsável por uma doença tropical debilitante causada pela picada de mosquitos infetados, representa uma “ameaça à saúde na Europa maior do que se pensava anteriormente".

Grande parte da Europa apresenta um risco alargado de transmissão do vírus Chikungunya e Portugal está integrado na área onde essa possibilidade é mais elevada, alertou um estudo do Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido.

O vírus Chikungunya, responsável por uma doença tropical debilitante causada pela picada de mosquitos infetados, representa uma “ameaça à saúde na Europa maior do que se pensava anteriormente, pois pode ser transmitido quando as temperaturas do ar estão tão baixas quanto 13 graus Celsius”, concluiu a investigação publicada esta quarta-feira, 18 de fevereiro, na revista científica The Royal Society.

Isso significa que existe o risco de surtos locais de Chikungunya em mais áreas e por períodos mais longos do que se pensava anteriormente, alertaram os investigadores, que criaram um mapa para a Europa com três níveis de risco – elevado, moderado e baixo.

Portugal está enquadrado na área de maior risco, em conjunto com países como a Grécia, Itália, Malta e Espanha, com o estudo a prever que a transmissão posso ocorrer durante cerca de seis meses por ano.

O gradiente de risco é maior nas regiões do sul da Europa, diminuindo à medida que se avança para norte e noroeste, concluiu ainda o estudo, avisando que aproximadamente 50% da área geográfica da Europa é agora propícia à transmissão durante julho e agosto.

Os investigadores alertaram que, à medida que a Europa está rapidamente a aquecer, devido às alterações climáticas, o mosquito-tigre está gradualmente a expandir-se para o norte do continente.

O primeiro surto conhecido de Chikungunya foi reportado na Tanzânia em 1952, mas o vírus afeta atualmente a saúde pública em mais de 110 países na Ásia, África, Europa e Américas.

“Identificar os locais específicos e os meses de possível transmissão permitirá que as autoridades locais decidam quando e onde agir para reduzir o risco ou a escala de surtos”

Sandeep Tegar, especialista do centro de investigação do Reino Unido que liderou o estudo

Em novembro de 2025, o presidente do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), instituição que passou a coordenar oficialmente a Rede de Vigilância de Vetores, salientou que Portugal está preparado para responder a eventuais emergências causadas por doenças transmitidas por mosquitos e carraças.

Resistência aos antimicrobianos nas bactérias transmitidas por alimentos é uma preocupação na Europa

Notícias Saúde

A resistência aos antimicrobianos (RAM) em bactérias comuns transmitidas por alimentos, como a Salmonella e a Campylobacter, continua a ser uma preocupação de saúde pública em toda a Europa, revela um novo relatório da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).

A resistência antimicrobiana afeta todos. Quando as bactérias se tornam resistentes aos antimicrobianos, as infeções tornam-se mais difíceis de tratar e as opções de tratamento tornam-se limitadas. Os padrões de resistência variam amplamente entre países, bactérias e antimicrobianos, refletindo diferenças na forma como os antimicrobianos são utilizados, bem como nas práticas agrícolas, nas medidas de saúde animal e nas estratégias de prevenção de infeções.

De acordo com este relatório, embora a resistência aos antimicrobianos habitualmente utilizados continue disseminada em bactérias transmitidas por alimentos, como a Salmonella e a Campylobacter, vários países relataram progressos na redução dos níveis de resistência em humanos e em animais de produção. Uma vez que estas bactérias transmitidas por alimentos podem propagar-se de animais e alimentos para humanos, causando infeções graves que podem exigir tratamento com antimicrobianos, a ação contínua sob uma abordagem de ‘One Health’ (Saúde Única) continua a ser essencial.

Uma elevada proporção de Campylobacter e Salmonella, tanto de humanos como de animais de produção, continua a apresentar resistência à ciprofloxacina, um importante antimicrobiano utilizado para tratar infeções graves em humanos. Embora a resistência à ciprofloxacina na Salmonella proveniente de animais de produção tenha sido consistentemente elevada, a resistência nas infeções por Salmonella em humanos tem aumentado nos últimos anos.

Esta tendência é preocupante, uma vez que a resistência à ciprofloxacina limita a eficácia das opções de tratamento disponíveis. Em Campylobacter, a resistência está agora tão disseminada na Europa que a ciprofloxacina já não é recomendada para o tratamento de infeções em humanos. Para garantir a sua eficácia contínua na medicina humana, foram impostas restrições à sua utilização em animais.

Em toda a Europa, uma elevada proporção de Salmonella e Campylobacter, tanto de humanos como de animais destinados à produção de alimentos, apresenta também resistência aos antimicrobianos habitualmente utilizados, incluindo a ampicilina, as tetraciclinas e as sulfonamidas.

Sinais encorajadores

Embora uma elevada proporção de Salmonella e Campylobacter isoladas de humanos e animais de produção permaneça resistente aos antimicrobianos habitualmente utilizados, vários países relataram uma diminuição da resistência a antimicrobianos específicos ao longo do tempo, demonstrando que esforços direcionados podem fazer a diferença.

Além disso, a resistência a mais do que um antimicrobiano de importância crítica permanece geralmente baixa na Salmonella, Campylobacter e E. coli.

A importância de manter a ação

Estas descobertas realçam a importância de uma abordagem de Saúde Única, reconhecendo as estreitas ligações entre a saúde humana, a saúde animal e a produção de alimentos. Embora tenham sido feitos progressos em algumas áreas, a utilização contínua e responsável de antimicrobianos em todos os sectores, aliada a práticas eficazes de prevenção de infeções, saúde animal e segurança alimentar, continua a ser essencial para retardar o aparecimento e a propagação de bactérias resistentes aos antimicrobianos e para proteger a saúde pública em toda a Europa.

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