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Notícias da Saúde em Portugal 784
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Linha SNS24 alargada a todo o país para obstetrícia e ginecologia. Pediatria só depois do segundo trimestre
Observador
A obrigatoriedade de contactar a Linha SNS24 antes de aceder a urgências de obstetrícia e ginecologia foi alargada a todo o país. Ana Paula Martins diz que o sistema está "preparado".
A ministra da Saúde afirmou na passada quinta-feira que a Linha SNS24 foi preparada para responder a todas as urgências de obstetrícia e ginecologia, indicando ainda que no segundo trimestre do ano será feita a preparação para alargar também à pediatria.
“Foi preparado para isso, só o alargamos agora ao país inteiro, porque tivemos todo um período de preparação para o fazer para a obstetrícia e ginecologia”

Questionada pelos jornalistas sobre uma notícia da RTP, que diz ter apurado que só há 19 cirurgiões cardíacos inscritos na Ordem, a ministra da Saúde disse que não deve pronunciar-se “sobre questões de natureza eminentemente técnica“.
“Essa matéria está a ser estudada neste momento pela direção executiva“, afirmou, indicando que a questão “não é tanto do número de cirurgiões cardíacos“, mas “de olhar para as redes de referência que não têm muito tempo”, tendo a última revisão sido foi feita em 2023.
Segundo Ana Paula Martins, é necessário olhar para os serviços de cirurgia cardíaca e cardiotorácica e “ver exatamente como garantir às pessoas que têm a intervenção que precisam, dentro do tempo máximo de resposta garantida”.
OMD saúda reforço sem precedentes da saúde oral na distribuição da receita do imposto do tabaco
OMD
A Ordem dos Médicos Dentistas saúda a consignação à saúde oral de 22,5% da verba destinada à saúde, proveniente do imposto sobre o tabaco.
“Ao converter uma percentagem significativa de receitas fiscais especificamente para a saúde oral, os Ministérios das Finanças e da Saúde dão um passo decisivo para corrigir um atraso histórico e estrutural que tem penalizado o acesso dos portugueses a cuidados essenciais de saúde”
A OMD congratula-se por terem surtido efeito os apelos feitos ao Governo, durante a discussão do OE 2026, para assegurar e reforçar verbas específicas para a saúde oral.
Miguel Pavão salienta que “investir na promoção da saúde e prevenção da doença é condição essencial para combater a desigualdade no acesso a cuidados de saúde oral e garantir a sustentabilidade das políticas de saúde pública”.

A percentagem atribuída ao PNPSO – 22,5% – representa, por isso, “um reforço sem precedentes”, que permitirá com recurso à receita fiscal do tabaco expandir consultas, reforçar a prevenção, apoiar atividades de diagnóstico precoce de cancro oral e garantir maior integração da saúde oral nas políticas públicas de saúde.
A OMD propõe alargamento da medida a outros impostos
É convicção da OMD que medidas como esta são capazes de alterar o paradigma e o atraso no acesso aos cuidados de medicina dentária em Portugal. E, por isso, o repto lançado à Ministra da Saúde é que, “à semelhança da iniciativa louvável do imposto sobre o tabaco, solicita-se agora que, o Imposto sobre as Bebidas Açucaradas siga o mesmo caminho de reversão direta para o financiamento da saúde oral”, apelando a que 30% deste imposto seja alocado a esta área.
Perante a importância estratégica desta medida, a OMD já saudou a Ministra da Saúde, demonstrando total disponibilidade para colaborar com o Governo, apelando que as operacionalizações destas verbas garantam de forma eficiente e justa um aumento gradual e continuo nos cuidados de medicina dentária, posicionado a saúde oral como dimensão essencial da saúde geral.
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Infarmed explica como tomar paracetamol de forma segura em resposta a “desafio” do TikTok
Sic Notícias
Na última semana, vários têm sido os alertas para os perigos do "desafio do paracetamol". Às 'vozes' de preocupação junta-se agora a do Infarmed, que aproveita para deixar recomendações sobre como tomar este medicamento de forma segura.
O Infarmed publicou na passada quinta-feira nas redes sociais uma série de recomendações sobre como tomar paracetamol de forma segura, na sequência do “desafio do paracetamol”.
Na publicação, o Infarmed lembra que este medicamento é um dos mais utilizados para tratar a dor e a febre e que é “seguro”, desde que “tomado corretamente”.
“Usar bem é a melhor forma de garantir a sua segurança”, pode ler-se.
Como tomar paracetamol de forma segura?
O Infarmed deixa várias recomendações, incluindo:
Respeitar sempre a dose recomendada
Não tomar com outros medicamentos que também contenham paracetamol
Respeitar os intervalos entre tomas (6 a 8 horas)
Evitar álcool durante o tratamento

O organismo alerta ainda que tomar uma dose maior não fará o medicamento atuar mais depressa e pode ter efeitos perigosos, como provocar lesões graves no fígado.
Recomenda, por isso, que em caso de sobredosagem se procure assistência médica imediata, mesmo na ausência de sintomas.
O que é o desafio do paracetamol?
Esta publicação do Infarmed surge numa altura em que têm aumentado os alertas para uma nova e perigosa tendência das redes sociais. O “desafio do paracetamol” está a levar jovens a consumir doses excessivas deste medicamento, num desafio para ver quem aguenta mais tempo antes de ir ao hospital.
Foi precisamente o caso de uma jovem que chegou ao Santa Maria com uma intoxicação com 10 gramas de paracetamol. “É muito. São 10 comprimidos", salientou Erica Torres.
As intoxicações com paracetamol podem ter consequências graves, podendo, em situações extremas, levar à necessidade de transplante do fígado.
Desafio do paracetamol: em que "fase" pode ser "tarde demais"?
A situação já levou o Ministério da Saúde, a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Farmacêuticos e até a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado a deixar alertas para os perigos.
"Entre 24 a 48 horas, dores abdominais, náuseas, vómitos. Os sinais de falência hepática acontece quando as pessoas ficam mais amarelas, quando os olhos ficam mais amarelos e ficam mais sonolentas. Nesta fase já pode ser tarde.”
Atraso nos concursos põe em risco o SNS, alerta Sindicato Independente dos Médicos
Diário de Notícias
Para a estrutura sindical, "sem concursos regulares, previsíveis e concluídos em tempo útil", o SNS "continuará a perder médicos, capacidade assistencial e credibilidade".
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) alertou que a falta de concursos médicos regulares e previsíveis está a destruir a capacidade do SNS de reter profissionais, organizar serviços e garantir estabilidade, comprometendo o futuro da assistência à população.
“Chegados ao final de fevereiro de 2026, o Sindicato Independente dos Médicos lamenta os atrasos que se verificam e denuncia a falta de coerência estratégica no cumprimento dos compromissos assumidos”, afirma o SIM em comunicado.
O sindicato avisa que a competitividade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) depende de regras que funcionem, de prazos cumpridos e de um percurso de carreira em que os médicos possam confiar.
“Sem concursos regulares, previsíveis e concluídos em tempo útil, o SNS continuará a perder médicos, capacidade assistencial e credibilidade", avisa, considerando que "a política de concursos médicos é hoje o exemplo mais evidente da ausência de uma estratégia coerente para os recursos humanos".
“A persistência de um modelo limitado a dois momentos anuais impede o SNS de aproveitar oportunidades reais de contratação e fixação. É um modelo ultrapassado”, sublinha.
O sindicato defende que o critério central destes concursos deve ser simples: “Maximizar a contratação e a fixação de médicos onde existem necessidades reais. Isso exige concursos regulares, vagas permanentemente abertas e resposta em tempo útil”.
“O processo mantém-se refém de bloqueios, alimentados a vários níveis pela ACSS [Administração Central do Sistema de Saúde], pela Direção Executiva do SNS e pelo Ministério das Finanças, que insistem num modelo antiquado, ineficaz e pouco competitivo. Esta opção retira capacidade ao SNS para atrair e fixar médicos e compromete a sua sustentabilidade”, acrescenta.
“O respeito pelas carreiras médicas traduz-se em cumprimento de prazos e previsibilidade profissional”, defende no comunicado.

No caso das 350 vagas anuais para assistente graduado sénior, compromisso assumido entre o SIM e o Governo até 2028, o Sindicato exige abertura no início de cada ano e conclusão sem atrasos injustificados, afirmando que “as promessas só adquirem valor quando se concretizam”.
“Esta falta de previsibilidade acaba ainda por demover médicos que ponderariam ingressar no SNS num local secundário, com a expectativa de posteriormente se aproximarem do destino pretendido através de concursos de mobilidade, de sequer arriscarem esse ingresso, deixando necessidades por suprir”, realça.
O SIM afirma que “os concursos médicos são o pilar da fixação dos médicos no SNS, fundamentais para a organização dos serviços e para uma afetação eficiente dos recursos humanos”
“A inexistência de concursos transparentes e previsíveis está a destruir a capacidade do SNS de reter profissionais. Um sistema que não é previsível não consegue fixar médicos, planear equipas nem dar estabilidade aos serviços”, conclui.

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