Notícias da Saúde em Portugal 785

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Recolha voluntária do medicamento Bilaxten (bilastina), 6 mg-ml, colírio

INFARMED I.P.

A empresa Faes Farma Portugal, S.A. irá proceder à recolha voluntária dos lotes n.º 313170B, com a validade 01/2027 e n.º 341790B, com a validade 01/2028 do medicamento Bilaxten (bilastina), 6 mg/ml, colírio, nº de registo 5843834 - frasco de 5 ml, por ter sido detetado partículas visíveis na solução dos respetivos colírios. 

Assim, o Infarmed determina a suspensão imediata da distribuição destes lotes.

Face ao exposto:

-  As entidades que possuam este lote de medicamento em stock não o podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

-  Os doentes que estejam a utilizar medicamentos pertencentes a este lote não devem interromper o tratamento. Logo que possível, devem solicitar a substituição por outro lote ou pedir ao médico ou farmacêutico a indicação de um medicamento alternativo.

OMS anuncia vacina da gripe 2026-2027 e prepara resposta à gripe aviária

TVI Notícias

Especialistas analisaram os vírus da gripe que circulam nos animais, particularmente aqueles que causaram infeções em seres humanos, que continuam a ser “uma preocupação significativa” devido ao seu potencial de causar pandemia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, na passada 6ª feira, recomendações para a composição da vacina contra a gripe 2026-2027 no hemisfério norte e propôs desenvolver uma proteção contra o vírus da gripe aviária H9N2, caso surja risco de pandemia.

A composição da próxima vacina da gripe incluirá os vírus A(H1N1)pdm09, A(H3N2) e B/Victoria, anunciou a OMS em comunicado, após uma reunião de quatro dias em que foram analisados dados globais de vigilância da gripe e em que os especialistas recomendaram o desenvolvimento de um novo vírus candidato a vacina (CVV), o A(H9N2), que poderia ser usado rapidamente para fabricar vacinas se surgisse uma ameaça pandémica.

“Desde 23 de setembro de 2025, após a última consulta, 25 infeções humanas por gripe zoonótica foram notificadas à OMS por seis países. A maioria desses casos havia sido exposta a animais infetados ou a ambientes contaminados com vírus da gripe”, mas não foi relatada transmissão entre seres humanos, refere a autoridade de saúde.

“Temporada após temporada, os vírus da gripe em constante evolução circulam globalmente, mostrando-nos como o nosso mundo está interligado. Riscos partilhados exigem ações partilhadas”

Defendeu o diretor-geral da OMS - Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A gripe sazonal (influenza) é uma infeção respiratória aguda causada por vírus influenza, comum em todas as partes do mundo, causando cerca de 3 a 5 milhões de casos graves e entre 290.000 a 650.000 mortes respiratórias anualmente, na sequência de um total estimado de mil milhões de casos por ano.

Em agosto de 2025, surgiu uma variante notavelmente diferente do vírus A(H3N2) que se espalhou rapidamente por todo o mundo, contribuindo para um início mais precoce da época da gripe em muitos países, com vários a registarem níveis de atividade superiores ao habitual.

No geral, os vírus da gripe A foram predominantes, com outras variantes de A(H3N2) e A(H1N1) também registadas. Foram detetados baixos níveis de vírus da gripe B (linhagem B/Victoria), sem casos de vírus da linhagem B/Yamagata registados desde março de 2020, refere a OMS.

As recomendações da OMS são utilizadas por agências reguladoras nacionais de vacinas e empresas farmacêuticas em todo o mundo para desenvolver, produzir e licenciar vacinas contra a gripe para a próxima temporada de gripe.

“Isso garante que as vacinas sejam compatíveis com os vírus que se espera que circulem, oferecendo a melhor proteção possível contra doenças graves e morte”

sublinha a OMS

A FDI destaca a saúde oral como uma prioridade fundamental de saúde pública na EB158

O Jornal Dentistry

Na EB158, a FDI elogiou o compromisso dos Estados-Membros com a saúde oral após a adoção da Declaração Política da HLM4 e abordou a integração da APS, o investimento nos profissionais de saúde e muito mais!

A 158ª sessão do Conselho Executivo da OMS (EB158) foi realizada em Genebra, na Suíça, de 2 a 6 de fevereiro. Os participantes incluíram Estados-Membros, observadores de agências relevantes das Nações Unidas (ONU) e atores não estatais, incluindo representantes de associações profissionais, academia, sociedade civil e fundações filantrópicas. Os peritos técnicos do Secretariado da OMS apresentaram as atualizações mais recentes sobre o seu trabalho e prestaram orientação e esclarecimentos durante os debates.

Ao longo de cinco dias, os Estados-Membros da OMS abordaram uma agenda composta por 53 itens e subitens, incluindo doenças não transmissíveis (DNT) e saúde mental, doenças raras, doenças tropicais negligenciadas, resistência antimicrobiana (RAM), cobertura universal de saúde, cuidados de saúde primários e vários outros temas que exigem uma resposta internacional coordenada.

A FDI reconhece o compromisso sem precedentes dos Estados Membros com a saúde oral.

Através da sua declaração, a FDI elogiou os Estados-Membros por reconhecerem a saúde oral na Declaração Política da 4ª Reunião de Alto Nível e reafirmou o seu compromisso de apoiar os Estados-Membros na tradução deste reconhecimento em ações concretas.

A declaração das FDI sobre este ponto da agenda chamou a atenção para as doenças orais que afetam desproporcionalmente as populações vulneráveis ​​e carenciadas. Deu ainda nota de que a maioria das doenças orais são preveníveis e tratáveis ​​através dos cuidados primários e fez um apelo a todas as partes interessadas para que priorizem a saúde oral nas reformas em curso dos Cuidados de Saúde Primários.

Próximos passos?

A EB158 definiu a direção política para a 79ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS79), a convocar em maio de 2026. Entretanto, o Secretariado da OMS abordará as recomendações dos Estados-Membros dentro das restrições financeiras e de recursos humanos existentes. A avaliação da capacidade institucional continua a ser uma consideração importante, dado que os debates sobre o mandato, o financiamento e a proposta de valor da OMS prosseguem.

A participação nos processos do Conselho Executivo e da Assembleia Mundial da Saúde permite às FDI, aos seus membros e parceiros monitorizar a evolução das políticas, contribuir com conhecimentos técnicos durante as consultas e reforçar a prestação de contas a nível nacional e regional. A FDI participará ativamente na AMS79 para sustentar e reforçar o compromisso político com a agenda global da saúde oral.

Tratamento inovador para a depressão na gravidez e no pós-parto desenvolvido em Coimbra

SIC Notícias

O tratamento tem a duração de dez semanas e "inclui 30 minutos de estimulação cerebral associada a um conjunto de exercícios oferecidos pela aplicação, integrados numa intervenção psicológica cognitivo-comportamental breve". Esta intervenção será disponibilizada pela primeira vez em Portugal na Unidade Local de Saúde em Coimbra.

Uma equipa de investigação, liderada pela Universidade de Coimbra (UC), está a estudar a viabilidade e a aceitabilidade de um tratamento não invasivo e sem recurso a medicamentos para a depressão na gravidez e no pós-parto em Portugal.

"Este tratamento resulta da combinação da estimulação elétrica transcraniana de baixa intensidade (tDCS) com uma intervenção psicológica, de base cognitivo-comportamental, suportada por uma aplicação móvel"

Refere a Universidade de Coimbra

Como funciona o tratamento

Segundo Ana Ganho Ávila, docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, o tratamento tem a duração de dez semanas, com cinco sessões nas primeiras três e nas sete semanas seguintes três sessões.

"Cada sessão inclui 30 minutos de estimulação cerebral associada a um conjunto de exercícios oferecidos pela aplicação, integrados numa intervenção psicológica cognitivo-comportamental breve"

Ana Ganho Ávila - Investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental.

A especialista revela ainda que "a tDCS é uma técnica não invasiva e não farmacológica que permite modular a atividade neuronal, tornando determinadas áreas do cérebro mais ou menos excitáveis" e atua diretamente no funcionamento dos neurónios, "sendo uma técnica segura e indolor quando utilizada sob supervisão médica".

A intervenção já foi testada no Reino Unido "com resultados encorajadores" e a equipa da UC acredita que "será uma oportunidade importante para alargar o leque terapêutico existente no Serviço Nacional de Saúde para grávidas e mulheres a amamentar com sintomatologia depressiva que procuram alternativas não farmacológicas", adianta a docente.

A facilidade de utilização em casa e o facto de ser uma alternativa não farmacológica são alguns aspetos positivos destacados pelas participantes do estudo no Reino Unido, que apresentaram, por exemplo, melhorias no humor, nos sintomas depressivos, no sono e no bem-estar geral, algumas após poucas semanas de utilização.

No contexto português, a equipa já realizou um estudo com um grupo focal de mulheres com história de sintomatologia depressiva e profissionais de saúde perinatal para aferir a aceitabilidade do tratamento, a que se seguiu a formação da equipa de psiquiatras e psicólogos clínicos da Maternidade Bissaya Barreto que vão implementar o tratamento.

Neste momento, decorre a implementação do tratamento junto de 40 mulheres grávidas ou no período pós-parto.

"Através deste estudo observacional vamos analisar a viabilidade deste tratamento combinado junto de mulheres que são acompanhadas na Maternidade Bissaya Barreto", destaca Ana Ganho Ávila.

Para o presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra, Francisco Maio Matos, a "resposta à saúde mental materna é cada vez mais urgente e Coimbra é uma referência nesta área".

"Este projeto é um contributo importante, que possibilita à ULS de Coimbra disponibilizar às suas utentes grávidas e no pós-parto acesso a uma intervenção inovadora e não invasiva", frisa.

A investigação decorre no âmbito do projeto 4MUMs, liderado pelo Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental.

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