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Notícias da Saúde em Portugal 792
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DSG atualiza norma: primeira consulta de gravidez deve ser realizada antes das 10 semanas
SIC Notícias
As grávidas devem ter acesso a uma primeira consulta até às nove semanas e seis dias de gestação, preferencialmente nos cuidados de saúde primários, segundo uma norma que define novas regras para consultas e acompanhamento da gravidez.
A Direção-Geral da Saúde atualizou a norma referente à organização dos cuidados de saúde na preconceção, gravidez e puerpério, estabelecendo novos prazos para a primeira consulta da gravidez, ajustando critérios de avaliação do risco gestacional e clarificando os circuitos de referenciação entre níveis de cuidados.
"Esta revisão assegura maior qualidade, segurança e equidade no acompanhamento das mulheres durante todo o percurso materno".
Segundo a norma, "todas as mulheres grávidas devem ter acesso a uma primeira consulta da gravidez até às nove semanas e seis dias de gestação".
Na gravidez de baixo risco, a referenciação da grávida para a consulta hospitalar de termo ocorre até às 34 semanas e seis dias de gestação, devendo a consulta realizar-se entre as 37 semanas e as 39 semanas e 6 dias de gestação.
Caso haja fatores de risco, a consulta deve realizar-se mais precocemente.
Nestas consultas, as mulheres em que é identificado risco gestacional devem ser referenciadas para unidades hospitalares com cuidados obstétricos.
A avaliação do risco gestacional contempla a informação obtida a partir da história clínica (incluindo aspetos demográficos, culturais e socioeconómicos) e de exames laboratoriais e imagiológicos.
"A referenciação para consulta hospitalar pode ser, a todo o momento, ajustada para um hospital de nível diferente do que a inicial, de acordo com a avaliação do médico especialista em obstetrícia e ginecologia, em cada contacto com a grávida", lê-se na norma.
Já as mulheres que planeiam engravidar devem ter acesso a uma consulta pré-concecional, num prazo máximo de 90 dias após a sua solicitação.

As unidades de saúde onde decorrem consultas pré-concecionais e/ou consultas da gravidez devem disponibilizar materiais informativos escritos sobre a gravidez, incluindo modificações fisiológicas, alimentação, rastreios e exames recomendados, hábitos e estilos de vida saudáveis, planeamento do parto, aleitamento materno, sinais e sintomas de alarme que devem motivar uma observação presencial não programada nos cuidados de saúde.
"As informações constantes nos materiais informativos escritos devem ser reforçadas e complementadas nas interações com os profissionais de saúde ao longo da gravidez".
A norma recomenda evitar a vigilância da gravidez em simultâneo por mais do que uma equipa de saúde, para não haver duplicação de atos clínicos e haver consistência nos aconselhamentos prestados.
A linha "SNS 24 - Grávida" e as unidades de saúde devem informar o horário e o local onde as grávidas podem ter acesso a cuidados de saúde não programados, nomeadamente em consulta aberta nos cuidados de saúde primários, consulta aberta hospitalar de obstetrícia e ginecologia, urgências hospitalares de obstetrícia e ginecologia.
Segundo a norma, todos os profissionais de saúde intervenientes nos cuidados de saúde, programados e não programados, na preconceção, gravidez e puerpério, são responsáveis pela transmissão de informação clínica essencial à continuidade e à transição dos cuidados.
Para este efeito, em cada interação com a mulher, os profissionais de saúde devem assegurar o preenchimento correto do Boletim de Saúde da Grávida, ou o seu equivalente informático.
Sociedades científicas alertam para aumento de doentes que não cumprem medicação
OBSERVADOR
Cerca de 7 em cada 10 doentes crónicos afirmam não ter qualquer receio de que a sua doença se descontrole ou agrave, "por se tratarem de doenças silenciosas", segundo dados do estudo.
Diversas sociedades científicas alertaram na passada quarta-feira para o aumento dos doentes que não cumprem a medicação e omitem a informação do médico, sobretudo os mais novos, porque julgam ter menor risco, pedindo maior aposta na literacia.
De acordo com um estudo realizado em parceria com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) e Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), entre outros, um em cada três doentes que falha a toma da medicação não diz ao médico por não achar relevante (57%).
“Eu achava que, muitas vezes, as pessoas não diziam com medo de que houvesse uma reprimenda, no fundo, naquele papel ainda antigo do médico que vigia. Mas não é só esse o facto”, disse à Lusa o presidente da SPA, Francisco Araújo, acrescentando: “São doenças que habitualmente não trazem sintomas (…) e são tão prevalentes que é quase como se fosse um quadro de normalidade”.
Alertou para a falsa normalidade, avisando que doenças como a aterosclerose ou a hipertensão “são fatores de risco para a doença cardiovascular” e que, como se trata de um processo de dura muitos anos, nas pessoas mais novas leva-as a pensar que têm um risco mais baixo do que na realidade têm.

O presidente da SPA sublinhou a importância da alfabetização e da literacia, exemplificando: “É como um banco, com vários pés — o papel do médico, da medicação e também o do doente. Quando um deles falha vai tudo ao chão”.
Disse que a etapa onde se obtém mais ganhos em saúde no que se refere à alfabetização é nas crianças e destacou a importância da literacia para “moldar o comportamento dos jovens” quanto aos fatores de risco das doenças crónicas, reconhecendo que é como “uma corrida de fundo”.
“Nós não estamos a tratar a hipertensão ou a dislipidemia muitas vezes para reduzir o risco no imediato.(..) Estamos a pensar para quando a pessoa chegar aos 60 ou 70 anos, que é a idade em que os pais muitas vezes também já tiveram complicações”, afirmou.
Em Portugal, o Dia Mundial da Adesão e as atividades ligadas a esta efeméride contam também com o apoio da Associação Nacional das Farmácias, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Portugal AVC, Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e Servier Portugal.
A conformidade como investimento: o que a clínica ganha quando decide cumprir bem
Jornal Dentistry
Quanto tempo por semana perde a gerir conformidade na sua clínica?
Cinco horas? Sete? Mais?
A maioria dos diretores clínicos nunca fez esta conta. Fazem-na quando o sistema falha — quando chega uma não conformidade em cima da hora, quando um documento está em falta, quando são eles os únicos que sabem onde está determinado registo.
O problema não é a burocracia em si. É o modelo: gerir conformidade de forma reativa, aos bocados, nas piores alturas.
Quando se sistematiza — com processos definidos e uma plataforma que avisa antes de haver problema — esse tempo quase desaparece. E não volta para a burocracia. Volta para as consultas, para a equipa, para pensar estrategicamente na clínica.
Há mais: uma clínica com licenciamento atualizado, processos documentados e histórico de conformidade demonstrável vale objetivamente mais. Numa eventual venda ou associação, isso traduz-se em poder negocial real. Com seguradoras e parceiros institucionais, abre portas que a improvisação fecha.
A conformidade tem um custo. Mas a não conformidade — o tempo perdido, os erros evitáveis, a reputação em risco, o valor que não se constrói — custa muito mais.
A pergunta não é se vale a pena cumprir bem. É quando se decide começar.
Na MedSUPPORT trabalhamos exclusivamente no apoio ao licenciamento e conformidade de unidades de saúde. Se quiser perceber o que a sua clínica tem a ganhar, estamos disponíveis para uma conversa inicial — sem formulários.
Leia o nosso mais recente artigo n’O Jornal Dentistry de março.
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Consulte aqui a edição completa de março d’ "O JornalDentistry"
SNS regista recorde de cesarianas em 2025 com Norte e Alentejo acima da média
TVI Notícias
REVISTA DE IMPRENSA | Entre os fatores apontados estão o aumento da idade materna, a obesidade, gravidezes de risco e o histórico de cesarianas anteriores
Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde registaram um novo máximo de cesarianas em 2025, com mais de 22 mil partos cirúrgicos, um aumento de 5% face ao ano anterior, noticia o jornal Público.
No total, as cesarianas representaram 33,2% dos partos no setor público, um valor que agrava a tendência dos últimos anos. A região Norte destacou-se pelos piores resultados, ultrapassando pela primeira vez as oito mil cirurgias, o equivalente a 36,2% dos partos. Também o Alentejo apresentou uma das taxas mais elevadas, com 38,9%.
Em Lisboa e Vale do Tejo, foram realizadas mais de oito mil cesarianas, correspondendo a 32,4% dos partos, enquanto o Algarve registou 35,1%.

Entre os fatores apontados estão o aumento da idade materna, a obesidade, gravidezes de risco e o histórico de cesarianas anteriores. A estes juntam-se constrangimentos no sistema de saúde, como a escassez de obstetras, encerramentos de urgências e maior recurso a médicos prestadores de serviços.
Os dados disponíveis no Portal do SNS dizem apenas respeito ao setor público. Ainda assim, Portugal mantém-se entre os países com taxas mais elevadas, num indicador considerado negativo para a qualidade dos cuidados de saúde.

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