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OMD apoia projeto de investigação em fotobiomodulação

OMD

A Ordem dos Médicos Dentistas vai apoiar o projeto de investigação “Fotobiomodulação como terapêutica de suporte na mucosite oral associada ao tratamento oncológico”. Durante uma visita ao Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (IPOFG), em Coimbra, no dia 23 de março, o bastonário da OMD destacou o valor desta iniciativa, considerando que se trata de “um excelente exemplo de afirmação e crescimento da medicina dentária na vertente hospitalar”.

Miguel Pavão reuniu-se com a equipa responsável pelo estudo, composta pelos médicos dentistas Miguel S. Costa e Paulo Guilherme Guimarães – que integram o Serviço de Estomatologia e Cirurgia Maxilofacial do IPOFG –, e conta ainda com o contributo de Luciana Lima Cardoso, Daniele Riêra Paschotto e Michelle Fechine Costa.

Inovação no tratamento

Segundo Miguel S. Costa, o projeto foca-se na utilização de laser de baixa intensidade para tratar a mucosite oral de forma não invasiva. “A ideia é utilizar a fotobiomodulação para a melhoria da mucosite sem recorrer ao tratamento farmacológico, permitindo o alívio de sintomas e garantindo que o doente possa continuar o seu tratamento oncológico”, clarificou o médico dentista.

Esta expectativa é partilhada pela diretora clínica desta unidade. “Embora o projeto esteja numa fase preliminar, esperamos que a introdução desta tecnologia proporcione resultados positivos, quer seja no tratamento, quer seja na recuperação destes doentes”, afirmou Ana Pais.

Resposta ao doente oncológico

Acompanhado por Augusta Silveira, membro do Conselho Geral da OMD, Miguel Pavão reuniu-se também com o Conselho de Administração para discutir a realidade do Serviço de Estomatologia e Cirurgia Maxilofacial no âmbito do rastreio e tratamento do cancro oral e do cancro da cabeça e pescoço.

Neste encontro, os representantes da Ordem ficaram a par do protocolo com a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, em vigor desde 2022, que permite a integração de alunos do Mestrado Integrado em Medicina Dentária.

A visita incluiu uma passagem pelo gabinete de medicina dentária para conhecer de perto o papel que os profissionais de saúde oral desempenham no acompanhamento multidisciplinar do doente oncológico.

No final, o bastonário sublinhou o “crescimento e afirmação do serviço de medicina dentária” no IPOFG e o facto de “participar ativamente na resposta ao doente oncológico”. Para Miguel Pavão, é uma prova “da necessidade de cuidados médico-dentários e o reconhecimento de que os médicos dentistas são capazes de integrar estas unidades e dar uma resposta capaz, útil e bem preparada”.

“A Ordem dos Médicos Dentistas está disponível para continuar a trabalhar neste sentido, ou seja, para que a medicina dentária e a sua vertente oncológica estejam cada vez mais presentes numa resposta centrada aos utentes”, sublinhou.

Da parte do IPOFG, a presidente do Conselho de Administração fez um “balanço extremamente positivo” da reunião com a comitiva da OMD.

Margarida Ornelas explicou que a estratégia clínica “assenta nas vertentes da humanização e do trabalho em equipas multidisciplinares de patologia, onde a presença e o contributo dos médicos dentistas são considerados muito relevantes”.

A responsável revelou ainda que o IPOFG está empenhado em reforçar esta valência e que a presença da OMD em Coimbra foi essencial para demonstrar as condições que estão a ser criadas e, sobretudo, a vontade de aumentar a resposta no âmbito da medicina dentária.

Esta expansão permitirá consolidar o papel dos médicos dentistas no acompanhamento do doente oncológico, garantindo uma resposta cada vez mais robusta e capaz.

IPO Porto alerta para diminuição de dadores e apela à doação de sangue

SIC Notícias

O Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto tem vindo a registar uma "tendência de diminuição anual" de dadores de sangue com quebras que podem atingir os 5% ao ano, disse esta sexta-feira a responsável do serviço de Imuno-hemoterapia.

Em declarações à agência Lusa, por ocasião do Dia Nacional do Dador de Sangue que se assinala esta sexta-feira, Maria Rosales disse que, desde a pandemia, "se tem verificado uma tendência de diminuição" todos os anos com "quebras de 'stock' e nas reservas".

"Felizmente, em eritrócitos não chegamos a esse ponto [recurso às reservas do Instituto Português do Sangue e da Transplantação]. Nesse aspeto, vamos sendo autossuficientes. Mas, em termos de plaquetas, que têm uma vida bastante reduzida, temos que gerir diariamente e, às vezes, sim, temos que recorrer ao instituto para colmatar em momentos pontuais esta falta", descreveu.

Em 2025, foram transfundidos no IPO do Porto 2.427 doentes, num total de 7.294 transfusões de eritrócitos e 4.834 transfusões de plaquetas.

De acordo com dados enviado à Lusa por este hospital oncológico, no ano passado o IPO do Porto registou um total de 8.603 dádivas de sangue.

Nesse período, foram ainda registados 1.385 novos dadores, dos quais 690 concretizaram a sua primeira dádiva efetiva na instituição.

No que diz respeito ao perfil etário, 949 dos dadores inscritos pertenciam à faixa entre os 18 e os 24 anos.

"Este grupo constitui uma prioridade estratégica para o IPO do Porto, tendo em conta a sua localização num polo universitário e a importância de promover a iniciação precoce à dádiva, bem como a fidelização destes jovens dadores", lê-se na informação enviada à Lusa.

Reforçando esta mensagem, a diretora do serviço de Imuno-hemoterapia do IPO do Porto contou que vai ser lançada hoje uma campanha desenvolvida em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) que visa aumentar e fidelizar o número de dadores de sangue entre os 18 e os 40 anos.

"O nosso objetivo é angariar dadores saudáveis jovens. A idade para poder doar sangue foi ampliada até aos 70 anos, caso a pessoa mantenha condições de saúde favoráveis, mas consideramos importante focar nos jovens, porque são os dadores do futuro".

Maria Rosales - Diretora do Serviço de Imuno-hemoterapia do IPO do Porto

A responsável contou que o mote da campanha - "Tu és o tipo de alguém" - procura estabelecer uma associação simbólica entre a dádiva de sangue e as aplicações de encontros e mostra que dar sangue é também um gesto de amor e altruísmo.

"Também tentaremos ultrapassar mitos e tabus e a ideia de que a dádiva de sangue é um processo longo e doloroso, o que não é verdade", acrescentou.

Citado no comunicado enviado à Lusa, o coordenador da campanha e docente da UTAD, Fábio Ribeiro, destacou "a experiência prática relacionada com a dádiva de sangue", considerando "cada vez mais decisivo para as universidades o desenvolvimento de competências em diálogo com instituições externas à sua missão académica, científica e pedagógica".

A campanha arranca esta sexta-feira e prolonga-se durante um ano, com diferentes iniciativas.

Está prevista a divulgação de conteúdos explicativos sobre o processo, bem como o jogo "Verdade ou Consequência", concebido como ferramenta informativa para garantir o acesso à informação médica precisa e cientificamente validada.

Uma das principais preocupações identificadas entre os jovens, pelos estudantes da UTAD, está relacionada com o receio de agulhas.

Para ultrapassar este fator inibidor, a campanha inclui sugestões para o momento da colheita, como a ingestão adequada de água e a disponibilização de uma 'playlist' no 'Spotify' com cerca de 10 minutos, o tempo médio da colheita, para ajudar os mais ansiosos a relaxar.

Mulheres com cancro do endométrio queixam-se de falta de apoio durante e após o tratamento

SaúdeOnline

Fadiga intensa, queda de cabelo e sofrimento emocional são três das principais dificuldades sentidas por mulheres com cancro do endométrio. Associação MOG - Movimento Oncológico Ginecológico apela a que sejam adotadas mais medidas de apoio.

Quase 30% das mulheres com cancro do endométrio sentem falta de mais tempo com os médicos para obter informação, de acordo com um estudo publicado no International Journal of Gynecological Cancer. O estudo envolveu 2.761 mulheres de 20 países – não incluiu Portugal – e baseou-se num questionário anónimo com 80 perguntas sobre sintomas, estado de saúde e bem-estar, analisou mulheres em três fases distintas da doença: tratamento inicial, tratamento após recaída e fase de seguimento.

Os resultados mostraram que grande parte das doentes continua a apresentar sintomas ao longo de todo o percurso da doença. Durante o tratamento, cerca de dois terços das mulheres reportaram sintomas ativos (64,8% durante a primeira linha e 68,4% após recaída), sendo a fraqueza o sintoma mais frequente, seguido da dor nos casos em tratamento ativo. Mesmo após o tratamento, 42,6% das mulheres em seguimento continuam a apresentar sintomas.

“Esta realidade é universal e este estudo evidencia claramente que a fadiga, o sofrimento emocional e alguns efeitos secundários têm um peso enorme na vida das doentes, mesmo após o fim dos tratamentos”, enfatiza Cláudia Fraga, presidente da Associação MOG – Movimento Oncológico Ginecológico.

Entre os efeitos secundários mais difíceis de gerir destacam-se a fadiga, a queda de cabelo e os problemas gastrointestinais, além disso 28,8% das inquiridas referem precisar de mais tempo com os médicos para obter informação, 26,8% gostariam de ter melhores estratégias para prevenir a queda de cabelo e 24% para reduzir a fadiga. A presidente da MOG sublinha, por isso, que “estes dados reforçam a necessidade de uma abordagem integrada da doente, que inclua não só o tratamento oncológico, mas também a gestão ativa dos sintomas, o apoio psicológico e o exercício físico ao longo de toda a jornada da doença”.

O cancro do endométrio é o tumor ginecológico mais frequente e, embora cerca de 80% dos casos sejam diagnosticados em fases precoces, uma proporção significativa de mulheres enfrenta desafios físicos e emocionais persistentes.

MedSUPPORT | Testemunho da semana

“A MedSUPPORT é uma empresa de confiança. Sabem muito bem o que fazem. Eficácia e alto nível de profissionalismo. O nosso projecto de clínica Algarve Dental Implants em Albufeira, foi desenvolvido em conjunto com a MedSUPPORT. Todo o processo de obras e legalização da clínica, demorou um ano e meio desde projecto até finalização da obra. Na minha perspectiva, tempo recorde. Nunca imaginei que tal pudesse ser tão simples e fluído. Continuamos a nossa parceria naturalmente para apoio na manutenção de licenciamento. Recomendo a 300% esta empresa. Não houve qualquer incidente com absolutamente ninguém da empresa nem parcerias em obras, direcionadas pela MedSUPPORT.”

Dra. Manuela Rodrigues - Worldetails, Lda. - Albufeira

Falta de medicamentos em hospitais. IPO pede fármacos emprestados quase diariamente

RTP Notícias

Faltam medicamentos em alguns hospitais de Lisboa, levando a que estejam a ser pedidos a outros hospitais do Porto, Faro ou Évora para garantirem o tratamento de doentes. No caso do IPO a lista é extensa e vai desde o paracetamol a fármacos para o cancro.

Desde janeiro, é raro o dia em que o IPO de Lisboa não pede medicamentos a outras unidades de saúde. Na lista de quarta-feira, a que a RTP teve acesso, são 17, desde paracetamol a medicamentos para o cancro.

Os profissionais denunciam haver já racionamento de tratamentos, mas à RTP a instituição garante não haver qualquer interrupção e que estes pedidos acontecem entre unidades da rede, com o IPO a emprestar também até a privados.

"Os empréstimos entre unidades de saúde do SNS constituem um mecanismo pontual sempre que existe a necessidade de antecipar potenciais problemas de disponibilidade, decorrentes de diversos fatores”, garantiu. “Assim, um pedido dirigido a outra instituição não traduz uma situação de rutura de medicamento ou falha assistencial, mas uma gestão preventiva de necessidades enquanto se assegura o reforço de stock".

Também em declarações à RTP, responsáveis das unidades locais de Saúde lembram que sem compras centralizadas não há previsibilidade e as aquisições são afinal mais pequenas e mais caras. Já a direção dos Serviços Partilhados esclarece que está em funções há apenas 26 dias úteis, com a central de compras a manter a mesma equipa.

Aviso n.º 6791/2026/2, de 26 de março

DIÁRIO DA REPÚBLICA

SUMÁRIO

Consulta pública do projeto de alteração ao Regulamento n.º 724/2024 de 05.07 ― Regulamento de Acesso à Competência Setorial de Sedação Mínima Inalatória com Protóxido de Azoto e Oxigénio em Medicina Dentária.

TEXTO

Aviso n.º 6791/2026/2

A Ordem dos Médicos Dentistas torna público, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 4.º do Estatuto da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), artigo 17.º da Lei n.º 2/2013 de 10 de janeiro e do n.º 1 do artigo 101.º do Código de Procedimento Administrativo, dar início ao período de consulta pública do projeto de alteração ao Regulamento n.º 724/2024 de 05.07 relativo ao acesso à Competência Setorial de Sedação Mínima Inalatória com Protóxido de Azoto e Oxigénio em Medicina Dentária, pelo período de 30 (trinta) dias úteis contados da data da publicação do presente aviso.

As propostas devem ser remetidas para o seguinte endereço eletrónico: [email protected].

Proposta de alteração ao regulamento de acesso à Competência Setorial de Sedação Mínima Inalatória com Protóxido de Azoto e Oxigénio em Medicina Dentária

Preâmbulo

Após a publicação do Regulamento n.º 724/2024 de 05.07 relativo ao acesso à Competência Setorial de Sedação Mínima Inalatória com Protóxido de Azoto e Oxigénio em Medicina Dentária foi proposto ao Conselho Diretivo pelos membros da então comissão constitutiva de acesso à competência setorial de sedação mínima inalatória com protóxido de azoto e oxigénio em medicina dentária alterar os requisitos de acesso à referida competência setorial no âmbito do processo especial, densificando os requisitos de formação e experiência clínica que poderão ser considerados para efeitos do acesso à competência no âmbito do processo especial e, ainda, acrescentando como requisito de acesso a certificação do candidato em suporte básico de vida. O Conselho Diretivo acolheu introduzir as propostas de alteração apresentadas na reunião de 7 de fevereiro de 2026. O projeto de alteração ao regulamento será colocado, nos termos e para os efeitos do previsto no n.º 1 do artigo 4.º do EOMD, artigo 17.º da Lei n.º 2/2013 de 10 de janeiro e artigo 101.º do Código de Procedimento Administrativo, em consulta pública, pelo prazo de 30 (trinta) dias úteis, seguindo-se a aprovação da alteração do regulamento pelo Conselho Diretivo, após a ponderação das sugestões que forem apresentadas nessa sede.

Artigo 1.º

Alteração ao artigo 7.º do Regulamento de Acesso à Competência Setorial de Sedação Mínima Inalatória com Protóxido de Azoto e Oxigénio

O artigo 7.º do Regulamento de Acesso à Competência Setorial de Sedação Mínima Inalatória com Protóxido de Azoto e Oxigénio publicado como Regulamento n.º 724/2026 de 05.07.2024 passa a ter a seguinte redação:

«Artigo 7.º

[...]

1 - Será aberto um processo especial de acesso único para admissão de candidatos que cumpram com os requisitos de acesso a seguir fixados.

2 - Os requisitos de acesso ao processo especial da competência setorial são os que constam das alíneas a) e b) do artigo 3.º e ainda os seguintes:

a) Formação:

i) Formação organizada em Instituições de Ensino Superior reconhecidas, contendo programas contínuos, que agreguem formação nacional ou estrangeira, nos limites mínimos de (dois) anos a tempo inteiro, ou 2000 horas a tempo inteiro ou parcial na área das especialidades de Odontopediatria ou Cirurgia Oral que incluam formação teórica e prática clínica de Sedação Mínima Inalatória com Protóxido de Azoto e Oxigénio, ou

ii) 70 (setenta) horas de formação teórico-prática em Sedação Mínima Inalatória com Protóxido de Azoto e Oxigénio das quais, no mínimo, 35 (trinta e cinco) horas terão de ser obrigatórias de prática clínica, consideradas enquanto conjunto de eventos de cariz científico na área da competência, desde que organizados ou reconhecidos por instituições de ensino superior, sociedades científicas ou entidades idóneas e experiência comprovada, através da apresentação de 10 (dez) casos clínicos tratados pelo candidato, nos termos e áreas definidos no artigo 5.º

b) Certificação em suporte básico de vida.

3 - [...]

4 - [...]

5 - [...]»

Artigo 2.º

Entrada em Vigor

A presente alteração entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação no Diário da República.

13 de março de 2026. - O Presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão.

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