- MedSUPPORT.News
- Posts
- Notícias da Saúde em Portugal 809
Notícias da Saúde em Portugal 809
As notícias diárias à distância de um clique - sempre às 12:00h


Nanopartícula desenvolvida em Espanha pode abrir um caminho contra o cancro
JN
Uma nanopartícula desenvolvida na Universidade Politécnica de Valência pode abrir um novo caminho no tratamento contra o cancro, ao restaurar a comunicação entre células tumorais e imunitárias.
O estudo, publicado na revista científica Advanced Materials, nota que ao ser possível restaurar a comunicação entre células imunitárias (glóbulos brancos) e as tumorais, permite às primeiras reconhecerem e eliminarem as células tumorais, afirmou este sábado a Universidade de Valência, em comunicado citado pela agência de notícias espanhola Efe.
Essa comunicação entre células é geralmente perdida nos tumores, devido a mecanismos de evasão imunológica, com esta nanopartícula desenvolvida em Valência a abrir uma nova via de tratamento contra o cancro, explicou.

Esta nanopartícula desenvolvida pela equipa liderada pelo investigador Ramón Martínez Máñez é inspirada nos anticorpos biespecíficos, ferramenta de imunoterapia usada para tumores relacionados com o sangue e sistema linfático, mas que apresenta desvantagens como um processo de produção complexo, eficácia limitada e efeitos colaterais adversos.
Ao invés desses anticorpos, a nanopartícula agora desenvolvida é de fácil produção, adapta-se a vários tipos de cancro e tem uma vida útil mais longa no organismo, permitindo uma maior eficácia nos tumores e menor risco de efeitos colaterais, afirmou a Universidade Politécnica de Valência.
Estas nanopartículas, com duas faces que possuem propriedades físicas ou químicas diferentes (tal como os anticorpos biespecíficos), conseguem permanecer na célula tumoral e exibir a sua outra face aos glóbulos brancos, atuando como uma ponte que facilita a morte da célula cancerígena.
"Essa eficácia superior pode ser atribuída à sua capacidade de restaurar a comunicação entre o sistema imunológico e o tumor".
De acordo com a equipa de investigação, embora o estudo se tenha concentrado em melanomas metastáticos, a tecnologia poderá ser facilmente adaptada a outro tipo de tumores sólidos ou hematológicos (relacionados com o sangue, medula e sistema linfático).
A equipa da Universidade Politécnica de Valência está a trabalhar na validação da tecnologia para o tratamento de tumores sólidos mais complexos, em que a imunoterapia apresenta resultados limitados.
"Estas nanopartículas exibem maior estabilidade e capacidade de se concentrarem em áreas tumorais, e espera-se que alcancem bons resultados nos tumores mais desafiantes", explicaram os investigadores.
De acordo com a Universidade, além da ponte que estabelece entre células, a nanopartícula também pode carregar fármacos, combinando diferentes estratégias de terapêutica num único sistema.
Recolha de lotes dos medicamentos Visipaque 320, Iodixanol e Omnipaque 350, Io-hexol
INFARMED I.P.
Circular Informativa n.º 036/CD/550.20.001 de 01/04/2026
Por terem sido detetadas partículas nas embalagens de acondicionamento primário de polipropileno de 100 mL, o Infarmed ordena a recolha dos lotes n.º 17244652 (validade 26/07/2028) e n.º 17303308 (validade: 15/08/2028) do medicamento Visipaque 320, Iodixanol, 652 mg/mL, Solução injetável, com o número de registo 5850813, e dos lotes n.º 17277208 (validade: 25/07/2028) e n.º. 17340558 (validade: 30/11/2028) do medicamento Omnipaque 350, Io-hexol, 755 mg/mL, Solução injetável, com o número de registo 5850920, do titular de autorização de introdução no mercado Satis-Radioisótopos e Protecções Contra Sobretensões Eléctricas, Lda.

Face ao exposto, e atendendo a que este medicamento é utilizado apenas em meio hospitalar, as entidades que dele disponham não o poderão vender ou administrar, devendo proceder à sua devolução.
Consulte os documentos aqui.
Médicos lusófonos querem mais divulgação pública da doença falciforme
OBSERVADOR
Considerada a doença global mais negligenciada pela revista Lancet, a falciforme atinge sobretudo afrodescendentes e está a aumentar em Portugal. Não é rara, não tem cura, mas tem tratamento.
A Aliança Lusófona de Especialistas para a Doença Falciforme (Alua) defendeu, em Díli, uma maior divulgação pública daquela doença principalmente em Portugal, onde os casos aumentaram nos últimos anos.
“Os números que foram publicados no ano passado dizem que uma em cada 1.000 crianças da região de Lisboa já nasce com a doença falciforme e duas em cada dois mil nascimentos no resto do país. Isto significa que não é uma doença rara”, disse à Lusa o médico Guilherme Queiroz, da Alua.

A doença falciforme, que já pode ser detetada através do teste do pezinho, é uma doença de sangue, genética, que se carateriza por uma alteração ao glóbulo vermelho, que fica com a forma de uma foice, dificultando a circulação sanguínea e que provoca dores intensas, anemia e danos nos órgãos.
“É uma doença cada vez mais frequente em Portugal, mas também em outros países, devido ao aumento das taxas de natalidade, por exemplo nos PALOP, [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa], e a que tem de se dar visibilidade para dar a melhor condição de vida às crianças e, felizmente, também a adultos”.
A doença não tem cura, mas segundo médico português, se as pessoas forem tratadas desde a primeira idade podem ter uma esperança média de vida semelhante à de um adulto normal.
Originária do continente africano, a doença pode ser encontrada no continente americano, principalmente no Brasil, na Índia e também na Europa.
Guilherme Queiroz, pesquisador do ISGlobal, da Universidade Pompeu Fabra (Barcelona) e do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da Universidade de Coimbra, explicou também que a Alua foi criada porque a doença falciforme é “muito negligenciada”.
“A famosa revista Lancet, há dois anos, publicou um artigo a dizer que era a doença global mais negligenciada”, salientou.
Segundo o médico, aquilo acontece, primeiro porque é uma doença genética e por isso não é contagiosa ou transmissível e depois porque é caraterística de uma população pouco visível, que é a “população afrodescendente ou africana”.
Politécnico de Coimbra vai ter equipamento único no país na área da radioterapia
SIC Notícias
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) vai ter um equipamento que ainda não existia em qualquer escola de saúde de Portugal. O novo recurso possibilita realizar uma simulação tridimensional e interativa do tratamento em radioterapia.
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) anunciou que investiu num equipamento de simulação de radioterapia único no país, que permite acompanhar virtualmente as diferentes fases do tratamento oncológico.
O equipamento será apresentado na próxima semana e irá reforçar a componente prática dos cursos de licenciatura, mestrado, pós-graduações e micro credenciações da escola.
Desta forma, estudantes e profissionais poderão "desenvolver e consolidar competências, aplicando-as em contexto clínico através de uma experiência prática mais completa e realista".
Segundo a ESTeSC-IPC, o equipamento permite realizar uma simulação tridimensional e interativa do tratamento em radioterapia, recriando ambientes de treino altamente realistas.

Equipamento com óculos de realidade virtual
O seu manuseamento é feito "com comandos reais e, através de óculos de realidade virtual, os utilizadores acedem a imagens médicas em contexto simulado, o que favorece o desenvolvimento de competências técnicas e clínicas com elevados padrões de segurança e qualidade formativa".
Apesar de ter investido neste equipamento, que ainda não existia em qualquer escola de saúde de Portugal, a ESTeSC-IPC garantiu que "a prática em contexto real continuará a integrar o percurso formativo dos estudantes".
À semelhança do que tem acontecido até agora, "o processo de aprendizagem prática continuará a desenvolver-se em três etapas", nomeadamente simulação na escola, simulação entre pares e ensino clínico.
"A principal diferença reside no reforço da preparação prévias à prática clínica, uma vez que os estudantes passam a dispor de melhores condições e facilidade de acesso ao treino de simulação, aspeto particularmente relevante na área da radioterapia, devido à utilização de radiação ionizante".
Vai permitir também "simulações na ótica do doente"
Este equipamento permitirá também "realizar simulações na ótica do doente, com o objetivo de esclarecer sobre a forma como procedimento decorre, diminuindo assim a ansiedade pré-tratamento oncológico".
O presidente da ESTeSC-IPC, Graciano Paulo, realçou o "investimento muito significativo e transversal aos vários cursos em tecnologia de ponta, nomeadamente em equipamentos de simulação clínica", que reforça, "de forma decisiva, a qualidade dos processos de ensino aprendizagem".

Obrigado por ler a medsupport.news.
A equipa da MedSUPPORT.
p.s. Se gostou desta newsletter, partilhe-a com os seus amigos e colegas! Todos podem subscrever aqui a medsupport.news.
Reply