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Notícias da Saúde em Portugal 820
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OM publica inquérito dedicado aos profissionais de Saúde sobre “Medicamento e Ambiente”
OM
A presença do medicamento no meio ambiente é hoje uma realidade emergente, existindo pouca evidência da percepção dos Profissionais de Saúde sobre este facto. Neste contexto, o objetivo do presente inquérito é recolher e registar o nível de conhecimento e as atitudes profissionais sobre a temática “medicamento/meio ambiente”.
Questionário aprovado pela comissão de ética (CEISH), anónimo e com duração aproximada de 10 minutos. Para o esclarecimento de qualquer dúvida poderá contactar através do e-mail: [email protected]

Aceda AQUI ao formulário de inquérito.
Regulador mandou suspender atividade em 19 estabelecimentos de saúde ligados à estética
DN
Decisão de suspender a atividade acontece porque na maioria dos casos foram identificados profissionais a realizarem na área da estética procedimentos para os quais não estavam habilitados.
A Entidade Reguladora da Saúde mandou suspender a atividade em 19 estabelecimentos de cuidados de saúde em três anos, na maioria por ter identificado profissionais a realizar na área da estética procedimentos para os quais não estavam habilitados.
Dados enviados à Lusa indicam ainda que, no ano passado, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) emitiu “ordens de inibição” da prática de cuidados de saúde a quatro estabelecimentos que já tinham sido alvo de ações de fiscalização, um “aumento significativo” relativamente a 2024, quando ocorreu um único caso.
A ERS explica igualmente que, algumas das denúncias que tem recebido dizem respeito a entidades que já tinham antes sido alvo de processo e adianta que há "casos atualmente em investigação".
Esta informação surge no dia em que é lançada uma campanha para alertar os consumidores para os riscos de recorrer, para procedimentos estéticos, a espaços que não cumprem os requisitos legais e de segurança, onde muitas vezes são atendidos por profissionais que, mesmo não estando habilitados, aplicam toxina botulínica (botox) ou fazem preenchimentos injetáveis com ácido hialurónico.
Na informação enviada, a ERS explica que a suspensão de atividade é uma das medidas cautelares que pode aplicar quando, nas fiscalizações que faz, deteta irregularidades ou ilegalidades no funcionamento dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, o que pode provocar “prejuízo grave e irreparável, ou de difícil reparação”, para a saúde e segurança pública dos utentes.
Um dos exemplos – que é o foco desta campanha conjunta da ERS, Infarmed, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e Direção-Geral do Consumidor (DGC) - é a prática de cuidados de saúde por profissionais não habilitados, especificamente procedimentos de estética faciais.
Desde 2019 a ASAE recebeu 521 denúncias, cinco delas já este ano, relacionadas com a alegada prática de atos médicos por pessoas não habilitadas, muitas delas associadas a estabelecimentos de estética, cabeleireiros, institutos de beleza, barbearias e clínicas médicas. O organismo instaurou mais de 240 processos-crime por usurpação de funções relacionados com atos médicos praticados por pessoas não habilitadas.
Consoante os casos, pode decretar-se suspensão total ou parcial da atividade de saúde, por um determinado período de tempo e, aqui, a entidade responsável pelo estabelecimento deve aplicar as medidas corretivas adequadas para eliminar o perigo para a saúde e segurança dos utentes. Se isso se confirmar, a atividade pode ser retomada.
Contudo, a ERS esclarece igualmente que, decorrente da sua intervenção, por vezes, as entidades visadas suspendem voluntariamente a atividade de saúde que prestavam indevidamente.
Para que o cidadão tenha a certeza de que o estabelecimento escolhido está a funcionar regularmente, a ERS aconselha a que de verifique se tem cartão e registo emitido pelo regulador (deve estar afixado em local visível para os utentes), assim como licença de funcionamento para os tipos de atividades que desenvolve, onde deve constar a identificação do diretor clínico.

O espaço deve ainda ter livro de reclamações e profissional habilitado para as atividades que desenvolve: no caso da aplicação de ‘botox’ e ácido hialurónico, devem ser médicos ou médicos dentistas, inscritos nas respetivas ordens profissionais.
“Antes da realização efetiva do procedimento, o utente pode solicitar ao profissional a visualização da respetiva cédula profissional, confirmando a sua habilitação à prática daqueles atos”, acrescenta.
Para verificar se o espaço está registado na ERS, o utente poderá consultar o site do regulador (https://ers.pt/pt/prestadores/servicos/pesquisa-de-prestadores/.), onde tem informação sobre os serviços prestados e os colaboradores que trabalham naqueles espaços.
A campanha “Não é só estética. É saúde.” é lançada, esta terça-feira, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, e pretende alertar para os riscos associados à realização de cuidados de saúde na área da estética, com especial enfoque nos procedimentos faciais minimamente invasivos.
A saúde começa na boca: o papel das gengivas no bem‑estar geral
Notícias Saúde
Qual a relação entre gengivas saudáveis, saúde cardiovascular, diabetes e bem-estar diário? Mais do que a maioria das pessoas imagina. Estas ligações destacam a razão pela qual a saúde oral já não deve ser vista como algo separado da saúde geral. A boca é o cartão de visita do corpo. Em 2026, o Dia da Saúde Gengival será comemorado a 12 de maio, marcando o lançamento de uma nova campanha global criada para colocar a saúde oral no centro das discussões sobre saúde, capacitando as pessoas para assumirem o controlo do seu bem-estar.
Esta iniciativa da Federação Europeia de Periodontologia dá início a uma campanha internacional de três anos com o lema “Dia da Saúde Gengival: Transformar Vidas”. O seu objetivo é sensibilizar para a importância de gengivas saudáveis, incentivar a intervenção precoce aos primeiros sinais de problemas e tornar a prevenção uma parte fundamental do dia-a-dia.
“As doenças gengivais estão entre os problemas de saúde mais comuns em todo o mundo. Muitas vezes, começam de forma silenciosa, com sintomas como hemorragia gengival ou mau hálito persistente, que são fáceis de ignorar”, explica Spyros Vassilopoulos, da EFP. “Se não forem tratadas, podem levar à perda dos dentes, mas também têm sido associadas a problemas de saúde mais abrangentes. No entanto, são em grande parte evitáveis com bons cuidados diários e consultas dentárias regulares.”
A doença gengival grave é um grande problema de saúde global, afetando mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as doenças orais, incluindo a periodontite, afetam aproximadamente 3,7 mil milhões de pessoas a nível global.
Muito mais do que apenas a boca
Há cada vez mais evidências científicas que sugerem que a doença gengival está associada a diversas condições de saúde graves. Estudos encontraram ligações entre a periodontite e doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.
O impacto é também significativo na diabetes. As pessoas com diabetes e doença gengival têm maior probabilidade de desenvolver complicações graves que afetam os olhos e os rins, além de apresentarem um maior risco de morte em comparação com as pessoas que têm apenas diabetes.
A doença gengival também pode afetar as mulheres de forma diferente dos homens, sobretudo durante alterações hormonais como a puberdade, gravidez e menopausa. Alguns estudos sugerem também uma possível associação entre a periodontite e o cancro da mama, e a investigação encontrou uma ligação entre a doença gengival e a disfunção erétil.
“As gengivas saudáveis contribuem para a qualidade de vida, a autoconfiança e a saúde a longo prazo, mas as doenças gengivais ainda são amplamente subestimadas”, explica Vassilopoulos. “Influenciam a forma como as pessoas se sentem, vivem e interagem no dia a dia. A campanha do Dia da Saúde Gengival ajuda a sensibilizar e a estabelecer a ligação entre a boa saúde gengival e o bem-estar geral.”

O que pode fazer para proteger a sua saúde oral
A boa notícia é que proteger as suas gengivas também contribui para a sua saúde em geral. Os especialistas da Federação Europeia de Periodontologia recomendam:
Escove os dentes e use o fio dentário diariamente para remover a placa bacteriana e as bactérias.
Visite o seu dentista ou equipa de saúde oral regularmente, idealmente duas vezes por ano.
Faça uma alimentação equilibrada, rica em alimentos integrais, e limite o consumo de açúcares adicionados.
Deixe de fumar, pois o tabagismo aumenta significativamente o risco de doenças gengivais.
Esteja atento aos primeiros sinais de doenças gengivais, como sangramento das gengivas, inchaço ou mau hálito persistente.
ASAE instaurou 246 processos-crime a pessoas não habilitadas para pôr botox
JN
Desde 2019 e até ao momento, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), enquanto órgão de polícia criminal, instaurou e investigou 246 processos-crime por usurpação de funções relacionadas com a alegada prática de atos médicos por pessoas não habilitadas, na área da medicina estética. A campanha "Não é só estética. É saúde" é lançada, esta terça-feira, no Porto.
O ano com mais processos-crime registados pela ASAE foi o de 2022 (46). Foram ainda rececionadas 521 denúncias desde 2019 relacionados com indivíduos que injetavam toxina botulínica, vulgo "botox", ou realizavam preenchimentos com ácido hialurónico em utentes, sem que tivessem habilitação para tal. No ano passado, foi apresentado o número mais alto de queixas (136), contra as 126 de 2024 e as 19 de 2019.
Caso se comprove a prática ilegal, os infratores estão a incorrer num crime de usurpação de funções e podem a vir a ser acusados também de ofensa à integridade física. Este tipo de procedimentos só pode, segundo a lei, ser feito por médicos.
Numa campanha conjunta da ASAE, da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), da Direção-Geral do Consumidor (DGC) e do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, revelada esta terça-feira, os diferentes organismos reconhecem o "contexto de crescente procura por procedimentos estéticos da parte de consumidores". Porém, alertam que "nem sempre [a procura é] acompanhada por um conhecimento claro dos requisitos legais e de segurança".
As denúncias realizadas junto da ASAE foram feitas por "consumidores, profissionais de saúde, ordens profissionais e associações do setor", o que mostra "a crescente preocupação social com a realização de procedimentos invasivos ou de impacto na saúde por pessoas sem qualificação legal". Muitas das alegadas práticas de usurpação de funções na medicina estética estão associadas a "estabelecimentos de estética, institutos de beleza, barbearias, cabeleireiros e clínicas médicas".

Interfere com estruturas anatómicas
No caso da ERS, foram denunciados 448 estabelecimentos até 2022 e desse ano em diante até ao final de 2025. Foram também efetuadas 204 ações de fiscalização a estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde ligados à estética, tendo por base as queixas realizadas entre os anos de 2023 e 2025. No mesmo período, a ERS, o Infarmed e a ASAE participaram em ações conjuntas de fiscalização em 49 estabelecimentos.
A reguladora da saúde recebeu, até ao final de 2025, "438 pedidos de informação e esclarecimentos relativos às habilitações profissionais exigidas para a prestação de cuidados de saúde" relacionados com a estética.
Os organismos envolvidos na campanha "Não é só estética. É saúde" lembram que a administração de toxina botulínica e os preenchimentos com ácido hialurónico envolvem a "manipulação de substâncias e a execução de técnicas que interferem diretamente com estruturas anatómicas, designadamente vasos sanguíneos, nervos e tecidos cutâneos".
Ocorrência de eventos adversos
Quando este tipo de procedimentos são feitos por profissionais não habilitados, há o "risco de ocorrência de eventos adversos, incluindo infeções, necrose tecidular, oclusões vasculares, assimetrias permanentes e reações adversas aos produtos utilizados".
Na campanha em vigor a partir de terça-feira, a ERS, a ASAE, o Infarmed e a DGC não visam "desencorajar a realização de procedimentos estéticos, que é sempre uma decisão individual". As entidades dizem pretender "assegurar que os consumidores dispõem dos conhecimentos suficientes para exercer o seu direito de escolha de forma consciente, segura e responsável".
Universidade de Aveiro cria hidrogéis biológicos para medicina regenerativa
S+
Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram novos hidrogéis biológicos a partir de substâncias libertadas por células humanas, para aplicação na medicina regenerativa, informou fonte académica, na passada segunda-feira.
A equipa "utilizou secretomas de células estaminais humanas, retiradas de gordura corporal, para criar materiais sem necessidade de componentes artificiais", segundo explica uma nota de imprensa da UA.
Os hidrogéis libertam moléculas bioativas durante vários dias para estimular a migração celular e acelerar a regeneração de tecidos.

“Os testes laboratoriais demonstraram que os novos materiais superam a eficácia de suplementos biológicos comuns e permitem o ajuste da sua rigidez” revela.
A nota adianta que a tecnologia “possibilita a organização de estruturas semelhantes a vasos sanguíneos, sendo essencial para criar tecidos funcionais e tratamentos seguros”.
“Este avanço representa um passo importante no desenvolvimento de biomateriais totalmente biológicos, de origem humana, com elevado potencial de personalização e aplicação em áreas como a cicatrização de feridas, engenharia de tecidos, medicina regenerativa e terapias avançadas, podendo no futuro contribuir para tratamentos mais eficazes, seguros e naturais”, antevê a nota de imprensa.
A equipa de investigação é formada pelos investigadores Ana Santos-Coquillat, Beatriz Neves, Raquel Gonçalves, Dora Costa, João Mano e Mariana Oliveira.

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