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Notícias da Saúde em Portugal 821
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Inscrições abertas: webinar clínico sobre facetas
OMD
As inscrições no webinar clínico “Facetas: da preparação à cimentação” já estão abertas abertas na página eletrónica da OMD.
Nesta sessão, Cátia Moreno pretende capacitar os médicos dentistas para a integração das facetas cerâmicas como uma solução reabilitadora estética e funcional, fornecendo ferramentas práticas e protocolos clínicos que permitam abordar casos de forma previsível, segura e minimamente invasiva.
Cátia Moreno possui Mestrado Integrado em Medicina Dentária, pela Egas Moniz School of Health & Science, e Pós-graduação em Ortodontia na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

O webinar realiza-se no próximo dia 18 de maio, em direto, através da plataforma Zoom, a partir das 21h00.
A inscrição é gratuita para médicos dentistas e estudantes de medicina dentária.
Inscreva-se aqui no webinar “Facetas: da preparação à cimentação”.
Consulta pública do projeto de alteração ao regulamento de acesso à competência setorial de sedação mínima inalatória com protóxido de azoto e oxigénio em medicina dentária
OMD
O Conselho Diretivo da Ordem dos Médicos Dentistas aprovou, nos termos da alínea m) do n.º 1 do artigo 59.º do Estatuto da OMD na redação dada pela Lei n.º 73/2023 de 12 de dezembro , na sua reunião de 7 de fevereiro de 2026, o projeto de alteração ao regulamento n.º 724/2024 de 5 de julho, relativo ao acesso à Competência Setorial de Sedação Mínima Inalatória com Protóxido de Azoto e Oxigénio em Medicina Dentária.
Assim, nos termos do artigo 4.º do Estatuto da OMD, artigo 17.º da Lei n.º 2/2013 de 10 de janeiro e do artigo 101.º do Código do Procedimento Administrativo, o Conselho Diretivo vem submeter o projeto de alteração do regulamento acima identificado a consulta pública.

A presente consulta pública foi publicada em Diário da República.
O prazo para apresentação de comentários e sugestões é de 30 dias úteis.
Os comentários e sugestões podem ser enviados, por escrito, para os seguintes endereços:
a) Correio eletrónico: [email protected] ou
b) Avenida do Dr. Antunes Guimarães, nº 463, 4100-080 Porto
Consulte o projeto de alteração ao regulamento (pdf):
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Campanha "Não é só estética. É saúde." alerta para riscos dos procedimentos estéticos quando realizados em condições inadequadas
INFARMED I.P.
A campanha "Não é só estética. É saúde." foi lançada na passada terça-feira, numa iniciativa conjunta da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), da Direção-Geral Consumidor (DGC), da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e do INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P., com o objetivo de sensibilizar os consumidores e prestadores para os riscos associados a cuidados de saúde ligados à estética quando realizados em condições inadequadas.
A ação visa alertar para situações em que estes procedimentos são realizados por profissionais não habilitados, em estabelecimentos que não cumprem os requisitos legais ou com recurso a produtos não seguros, promovendo uma escolha mais informada por parte dos utentes.

A campanha incide, em particular, sobre procedimentos faciais com toxina botulínica e preenchimentos com ácido hialurónico injetáveis, que, de acordo com dados internacionais de 2024 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery, estão entre os atos estéticos não cirúrgicos mais realizados a nível mundial, reforçando a relevância da intervenção nesta área.
No âmbito da iniciativa, que combina publicações nas redes sociais com a disponibilização de um página eletrónica dedicada, foram também criadas perguntas frequentes dirigidas a consumidores e profissionais de saúde, com o objetivo de facilitar o acesso a informação clara e mais detalhada, assim como contribuir para o aumento da literacia sobre esta temática.
Ao longo dos últimos anos, as entidades envolvidas na campanha têm colaborado na supervisão e monitorização do setor, tendo realizado inspeções conjuntas, num contexto marcado pelo aumento de denúncias e pedidos de esclarecimento. A campanha pretende ainda sensibilizar operadores económicos e profissionais para o cumprimento das obrigações legais, sublinhando que o objetivo não é desencorajar estes procedimentos, mas garantir que são realizados com segurança e em conformidade com a legislação existente.
Para mais informações sobre esta iniciativa, pode consultar a campanha “Não é só estética. É saúde.” aqui.
O Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) lança esta quarta-feira o Learning Hub, uma plataforma digital interativa com recursos educativos sobre síndromes raras de risco oncológico.
JN
Em comunicado, o i3S explica que a plataforma tem como principal objetivo "traduzir ciência complexa em linguagem acessível, para que doentes, familiares e profissionais de saúde possam compreender melhor estas doenças e tomar decisões mais informadas".
A plataforma reúne para já informação sobre oito síndromes específicas. A apresentação vai ser feita no XXXII Porto Cancer Meeting, que arranca esta quarta-feira no i3S e prossegue na próxima quinta e sexta-feira no Super Bock Arena.

O encontro vai reunir investigadores, clínicos, gestores de saúde e "famílias de vários países europeus que aprenderam a viver com a sombra do cancro hereditário".
Em debate "estará a genética destes cancros, os seus custos para a sociedade e novas diretrizes para melhorar a comunicação entre todos os intervenientes no sistema de saúde", explica Carla Oliveira, investigadora do i3S e coordenadora do Learning Hub.
Este projeto foi desenvolvido no âmbito do projeto europeu PREVENTABLE, financiado com cerca de cinco milhões de euros pelo programa Horizon Europe da Comissão Europeia, e coordenado pela investigadora do i3S Carla Oliveira.
O primeiro passo para uma alimentação saudável é deixar de comer glúten?
SAPO
Um vídeo partilhado no TikTok sugere que tirar o glúten da dieta é o primeiro passo para o início de um estilo de vida saudável. A publicação fala em efeitos visíveis num mês – no funcionamento do intestino, e no desaparecimento do aspeto “inchado”. Mas será mesmo que o glúten merece este rótulo de vilão?
É preciso deixar de consumir produtos com glúten para ter uma alimentação saudável?
De acordo com a nutricionista Inês Pádua, não é necessário deixar de consumir alimentos com glúten para ter uma alimentação saudável.
Além disso, sublinha, nem o pão, nem a massa merecem o rótulo de vilão, desde que consumidos nas quantidades que são recomendadas, o que nem sempre acontece: “Estamos muito dependentes a todas as refeições de produtos à base de cereais com glúten, e também dos snacks, da bolachinha, da barra de cereais”.
Ao Viral, a nutricionista esclarece que o erro não está no consumo de alimentos com glúten, mas sim no consumo exagerado deste tipo de produtos.
Várias organizações ligadas à saúde – como, por exemplo, a Johns Hopkins Medicine e a Harvard Health Publishing – publicaram textos informativos a desmistificar a ideia de que o glúten é prejudicial para a população em geral.
Na página da Johns Hopkins Medicine escreve-se que as dietas sem glúten “não são para toda a gente”, sendo recomendadas apenas às pessoas com doença celíaca, sensibilidade ao glúten ou alergia ao trigo.
Além disso, alerta-se para os possíveis riscos deste tipo de dietas, nomeadamente a ingestão insuficiente de grãos integrais, fibra e micronutrientes, já que alguns dos alimentos com glúten são também ricos em “vitaminas do complexo B, ferro e magnésio”.

O glúten inflama o organismo e pode provocar inchaço?
Não, não é verdade que, para a população em geral, o glúten seja inflamatório ouprovoque inchaço abdominal de forma generalizada. Os sintomas associados ao consumo de glúten ocorrem em indivíduos com condições específicas, como a doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade ao glúten não celíaca.
Inês Pádua explica que, em algumas patologias, como a artrite reumatoide, há “estudos que mostram que uma dieta isenta de glúten pode reduzir o grau de inflamação”. No entanto, são necessários mais estudos que confirmem essa hipótese.
Tal como já tinha explicado em declarações anteriores ao Viral, Ana Célia Caetano, gastroenterologista no Hospital de Braga o glúten não provoca efeitos inflamatórios em todas as pessoas. “Não causa alergia nem inflama o intestino de todas as pessoas”, clarificava a investigadora no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do Minho.
A especialista sublinhava que apenas no caso dos doentes celíacos há uma “resposta imunológica ao glúten”.
Num texto publicado no site do balcão digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24), explica-se que a doença celíaca “é uma doença crónica que desencadeia uma reação imunológica de inflamação do intestino delgado, após a ingestão do glúten na dieta”.
Nestas situações, o único tratamento aceite “consiste numa dieta isenta de glúten para toda a vida”, pode ler-se no site da Associação Portuguesa de Celíacos.
Quanto ao inchaço no corpo – que a autora da publicação na rede social garante que desaparece quando se elimina a ingestão de glúten – Inês Pádua admite que tal pode acontecer, não devido a esta decisão isolada de eliminar o glúten, mas porque houve uma alteração do padrão alimentar.
“Normalmente, as pessoas, quando deixam o glúten, fazem toda uma reestruturação na alimentação, aumentam o consumo de fruta, de hortícolas, de água, começam a fazer mais exercício e desincham”.
Alimentos sem glúten são mais saudáveis?
Inês Pádua alerta que os produtos sem glúten não são necessariamente mais saudáveis. “Muitas vezes, atribuímos logo a este tipo de produtos um selo de maior qualidade do ponto de vista nutricional, mas na grande maioria das vezes, a única coisa que este ‘sem glúten’ atesta é que efetivamente os produtos não têm glúten”, explica.
A nutricionista sublinha que é preciso olhar para os outros números: valores das calorias, quantidade de açúcares adicionados, gordura saturada e sal. “Podem ser uma alternativa sem glúten, mas depois tudo o resto pode ser exatamente igual, ou até pior”, avisa.
Tendo em conta que os produtos sem glúten são mais caros, a nutricionista conclui que o custo-benefício – para pessoas que não são intolerantes ou alérgicas – não compensa, e não é a forma milagrosa de iniciar um estilo de vida saudável.

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