Notícias da Saúde em Portugal 832

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Comunicado sobre o surto de Hantavírus no Navio MV Hondius

DGS

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informa que a 3 de maio de 2026, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou os Estados-Membros relativamente a um surto de Hantavírus no Navio MV Hondius.

Até ao momento foram reportados 7 casos, sendo 5 laboratorialmente confirmados para Hantavírus, dos quais 4 para o Hantavírus dos Andes.

Este navio de cruzeiro, que envolvia turismo de vida selvagem em ilhas do Atlântico Sul, transportava 147 indivíduos, incluindo 86 passageiros e 61 tripulantes, de 23 nacionalidades, incluindo Portugal (um cidadão não residente no país).

O navio encontrava-se fundeado ao largo de Cabo Verde desde 00.00h de 3 de maio de 2026, tendo sido autorizada, ao final da tarde de 6 de maio de 2026, a progressão da viagem até as Canárias/Tenerife, onde as autoridades competentes nacionais, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla inglesa) e a OMS coordenarão o encaminhamento dos passageiros para os respetivos países de residência.

Face à evidência atual e à data, a DGS avalia o risco para residentes em Portugal como muito baixo, não se esperando transmissão generalizada.

O Comunicado na íntegra está disponível aqui.

Portugal na operação Pangea XVII, que decorreu também em 90 países: mais de 26 mil medicamentos ilegais apreendidos em aeroportos

JN

Uma operação policial em março nas alfândegas dos aeroportos de Lisboa e Porto levou à apreensão de mais de 26 mil unidades de medicamentos ilegais, maioritariamente para disfunção erétil e emagrecimento, adiantou o Infarmed em comunicado.

Segundo informações divulgadas na passada quinta-feira pela autoridade nacional do medicamento, a Operação Pangea XVIII, que decorreu em 90 países entre 10 e 23 de março, levou à apreensão em Portugal de "26.525 unidades de medicamentos ilegais, das quais 4.701 foram apreendidas para destruição ou para análise".

A operação, que envolveu a Polícia Judiciária (PJ), a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e o Infarmed, e que se centrou nas alfândegas aeroportuárias de Lisboa e Porto, incluindo em Lisboa a delegação de encomendas postais, levou ao controlo de 431 encomendas, das quais 85 foram apreendidas no decurso da operação.

"Em Portugal, os medicamentos para a disfunção erétil continuam a liderar as apreensões, sendo também de destacar os produtos para emagrecimento. A apreensão de substâncias anabolizantes, oriundas da China, Índia e Reino Unido, deu origem à abertura de sete inquéritos crime cuja investigação fica a cargo da PJ", adiantou o Infarmed.

A décima oitava edição da Operação Pangea, que decorreu quase numa centena de países de vários continentes, visou a "apreensão e dissuasão do comércio de medicamentos ilícitos que representam uma ameaça significativa à segurança do consumidor, incluindo medicamentos contrafeitos e medicamentos desviados de cadeias de abastecimento legais e reguladas".

O comunicado acrescenta que este comércio ilegal representa "uma importante fonte de rendimento para grupos transnacionais de crime organizado, apoiando outras atividades criminosas".

No global, a operação internacional "levou à apreensão 6,42 milhões de doses de medicamentos ilícitos, no valor de cerca de 13 milhões de euros, à detenção de 269 pessoas e ao desmantelamento de 66 grupos criminosos envolvidos no comércio ilícito de produtos farmacêuticos".

Foram lançadas 392 investigações e executados 158 mandados de busca contra redes criminosos "responsáveis pela distribuição de produtos médicos não aprovados, contrafeitos, de qualidade inferior e falsificados".

A nível internacional, para além dos medicamentos para a disfunção erétil, destacam-se as apreensões de sedativos, analgésicos, antibióticos e produtos para deixar de fumar.

A Operação Pangea XVIII levou ainda à desativação de 5.700 páginas de internet, nas redes sociais, canais e "bots" (software automatizado) usados para venda dos medicamentos ilícitos.

Em julho de 2025 cerca de 30 mil comprimidos, cápsulas e outras apresentações individuais de medicamentos ilegais foram apreendidos em Portugal na operação Pangea XVII, que decorreu também em 90 países, com os fármacos para a disfunção erétil no topo da lista.

De acordo com o Infarmed, em Portugal as autoridades impediram na altura a entrada de 29.225 unidades de medicamentos ilegais, com um valor superior a 74 mil euros.

OMD e Centro de Formação Ciências e Letras assinam protocolo

OMD

A Ordem dos Médicos Dentistas alargou a sua rede de protocolos formativos com a assinatura de uma nova parceria com o Centro de Formação Ciências e Letras. Os membros da OMD beneficiam de um desconto de 25% em formações promovidas por esta instituição.

No âmbito deste protocolo, poderão ser especialmente relevantes para os médicos dentistas os cursos de Inteligência Artificial Generativa aplicados a profissionais de saúde, nomeadamente formações sobre utilização prática de ferramentas como o ChatGPT, Gemini, Claude e outras soluções digitais no apoio à prática profissional.

O Centro de Formação Ciências Letras disponibiliza ainda cursos de Segurança no Trabalho e Formação Técnica.

O protocolo foi assinado pelo bastonário da OMD, Miguel Pavão, e pelo gerente da instituição, João Correia.

Consulte todas as condições aqui (Requer autenticação).

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Dra. Cláudia Fernandes - Yourclinic, Lda. - Odivelas

Inteligência Artificial ganha peso na saúde, mas setor ainda enfrenta dificuldades na implementação

Saúdeonline

Mais de metade dos CEO das instituições de saúde consideram que o principal entrave à implementação da inteligência artificial é o acesso aos dados, seguido das preocupações relacionadas com a capacidade técnica e a falta de competências especializadas para integrar a tecnologia.

A inteligência artificial (IA) está a assumir um papel cada vez mais relevante no setor da saúde, sobretudo na resposta à escassez de profissionais, ao aumento da procura por cuidados e à pressão crescente sobre os sistemas de saúde públicos e privados. Ainda assim, a maioria das organizações admite não estar preparada para aproveitar plenamente o potencial desta transformação tecnológica. A conclusão consta do estudo “CEO Outlook Saúde 2025”, da KPMG Portugal, baseado num inquérito realizado a 110 presidentes executivos do setor da saúde.

Segundo a análise, 85% dos CEO demonstram confiança no crescimento do setor nos próximos três anos, um valor superior ao registado relativamente à economia global, onde a confiança se situa nos 62%. Apesar do otimismo, persistem vários obstáculos à implementação da IA. Mais de metade dos inquiridos (55%) identifica o acesso aos dados como o principal entrave, seguido das preocupações relacionadas com a capacidade técnica e a falta de competências especializadas para integrar a tecnologia nos processos das instituições de saúde.

“A IA tem potencial para transformar profundamente o setor da saúde, mas este estudo mostra-nos que a tecnologia, por si só, não resolve os desafios estruturais. O verdadeiro ponto crítico está na capacidade de execução”, afirma Filipa Fixe, diretora de Advisory da KPMG Portugal.

Segundo a responsável, o desafio passa por integrar dados, tecnologia e pessoas “num modelo operativo coerente”, alertando que, sem essa base, existe o risco de “muito investimento e pouca transformação”.

Apesar das dificuldades, o estudo revela uma forte aposta futura nesta tecnologia. Cerca de 87% das organizações planeiam investir mais de 10% do orçamento em IA no próximo ano, enquanto 12% admitem canalizar mais de 20% do orçamento para esta área. Além disso, 83% dos CEO esperam obter retorno do investimento em IA no prazo de três anos.

Entre as prioridades estratégicas para os próximos anos destacam-se: a integração de registos de saúde eletrónicos, a criação de plataformas de dados interoperáveis e o desenvolvimento de hospitais inteligentes. Os responsáveis defendem que só através de “modelos de governance adequados e de infraestruturas digitais robustas será possível alcançar ganhos reais de produtividade, qualidade e eficiência nos cuidados de saúde”.

O relatório evidencia também o impacto da falta de profissionais de saúde na reorganização das equipas de trabalho. Segundo os dados divulgados:

  • 71% dos CEO estão focados na retenção e requalificação de talento;

  • 70% planeiam reformular funções para integrar colaboração com IA;

  • 56% admitem contratar novos perfis com competências tecnológicas;

  • 49% já estão a transferir trabalhadores para funções ligadas à Inteligência Artificial.

Ainda assim, alerta-se para a importância da gestão da mudança, da formação contínua e da adaptação dos profissionais de saúde, gestores e cidadãos ao novo contexto tecnológico.

Além da transformação digital, os líderes do setor continuam preocupados com desafios estruturais como as exigências regulatórias, a resiliência das cadeias de abastecimento e os riscos de cibersegurança, sobretudo no que respeita à proteção de dados e privacidade.

Na área da sustentabilidade, ficou demonstrado que existe um desfasamento entre ambição e execução, já que apenas 30% das organizações afirmam integrar plenamente critérios ESG (Environmental, Social and Governance) nas decisões de investimento e somente 12% revelam elevada confiança no cumprimento das metas de neutralidade carbónica (“Net Zero”) até 2030.

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