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Notícias da Saúde em Portugal 834
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Suspensão imediata da comercialização | Dispositivos médicos (Neotech Products LLC)
INFARMED I.P.
Na sequência de uma ação de fiscalização dirigida aos dispositivos médicos do fabricante Neotech Products LLC, com o mandatário EMERGO EUROPE (como sejam: adesivos para fixação de cateteres umbilicais, adesivos autocolantes de proteção de sensor de temperatura, entre outros), verificou-se que aqueles não apresentam evidência formal/documental do cumprimento de todos os requisitos legais europeus e nacionais aplicáveis verificando¿se, nomeadamente:
- a ausência de informação redigida em língua Portuguesa na rotulagem, em incumprimento com o estabelecido no Decreto-Lei n.º 29/2024, de 5 de abril;
- a ausência de alguma informação que deve constar nas instruções de utilização tal como definido no anexo I do Regulamento (UE) 2017/745, destacando-se a ausência de informação sobre a finalidade médica prevista para o dispositivo.

Uma vez contactado o fabricante Neotech Products LLC, este informou o INFARMED, I.P. não reunir as condições para implementar as medidas corretivas necessárias para assegurar a conformidade de todos os seus dispositivos médicos com a legislação aplicável, pelo que voluntariamente decidiu suspender a disponibilização dos seus dispositivos para o mercado português.
No entanto, atendendo à livre circulação de produtos no mercado da UE, por razões de precaução e zelo pela saúde pública, e considerando a decisão do fabricante, o INFARMED, I.P. ordenou a suspensão imediata da comercialização de todos os dispositivos médicos do fabricante Neotech Products LLC, no mercado nacional.
Qualquer questão sobre o assunto pode ser dirigida à Direção de Produtos de Saúde do Infarmed, através dos contactos: tel.: +351 21 798 72 35; e-mail: [email protected].
O documento está disponível aqui.
Orientação N.º 001/2026, de 11/05/2026 - Hantavírus Andes - Procedimentos para gestão de contactos, no âmbito do surto no navio cruzeiro MV Hondius
DGS
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou a Orientação N.º 001/2026, de 11/05/2026, relativa a Hantavírus Andes - Procedimentos para gestão de contactos, no âmbito do surto no navio cruzeiro MV Hondius.
Esta Orientação enquadra as medidas a adotar, pelos profissionais do sistema de saúde português, para gestão de eventuais contactos no âmbito do surto da Hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius, na eventual possibilidade de darem entrada em Portugal indivíduos que foram contactos de casos com relação a este surto.

A DGS informa que não existe qualquer alteração da avaliação do risco. O risco para Portugal mantém-se muito baixo, pelo que não há medidas preventivas a implementar a nível nacional para a população.
A Orientação está disponível aqui.
Bactéria associada à doença gengival pode contribuir para o crescimento e disseminação do cancro da mama
O JornalDentistry
Cientistas do Centro de Cancro Kimmel da Johns Hopkins e do Instituto Bloomberg~Kimmel de Imunoterapia do Cancro identificaram uma ligação surpreendente entre a saúde oral e o cancro da mama.
A sua investigação mostra que uma bactéria comummente associada à doença gengival pode ajudar a iniciar o cancro da mama, acelerar o crescimento tumoral e promover a sua disseminação, danificando o ADN e alterando o comportamento das células cancerígenas.
Uma bactéria oral comum, ligada à doença gengival, pode ajudar a desencadear e alimentar o cancro da mama, de acordo com uma nova investigação. Os cientistas descobriram que pode viajar através da corrente sanguínea até ao tecido mamário, onde causa danos no ADN e acelera o crescimento e a propagação do tumor.
Parece também tornar as células cancerígenas mais agressivas e resistentes à terapia. O efeito é ainda mais forte em pessoas com mutações no gene BRCA1, levantando novas questões sobre o papel da saúde oral no risco de cancro.
Publicado na revista Cell Communication and Signaling, o estudo centra-se na Fusobacterium nucleatum, um microrganismo previamente associado ao cancro colorretal e a outros tipos de cancro. Os investigadores descobriram que esta bactéria pode entrar na corrente sanguínea e instalar-se no tecido mamário, onde desencadeia inflamação e alterações celulares precoces ligadas ao cancro. Em modelos animais de cancro da mama humano, a presença desta bactéria acelerou o crescimento do tumor e aumentou a disseminação de células cancerígenas da mama para os pulmões.
"A principal conclusão é que este micróbio oral pode residir no tecido mamário e que existe uma ligação entre este agente patogénico e o cancro da mama", diz Sharma, acrescentando que o estudo da equipa foi inspirado por muitos estudos de menor escala que analisaram milhares de pacientes e ligaram a doença periodontal ao cancro da mama.
"Queríamos investigar mais a fundo e ver se conseguíamos descobrir as ligações subjacentes", diz Sheetal Parida, Ph. D., a primeira autora e investigadora associada que trabalha com Sharma.
Danos no ADN e alterações que promovem tumores
Experiências utilizando modelos de ratinhos e células de cancro da mama humano revelaram como a bactéria afeta o tecido. Quando a F. nucleatum foi introduzida diretamente nos ductos mamários, causou lesões metaplásicas e hiperplásicas, alterações não cancerígenas em que as células crescem excessivamente ou se transformam num tipo diferente. Estas alterações foram acompanhadas por inflamação, danos no ADN e aumento da proliferação celular. Quando a bactéria entrou na corrente sanguínea, aumentou significativamente o crescimento e a disseminação dos tumores existentes.
A equipa também descobriu um processo biológico fundamental por trás destes efeitos. A exposição ao F. nucleatum danificou o ADN celular e ativou sistemas de reparação propensos a erros. Um deles, a junção de extremidades não homólogas, volta a ligar rapidamente as cadeias de ADN quebradas, mas pode introduzir mutações. Mesmo uma curta exposição à bactéria aumentou os níveis de uma proteína chamada PKcs, que foi associada a um maior movimento de células cancerígenas, invasão, características semelhantes a células estaminais e resistência à quimioterapia.
Maior Risco em Células com Mutação BRCA1
Certas células pareceram especialmente suscetíveis. As células epiteliais (as células que revestem os ductos mamários) e as células de cancro da mama portadoras de mutações BRCA1 foram mais facilmente afetadas. Estas células com mutação BRCA1 apresentaram níveis elevados de um açúcar de superfície (Gal-GalNAc), que ajuda as bactérias a fixarem-se e a entrarem nas células. Como resultado, estas células absorveram mais F. nucleatum e retiveram-no ao longo do tempo, mesmo durante múltiplas gerações celulares, intensificando os danos no ADN e os efeitos promotores do cancro.
"As nossas descobertas revelam uma ligação entre os micróbios orais e o risco e a progressão do cancro da mama, particularmente em indivíduos geneticamente suscetíveis", afirma Sharma. "Nada acontece isoladamente. Os resultados sugerem que múltiplos fatores de risco se combinam, com a F. nucleatum a atuar como um fator ambiental que pode cooperar com as mutações BRCA1 herdadas para promover o cancro da mama e a agressividade tumoral."

Implicações para a Saúde Oral e o Risco de Cancro
Os investigadores realçam que são necessários mais estudos para compreender como estes achados se traduzem em cuidados ao doente. Estudos futuros irão explorar se a manutenção de uma boa saúde oral pode desempenhar um papel na redução do risco de cancro da mama.
Além de Sharma, a equipa de investigação incluiu Sheetal Parida, Deeptashree Nandi, Deepak Verma, Mingyang Yi, Ashutosh Yendi, Jessica Queen, Kathleen Gabrielson e Cynthia Sears.
O estudo foi financiado pela Breast Cancer Research Foundation, pelos Programas de Investigação Médica Dirigidos pelo Congresso (bolsas BC191572 e BC210668 do Departamento de Defesa dos EUA para o Programa de Investigação do Cancro da Mama), pelo John Fetting Fund for Breast Cancer Prevention e pelo Bloomberg~Kimmel Institute for Cancer Immunotherapy.
Dupla autenticação passa a ser obrigatória no portal da Segurança Social
TVI NOTÍCIAS
Além da palavra-passe é preciso inserir no portal da Segurança Social um código temporário que será enviado para um dos contactos validados: telemóvel ou e-mail
O sistema de autenticação de dois fatores (2FA) passa a ser obrigatório a partir desta terça-feira para aceder ao portal da Segurança Social, sendo que a medida se aplica tanto a cidadãos como a empresas.
A autenticação de dois fatores é um método de segurança que exige duas formas de verificação para confirmar a identidade do utilizador antes de conceder o acesso.
Deste modo, além da palavra-passe é preciso inserir no portal da Segurança Social um código temporário que será enviado para um dos contactos validados: telemóvel ou e-mail.
A nova funcionalidade será aplicada aos utilizadores que acedem ao portal com Número de Identificação da Segurança Social (NISS) e palavra-passe, passando a ser exigido um código de verificação adicional no processo de autenticação.
De acordo com a informação disponibilizada pelo Ministério do Trabalho, esta obrigatoriedade "não se aplica a quem já acede ao Portal através da Chave Móvel Digital (CMD)".
Entre as "principais vantagens" destacadas pelo instituto sobre nova funcionalidade consta "a possibilidade de passar a utilizar o seu endereço de e-mail para se autenticar no portal da Segurança Social", em alternativa ao NISS.

"Ao configurar o 2FA, deixa de estar dependente da memorização do NISS para aceder aos serviços online, tornando o processo de entrada no Portal mais prático, rápido e memorizável", refere a entidade liderada por Pedro Corte Real, numa publicação no seu 'site'.
Segundo a Segurança Social, a introdução desta camada adicional de segurança pretende impedir acessos indevidos às contas, mesmo nos casos em que terceiros tenham conhecimento da palavra-passe.
Este modelo de autenticação já estava disponível, de forma opcional, para cidadãos e empresas.

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