Notícias da Saúde em Portugal 835

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Detetada Legionella em escola de Faro

JN

Os banhos e o uso dos balneários estão proibidos na Escola EB 2,3 Joaquim Magalhães, em Faro, depois de ter sido detetada a presença de Legionella. O estabelecimento de ensino mantém-se de portas abertas. Até à passada terça-feira, as autoridades de saúde não tinham conhecimento de casos positivos da doença do legionário.

Segundo o JN apurou, a bactéria foi identificada durante a semana passada num dos chuveiros dos balneários, na sequência de uma análise de rotina. O espaço foi de imediato encerrado.

O JN apurou que está prevista para esta sexta-feira uma intervenção no sistema de canalização dos balneários.

Segundo fonte do agrupamento escolar, a escola mantém-se em funcionamento, incluindo a cozinha, uma vez que os circuitos de canalização e as caldeiras são diferentes e independentes dos que servem os balneários.

Até ao momento, e apesar das várias tentativas, não foi possível obter esclarecimentos oficiais por parte da direção da escola nem das autoridades de saúde.

Portaria n.º 206/2026/1 de 2026-05-05 | Aprova a lista dos dispositivos médicos de uso único cujo reprocessamento é proibido

INFARMED I.P.

O Decreto-Lei n.º 29/2024, de 5 de abril, assegura a execução do Regulamento (UE) 2017/745 na ordem jurídica nacional, incluindo regras sobre o reprocessamento de dispositivos médicos de uso único, e tem como objetivo reforçar a segurança dos doentes e reduzir riscos associados à reutilização destes dispositivos.

Adicionalmente, e reconhecendo os riscos associados ao reprocessamento de dispositivos médicos de uso único, bem como a constante evolução tecnológica destes mesmos dispositivos, a sua atual redação estabelece que a lista dos dispositivos cujo reprocessamento é proibido seja aprovada por portaria do membro do Governo responsável pela área da saúde, assegurando-se, assim, uma maior agilidade e atualidade na regulação desta matéria.

Neste contexto, foi recentemente publicada a Portaria n.º 206/2026/1, de 5 de maio, que aprova a lista dos dispositivos médicos de uso único cujo reprocessamento é proibido em Portugal, a qual inclui dispositivos implantáveis, dispositivos que emitem radiações, dispositivos utilizados na administração de medicamentos citostáticos ou radiofármacos, dispositivos invasivos do sistema nervoso central, entre outros.

Para mais informações e consulta da lista completa de dispositivos abrangidos, recomenda-se a leitura do texto oficial publicado no Diário da República.

Informa-se, ainda, que a Portaria entrou em vigor no dia 6 de maio de 2026.

Vacina contra cancro no cérebro é segura e mostra resposta robusta

Netfarma

Cientistas norte-americanos desenvolveram uma vacina personalizada contra o glioblastoma, um cancro cerebral de crescimento rápido e incurável, que é segura e induz uma resposta imunitária robusta, indicou a Faculdade de Medicina da Universidade de Washington.

Os resultados do ensaio clínico de fase inicial, publicados hoje na revista científica Nature Cancer indicam que a vacina funciona “mesmo em doentes com subtipos tumorais particularmente resistentes ao tratamento convencional”, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Tendo o glioblastoma uma sobrevivência média de 15 meses e uma taxa de sobrevivência a cinco anos com tratamento inferior a 10%, a vacina obteve uma resposta num “subconjunto de doentes” que parece “aumentar a sobrevivência livre de recidiva após a cirurgia”.

“Este tipo de vacina é inédito para o glioblastoma e é entusiasmante pensar em como podemos aproveitar esta plataforma de vacina de ADN personalizada contra o cancro para ter um impacto positivo na vida dos doentes que lutam contra esta doença. Além disso, terapias combinadas utilizando esta plataforma personalizada estão a ser investigadas na WashU para verificar se os resultados podem ser ainda melhores”, acrescentou, citado pela EFE.

A vacina, designada GNOS-PV01, utiliza moléculas de ADN modificadas para estimular o sistema imunitário do doente contra o cancro, tendo como alvo os “neoantigénios, proteínas exclusivas das células cancerígenas de cada paciente que as suas células imunitárias podem reconhecer”.

Escolhemos uma plataforma baseada em ADN porque nos permitiria atingir mais proteínas cancerígenas do que qualquer outra vacina alguma vez atingiu“, explicou Johanns.

Segundo os autores do estudo, a vacina foi capaz de ativar o sistema imunitário de cada paciente para procurar até 40 proteínas cancerígenas específicas do tumor, o dobro do número atingido por qualquer terapia vacinal contra o cancro até à data.

A Lusa relata que o ensaio clínico foi realizado com nove doentes adultos diagnosticados com glioblastoma e tratados no Siteman Cancer Center, ligado à WashU Medicine, tendo a vacina sido preparada enquanto o paciente recuperava da cirurgia e realizava radioterapia e a sua administração iniciada, em média, 10 semanas após a operação.

Todos os participantes, exceto um que estava a tomar um imunossupressor esteróide, mostraram um aumento da atividade das células imunitárias” em resposta à vacina e nenhum doente apresentou efeitos secundários graves.

Um terço dos doentes ainda estava vivo ao fim de dois anos, o dobro da taxa de sobrevivência histórica, e uma participante ainda está viva e sem recidiva até hoje, quase cinco anos após o diagnóstico inicial”.

O passo seguinte, para Johanns e a sua equipa para, é avaliar a eficácia da vacina num grupo maior de doentes, expandir o tratamento para todos os tipos de glioblastoma e melhorar a resposta ao preparado.

Roche obtém aprovação europeia para teste sanguíneo de diagnóstico do Alzheimer

Euronews

A farmacêutica suíça Roche recebeu aprovação europeia para um teste ao sangue que deteta e afasta a doença de Alzheimer, oferecendo uma alternativa mais simples e menos invasiva aos atuais métodos de diagnóstico.

Elecsys pTau217 é o primeiro teste sanguíneo concebido para detetar e excluir a doença de Alzheimer e já foi autorizado para utilização na Europa, anunciou a Roche na passada terça-feira.

Desenvolvido em colaboração com a Eli Lilly and Company, o teste recebeu a marcação CE, que confirma a sua segurança e desempenho e permite a sua utilização na União Europeia.

Segundo a farmacêutica suíça, o teste permite um diagnóstico mais rápido a milhões de doentes em todo o mundo.

“O lançamento do pTau217 representa um passo importante na disponibilização de uma ferramenta simples, baseada em análises de sangue, para diagnosticar a doença de Alzheimer muito mais cedo no percurso do doente”.

Afirmou Matt Sause - O diretor-executivo da Roche Diagnostics.

Sublinhou que, atualmente, muitas pessoas enfrentam um caminho longo e difícil até ao diagnóstico, dependente muitas vezes de cuidados especializados e de procedimentos dispendiosos.

“Ao integrar este teste avançado nos cuidados de rotina, ajudamos os médicos a apoiar doentes e famílias com uma avaliação mais precoce, que é crucial para uma intervenção atempada, ao mesmo tempo que reduzimos a pressão sobre os sistemas de saúde”, acrescentou Sause.

A doença de Alzheimer é a causa mais frequente de demência, responsável por 60 a 80% dos casos.

Na União Europeia, a prevalência de demência em pessoas com mais de 60 anos aumentou de 5,9 milhões em 2000 para cerca de 9,1 milhões em 2018, com estimativas de 13,4 milhões em 2030 e de cerca de 18,7 milhões em 2050, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).

“Para milhões de famílias que vivem com a incerteza da doença de Alzheimer, um diagnóstico atempado é o primeiro e mais crucial passo para cuidados eficazes”, afirmou Carole Ho, vice-presidente executiva da Eli Lilly and Company e presidente da Lilly Neuroscience.

Como funciona o teste

Elecsys pTau217 destina-se a ser utilizado tanto nos cuidados de saúde primários como nos cuidados secundários, permitindo que os médicos de família encaminhem os doentes para o especialista, se necessário, já munidos de dados úteis para um diagnóstico mais rápido.

Um resultado positivo indica níveis elevados da proteína pTau217, um forte sinal de que as placas amiloides – acumulações anormais de proteínas associadas à doença de Alzheimer – estão provavelmente presentes no cérebro.

Um resultado negativo sugere que a doença de Alzheimer é pouco provável e pode evitar exames adicionais invasivos, como análises ao líquido cefalorraquidiano ou exames de imagiologia cerebral.

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