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Notícias da Saúde em Portugal 839
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Congresso mundial da FDI: 10% de desconto para médicos dentistas
OMD
A Federação Dentária Internacional (FDI) lançou uma campanha especial que contempla 10% de desconto na inscrição no congresso mundial, que em 2026 se realiza em Praga, na República Checa.
Esta promoção é válida até 4 de junho para profissionais inscritos nas associações nacionais que integram a FDI, como é o caso da Ordem dos Médicos Dentistas. Recorde-se que é nesta data que termina o early bird.

Para usufruir deste desconto na inscrição, os médicos dentistas devem utilizar o código “FDImembers2026”.
O congresso mundial realiza-se de 4 a 7 de setembro e este ano é coorganizado com a Ordem dos Médicos Dentistas da República Checa.
Consulte todas as informações em https://2026.world-dental-congress.org/.
Sobrevivência ao cancro em Portugal atinge 66% mas desigualdades persistem
Observador
Cerca de dois em cada três doentes estavam vivos cinco anos após o diagnóstico: 72% das mulheres sobrevivem pelo menos cinco anos após o diagnóstico, enquanto nos homens esse valor é de 62%.
A sobrevivência ao cancro em Portugal atingiu os 66% aos cinco anos para os doentes diagnosticados em 2019, indica um relatório que será divulgado esta segunda-feira pelo Registo Oncológico Nacional (RON) que alerta para diferenças relevantes entre sexos.
Para a elaboração deste relatório foram analisados 54.147 tumores malignos. Na prática, cerca de dois em cada três doentes estavam vivos cinco anos após o diagnóstico. Os resultados revelam diferenças entre sexos: 72% das mulheres sobrevivem pelo menos cinco anos após o diagnóstico, enquanto nos homens esse valor é de 62%.
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do RON, Maria José Bento, que é epidemiologista no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, disse que esta diferença tem muito a ver com o tipo de tumor, mas também tem influência os hábitos de cada sexo.
“Os homens têm muito mais cancro do pulmão, cancro da laringe, cancro da cavidade oral que são tumores que não são de bom prognóstico, o que acaba por também se refletir nas sobrevivências piores. Por outro lado, se calhar também temos um problema de deteção mais precoce. Habitualmente as mulheres são mais atentas aos sintomas, recorrem mais atentamente ao médico do que os homens”.
Nos homens, as melhores sobrevivências foram as do cancro do testículo, tiroide e próstata. Já com uma sobrevivência aos cinco anos inferior a 20%, surgem os cancros do cérebro e sistema nervoso central, esófago, pâncreas, mesotelioma e primário de origem desconhecida.
Nas mulheres, os tumores com melhor prognóstico foram as doenças mieloproliferativas crónicas, da glândula tiroideia, Doença de Hodgkin e mama. Por outro lado, os menos favoráveis e com sobrevivências inferiores a 20% aos cinco anos foram os cancros do cérebro e sistema nervoso central, fígado, pâncreas, mesotelioma e primário de origem desconhecida.
É ainda referido que a análise por localização do cancro confirma que as mulheres apresentam melhores resultados na maioria das neoplasias de maior incidência, incluindo tiroide, pulmão e melanoma. São também destacadas as desigualdades regionais, com o Norte e o Centro a apresentarem os melhores resultados e a Região Autónoma da Madeira a registar a sobrevivência mais baixa.
Sobre esta matéria, ressalvando que este relatório não permite tirar conclusões sobre o acesso a tratamento, Maria José Bento insistiu que “as diferenças nas sobrevivências podem ter várias explicações”, mas “quando vemos que há regiões nas quais alguns tumores têm melhores sobrevivências do que outros, sabemos que um dos fatores principais é a precocidade no diagnóstico e a precocidade no tratamento”.
“A população deve estar atenta aos sintomas, recorrer ao médico, não desvalorizar os sintomas. Por outro lado, o tratamento tem que ser feito de modo precoce (…). Sabemos que para alguns tumores, por exemplo o tumor do pâncreas, o tipo de tumor é tão grave que tem uma taxa de fatalidade maior. As pessoas, quando são diagnosticadas, já estão numa fase avançada da doença. Há outros tumores em que o diagnóstico precoce faz toda a diferença”.
Considerando que, em Portugal, “há lugar a crescimento” na área dos rastreios com reflexo na sobrevivência, à Lusa, Maria José Bento insistiu na importância da adesão da população. “A população tem que participar. São serviços que estão cada vez mais alargados como o rastreio do cancro do colo e do reto. A nossa sobrevivência para este tipo de tumor anda à volta dos 67% aos cinco anos, isto é, 67% das pessoas vivem cinco ou mais anos, mas aqui penso que ainda há lugar a crescimento”, disse.

“Devemos também apelar a que evitem os fatores de risco porque melhor do que tratar é evitar que os cancros surjam. Vale a pena continuar a dizer para as pessoas não fumarem e para terem dietas saudáveis”, concluiu a especialista.
“Em conclusão, confirma-se a consolidação de tendências de sobrevivência observadas no ano anterior e a persistência de desigualdades por sexo, idade e região de residência”, lê-se no resumo do relatório, razão pela qual a equipa do RON reforça “a necessidade de promover maior equidade no acesso ao diagnóstico e tratamento oncológico”.
Mesmo uma única porção diária de alimentos ultraprocessados pode aumentar o risco de demência
CNN
Esses alimentos “pré-digeridos”, que muitas vezes estão repletos de açúcar, sal e gordura, carecem de nutrientes essenciais necessários para um corpo e um cérebro saudáveis, afirmam os especialistas
Aumentar o consumo diário de alimentos ultraprocessados em 10% - o que equivale, basicamente, a um pequeno pacote de batatas fritas - pode aumentar o risco de demência, mesmo que se siga normalmente uma dieta saudável e rica em alimentos vegetais, conclui um novo estudo.
Os alimentos ultraprocessados, ou UPFs, representam cerca de 53% de todas as calorias consumidas por adultos nos Estados Unidos, de acordo com os dados mais recentes dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. As crianças nos Estados Unidos obtêm quase 62% da sua energia a partir de UPFs, segundo o CDC.
“O nosso estudo mostrou que o consumo de UPFs estava associado a uma pior capacidade de atenção e a um maior risco de demência em adultos de meia-idade e idosos”,
Esta investigação é uma “contribuição importante” para a crescente base de evidências que demonstra os potenciais danos dos alimentos ultraprocessados no cérebro, afirma W. Taylor Kimberly, professor de neurologia na Harvard Medical School, em Boston, que não participou no estudo.
Kimberly foi o autor principal de um estudo semelhante publicado em janeiro, que revelou que um aumento de 10% no consumo de alimentos ultraprocessados elevava o risco de deterioração cognitiva em 16%, mesmo que as pessoas se alimentassem principalmente de vegetais.
Há um “lado positivo” para as pessoas que se comprometem a reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados a longo prazo, acrescenta Kimberly. O seu estudo concluiu que substituir os alimentos ultraprocessados por alimentos menos processados e integrais ao longo de um período de cinco a seis anos estava associado a um risco 12% menor de declínio cognitivo.
Alimentos reais versus alimentos pré-digeridos
Está comprovado que a premiada dieta mediterrânica, que privilegia cereais integrais, frutas e vegetais, leguminosas, sementes, frutos secos e azeite extra-virgem, reduz o risco de cancro, diabetes, doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e demência, especialmente em pessoas com duas cópias do gene APOE4, um fator de risco fundamental para a doença de Alzheimer.
Os alimentos ultraprocessados, no entanto, contêm poucos ou nenhuns alimentos integrais. Em vez disso, os cereais integrais e os alimentos são desmembrados em moléculas que, com a ajuda de corantes artificiais, aromatizantes e emulsionantes semelhantes a cola, são aquecidas, trituradas, moldadas ou extrudidas em qualquer alimento que um fabricante possa imaginar.
Esses alimentos “pré-digeridos”, que muitas vezes estão repletos de açúcar, sal e gordura, carecem de nutrientes essenciais necessários para um corpo e um cérebro saudáveis, afirmam os especialistas.
Um estudo realizado em 2022 com 10.000 pessoas descobriu que aqueles que consumiam mais alimentos ultraprocessados apresentavam uma taxa 25% mais rápida de declínio da função executiva e uma taxa 28% mais rápida de comprometimento cognitivo geral, em comparação com aqueles que consumiam a menor quantidade de alimentos ultraprocessados.
Esse aumento de 10% foi considerado a “linha limite”, e adicionar ainda mais alimentos ultraprocessados pode aumentar o risco, avisam os especialistas.
Os investigadores também encontraram indícios bastante significativos de que o consumo de mais alimentos ultraprocessados aumentava o risco de obesidade em 55%, de perturbações do sono em 41%, de desenvolvimento de diabetes tipo 2 em 40% e de depressão em 20%.

Capacidade de atenção e risco de demência
O novo estudo, publicado na revista Alzheimer’s & Dementia: Diagnosis, Assessment & Disease Monitoring, pediu a mais de 2.100 australianos com idades entre os 40 e os 70 anos que preenchessem um diário alimentar que registasse a sua dieta ao longo do último ano. Aproximadamente 42% da dieta típica australiana provém de alimentos ultraprocessados.
Os participantes foram também convidados a submeter-se a testes cognitivos para avaliar a sua capacidade de atenção e a rapidez com que conseguiam processar novas informações. Ninguém sofria de demência no início do estudo.
“Por cada aumento de 10% no consumo de alimentos ultraprocessados, observámos uma diminuição distinta e mensurável na capacidade de concentração da pessoa”, explica Barbara Cardoso. “Em termos clínicos, isto traduziu-se em pontuações consistentemente mais baixas em testes cognitivos padronizados que medem a atenção visual e a velocidade de processamento.”
A capacidade de atenção é a base de muitas operações cerebrais importantes, tais como a aprendizagem e a resolução de problemas, segundo o estudo.
Não foi encontrada uma associação direta entre os alimentos ultraprocessados e a memória; no entanto, o estudo estimou o declínio mental geral utilizando uma ferramenta de pontuação validada que prevê o risco de demência a 20 anos em pessoas de meia-idade. Cada aumento de 10% no consumo diário de UPF foi associado a um aumento de 0,24 pontos no risco de demência, medido numa escala de 0 a 7 pontos.
Despesa do SNS com medicamentos bateu recorde com 4,4 mil milhões em 2025
Diário de Notícias
Os hospitais gastaram em medicamentos 2,5 mil milhões de euros, mais 254 milhões (+11,2%) do que no ano anterior, quando a despesa teve o maior aumento percentual de sempre (+15,8%).
A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos atingiu o recorde de 4.417 milhões de euros no ano passado, um valor que nos hospitais ultrapassou pela
Já no primeiro trimestre deste ano, a despesa dos hospitais com medicamentos chegou aos 693,4 milhões de euros, um aumento de 7,6% face ao período homólogo que o Infarmed diz refletir o acesso a terapêuticas inovadoras.
No ambulatório, o SNS gastou no ano passado 1.893,8 milhões de euros a comparticipar medicamentos, um aumento de 12,4% (+208,4 milhões), num ano em que foram dispensadas 203,9 milhões de embalagens.
Os antidiabéticos são os medicamentos com maiores encargos na comparticipação, com uma despesa que ronda os de 478,9 milhões de euros (+14,7% do em 2024).
Por substância ativa, o Apixabano, para prevenir a formação de coágulos, foi aquela que registou maior aumento de despesa, com uma subida de 70,9%, para 66,6 milhões de euros.
Nos hospitais, por denominação comum internacional, os medicamentos imunomoduladores – que alteram a resposta do sistema imunológico - foram os que tiveram maior aumento da despesa, com mais 78,3 milhões de euros, seguidos dos citotóxicos (+33,4 milhões) e de outros medicamentos com ação no sistema nervoso central (+32,8 milhões).
A Unidade Local de Saúde com maior despesa com medicamentos foi a ULS Santa Maria, em Lisboa, com 304,9 milhões de euros, seguida da ULS de Coimbra (235,9 milhões) e da ULS São João (223,4 milhões), no Porto.

Por área terapêutica, a oncologia, que representa mais de um terço da despesa de medicamentos nos hospitais, foi a que teve maior gasto, com 864,5 milhões de euros (+16%). De seguida surge a área do VIH (238,2 milhões) e a da artrite reumatóide e psoríase (186,5 milhões).
As vacinas foram a área terapêutica que maior variação homóloga da despesa teve, subindo 69,8% para 85,5 milhões de euros.
A despesa dos hospitais com medicamentos órfãos, para doenças raras, subiu 34,1%, chegando aos 465 milhões de euros.
Contudo, os cuidados de saúde primários foram os detentores do maior aumento da despesa por área de prestação (+66,5%), chegando aos 97,8 milhões de euros.
Na área dos dispositivos médicos, o Infarmed, numa nota hoje divulgada, destaca o regime excecional de comparticipação das bombas de insulina, que passaram em 2025 a ser comparticipadas a 100% pelo Estado, quando destinadas a beneficiários do SNS e dispensadas em farmácia de oficina.

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