- MedSUPPORT.News
- Posts
- Notícias da Saúde em Portugal 849
Notícias da Saúde em Portugal 849
As notícias diárias à distância de um clique - sempre às 12:00h


Autoridades prosseguem com ações forenses na investigação do ataque informático ao SNS
TVI NOTÍCIAS
Um ciberataque proporcionou, no final de maio, o acesso indevido a dados clínicos de milhares de utentes do Serviço Nacional de Saúde
O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), juntamente com o SPMS e em articulação com a PJ, continua a realizar ações forenses, no âmbito do acesso indevido de dados do SNS, disse à Lusa fonte oficial.
"O Centro Nacional de Cibersegurança foi notificado, no dia 21 de maio, do incidente que afetou os sistemas de informação na área da prestação de cuidados de saúde do Sistema Nacional de Saúde [SNS]", disse a mesma fonte, quando questionad apela Lusa.
O CERT.PT, que é a equipa de resposta a incidentes nacional, que funciona no âmbito do CNCS, "no exercício das suas atribuições legais e operacionais, tem acompanhado a situação junto dos responsáveis pelo funcionamento destes sistemas de informação, bem como junto das autoridades", salienta o Centro Nacional de Cibersegurança.
Neste momento, "a situação está contida por ação da SPMS [Serviços Partilhados do Ministério da Saúde], com a desativação das contas associadas ao incidente".
O CNCS, "juntamente com a SPMS, e em articulação com a Polícia Judiciária [PJ], continua a recolher informação e a realizar as ações forenses consideradas necessárias para identificar os vetores de ataque utilizados neste caso", remata fonte oficial.

Em 25 de maio, a PJ informou que o acesso indevido a dados de utentes do SNS através de credenciais comprometidas de um médico fez, pelo menos, mais de 100.000 vítimas e admitiu que pode ter sido usada inteligência artificial (IA).
José Ribeiro, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T), explicou em conferência de imprensa, que o ataque informático que permitiu recolher "um grande volume" de informação decorreu no espaço de dias, permitindo extrair informação que "há poucos meses levaria três meses" a obter, pelo que admitiu que se tenha recorrido a IA.
O diretor da unidade de cibercrime da PJ disse também que as mais de 100.000 vítimas de acesso indevido a dados pessoais estão espalhadas por todo o território nacional, incluindo ilhas, e afirmou que as indicações iniciais de que o roubo de dados incidia de forma expressiva sobre informação de crianças e menores foram feitas "de forma precipitada".
Os utentes do SNS afetados pela situação não podem fazer nada para garantir mais segurança dos seus dados, uma vez que a responsabilidade da plataforma de dados é dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.
Segundo informação que a PJ obteve junto dos serviços do Ministério da Saúde, as credenciais que permitiram o acesso indevido foram desativadas, a exfiltração de dados estancada e foram recolhidas máquinas para análise e estão em curso medidas adicionais de reforço de segurança.
O caso surgiu após denúncias e relatos de utentes nas redes sociais sobre notificações de acesso aos seus processos através do SNS 24, o que levou à apresentação de queixas junto de várias entidades de saúde.
SNS aumenta atividade e reforça inovação
SNS
A Ministra defendeu a necessidade de acelerar a modernização do sistema de saúde para responder às exigências demográficas e tecnológicas.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) aumentou a atividade cirúrgica, reforçou a inovação tecnológica e alargou modelos de cuidados como a hospitalização domiciliária, apesar da pressão crescente sobre o acesso e da subida da procura, afirmou a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na apresentação do Índice de Saúde Sustentável 2025/2026, realizada a 27 de maio, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
“O SNS permitiu um claro ganho no índice de saúde dos portugueses”, disse Ana Paula Martins, na conferência “Sustentabilidade em Saúde”.
A Ministra defendeu a necessidade de transformar os modelos de prestação de cuidados e acelerar a modernização do sistema de saúde para responder às exigências demográficas e tecnológicas, destacando também os ganhos de produtividade e a redução do absentismo associados ao desempenho do SNS.

Segundo os dados apresentados, o investimento realizado no SNS em 2025 permitiu um retorno económico estimado em 10,2 mil milhões de euros, através da redução de faltas ao trabalho e do aumento da produtividade. O novo Índice de Saúde Sustentável atribui ao SNS 59,3 pontos, numa escala de zero a 100, refletindo o aumento da despesa, a pressão assistencial e os desafios no acesso aos cuidados de saúde.
Na área da inovação, Ana Paula Martins salientou a redução dos tempos médios de aprovação de novas moléculas terapêuticas, que passaram de 402 dias em 2022 para 254 dias em 2025, bem como o alargamento da cirurgia robótica no SNS, atualmente disponível em 20 hospitais.
A hospitalização domiciliária registou igualmente um crescimento significativo. O número de pessoas com alta neste modelo assistencial aumentou de 4 830 em 2020 para 14 251 em 2025, representando um aumento de 195%.
A Ministra reconheceu os desafios persistentes no acesso aos cuidados de saúde, associados ao aumento contínuo da procura, defendendo a necessidade de reorganizar processos, reduzir burocracia e acelerar a transformação digital do sistema.
“Se falamos de sustentabilidade, não falamos só de eficiência. Falamos, acima de tudo, de evitar a doença evitável e de melhorar a qualidade de vida das gerações de hoje e de amanhã”.
A edição deste ano do Índice de Saúde Sustentável, elaborado pela Nova IMS, introduziu uma nova componente dedicada à prevenção, avaliando indicadores como vacinação, rastreios, consultas preventivas e promoção da saúde.
A USF Berço abre as portas aos médicos do Hospital de Guimarães para ali realizarem consultas
JUSTNEWS
Uma equipa completa, estável e predominantemente feminina, com apenas um elemento do sexo masculino, em que 7 médicas, 7 enfermeiras e 5 secretários clínicos servem uma população de praticamente 12.000 utentes. Eis a Unidade de Saúde Familiar Berço, coordenada pela médica de família Joana Nuno e cujos profissionais transitaram todos da UCSP Amorosa, que se mantém no mesmo imóvel de dois andares ainda hoje conhecido em Guimarães como o “Edifício da Amorosa”.
Fazer nascer esta USF não foi tarefa fácil, mas valeu a persistência daquela que é a sua médica com mais idade e que não pensa em deixar de trabalhar enquanto considerar que pode ser útil. De sublinhar que a estratégia de aproximar os dois níveis de cuidados abrange todas as unidades de CSP da ULS do Alto Ave, sendo o abrir de portas da USF Berço aos especialistas hospitalares apenas um exemplo do que se passa na área de influência daquela Unidade Local de Saúde.
Passados 6 anos, e como se compreenderá, os utentes de Joana Nuno continuaram a envelhecer. Daí que a uma lista mais pequena do que o habitual (1560 pessoas) acabem por corresponder muitas unidades ponderadas e também a necessidade de se fazerem mais domicílios. Deve dizer-se que foi apenas à terceira tentativa que o processo de criação da USF Berço teve um final feliz, com a apresentação da candidatura no início de setembro de 2024, umas duas semanas antes de aquela que viria a ser a coordenadora da Unidade regressar da sua licença de maternidade.
Note-se que todos os médicos, enfermeiros e secretários clínicos da USF Berço transitaram da UCSP Amorosa, incluindo Fátima Albuquerque, que a coordenava, embora três das médicas de família fossem aquisições recentes, tendo iniciado funções quando Joana Nuno não estava presente.
“Ganhei um gosto muito especial em lidar com idosos”.
Joana Nuno reconhece que a escolha da MGF teve muito que ver com a “transversalidade” desta especialidade, ou seja, “a possibilidade de ver igualmente grávidas e crianças e de poder acompanhar as pessoas ao longo da vida”. No entanto, devido à particularidade da sua lista de utentes, acabou por “ganhar um gosto muito especial em lidar com idosos”, que, no seu entender, “constituem um desafio diário”.
O tempo disponível para consulta é que parece nunca ser suficiente, lamenta a médica: “Atraso-me sempre, sempre! É um problema crónico! O que tento fazer é ter algumas consultas um pouco mais longas, de meia hora, destinadas precisamente aos idosos mais frágeis, mas, mesmo assim, atraso-me!”.

Descentralização de Consultas Hospitalares
Relativamente ao projeto denominado “Descentralização de Consultas Hospitalares para os CSP”, implementado pela ULS do Alto Ave e que no caso da USF Berço estão envolvidas as especialidades de Urologia e de Pediatria, a coordenadora aplaude a iniciativa. Desde logo por, ao realizarem-se consultas hospitalares fisicamente em unidades de CSP, “tal promove a proximidade entre os profissionais dos dois níveis de cuidados“.
Deve acrescentar-se que, na sequência deste projeto, surgiu posteriormente um outro – intitulado “Equipas Multidisciplinares de Integração de Cuidados” – que visa exatamente a discussão de casos em que, explica a coordenadora, “achamos que não se justifica a referenciação para o hospital, mas, contudo, ficamos na dúvida sobre qual a melhor forma de abordar o problema”.
“Há uma calendarização já estabelecida até ao final do ano, envolvendo as especialidades de Medicina Interna, Cirurgia, Ortopedia, Ginecologia/ Obstetrícia, Pediatria e Medicina Física e de Reabilitação, com dias definidos para deslocação à nossa Unidade de um colega de cada uma dessas áreas. O que não quer dizer que, tendo nós já um certo número de casos de uma determinada especialidade que gostaríamos de discutir, não se agende uma reunião fora do plano existente”, esclarece a médica.
CNPD ESTEVE PRESENTE NA AUDIÇÃO PÚBLICA SOBRE O PROJETO DE LEI QUE ESTABELECE MEDIDAS DE PROTEÇÃO DE CRIANÇAS EM AMBIENTES DIGITAIS
CNPD
As audições tiveram lugar nos dias 5, 8 e 15 de maio de 2026, na Assembleia da República.
A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) esteve presente na Audição Pública que teve lugar nos dias 5, 8 e 15 de maio de 2026, no Auditório António de Almeida Santos, da Assembleia da República, promovida pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, e que versou sobre o Projeto de Lei n.º 398/XVII/1.ª (PSD) – Estabelece medidas de proteção de crianças em ambientes digitais, que se encontra em fase de apreciação na especialidade.
Esta Audição visou auscultar entidades institucionais com competência na matéria, contando com a participação de especialistas, representantes de associações, movimentos da sociedade civil, entidades públicas e empresas do setor tecnológico.
A CNPD esteve presente nesta Audição através da sua Presidente, Professora Doutora Paula Meira Lourenço, e das Consultoras da Unidade de Relações Públicas e Internacionais da CNPD.

Organizada em seis painéis repartidos por 3 sessões, a Audição abordou temas como a necessidade de regulação, as soluções regulatórias, o papel das escolas e das famílias, os impactos na saúde e no desenvolvimento das crianças e contributos das entidades reguladas.
Este ciclo foi encerrado no dia 15 de maio de 2026 com as intervenções dos diversos Grupos Parlamentares sobre a matéria, numa Sessão de Encerramento presidida pela Senhora Deputada Paula Cardoso, Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, da Assembleia da República.

Obrigado por ler a medsupport.news.
A equipa da MedSUPPORT.
p.s. Se gostou desta newsletter, partilhe-a com os seus amigos e colegas! Todos podem subscrever aqui a medsupport.news.
Reply