Notícias da Saúde em Portugal 861

As notícias diárias à distância de um clique - sempre às 12:00h

Indisponibilidade do medicamento Bglau, brimonidina, 0.7 mg/0.35 ml, colírio, solução em recipiente unidose

INFARMED I.P.

Circular Informativa n.º 61/CD/100.20.200 de 18/06/2026

O medicamento Bglau, 0.7 mg/0.35 ml, colírio, solução em recipiente unidose (60 unidade(s)), encontra-se em rutura de stock, por motivos relacionados com o fabrico, com data prevista para reposição a 10/07/2026.

Os colírios contendo brimonidina, encontram-se indicados para a redução da pressão intraocular (PIO) elevada em doentes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular. A apresentação em rutura é a única disponível em recipiente unidose, não contendo, na sua composição, o conservante cloreto de benzalcónio.

Para garantir a continuidade do tratamento dos doentes e evitar que estes se tenham de deslocar novamente ao médico, será temporariamente permitida a substituição desta embalagem, em prescrições já emitidas e válidas, pelas apresentações contendo brimonidina com conservante (CNPEM 50000969 e 50000926).

Alerta-se que esta substituição não é adequada para os doentes com hipersensibilidade ao cloreto de benzalcónio ou a outros conservantes, pelo que estes doentes devem ser encaminhados para o médico, para que lhes possa ser prescrita uma alternativa terapêutica.

Sugere-se que as embalagens sem conservante, ainda disponíveis, sejam reservadas para os doentes em que seja difícil a sua substituição.

O Infarmed continuará a acompanhar esta situação e a atualizar esta informação sempre que se justifique.

Pode consultar a Circular informativa n.º61/CD/100.20.200 de 18/06/2026 aqui.

Há pelo menos 54 clínicas a promover "medicina integrativa" sem fiscalização apesar de condenação do regulador

TVI Notícias

REVISTA DE IMPRENSA | Estas clínicas apresentam-se como espaços dedicados a uma medicina focada na prevenção da doença, no bem-estar e na análise global da pessoa

A expressão surge em montras, páginas na Internet e redes sociais como promessa de uma abordagem diferente à saúde. Falam em prevenção, equilíbrio, bem-estar e numa visão global do doente. No entanto, a chamada “medicina integrativa” ou “medicina funcional” não corresponde a qualquer especialidade médica reconhecida pela Ordem dos Médicos. Ainda assim, uma investigação do jornal Público identificou pelo menos 54 clínicas em Portugal que se apresentam publicamente com estas designações, sem qualquer fiscalização.

A própria Entidade Reguladora da Saúde (ERS) já considerou esta prática enganosa. Em 2024, o regulador ordenou a uma clínica do Porto que deixasse de utilizar a expressão “medicina funcional e integrativa” na divulgação dos seus serviços, por entender que esta podia induzir os utentes em erro, levando-os a acreditar que se tratava de uma especialidade médica reconhecida. Além disso, aplicou uma coima de quatro mil euros por sete infrações, entre as quais práticas de publicidade em saúde proibidas.

Estas clínicas apresentam-se como espaços dedicados a uma medicina focada na prevenção da doença, no bem-estar e na análise global da pessoa. Prometem encontrar a origem dos problemas de saúde e defendem abordagens que incluem exercício físico, aconselhamento alimentar, nutrição e psicologia, mas associam frequentemente terapias como homeopatia, ozonoterapia ou reiki, áreas sem validação científica e que podem representar custos elevados para os utentes. Em muitos casos, uma consulta pode atingir os 300 euros.

Na deliberação relativa ao caso da clínica Dr. Joel Portugal – Medicina Funcional e Integrativa, a ERS concluiu que a utilização desta designação era inadequada por ser “susceptível de induzir em erro os utentes”, uma vez que poderia ser confundida com uma especialidade médica ou terapêutica oficialmente reconhecida. Depois da decisão, a clínica alterou a sua designação nas redes sociais para “Saúde Integrativa e Biológica”, deixando de utilizar a palavra “medicina”.

Governo atribui quatro milhões a aproveitamento de plasma para medicamentos

Saúdeonline

"As pessoas que dão sangue merecem que a ajuda seja totalmente aproveitada", assinalou o ministro da Presidência, acrescentando que a geração de medicamentos essenciais a partir do plasma nacional implica uma despesa de quatro milhões de euros.

O Governo autorizou uma despesa de quatro milhões de euros para aproveitamento de plasma sanguíneo na geração de medicamentos, a realizar pelo Instituto Português do Sangue, anunciou o ministro da Presidência.

António Leitão Amaro falava em conferência de imprensa para divulgar as principais decisões do Conselho de Ministros.

“As pessoas que dão sangue merecem que a ajuda seja totalmente aproveitada”, assinalou o ministro, acrescentando que a geração de medicamentos essenciais a partir do plasma nacional implica uma despesa de quatro milhões de euros.

Leitão Amaro disse também que na área da reforma do Estado o Governo decidiu concentrar exclusivamente no Instituto Nacional de Estatística (INE) a função estatística que estava repartida em vários ministérios, passando o INE a partilhar com a administração pública os dados que vai recolhendo e tratando.

Medicamento experimental pode preservar massa muscular em tratamentos de obesidade

SIC NOTÍCIAS

Um fármaco que promove o crescimento muscular pode reduzir significativamente a perda de massa muscular magra quando se utilizam injeções para emagrecimento, sugere uma investigação.

Um estudo publicado na revista Nature Medicine sugere que o apitegromab, um anticorpo monoclonal ainda em investigação, pode reduzir significativamente a perda de massa muscular associada ao uso de medicamentos para a obesidade, como o Mounjaro.

Os medicamentos à base de GLP-1, como o Wegovy e o Mounjaro, têm demonstrado grande eficácia na perda de peso. No entanto, os especialistas alertam que a redução de peso não acontece apenas à custa da gordura corporal. Estudos indicam que entre 25% a 40% da perda total de peso pode corresponder à diminuição da massa muscular magra.

Esta questão preocupa os especialistas porque a massa muscular é importante para a força física e para a saúde em geral. Além disso, ajuda o organismo a gastar mais energia e está associada a um menor risco de diabetes tipo 2.

Apitegromab preserva a massa muscular

O objetivo do estudo foi perceber se o apitegromab - um anticorpo monoclonal experimental que atua como inibidor da miostatina para promover o crescimento muscular e prevenir a atrofia muscular - poderia ajudar a preservar a massa muscular durante a perda de peso provocada pela tirzepatida, o princípio ativo presente no Mounjaro.

O ensaio clínico envolveu 102 participantes, distribuídos aleatoriamente por dois grupos. Um grupo recebeu apitegromab juntamente com tirzepatida, enquanto o outro recebeu placebo em conjunto com tirzepatida.

Ao fim de 24 semanas, os investigadores verificaram que os dois grupos perderam peso. No entanto, os participantes que receberam apitegromab perderam, em média, 1,6 quilos de massa magra, enquanto os que receberam placebo perderam cerca de 3,5 quilos.

Segundo os investigadores, o tratamento com apitegromab permitiu uma retenção de massa magra cerca de 55% superior em comparação com o placebo.

A preservação da massa muscular é apontada pelos especialistas como um dos principais desafios dos tratamentos para a obesidade à base de GLP-1. Alexander Miras, especialista em obesidade da Universidade de Ulster, sublinhou a importância desta questão e alerta para o impacto que a perda muscular pode ter no dia a dia dos doentes.

“Isto significa que (as pessoas) podem ter mais dificuldade em levantar pesos, por exemplo, ou subir uma colina”.

Alexander Miras - Especialista em obesidade da Universidade de Ulster

Atualmente, o apitegromab continua em fase de ensaios clínicos e não está disponível para utilização.

Praticar exercício e ter uma alimentação equilibrada é importante

Praticar exercícios físico e ter uma alimentação equilibrada é importante para ajudar a manter a massa muscular durante a perda de peso.

Entre as atividades recomendadas estão:

  • levantamento de pesos

  • exercícios com bandas de resistência

  • subir escadas

  • caminhadas em trilhos

  • andar de bicicleta

  • dança

  • ioga

Consumir proteína, suficiente ao longo do dia pode ajudar a manter ou aumentar a massa muscular, como carne, peixe, feijão, lentilhas, grão-de-bico, ovos, iogurte, entre outros.

Obrigado por ler a medsupport.news.

A equipa da MedSUPPORT.

p.s. Se gostou desta newsletter, partilhe-a com os seus amigos e colegas! Todos podem subscrever aqui a medsupport.news.

Reply

or to participate.