Notícias da Saúde em Portugal 863

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Congresso da OMD regressa a Lisboa em novembro

O JornalDentistry

A Ordem dos Médicos Dentistas vai realizar o 35.º Congresso da classe entre os dias 19 e 21 de novembro, na FIL, em Lisboa.

O evento regressa à capital e volta a instalar-se na Feira Internacional de Lisboa, espaço que reúne as condições necessárias para acolher o maior encontro da medicina dentária portuguesa.

A edição deste ano deverá juntar mais de 8000 participantes, mais de 100 conferencistas, mais de 250 sessões e mais de 300 marcas, num programa dirigido a médicos dentistas, gestores e proprietários de clínicas dentárias, estudantes, investigadores e profissionais da indústria.

O congresso pretende proporcionar três dias de conhecimento, partilha e contacto com a evolução científica, clínica e tecnológica da medicina dentária. A programação inclui conferências, sessões científicas, iniciativas paralelas e a Expodentária Portugal, que volta a funcionar como espaço de ligação entre profissionais, empresas e marcas do setor.

As inscrições já se encontram abertas, com modalidades distintas para médicos dentistas com inscrição em vigor na OMD, médicos dentistas seniores e estudantes de medicina dentária em Portugal. A categoria de estudante é exclusiva para alunos de medicina dentária em instituições portuguesas e não se aplica a estudantes em formação pós-graduada.

A dimensão do evento reforça o seu papel como ponto de encontro anual da medicina dentária em Portugal.

Consultas médicas online disparam, mas setor continua sem regras claras nem licenciamento obrigatório

CNN

As consultas médicas à distância estão a ganhar cada vez mais espaço em Portugal, mas o crescimento da telemedicina está a levantar preocupações devido à ausência de um enquadramento legal que obrigue ao licenciamento das entidades que prestam este tipo de serviços, segundo o Jornal de Notícias. A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e a Ordem dos Médicos (OM) defendem a criação de regras claras que permitam fiscalizar o setor e assegurar a qualidade dos cuidados prestados.

Apesar de a lei prever, desde 2014, o licenciamento das entidades prestadoras de cuidados de saúde, esse regime continua por regulamentar no caso da telemedicina. Atualmente, segundo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS), estas unidades apenas estão sujeitas a registo obrigatório, não sendo exigido qualquer licenciamento.

Ao todo, existem 4470 unidades de telemedicina registadas, exploradas por 4.275 entidades, enquanto o Ministério da Saúde prepara uma portaria para definir os requisitos necessários para operar nesta área.

Também a Ordem dos Médicos considera que o setor atravessa uma fase de "grande desregulação". O bastonário, Carlos Cortes, alerta que muitos dos serviços disponíveis na internet não respeitam princípios fundamentais da relação médico-doente, da responsabilidade clínica ou da confidencialidade.

A Ordem está, por isso, a preparar um regulamento e um sistema de certificação para plataformas de teleconsultas, defendendo que estas devem ser validadas por uma entidade competente.

Europa: bactéria "carnívora" espalha-se nas praias com o aquecimento global

Euronews

O verão arranca com milhões de turistas a olhar o mar, mas a proliferação da bactéria Vibrio, associada às alterações climáticas, já levou ao encerramento de praias em Espanha e gerou alertas no Mediterrâneo.

Com o verão iniciado, muitos turistas preparam-se para ir à praia. Contudo, a presença crescente de bactérias no mar preocupa autoridades e setor turístico.

Nos últimos anos, vários pontos do litoral europeu registaram contaminações e alertas sanitários, num contexto de águas mais quentes e maior pressão turística.

“O Mediterrâneo está a mostrar-nos o que significa um mundo mais quente”, afirma Hatim Aznague, da União para o Mediterrâneo.

Aumenta ameaça da “bactéria carnívora”

A bactéria Vibrio, conhecida como “bactéria carnívora”, vive naturalmente em águas marinhas e pode causar desde gastroenterites até infeções graves.

Entre as espécies mais relevantes estão a Vibrio vulnificus, a Vibrio parahaemolyticus e variantes da Vibrio cholerae. As infeções podem ocorrer através do consumo de marisco cru ou do contacto de feridas com a água.

“As bactérias não são a história, são as mensageiras; a história é um mar desequilibrado pelo calor e pela poluição”.

Nos casos mais graves, a infeção pode provocar necrose dos tecidos, sépsis e até amputações.

O risco aumenta durante o verão, sobretudo em períodos de calor extremo e em águas costeiras pouco profundas.

Mediterrâneo antecipa efeitos das alterações climáticas

O Mediterrâneo é uma das regiões mais vulneráveis ao aquecimento global e um dos mares que mais rapidamente aquece.

Segundo Aznague, o aumento da temperatura da água, aliado à poluição e à menor salinidade em certas zonas, favorece a proliferação de bactérias.

A EFSA prevê um aumento da presença de Vibrio na Europa devido às alterações climáticas, especialmente em estuários e águas menos salgadas.

Turismo sofre impacto económico direto

Além do risco sanitário, a expansão da Vibrio tem impacto económico. “Nas nossas costas, o litoral não é uma parte da economia, é a economia”, resume Aznague.

O encerramento de praias e os alertas sanitários afetam diretamente o turismo e as economias locais.

O aumento das temperaturas e dos fenómenos climáticos extremos está a ampliar as áreas de risco e a preocupação das autoridades de saúde.

Risco é já presente, não futuro

Para a União para o Mediterrâneo, trata-se de um problema atual e não de um cenário futuro.

A solução passa por maior cooperação e ações coordenadas entre os países da região.

A bactéria Vibrio é hoje um sinal das profundas alterações que afetam os ecossistemas marinhos. Como resume Aznague: “As bactérias não são a história, são as mensageiras; a história é um mar desequilibrado pelo calor e pela poluição”.

Europa está a derreter e a enfrentar uma onda de calor histórica

RTP NOTÍCIAS

Foram emitidos alertas devido às altas temperaturas em Itália, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Portugal e Espanha.

Desde a passada segunda-feira que a Europa enfrenta uma onda de calor que afeta particularmente França, onde se registam temperaturas recorde para junho.

É preciso recuar até 2003 para encontrar uma onda de calor comparável. Nessa altura, morreram cerca de 70 mil pessoas na Europa.

Os cientistas afirmam que esta onda de calor foi agravada pelas alterações climáticas, estimando que, sem elas, as temperaturas seriam entre 2 e 4 °C mais baixas.

Os especialistas alertam para o aumento de casos de insolação e afogamentos. Em França, a Proteção Civil registou 13 mortes no mar durante o fim de semana. Houve ainda vítimas na Alemanha e três crianças morreram afogadas em Tarragona, Espanha.

O resto da Europa

A onda de calor não afeta apenas França. Reino Unido e Bélgica registam temperaturas excecionais para esta época do ano.

O Met Office emitiu um alerta máximo para o centro e sul de Inglaterra, onde os termómetros poderão atingir os 40 °C. Na Bélgica, as autoridades meteorológicas admitem temperaturas recorde.

Na Península Ibérica, o IPMA alertou para temperaturas excecionais no centro e norte de Portugal, com vários distritos sob alerta. Em Espanha, o País Basco poderá atingir os 40 °C, permanecendo sob alerta vermelho.

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