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Notícias da Saúde em Portugal 864
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Primeiro caso de ébola detetado em França num médico regressado da República Democrática do Congo
DN
Foi identificado o primeiro caso de ébola na França continental, um médico que tinha regressado recentemente da República Democrática do Congo, anunciaram as autoridades francesas.
"A situação está a ser acompanhada de perto pelo primeiro-ministro", respondeu o gabinete do líder do Governo.

A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração do surto e classificou a epidemia em 17 de maio como uma "emergência de saúde pública de importância internacional".
O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.
Hantavírus: OMS prepara-se para declarar fim do surto em 2 de julho se não surgirem novos casos
OBSERVADOR
A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai declarar em 2 de julho o fim do surto de hantavírus detetado num navio de cruzeiro, caso não sejam reportadas novas infeções entre as 54 pessoas que ainda estão em quarentena.
A informação foi avançada na passada quarta-feira em conferência de imprensa pelo diretor-geral da OMS, que adiantou que o número de casos se manteve estável nos 13 durante várias semanas, tendo sido confirmadas três mortes.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sequência do surto registado no navio de cruzeiro Hondius, 650 contactos dos passageiros afetados foram identificados e monitorizados em 33 países.
“Agradeço a todos os países que contribuíram de diversas formas para a resposta a este surto, especialmente pela liderança e solidariedade demonstradas por Espanha e pelo seu primeiro-ministro, Pedro Sánchez”, salientou o responsável da OMS.
APA participa em missão de revisão por pares da AIEA ao Egipto
APA
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) realizou uma missão de revisão por pares Integrated Regulatory Review Service (IRRS) ao Egipto, com o objetivo de avaliar a implementação das Normas de Segurança internacionais.
Esta missão IRRS de 12 dias que terminou a 24 de junho de 2026 foi a primeira missão deste tipo realizada no país. A missão foi conduzida a pedido do Governo do Egito e acolhida pelas autoridades competentes para a proteção radiológica e segurança nuclear do país.
A equipa IRRS, que contou com um elemento da APA, foi composta por 20 especialistas provenientes da África do Sul, Alemanha, Austrália, Bulgária, Chéquia, Finlândia, Grécia, Hungria, Lituânia, Paquistão, Portugal, Roménia, Sudão e Reino Unido, bem como por três membros da AIEA.
O Egito está a construir uma central nuclear desde 2022. Além disso, são utilizadas fontes de radiação nos setores da medicina, investigação e indústria.
O âmbito da missão inclui a avaliação de toda a infraestrutura reguladora para a proteção radiológica, gestão segura de resíduos radioativos, e segurança nuclear.

Durante a missão, os membros da equipa IRRS analisaram a legislação, os regulamentos, as políticas e os procedimentos das autoridades competentes. Os membros da equipa observaram igualmente inspeções reguladoras em vários tipos de instalações.
No final da missão, a equipa IRRS entregou um relatório às autoridades do Egipto, contendo recomendações e sugestões para reforço da infraestrutura reguladora do país.
As missões IRRS são um dos principais instrumentos da AIEA para fortalecer os sistemas de regulação da segurança nuclear e radiológica nos seus Estados-Membros, promovendo a harmonização de abordagens e a melhoria contínua da regulação a nível global.
Portugal acolheu uma missão IRRS em 2022, e a APA está a trabalhar ativamente na implementação das recomendações e sugestões resultantes.
Alguns hospitais já ativaram nível mais baixo dos planos de contingência devido ao calor - ministra
S+
A ministra da Saúde disse na passada quarta-feira que alguns hospitais do país já ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência devido ao calor com as equipas dos serviços de urgência a serem reforçadas.
“Já ativámos o nível de contingência 1, que tem muitas medidas que estão em articulação com outras entidades e com a Proteção Civil”, afirmou aos jornalistas Ana Paula Martins, avançando que foi ativado nos distritos com risco mais elevado de calor.
Segundo a ministra, no âmbito da ativação dos planos de contingência também existiu um reforço das equipas nos serviços de urgência dos hospitais.

Na passada terça-feira, o INEM avançou à Lusa que recebeu em junho cerca de 6.000 chamadas a mais do que em 2025, um aumento associado aos efeitos das temperaturas elevadas, ao agravamento de doenças crónicas e situações de doença aguda.
A ministra disse ainda que Portugal está preparado para enfrentar a ébola caso chegue a Portugal, indicando que o risco da doença chegar ao país é baixo, a propósito de França detetar na passada quarta-feira o primeiro caso positivo do vírus Ébola.
“Nós estamos completamente preparados, fazemos parte da rede de emergência sanitária internacional e também europeia e estamos completamente preparados para executar todos os protocolos que vão desde, digamos, a identificação, o diagnóstico, ao isolamento, ao repatriamento”, acrescentou.
Um terço dos portugueses nunca ouviu falar de microbiota, revela estudo internacional
SAPO
Apesar do crescente interesse pelo tema e dos avanços científicos na área, uma parte significativa dos portugueses continua a desconhecer o que é a microbiota. Os dados são do Observatório Internacional de Microbiotas 2026 e mostram que 34% da população nunca ouviu falar do conceito, enquanto apenas 21% afirma saber exatamente do que se trata. Os resultados colocam Portugal abaixo da média dos 11 países analisados.
Embora o conhecimento continue limitado, o estudo identifica sinais de maior sensibilização para o tema. Metade dos portugueses inquiridos afirma ter alterado hábitos ou comportamentos com o objetivo de preservar o equilíbrio da microbiota, um indicador que, segundo os autores, reflete uma crescente associação entre saúde intestinal e bem-estar geral.
A microbiota corresponde ao conjunto de microrganismos que vivem em diferentes partes do corpo humano, incluindo intestino, pele, boca, pulmões e trato urinário. Nas últimas décadas, a investigação científica tem vindo a demonstrar o papel destes microrganismos em áreas tão diversas como a imunidade, o metabolismo ou a saúde mental.
Joana Ferreira Gomes, investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, considera que "os resultados revelam um interesse crescente dos portugueses, mas também evidenciam a necessidade de reforçar a literacia em saúde". Segundo a especialista, "uma das áreas mais estudadas nos últimos anos tem sido a relação entre a microbiota intestinal e o chamado eixo intestino-cérebro, procurando compreender de que forma os microrganismos podem influenciar o humor, o comportamento e algumas condições neurológicas e psiquiátricas".

O estudo mostra igualmente que os profissionais de saúde continuam a ser a principal fonte de informação considerada credível sobre o tema. Cerca de 90% dos portugueses atribuem-lhes esse papel. No entanto, apenas 35% afirmam já ter recebido explicações sobre a microbiota, as suas funções e a sua importância para a saúde.
Entre as diferentes microbiotas estudadas, a intestinal continua a ser a mais conhecida pelos portugueses, embora apenas 20% afirmem saber exatamente o que é. O conhecimento é ainda mais reduzido quando se fala de microbiota vaginal (16%), oral (14%) ou cutânea (11%).
A quarta edição do Observatório Internacional de Microbiotas confirma, assim, uma tendência já observada em anos anteriores: "o interesse dos portugueses pelo tema está a crescer, mas o conhecimento permanece limitado, deixando espaço para um maior investimento em informação e educação para a saúde".

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