Notícias da Saúde em Portugal 867

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DGS publica recomendações de proteção para trabalhadores expostos a temperaturas elevadas e ondas de calor

DGS

As alterações climáticas têm originado ondas de calor mais frequentes, intensas e prolongadas em Portugal, que têm profundos impactos na Segurança e Saúde do Trabalho/Saúde Ocupacional (SST/SO).

Especialmente no verão, observa-se uma maior exposição profissional a temperaturas elevadas, sobretudo entre trabalhadores sujeitos a exposição direta à radiação solar, com impacto na saúde, segurança e produtividade dos trabalhadores.

A exposição a temperaturas elevadas no local de trabalho reduz a concentração, aumenta a probabilidade de acidentes e contribui para o aparecimento de lesões e doenças relacionadas com o calor.

Consulte o guia com as principais recomendações de proteção dos trabalhadores expostos a temperaturas elevadas e ondas de calor aqui.

Portugal organiza cimeira mundial da GDHP para debater saúde digital

SNS

Portugal preside à Global Digital Health Partnership (GDHP) e foi nessa qualidade que a SPMS organizou a 17.ª Cimeira da GDHP, um marco importante para a afirmação do país no panorama internacional da saúde digital.

Durante os dias 25 e 26 de junho, na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, reuniram-se representantes da GDHP, constituída por cerca de 43 países, da OMS e de outras organizações internacionais. O debate focou-se no futuro da transformação digital da saúde e uma visão assente na colaboração, na interoperabilidade, na cibersegurança e na confiança.

O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, participou na sessão de abertura da cimeira ao lado da SPMS.

Na sua intervenção, o presidente do Conselho de Administração da SPMS, Luís Goes Pinheiro, sublinhou que “assumir a presidência da GDHP para o mandato 2026-2027 representa uma responsabilidade e uma oportunidade. Queremos aproximar as políticas da prática, promover a partilha de conhecimento entre países e contribuir para soluções digitais que respondam às necessidades reais das pessoas”.

Coorganizada pela OMS, membro fundador da GDHP, a 17.ª GDHP constituiu um fórum estratégico para refletir sobre os progressos alcançados, alinhar prioridades e partilhar experiências entre os parceiros globais. Contribuiu ainda para fomentar a cooperação com vista ao desenvolvimento de sistemas de saúde digital mais inclusivos, sustentáveis e interoperáveis.

Nesta cimeira, representantes governamentais, especialistas e organizações internacionais analisaram a evolução das políticas públicas em saúde digital, partilharam experiências nacionais e debateram os desafios emergentes que moldam o futuro deste setor. A agenda incluiu ainda sessões dedicadas à interoperabilidade, cibersegurança, ambientes regulatórios, áreas de trabalho permanentes da GDHP, entre outras temáticas.

Enquanto entidade que preside à GDHP, a SPMS coordena os trabalhos durante o mandato de 2026-2027, promovendo o intercâmbio de conhecimento, o alinhamento estratégico entre países e o desenvolvimento de iniciativas que contribuam para a evolução da saúde digital centrada nas necessidades das pessoas.

Criada em 2018, a GDHP constitui a principal plataforma global de cooperação em saúde digital. A liderança portuguesa é uma oportunidade estratégica para consolidar a transformação digital da saúde, afirmando o país como uma referência nesta área.

Comunicado de Imprensa | OM identifica médicos voluntários para apoio humanitário de longo prazo na Venezuela

OM

A Ordem dos Médicos, através do seu Gabinete de Apoio Humanitário (GAHOM), está a identificar potenciais voluntários, preferencialmente médicos venezuelanos ou lusodescendentes, para constituir uma bolsa que preste apoio na recuperação e reconstrução da resposta médica na Venezuela.

Perante a dimensão da catástrofe e a necessidade urgente de reforço das equipas no terreno, o GAHOM ativou os mecanismos de identificação internos que permitam criar uma reserva de médicos que poderão integrar uma resposta do Estado português ou de organizações não governamentais, devidamente certificadas e de credibilidade.

A Ordem dos Médicos já disponibilizou esta informação ao Ministério da Saúde, ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, assegurando total articulação institucional.

“Estamos a identificar potenciais voluntários para futuras missões a médio e longo prazo. Os danos provocados pelos sismos vão exigir um apoio médico robusto nos próximos anos. A nossa preocupação é contribuir para a reconstrução da resposta em saúde e ajudar a estancar os previsíveis problemas saúde gerados pela catástrofe”, explica Vítor Almeida, coordenador do GAHOM.

O Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, sublinha que “os médicos portugueses têm uma vasta experiência e capacidade de resposta em cenário de crise. A urgência de hoje dará lugar à necessidade de um apoio mais integrado e estratégico nos próximos meses e é nisso que já estamos a trabalhar.”

A Ordem dos Médicos reafirma o seu compromisso com a solidariedade internacional, com a defesa da vida e com o apoio às populações afetadas por catástrofes naturais, colocando o conhecimento e a competência dos médicos portugueses ao serviço das operações que venham a decorrer na Venezuela.

Depressão pós-parto paterna: a luta oculta dos novos pais

Notícias saúde

A depressão pós-parto nas mães é uma condição amplamente reconhecida que afeta uma em cada sete mulheres. Mas o que poucos sabem é que um em cada 10 novos pais sofre do mesmo.

A depressão pós-parto paterna é um problema significativo de saúde mental que muitas vezes não é diagnosticado nem tratado, em grande parte devido à falta de sensibilização pública e à pressão social sobre os homens para serem “fortes”.

Estereótipo impede reconhecimento da depressão pós-parto paterna

Ao contrário da imagem estereotipada da depressão, a depressão pós-parto paterna manifesta-se habitualmente através de sintomas externos. Enquanto as novas mães podem apresentar tristeza e retraimento, os novos pais são mais propensos a demonstrar irritabilidade, agitação, aumento do consumo de substâncias e agressividade. Estes sintomas podem ter um impacto profundo em toda a família, afetando a relação do casal e aumentando o risco de défices de linguagem e problemas comportamentais nas crianças.

Diversos fatores contribuem para as baixas taxas de diagnóstico e tratamento da depressão pós-parto paterna. Muitos pais mostram-se relutantes em relatar os seus sintomas, frequentemente por desconhecerem que estão a enfrentar um problema de saúde legítimo. A ideia de que devem ser o pilar da família numa altura em que a parceira e o recém-nascido mais precisam de apoio leva muitos a sentirem que estão a falhar nas suas responsabilidades familiares. Frequentemente, sentem culpa e até vergonha e as expectativas sociais de que os homens sejam provedores estóicos podem criar uma barreira significativa à procura de ajuda.

Reconhecer os sinais e procurar ajuda

É essencial que os pais, companheiras e profissionais de saúde reconheçam os sinais da depressão pós-parto paterna. Os principais sintomas incluem:

  • Irritabilidade, raiva e agressividade

  • Isolamento social e retraimento

  • Aumento do consumo de álcool ou de outras substâncias

  • Alterações do sono e do apetite

  • Perda de interesse em atividades anteriormente apreciadas

  • Sintomas físicos como dores de cabeça e dores de estômago

Para os pais que apresentam estes sintomas, o primeiro passo é validar as suas dificuldades e compreender que não estão sozinhos, sublinha Biller. Procurar ajuda profissional é um sinal de força e pode levar a um prognóstico promissor de recuperação. A terapia cognitivo-comportamental tem-se mostrado particularmente eficaz.

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