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Plataforma para otimizar sistema de saúde nasce no Porto e quer atrair empresas

OBSERVADOR

Plataforma Regional de Especialização Inteligente, coordenada pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde do Porto e pelo Centro Clínico Académico de Braga recebeu elogios da Ministra da Saúde.

O desenvolvimento de novos produtos, serviços e soluções capazes de responder aos desafios, contribuindo para a sustentabilidade e resiliência do sistema de saúde fez nascer no Porto a Plataforma Regional de Especialização Inteligente (PREI), foi anunciado na passada terça-feira.

A iniciativa insere-se no âmbito da Estratégia de Especialização Inteligente do Norte (S3 NORTE 2027), que constitui o principal referencial regional para a definição de prioridades em investigação, desenvolvimento e inovação.

“Tem, por um lado, a investigação, como um pilar fortíssimo. A inovação, através da prestação de cuidados de saúde e tem a questão das empresas do setor, promovendo o crescimento da economia, que nós precisamos também para que os cuidados de saúde sejam mais sustentáveis”.

Ana Paula Martins - Ministra da Saúde.

Feito o levantamento, continuou, identificaram quatro áreas fundamentais, medicina de precisão, dispositivos médicos, microbioma em saúde e investigação clínica, que abrange o trabalho que as ULS fazem e querem fazer para o futuro.

A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepodabes) apelou à dádiva

JN

No comunicado em que lança a campanha de verão, a federação refere que os últimos dados de reservas mostram que as de alguns hospitais estão "próximo dos limites mínimos de segurança" e que todos os anos são necessárias entre mil e 1100 unidades de sangue para responder às necessidades.

Os dados divulgados indicam a necessidade de doação imediata para as reservas do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) do tipo de sangue A+ e AB-.

Para o sangue B- e O+ o IPST tem reservas para um ou dois dias e para o sangue A-, B+ e O- tem para três a cinco dias.

A reserva nacional (nos hospitais) tem níveis normais e, por regiões, apenas no Algarve a reserva de sangue A+ tem margem para três a cinco dias.

Em Portugal, as reservas de sangue funcionam através de um sistema centralizado e gerido pelo IPST, que assegura a colheita, processamento e distribuição para os hospitais.

O presidente da federação, Alberto Mota, citado no comunicado, recorda que ter as reservas próximas dos limites de segurança pode dificultar a realização de transfusões, cirurgias e tratamentos indispensáveis para milhares de doentes.

Adianta que nos últimos anos se tem registado uma diminuição das dádivas de sangue, uma situação que representa "um desafio crescente" para os serviços de saúde e lembra que garantir reservas adequadas "é uma responsabilidade coletiva" e um gesto que pode salvar vidas.

"A dádiva de sangue é um gesto simples, seguro e solidário", sublinha a Fepodabes, apelando a todos que, antes de partirem para férias, ou até mesmo durante o período de descanso, reservem uns minutos para doar sangue.

Como enfrentar desinformação sobre vacinas nas redes sociais: guia prático para jornalistas e criadores de conteúdo

ONU NEWS

Nos últimos 50 anos, os programas de imunização salvaram mais de 15 milhões de vidas nas Américas. Ainda assim, a cobertura vacinal continua insuficiente em alguns países, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas.

Apesar das evidências científicas sobre eficácia e segurança, conteúdos enganosos circulam na internet e se tornaram um desafio para a saúde pública no continente.

Guia para jornalistas e criadores de conteúdo

Para enfrentar esse problema, a Opas lançou um guia voltado a profissionais de comunicação, com orientações práticas sobre identificar informações falsas.

A agência recomenda não repetir boatos, mesmo ao refutá-los. Para criadores de conteúdo, a indicação é contestar erros sem atacar indivíduos, evitando confrontos que possam reduzir a confiança do público.

Já a cobertura jornalística deve refletir o peso das evidências, dando maior destaque às informações fundamentadas em dados. Para jornalistas, não é adequado apresentar pontos de vista opostos como sendo igualmente válidos.

Desafios no meio digital

A propagação de desinformação se intensificou nos últimos anos, em parte pelo uso de inteligência artificial generativa, capaz de produzir imagens e vídeos altamente convincentes.

Entre as recomendações da Opas estão investir em alfabetização digital, estimular o pensamento crítico e apoiar iniciativas de verificação de fatos.

Como parte da estratégia para fortalecer a confiança na vacinação, a agência também disponibiliza recursos para profissionais de saúde, educadores e equipes de comunicação.

Acesso precoce às redes sociais tem impactos visíveis nas salas de aula e consultórios

Público

Dificuldade de concentração, lacunas no vocabulário e maior dificuldade em exprimirem sentimentos são comportamentos comuns aos jovens com acesso precoce às redes sociais

O acesso precoce às redes sociais tem impactos difíceis de reverter no desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças, identificados na sala de aula e nos consultórios por professores e psicólogos, que defendem uma maior regulação.

“Uma das primeiras coisas que noto é a capacidade de reter a atenção por um período consistente, que dê para aprender alguma coisa, para reter conhecimento”, começa por relatar Rita Mendes.

Além da dificuldade de concentração, identifica entre os mais “digitais” lacunas no vocabulário, uma maior dificuldade em exprimirem sentimentos ou, por exemplo, em explicarem algum conflito que tenha ocorrido durante o recreio.

“Nas redes sociais existe uma constante assimilação de conteúdos, mas não há apropriação de nada, porque o cérebro não tem tempo para reter”, procura justificar, colocando, em contraponto, a atividade da leitura, em que “o cérebro tem tempo para se apropriar do texto e para o processar”.

Impacto na regulação de emoções

Entre as crianças mais pequenas, Júlio França, que integra o Conselho de Especialidade de Psicologia da Educação da Ordem dos Psicólogos Portugueses, aponta ainda impactos na regulação de emoções e no desenvolvimento da motricidade, mas também entre os mais velhos existem riscos decorrentes da exposição aos ecrãs, sobretudo se for por um tempo excessivo.

“Se falarmos de crianças mais velhas, as redes sociais podem trazer outro tipo de consequências, associadas à exposição a conteúdos que não são apropriados para aquela fase de desenvolvimento”, sublinhou, referindo, como exemplo, conteúdos violentos, de incitação ao ódio ou de cariz sexual.

A secundarização das interações sociais, por outro lado, compromete o desenvolvimento de competências socioemocionais e, a esse propósito, o psicólogo recorda o impacto do confinamento durante a pandemia da covid-19, mas destaca também o potencial aditivo das plataformas digitais.

“Não existindo regulação, os perigos são vários”, sublinha, por outro lado, Júlio França, que alerta que muitas dessas consequências “podem depois ser muito difíceis de resolver”.

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