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Notícias da Saúde em Portugal 872
As notícias diárias à distância de um clique - sempre às 12:00h


Alerta de Fraude – Circulação de novas mensagens para pagamentos indevidos
SNS
O Ministério da Saúde alerta os cidadãos para a circulação de novas mensagens falsas, por SMS, que solicitam pagamentos indevidos. É mais um esquema fraudulento que refere entidades credíveis, como MIN.SAUDE, SNS e SNS 24, com o intuito de induzir os destinatários a fornecerem informações pessoais e bancárias e de obtenção de vantagem financeira.
As novas mensagens chegam em nome do SNS 24 com indicação de que foi instaurado um processo de execução fiscal por dívida ao Estado. As mensagens indicam uma referência bancária, com carácter de urgência para que o pagamento da dívida seja realizado no prazo de 48 horas. Os valores são variáveis.

Lembramos que os serviços do SNS 24 são gratuitos para todos os cidadãos. A linha telefónica e o site SNS 24 são serviços públicos gratuitos. Não pague, nem forneça qualquer informação.
O SNS 24 não envia mensagens a solicitar pagamentos relativos a execução fiscal.
Em caso de dúvida, deverá contactar:
SNS 24 – 808 24 24 24 (assuntos administrativos);
Equipa de resposta a incidentes da SPMS, através do email [email protected].
Europa: detetam 200 mil preservativos não testados e inseguros
Euronews
O Gabinete Europeu de Luta Antifraude identificou uma rota de tráfico usada para distribuir preservativos falsificados na Europa, pondo em risco a saúde sexual de milhares de europeus
Mais de 200 000 preservativos provenientes da China, falsamente declarados como brinquedos, contornaram os requisitos de qualidade da União Europeia, expondo os consumidores ao risco de infeções sexualmente transmissíveis, gravidezes indesejadas e contacto com substâncias e materiais perigosos.
Na Europa, os preservativos são classificados como dispositivos médicos e têm de cumprir normas rigorosas de saúde e segurança, que incluem controlo da contaminação microbiana, biocompatibilidade, resistência a fugas, requisitos de dimensão, prazo de validade e estabilidade.

Os produtos falsificados oriundos da China escaparam a todas estas exigências.
«Os preservativos falsificados são perigosos», afirmou em comunicado Petr Klement, diretor do Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) da Comissão Europeia. «Não são testados, não são controlados e não são seguros.»
Preservativos falsificados, avaliados em mais de 200 000 euros, foram apreendidos na Roménia, na Sérbia e em Espanha.
Segundo o OLAF, foram vendidos na Europa utilizando o nome e o logótipo de uma marca conhecida. O organismo não revelou qual a marca, em que locais foram vendidos os produtos nem quantos dos mais de 200 000 preservativos chegaram aos consumidores.
«É difícil fornecer dados exatos... dada a natureza das redes ilícitas», explicou um porta-voz do OLAF à Euronews Health. Como é «difícil rastrear» produtos falsificados, «é difícil informar individualmente os consumidores» que possam ter comprado estes preservativos, acrescentou.
Em cooperação com as autoridades chinesas, o OLAF identificou o exportador responsável pelos envios, mas não divulgou a sua identidade.
Esta peça foi atualizada com uma resposta do Organismo Europeu de Luta Antifraude da Comissão Europeia (OLAF). O nome do OLAF foi corrigido.
Metade dos portugueses admite recorrer à inteligência artificial em vez de ir ao médico
JN
Mais de metade dos portugueses (51%) considera recorrer à inteligência artificial (IA) em vez de consultar um médico, abaixo da média de 58% registada nos 20 países analisados num estudo divulgado na passada segunda-feira.
O relatório STADA Health Report 2026 coloca Portugal na 15.ª posição entre 20 países, numa tabela liderada pelo Cazaquistão (74%) e fechada pelo Uzbequistão (45%).
Os resultados do inquérito mostram que 30% dos portugueses inquiridos usam IA para entender diagnósticos, 22% para prevenção, 13% para preparar uma consulta, 11% para segunda opinião, 6% para suporte em saúde mental, enquanto 49% não usam IA para saúde.
O relatório revela ainda que quatro em cada dez portugueses (41%) estariam dispostos a armazenar todo o seu historial e dados de saúde num sistema de inteligência artificial para melhorar o diagnóstico, a prevenção ou o tratamento, um valor próximo da média dos 22 países analisados (43%).

Como preocupações quanto à utilização da inteligência artificial na saúde, 61% dos portugueses inquiridos temem erros ou diagnósticos incorretos, acima da média dos 20 países (54%). Seguem-se as preocupações com a utilização indevida dos dados de saúde (46%) e com a redução da interação humana nos cuidados de saúde (43%).
Apesar destas reservas, os portugueses reconhecem benefícios potenciais da utilização da IA. Mais de metade (51%) acredita que poderá contribuir para diagnósticos mais rápidos, acima da média dos países analisados (43%).
Em comunicado, os autores do relatório salientam que a IA já faz parte da forma como os europeus gerem a sua saúde, sublinhando que 82% estão abertos à sua utilização nos cuidados de saúde e 55% já recorrem ativamente a esta tecnologia para questões relacionadas com a sua saúde.
Ainda assim, o relatório conclui que a confiança continua a centrar-se nas pessoas: 77% dos europeus recorrem ao médico de família ou a outros profissionais de saúde para tomar decisões relacionadas com a sua saúde, enquanto cerca de oito em cada dez preferem consultas presenciais.
Investigadores descobrem como tratar a perturbação obsessivo-compulsiva de forma mais eficaz
S+
Uma equipa de investigadores da Fundação Champalimaud (FC) identificou, pela primeira vez, uma rede de circuitos cerebrais que pode permitir que os tratamentos da perturbação obsessivo-compulsiva (POC) sejam mais eficazes e personalizados.
Segundo a instituição, com esta descoberta, hoje publicada na revista científica Biological Psychiatry, os médicos terão mais facilidade em identificar o local exato onde devem atuar, permitindo desenvolver o tratamento de uma forma mais personalizada em cada doente com esta condição neuropsiquiátrica.
Atualmente, o tratamento da POC é desenvolvido com recurso à Estimulação Magnética Transcraniana (EMTr), uma técnica não invasiva e indolor, que tem permitido uma evolução positiva em muitos doentes que não respondiam à medicação nem à psicoterapia.
Com base em casos raros de POC que surgiram após uma lesão localizada no cérebro, o investigador clínico Gonçalo Cotovio e a equipa da FC, em colaboração com colegas do Massachusetts General Hospital, nos EUA, conseguiram identificar os circuitos cerebrais onde poderá residir a causa dos sintomas da POC.
Para procurar esses casos lesionais, os investigadores realizaram uma pesquisa exaustiva da literatura publicada e encontraram imagens de lesões cerebrais de 40 pessoas que desenvolveram POC após uma lesão cerebral.

Durante a análise, os investigadores concluíram que o resultado comum destas lesões – ou seja, a POC – poderia residir não na sua localização no cérebro, mas nos circuitos neurais que as ligam.
“Os resultados deste estudo poderão ter implicações na melhoria do tratamento da POC com EMTr ou outros meios de neuromodulação”, salientou a FC, adiantando que os investigadores estão agora a completar um estudo clínico nesse sentido.
O estudo visa comparar a eficácia, na melhoria dos sintomas clínicos da POC, da estimulação das regiões-alvo habituais da EMTr com a da estimulação da rede de POC lesional recentemente identificada.
“Isso significa que, em última análise – e esse é o próximo passo do projeto – podemos utilizar a nossa rede de POC lesional como uma ferramenta para orientar o tratamento com neuromodulação, em vez de nos basearmos em locais médios”, salientou Oliveira-Maia, autor sénior do estudo.

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