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Notícias da Saúde em Portugal 874
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Estudo conclui que fármacos contra a obesidade reduzem peso mas não melhoram qualidade de vida
Euro news.
Milhões de pessoas recorreram, no último ano, a medicamentos para perda de peso como o Ozempic e o Mounjaro, mas um novo estudo sugere que os benefícios em termos de estilo de vida podem não ir muito além do número na balança.
Os investigadores concluíram que maiores perdas de peso estavam sistematicamente associadas a taxas mais elevadas de efeitos adversos e de interrupção do tratamento.
Nos ensaios, os participantes preencheram questionários padrão sobre qualidade de vida relacionada com a saúde. Os investigadores compararam a evolução destas pontuações com os medicamentos para perda de peso face apenas a alterações de estilo de vida e verificaram que, nos principais tratamentos, não houve melhorias clinicamente relevantes na qualidade de vida.

Entre todos os tratamentos estudados nos ensaios clínicos, a tirzepatida, substância ativa do Mounjaro e do Zepbound, e o CagriSema, que ainda não está aprovado para uso clínico, foram os que proporcionaram as maiores reduções de peso corporal entre os medicamentos para adultos com excesso de peso.
Segundo o estudo, a semaglutida subcutânea, utilizada no Ozempic e no Wegovy, é atualmente o tratamento com provas mais sólidas de redução da mortalidade e de grandes eventos cardiovasculares.
No entanto, tanto a tirzepatida como a semaglutida foram também associadas a uma redução nociva da massa magra, o peso total do corpo excluindo a massa gorda. Níveis baixos de massa magra têm sido associados a um maior risco de quedas, fraturas ósseas e morte precoce.
Os autores do estudo salientaram que a maioria dos ensaios analisados teve períodos de acompanhamento curtos e que são necessários mais estudos sobre os medicamentos mais recentes para compreender plenamente o seu impacto a longo prazo.
Tratar a obesidade é mais do que perder peso
OMS organiza webinar sobre saúde oral e resistência antimicrobiana
OMD
O Gabinete Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Pacífico Ocidental, através das suas unidades de Doenças Não Transmissíveis e de Medicamentos Essenciais e Tecnologias de Saúde, promove no dia 22 de julho de 2026 um webinar dedicado à saúde oral e à resistência antimicrobiana.
O evento, intitulado “WHO Webinar on Oral Health and AMR: New Guidelines on Minimally Invasive Care and Appropriate Antibiotic Use for Oral Health”, realiza-se às 03h00 da manhã em Portugal.

Durante a sessão, a OMS irá divulgar as novas diretrizes globais sobre cuidados de saúde oral minimamente invasivos e ambientalmente sustentáveis para a prevenção e controlo da cárie dentária.
O webinar é gratuito e reserva ainda um espaço dedicado à apresentação do capítulo de saúde oral integrado no livro de antibióticos da organização, o “AWaRe Antibiotic Book”, que detalha as respetivas implicações práticas para a monitorização e uso responsável destes fármacos. O programa inclui também um painel partilhado por representantes de vários países, focado no relato de experiências sobre a aplicação destas recomendações.
Para mais informação, visite a página do evento.
Inscreva-se aqui no webinar.
Queimaduras, intoxicações e picadas: 5 erros que põem em risco a sua saúde na praia
Sapo
Eis cinco erros que podem pôr a sua saúde em risco (e algumas recomendações sobre como evitá-los) num dia de praia.
1 – Fugir da sombra e do protetor solar
Uma pele bronzeada não é mais saudável. Além do aumento do risco de queimaduras e de cancro da pele, passar o dia a “torrar” ao sol pode provocar uma insolação. Para evitar estes problemas, o ideal é preferir a sombra, sobretudo nas horas de maior incidência dos raios ultravioleta, reaplicar protetor solar com frequência e utilizar roupa fresca e que cubra as áreas mais expostas, chapéu e óculos de sol.
2 – Beber pouca água
A desidratação acontece quando o corpo perde mais líquidos do que a pessoa consegue repor, seja pela transpiração normal, seja em casos de vómitos e diarreia. Se ao calor intenso, que aumenta a transpiração, juntarmos o consumo de bebidas alcoólicas, criamos um cocktail perigoso para a saúde. Por isso mesmo, a água deve ser a bebida preferencial nos dias de calor. Pode também ser útil optar por infusões e chás frios. Neste caso, é importante não adicionar açúcar e ter atenção às doses, sobretudo aos chás com cafeína, como o chá verde e o chá preto.

3 – Levar alimentos sensíveis ao calor na lancheira
Alimentos sensíveis ao calor ou que precisam de refrigeração constante devem ficar em casa. Pratos com maionese, ovos crus, marisco, laticínios frescos e sobremesas com natas, por exemplo, deterioram-se mais facilmente quando estão expostos a temperaturas elevadas, o que aumenta o risco de intoxicação alimentar. Os acumuladores de gelo podem atrasar ligeiramente a subida da temperatura dentro da lancheira, mas não são suficientes para garantir a segurança dos alimentos durante muito tempo.
4 – Nadar quando a bandeira está amarela ou vermelha
Ir à praia com segurança implica conhecer o código de cor das bandeiras. A verde indica que “é permitido tomar banho e nadar” e amarela que “é proibido nadar”. Já a vermelha significa que “é proibido entrar na água”. Se, por outro lado, vir uma bandeira axadrezada, saiba que se encontra numa “praia temporariamente sem vigilância”.
5 – Urinar para a picada do peixe-aranha (ou lavar a da caravela-portuguesa com água doce)
Após uma picada de peixe-aranha ou uma queimadura provocada por uma caravela-portuguesa há dois erros comuns que podem piorar a situação.
O primeiro é a ideia de que se deve urinar sobre a picada do peixe-aranha. Esse mito nasce do facto de o calor aliviar a dor provocada pela picada. No entanto, a temperatura da urina não é suficiente para inativar as toxinas. Na maior parte dos casos, a medida recomendada é a imersão em água quente (39ºC-45ºC) entre 20 e 90 minutos.
Quanto à caravela portuguesa, um dos erros mais frequentes é lavar a queimadura com água doce. A recomendação é lavar a zona afetada com água do mar e retirar eventuais tentáculos com uma pinça, sem lhes tocar diretamente com as mãos.
Falar outra língua pode retardar o envelhecimento do cérebro
notícias saúde
Os nossos cérebros são compostos por milhares de milhões de células nervosas que precisam de comunicar umas com as outras. À medida que envelhecemos, a conectividade nos nossos cérebros tende a deteriorar-se e, como resultado, a nossa memória e a velocidade do nosso pensamento também diminuem.
A nova investigação descobriu que quanto mais línguas as pessoas falam, mais jovens os seus cérebros aparentam ser. Aprender uma língua adicional numa idade mais jovem e tornar-se fluente noutra língua também parecem retardar o envelhecimento cerebral.

Ao comparar a idade real das pessoas com a idade dos seus cérebros, descobriram que aqueles que falavam duas línguas tinham cérebros que aparentavam ser cerca de seis anos mais novos do que aqueles que falavam apenas uma língua. Para as pessoas que falavam três línguas, os seus cérebros aparentavam ser cerca de sete anos mais novos, e para as que falavam quatro línguas, cerca de 13 anos mais novos.
Os investigadores tiveram em conta fatores como a idade, o sexo e a escolaridade, mas alertam que não podem descartar a potencial influência de outros fatores que podem ter impacto no cérebro, como o estilo de vida e o envolvimento social.

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