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Notícias da Saúde em Portugal 876
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Intoxicações de Caldas da Rainha associadas à transmissão de norovírus
JN
As intoxicações registadas na última semana nas Caldas da Rainha, com 122 casos registados até agora, estão associadas à transmissão de um norovírus, revelou a Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste, depois de obter resultados às análises efetuadas.
As coproculturas enviadas para o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) revelaram resultado positivo para norovírus do grupo 2, identificando o agente responsável pelo surto. Trata-se de um vírus altamente contagioso, que se transmite facilmente de pessoa para pessoa, através do contacto com superfícies ou objetos contaminados, bem como pelo consumo de água ou alimentos contaminados, sendo uma das principais causas de gastroenterite aguda.

Até ao momento, registaram-se 122 pessoas com sintomas de gastroenterite, na sua maioria associadas ao evento desportivo internacional Footmania, realizado entre 4 e 8 de julho, embora existam também casos na comunidade local.
Duas amostras recolhidas em superfícies da Expoeste — o manípulo da porta do refeitório e o manípulo do autoclismo da casa de banho dos homens — testaram positivo para norovírus, confirmando a contaminação ambiental e reforçando a transmissão por contacto com superfícies. Os espaços envolvidos foram entretanto limpos e desinfetados.
Segundo a ULS do Oeste, a evolução clínica tem sido favorável, sem casos graves nem necessidade de internamento. Os sintomas mais frequentes são vómitos e diarreia, podendo também surgir náuseas, febre, dores abdominais e dores de cabeça. As autoridades de saúde continuam a investigar o surto, aguardando os resultados das análises às amostras alimentares.
Aviso de segurança | Bombas de insulina MiniMed, Paradigm, MiniMed série 600 e MiniMed série 700
INFARMED I.P.
Circular Informativa N.º 070/CD/550.20.001 de 13/07/2026
O fabricante Medtronic emitiu um aviso de segurança (em anexo) relativamente às bombas de insulina MiniMed™ Paradigm™, MiniMed™ série 600 e MiniMed™ série 700, indicando os respetivos modelos, por ter verificado que alterações do posicionamento da bomba em relação ao local de administração podem levar a variações na perfusão de insulina, conforme abaixo se descreve:
Se a bomba for colocada acima do local de administração a perfusão de insulina pode ser maior do que o esperado e, portanto, conduzir a uma situação de hipoglicemia.
Se a bomba for colocada abaixo do local de administração a perfusão de insulina pode ser menor do que o esperado e, portanto, conduzir a uma situação de hiperglicemia.

Adicionalmente verifica-se uma maior variabilidade na perfusão de insulina quando a bomba está colocada a uma distância superior a 35,5 cm (acima ou abaixo) do local de administração.
As pessoas com administração de baixas doses diárias de insulina e aquelas com alta sensibilidade à insulina podem apresentar maiores alterações na glicemia em resposta à situação relatada.
Assim, é recomendada a colocação da bomba de insulina a um nível próximo do local de administração não excedendo 35,5 cm.
Quaisquer incidentes ou outros problemas relacionados com estes dispositivos médicos devem ser notificados à Unidade de Vigilância de Produtos de Saúde do Infarmed através da plataforma REPORTE!.
Consulte a Circular Informativa aqui.
Portugal doa 8,5 toneladas de medicamentos à Venezuela
SNS
Para apoiar a resposta à emergência humanitária após os violentos sismos de junho.
Partiu na passada segunda-feira de Lisboa, com destino a Valência, um carregamento de 8,5 toneladas de medicamentos para apoiar a resposta humanitária na Venezuela, após os violentos sismos ocorridos no passado dia 24 de junho.
Esta operação foi promovida pela Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED), pela Secretaria-Geral do Ministério da Saúde e pelo Instituto Camões de Portugal, em articulação com as associações representativas da indústria farmacêutica, que promoveram um apelo às empresas do setor para aferir a disponibilidade de doação de medicamentos. A operação envolveu ainda o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), o SUCH, bem como diversas empresas farmacêuticas, entre as quais o grupo Tecnimede, BIAL, FAES Farma Portugal, Menarini e Bluepharma.

Os medicamentos, doados ao “Ministerio del Poder Popular para la Salud”, são maioritariamente destinados ao tratamento de doenças crónicas, como anti-hipertensores, antidiabéticos orais, estatinas, anticoagulantes, bem como medicamentos para patologias neurológicas e respiratórias. A sua distribuição será assegurada, na Venezuela, pela Pan American Health Organization (PAHO), a agência internacional de saúde pública para a América do Sul e escritório regional da Organização Mundial da Saúde.
Perturbação obsessivo-compulsiva terá origem no desenvolvimento inicial do cérebro
JN
Um estudo mundial de neuroimagem da doença, em que participou a Universidade do Minho, concluiu que, "a perturbação obsessivo-compulsiva pode ter origem no desenvolvimento inicial do cérebro".
"A forma como o cérebro se desenvolve antes do nascimento e nos primeiros anos pode influenciar o risco de perturbação obsessivo-compulsiva (POC), ou seja, pensamentos intrusivos e comportamentos repetitivos, que afetam 2% a 4% da população global", concluiu o trabalho, liderado pelos Estados Unidos e agora publicado na revista "Nature Communications".

O estudo, em que participou Pedro Morgado, do Instituto de Ciências da Vida e Saúde da Escola de Medicina da UMinho, como investigador principal em Portugal, aponta as bases para "alterações estruturais em várias regiões do cérebro, com padrões genéticos específicos, que ocorrem muito antes do aparecimento dos sintomas".
Perturbação psiquiátrica incapacitante
De acordo com Pedro Morgado, "a investigação identificou novos padrões associados à atividade de genes do desenvolvimento e funcionamento dos neurónios, reforçando a hipótese da origem da doença em alterações neurobiológicas precoces.

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